Cartas de 2004..maio e junho

Afastando-se de Deus

    Caro Gustavo
    Não gostei da citação de Renato Kress. Conheço a Bíblia, desde o Antigo ao Novo Testamento. Aqueles que crêem nos ensinamentos ali contidos ganharão o reino dos céus. Aqueles que não crêem estarão neste mundo maligno. Não confundir os fatos históricos e a condução de uma época. Mas os 10 mandamentos ainda estão valendo.
    O padre Marcelo Rossi está mais para o marketing pessoal e de sua igreja, do que os bons ensinamentos (e educativos) que a Bíblia traz. É só ler Provérbios e Eclesiastes. Quer um exemplo? "Se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás" (Provérbios 9.12). Ou então: "O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado" Provérbio 10.17.  Essa eu gosto muito: "Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido" Provérbios 12.1.
    Quanto a parábolas, realmente na Bíblia tem muitas. E que a sabedoria divina não permite que muitos saibam seu significado. Mas lá em Apocalipse está previsto o código de barras, a composição das 7 grandes nações que já são 8 e quando chegar a 10 virá o anti-cristo. Os rios e a atmosfera poluída...
    O Antigo Testamento prevê a vinda de Jesus e a invenção dos automóveis. Está em parábola... Um bom livro para você ler é "O Código da Bíblia", escrito por um jornalista ateu, que já está no segundo volume.
    Portanto, meu caro Gustavo, falando mal de Jesus ou pondo em dúvida sua existência você estará se afastando de Deus, que mandou Jesus a semelhança do homem para que com este tivesse a facilidade de comunicação com a humanidade.
    Finalizando, um recado de Jesus para você lá em João 10.26-30: "Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um".
    Um forte abraço

Roberto Bendia, editor do Jornal dos Amigos, 30/06

Jorge Kajuru
original do texto

    Olá Gustavo,
    Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo por suas opiniões sempre precisas. Quanto ao assunto do Kajuru, também fiquei indignado. Apesar de não apreciá-lo como apresentador esportivo, admiro sua coragem e sua capacidade de se indignar com as injustiças, principalmente aquelas cometidas pelos 'poderosos'.
    Um abraço

Anderson, Cataguases (MG), 27/06

Sugestão

    Prezados cocriadores de um mundo melhor.
    Parabéns pelo site e pelo esforço. Recentemente tomei contato com o consciência.net (até um pouco por um acaso) mas de agora em diante serei um grande usuário e divulgador do mesmo.
    Gostaria, neste email, de fazer uma sugestão para ser incluída na sua listagem de sugestões (em inglês). O site é o www.commondreams.org e ele é uma compilação de várias notícias e artigos progressistas na mídia mundial. Muito bom.
    Se gostarem incluam em seu Sugestões que garanto que seus leitores irão apreciar.
    Abraços e continuem com o ótimo trabalho.

Fernando Spalding, 23/06

Sucata e seus problemas ambientais

    Amigos,
    Que conseqüências existem a quem vive perto de uma lixeira de sucata de automóveis? Dizem-me que são muitas e graves. Gostaria que alguém sabedor me informasse sobre o assunto.

Manuela, 23/06; contato: manuelagranja@sapo.pt

Demissão de Alberto Dines

    "Dines, seu artigo diz o essencial sobre a atitude do Jornal do Brasil, ao brindar o casal Garotinho com o sacrifício do espaço que você iluminava com inteligência e senso crítico." Leia a repercussão sobre o caso

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    "Bom dia. Desde a manchete que referia a Proclamaçao da Republica no Dia da Independência ou vice versa (nao lembro ao certo), ja desconfiava que a crise do JB era um buraco mais fundo do que parecia. Isso faz uns dois anos. O JB de hoje, vergonha pra todos que construiram sua marca, escreve suspensao com c cedilha (no email que repreende o Dines) alem de servir um noticiario pautado fora do interesse do seu publico."

Julio Hungria, "Cedilha no JB, um jornal desfigurado", copyright Blue Bus (www.bluebus.com.br), 16/06/04

Propaganda partidária
texto original

    Prezados senhores:
    Manifesto minha apreensão e surpresa ao ver aberto apoio a candidatos e partidos feito pelo "consciencia.net". Talvez tenha sido erro de interpretação de minha parte quanto aos objetivos traçados. De qualquer maneira há a partir de agora um certo "empanamento" no brilho e na credibilidade do informativo, já que toma deliberadamente a atitude de apoio a um conjunto de partidos com clara tendência política. Meus agradecimentos

Airo Zamoner, 14/06

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A neutralidade, em política, é uma ficção. Se Zamoner procura encontrar aqui algo parecido, ainda mais agora em período eleitoral, equivoca-se. Gustavo e todos os que aqui se encontram militam na causa dos oprimidos e não dos opressores. E logicamente, ao dar oportunidade à voz do oprimido no site da revista está se fazendo justiça, já que os opressores têm  esse espaço garantido, pois são seus próprios donos. Abraços,

Raquel Moraes, co-editora Consciência.Net e professora da UnB, 20/06

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    Caro Zamoner,
    Cabe aqui fazer alguns esclarecimentos sobre o receio em relação ao apoio que estamos dando formalmente a candidatos (e não a partidos) nas eleições de 2004.
    A idéia de uma imprensa não-partidária, ou seja, que não se posicione politicamente (no sentido mais amplo da palavra, e não apenas institucional) é um juízo de valor oriundo do jornalismo norte-americano. Segundo este modelo, a busca da imparcialidade e objetividade deve ser o eixo da produção jornalística.
    Mesmo tendo um profundo respeito por ela, os editores e colaboradores da revista, em grande parte, não concordam com esta visão. É principalmente na Europa que se pratica um outro modelo, que consideramos mais pertinente, no qual o posicionamento político é natural e necessário.
    O argumento envolve também o respeito pela inteligência do leitor: nós achamos que nosso público é soberano o suficiente para entender tal posicionamente e escolher, de forma independente, se o aceita ou não.
    A revistaConsciência.Net ressalta ainda que não possui qualquer vínculo, seja político (no sentido restrito) ou econômico, com tais partidos e candidatos. Atualmente, aliás, nossa excessiva "independência" faz com que não tenhamos vínculos econômicos com nenhuma instituição ou empresa — o que, em um sistema capitalista, poderá significar inclusive a inviabilidade técnica de uma boa iniciativa.
    Vale destacar que nós não estamos dando apoio a partidos políticos — estes são, lembra-se, o único instrumento possível de ação dos candidatos a cargos parlamentares. Inevitavelmente serão citados.
    Por último, faço uma saudação pessoal pela pertinente observação. Espero que ela possa trazer a necessária reflexão sobre o assunto aos demais leitores.

Gustavo Barreto, co-editor Consciência.Net, 20/06

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    Olá, Raquel, olá, para todos
    No livro do Perseu Abramo, página 38, ele nos diz o seguinte: "Vejamos: é desejável, para um jornalista, para um órgão de comunicação uma postura de neutralidade. (...) "Neutro" a favor de quem? (...). "Imparcial" contra quem? (...). "Isento" para que lado?(...). Assim é defensável que o jornalismo, ao contrário do que muitos preconizam, deve ser não-neutro, não-imparcial e não-isento diante dos fatos da realidade. E em que momento o jornalismo deve tomar posição? Na orientação para a ação. O órgão de comunicação não apenas pode mas deve orientar seus leitores/espectadores, a sociedade, na formação de opinião, na tomada de posição e na ação concreta como seres humanos e cidadãos".

    Isso que ele escreveu é impagável. Troque as palavras "jornalismo", "órgão de comunicação", e substitua por "Escola", "guerra", "fome" , "política", "governo" ou seja lá o que for, serve para tudo nesta vida.

Teka, 20/06

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    Caros amigos
    Creio que é uma ótima iniciativa, esta abertura para a exposição de candidatos comprometidos, com uma trajetória política empregada de anseios e por uma nova postura ética em nosso país, onde precisamos mostrar aos cidadãos da necessidade de novos figuras na política. Não podemos nos agarrar a preceitos da grande mídia que nos iludem que são parciais e fazem abertamente campanha para seus candidatos de sempre... vejam o caso da Folha de S. Paulo com o Serra aqui em Sampa. Até espaço ele tem ... e isto é o que amigos?

Hermyr Douglas, 21/06

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Acredito que ao se posicionar claramente a revista, ao contrário do que pensa o leitor, ganha credibilidade, uma vez que não se utiliza, como meio informativo, de propaganda política dissimulada. Abraços

Daniel Bahia, 21/06

Precisamos de mais agricultura

    Srs. comunicadores e formadores de opinião, bom dia!
    Sobre a notícia que fala da necessidade de maior área de plantio para suprir a alimentação da humanidade crescente no planeta: só faltou dizer quanto de terra está sendo usada para pasto.
    Interessante que todos os programas que falam de alimentação x saúde enfatizam a necessidade do consumo de legumes, vegetais, frutas e água, mas isto conflita com o mundo econômico em que vivemos onde o patrocínio de toda a mídia está calcada em cigarros, bebidas e da indústria alimentícia baseada em conservantes e aromatizantes - interessante que os tais aromatizantes são utilizados tanto na alimentação como nos cosméticos e nos cigarros - ou seja, quem é que vai bater de frente com o SENHOR MERCADO?!
    Ops! Não citei ainda a poderosa indústria farmacêutica!

Márcia Cruz Lima, 09/06

Carta dos Pós-Graduandos contra o corte de bolsas

    Capes e CNPq foram criados como fruto de um projeto de desenvolvimento nacional que colocava a C&T como estratégicos para o crescimento e desenvolvimento econômico.
    Manifesto das Associações de Pós-Graduandos das Faculdade de Educação, Instituto de Física, Instituto de Economia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e representantes discentes na CCPG e no Consu da Unicamp:
    ‘A política nacional para C&T e para a Universidade Pública está fundada, desde o início da década de 90, na tese do Estado mínimo, expressa no Plano Diretor de Reforma do Aparelho de Estado.
    Este plano toma como pontos fundamentais a idéia de uma crise fiscal, da burocratização dos serviços públicos e de sua conseqüente ineficiência. As soluções apresentadas representaram a redução progressiva de verbas públicas para os serviços sociais básicos, dentre estes, a educação pública.
    Se podemos constatar preocupação governamental com o ensino fundamental bem como medidas para a expansão do ensino médio, o que ocorre com o ensino superior e, particularmente, com a pós-graduação, é, de fato, muito preocupante, gerando inquietação na comunidade universitária.
    A redução progressiva no envio das verbas de custeio às Universidades; a redução do quadro de pessoal através da não substituição das vacâncias; a desvalorização/distorção da carreira do servidor compõem um conjunto de ações que vão desfazendo um projeto de ensino superior público considerado de excelência e vanguarda na América Latina.
    Para resolver o problema da ineficiência do Estado foram realizadas privatizações, criação de agências regulatórias e principalmente sistemas de avaliação de setores públicos, atrelando-se seus resultados ao financiamento.
    A Capes e o CNPq foram criados como fruto de um projeto de desenvolvimento nacional que colocava a ciência e tecnologia como estratégicos para o crescimento e desenvolvimento econômico.
    Como a própria sigla expressa, sua tarefa era promover aperfeiçoamento do pessoal de ensino superior e fomento à pesquisa.
    A partir da idéia do Estado avaliador, observamos uma reviravolta no papel histórico da Capes.
    Num plano brilhante de geração de dificuldades para acesso ao financiamento, o Estado avaliador instaura mecanismo de controle com a finalidade de justificar o corte de recursos a partir da improdutividade docente e institucional:
    implantam-se o Sistema de Avaliação do Programas de Avaliação Capes, com ranqueamento das instituições, a Plataforma Lattes, o Cadastro Nacional dos Grupos de Pesquisa e o Currículo Lattes, ao mesmo tempo, extingue-se o PICDT e implementa-se o PQI (programas com editais suspensos, o que deixa os servidores públicos sem acesso ao financiamento de sua capacitação), profundamente amarrado ao cadastro nacional dos grupos de pesquisa e aos índices de produtividade.
    Todo este sistema dá suporte ao ajuste fiscal, colocando a avaliação como instrumento legitimador do ajuste.
    Entendemos que estas políticas constituem um erro histórico e na contramão do desenvolvimento nacional.
    No exemplo concreto do corte de 89 bolsas, recentemente imposto à Unicamp (e às demais Universidades brasileiras), atinge-se uma instituição com inserção na formação de quadros em toda a América do Sul, 15% da produção científica nacional, reconhecimento internacional em várias áreas de pesquisa integradas extensivamente às demandas da população, promovendo o desenvolvimento regional e nacional.
    O que justificaria o corte de bolsa então?
    Chamamos a atenção para a posição dos pareceristas (que não são funcionários do staff da Capes): se, por um lado, o corte de bolsas é resultado do ajuste fiscal, no bojo das políticas de redução das verbas públicas para a educação pública, fugindo, portanto de sua responsabilidade; por outro lado, ao emprestar seus nomes e respaldos acadêmicos para a legitimação dos cortes, os membros das comissões de avaliação corroboram com o processo de desmonte, desconstrução e descontinuidade do projeto de consolidação de uma Universidade voltada para o desenvolvimento nacional, para a pós-graduação e a pesquisa/ensino/extensão nestas instituições.
    Esquecidos do processo que os gera como pesquisadores de excelência, os pareceristas da Capes esquecem também o compromisso que devem manter com a continuidade da Universidade Pública, gratuita e de qualidade.

ADUnB, 02/06
 

Ajudem a TV Pinel

    Pessoal, Preciso informar a todos que a TV Pinel, do Rio de Janeiro, está falindo. A sociedade carioca não pode perder o importante trabalho que é realizado dentro da instituição. Quem puder ajudar, por favor, entre em contato com a TV Pinel.
    Endereço e contato: Av. Venceslau Brás, 65 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ, CEP: 22290-140 Tel.: (0xx-21) 2542-3049, ramal: 2035 e 2111.
    Atenciosamente

Juliana Lanzarini, Estudante de jornalismo da UFRJ, 31/05
 

Pauta Social

    Olá, gostaria de convidá-lo a conhecer e se cadastrar no site Pauta Social (www.pautasocial.com.br). Trata-se da primeira agência de pautas exclusivamente sobre responsabilidade social do país. Obrigada. 
    Abraços,

Luzia Lindenbaum, 31/05
 

A VIVO e a todos os trabalhadores

    Sou cliente da VIVO desde o começo, quando ainda era Telefônica. Nestes anos todos, nunca deixei de pagar minhas contas. O que significa que venho enriquecendo os empresários, donos dessa empresa, desde então.
    Minha indignação, motivo pelo qual escrevo esta carta, ocorreu este mês de abril de 2004, quando tive uma considerável baixa em minha renda.
    Dez dias se passaram da data do vencimento da conta e a VIVO cortou minha possibilidade de fazer chamadas. Vinte dias depois, cortou a recepção, impossibilitando até que as pessoas deixassem recados.
    Veja bem. Sou terapeuta corporal, professor e pai de quatro filhos. O telefone celular é um serviço prestado que pago fielmente, para que eu tenha uma linha direta com meus clientes, alunos e filhos, pois cuido de todos eles e presto serviço.
    Fico chocado quando me dou conta de que, por trás desta empresa, existem seres humanos autorizados pela economia e pela política a explorarem a energia de outros seres humanos e dela obterem lucro para si, com a roupagem de quem está contribuindo para a comunidade com muitas inovações tecnológicas.
    No mesmo mês, atrasei meu aluguel. Isto significa que, no dia seguinte ao vencimento, sou obrigado por lei a pagar 10% de juros do aluguel, da cota do IPTU e do condomínio. Sem falar, que o telefone que me cortaram também será pago com 10% de juros, num país onde a inflação é menor que 1% ao mês. Isto também revela a parceria dos políticos com os empresários. O contribuinte pode perder; o empresário não pode esperar. Sua espera rende-lhe um lucro substancial.
    Imagino que quem está lendo este texto tem discernimento suficiente para perceber que um sistema baseado nesta relação não é humano.
    São coisas, empresas de fachada de homens coisificados.
    Tudo que se vê na mídia é mentira, porque tem o lucro como raiz. Os ricos continuam cada vez mais ricos e o pobres cada vez mais pobres. E a média faz a mídia para sustentar tudo isso.
    Guerras, terrorismo, violência, desemprego, pobreza, muita pobreza, num planeta que tem o suficiente para todos e, se todos forem irmanados, dá pra criar muito mais e fazer deste planeta um jardim, uma biblioteca viva.
    Estou me desligando da VIVO e indo para outra companhia. Sei que não vai mudar porque todas bebem do mesmo poço do nosso sangue.
    Seria necessário que elas, as empresas, e eles, os homens, abrissem mão do lucro ou, pelo menos, de parte dele. Mas saiba que jamais acontecerá, pois isto é querer que pratiquem o suicídio.
    A indignação bate, porque a lei protege o lucro das empresas; isso é democracia, em que todo mundo tem o direito e a liberdade de fazer o que quiser, inclusive explorar a força de trabalho.
    A indignação bate, quando vejo todo mundo tapado, aceitando como se fosse assim mesmo. Preocupados com sua sobrevivência. Pagando 10% de juros no aluguel ou em qualquer outra prestação, como se fosse justo e digno.
    O que é dignidade e justiça, então?
    Que enredo é este em que nos metemos para praticar a exploração e a morte?
    Estamos num emaranhado de aparências e ilusões, sufocados por aquilo que criamos.
    E, na vida, somos aquilo que nos permitimos ser.
    Por que queremos tão pouco?
    Somos nosso maior tesouro!
    Se cada um de nós brilhar, poderemos criar novos universos.
    Por que vivemos, então, da energia do outro, se cada um de nós possui energia suficiente, dada pela natureza, para viver perfeitamente até o final de sua vida?
    O que é isso que nos faz ignorar a existência alheia e dela nos beneficiarmos?
    Que covardia é essa que nos cega, autorizando a tão poucos a se darem bem?
    A última atitude que me resta é gritar, através da ponta de minha caneta, e torcer para que, por trás dos olhos que me lêem, sobreviva um espírito de liberdade.

Rosam Cardoso, Terapeuta corporal, Professor de teatro, expressão corporal e dança. Palestras, cursos e oficinas. Sala em Ipanema. Tel. Cel.: 9696-4495 – cortado pela VIVO, Tel.: 2294-6316
 

A revista-símbolo do atraso
texto original

    Caro Gustavo,
    Recebi por e-mail, de um amigo, o teu texto sobre a Veja, a revista símbolo do atraso. Fiquei feliz ao constatar que existem outros brasileiros que comungam da mesma opinião. É muito dificil ver a verdade através das máscaras que nos são impostas, através do mar de ignorância no qual estamos imersos. Parabéns.

Viviane Barros, 27/05

*

    Caro Gustavo,
    Há um ano acompanho a sua e-zine. Dezenas de vezes tive vontade de respondê-las com esfuziado apoio, mas acabo priorizando outras coisas, pois sinto que você não precisa muito ou quase nada do saco "puxado", já que tem "culhão" de sobra. Desculpe-me os termos, mas você me passa isso. Coragem!!! Parabéns pelo seu trabalho.
    Aproveito esta para assinar embaixo as críticas a (in)Veja, esta revista que é o tiro semanal que a medíocre classe média se dá no próprio ouvido via leitura de textos sem contextos, mas com muitos pretextos, tantos que os próprios jornalistas se perdem na pequenez dos termos mencionados por você. Gostei muito do frasismo, é uma variação pop do fascismo, é uma espécie de haraquiri cultural de longo e doloroso prazo. Até quando?
    Não agüentamos mais... pois aqueles que pensam um pouquinho, mas muito pouquinho mesmo, podem perceber que a Carta Capital e o "Seo Mino", são hoje o que melhor o Brasil pode produzir em termos de jornalismo verdadeiro.
    Continue o seu trabalho pois além de consciente é inspirador para aqueles que lutam pelo revalorização da humanidade.
    Um abraço,

Adriano Sica, Curitiba, 26/05

*

    Infelizmente temos uma grande imprensa branca. É por isso que não renovo mais a minha assinatura de Veja. Abraços,

Mami Yasunaga, Assessora de imprensa do Idec (www.idec.org.br)
 

Operações com a Mídia

Posição do BNDES com relação ao apoio financeiro ao setor de mídia.

    A propósito do programa destinado a financiar empresas da chamada indústria de comunicação (mídia impressa e/ou eletrônica), ainda em fase de estudos e debates no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Congresso, torna-se necessário prestar alguns esclarecimentos.
    De início, deve-se destacar que o BNDES é uma instituição do Estado brasileiro e tem, entre suas mais importantes atividades, a função de atuar no sentido de preservar atividades econômicas de interesse nacional, como é o caso da indústria de comunicação, que, apesar da crise que atravessa, ainda propicia a manutenção de aproximadamente 500 mil empregos.
    Além disso, deve-se lembrar que a democracia pressupõe a existência de uma imprensa livre, independente, múltipla e vigorosa, que possa alimentar e desenvolver o debate dos temas de interesse público, possibilitando um confronto de opiniões que permita a fixação do melhor entendimento democrático.
    Por suas características estratégicas, existe consenso no sentido de que a indústria de comunicação tem de ser genuinamente nacional, para que possa se posicionar adequadamente em defesa dos interesses do País e tenha também condições de contribuir para o fortalecimento da cultura brasileira, em suas mais diversas manifestações. Nenhuma sociedade nacional terá preservada sua identidade se não dispuser de espaço livre e múltiplo para produção de conteúdos artísticos e apresentação de novos talentos.
    Diante da fragilidade em que se encontra a indústria de comunicação, em todos os seus segmentos, ameaçando a preservação de grande parte de seus 500 mil empregos, recentemente o BNDES foi procurado por três entidades de classe (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Associação Nacional de Jornais e Associação Nacional dos Editores de revistas), que solicitaram apoio financeiro ao setor.
    Esclareça-se que as normas adotadas pelo BNDES permitem operações tanto para a mídia eletrônica quanto para a mídia impressa, da mesma forma como ocorre com os demais segmentos da economia. Os estudos do Banco propõem que haja três tipos de operações: apoio a investimentos; financiamento para compra de papel pela mídia impressa; e reestruturação financeira.
    O programa, elaborado pela equipe de técnicos do BNDES, será executado depois de consultas ao Governo e ao Congresso Nacional, pois entende-se que é preciso um amplo debate envolvendo toda a sociedade brasileira. Seu objetivo é atender micros, pequenas, médias e grandes empresas de todo o País, sem distinção e sem privilegiar nenhuma delas.
    Atenciosamente,

Central de Atendimento BNDES, 27/05/2004

Desempregados e o Acesso à Cultura

    Pessoal, Gostei demais do site. Vou passar a visitar com freqüência... Queria botar a boca no trombone para compartilhar com vocês o que descobri com um simples acesso ao site do National Gallery: Os desempregados de Londres têm desconto na entrada do museu... Imaginem isso no Brasil! Um abraço

Tânia, 21/05

Oração em Gaza
"Pediam paz, levaram bomba"

Ariel Sharon é
tão Assassino
quanto
Hitler
Stalin
Bush
O bandeirante Domingos Jorge Velho
o Conde Drácula
e tantos outros Assassinos
da História da Humanidade
no Ocidente Oriente Ásia África Oceania...

Ariel Sharon
deve sentar-se no Tribunal
contra Crimes Hediondos
contra a Humanidade
assim como os antigos nazistas
foram sentados
nos bancos dos tribunais
em Nüremberg...

Acreditamos
que Javé, Deus de toda Israel
não está ao lado de Sharon
quanto esteve ao lado
de David e Salomão
e testou a fé de Abraão,
o grande Patriarca
no alto do monte do Holocausto...

Sharon quer apagar de toda maneira
que os filhos de Ismael,
filho Abraão com a escrava Egípcia,
também pertencem à Jerusalém!

Shalom Salamaleikum Amém!

Ras Adauto, 20/05 [ras.adauto@web.de]

Universidade ou Educação Para Todos?

    Um dos principais problemas no Brasil é o elitismo educacional. Nossa classe trabalhadora possui, em média, 5 anos de escolaridade, enquanto que nos países ricos, a média é 10 anos de escolarização.
    Um outro problema, é a idéia da universidade como castelo, alheia ao setor produtivo, fazendo pesquisa escolástica, alienada dos reais problemas do país, como a fome, a miséria, a ignorância, a violência.
    Isto posto, há que se superar a visão estreita de que a universidade e setor produtivo estão separados, mas também não dá para ficar a reboque do mercado, fazendo pesquisa sob "encomenda", ao sabor dos estreitos interesses dos empresários.

Raquel Moraes, UnB - Faculdade de Educação), 20/05

Sorrisos, cometas e empregos
texto original

    Parabéns! É uma manipulação maquiavélica. Realmente aqueles que combatem o que chamam de "teoria de conspiração" têm, em um sentido muito diferente do que pensam, razão. Não há conspiração simplesmente porque o poder já foi tomado. Luz, Amor e Carinho,

Evandro Vieira, 19/05, do Rio de Janeiro

Rede Globo: fama a qualquer preço
texto original

    Parabéns pelo artigo Gustavo! É a primeira vez que respondo a uma mensagem recebida do grupo, justamente por verificar que este assunto não suscitou tanta discussão como foi o caso do (...) presidente Lula. Espero que cada um do grupo faça a sua parte: boicote e ensine a boicotar a novela, senão seríamos incoerentes ou coniventes. Atenciosamente

Jod Tanaka, Professora de Ética do Centro Educacional e Assistencial de Pedreira (SP), 19/05

*

    Pois é caro Gustavo, é a Globo realizando seu trabalho sem tréguas de destruição da consciência e valores do povo brasileiro. Até quando deveremos aturar a ação perniciosa desta instituição? Atenciosamente,

Franklin Goulart, 19/05

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    Quando se trata de televisão, a crítica que tenho sobre a programação é a insistência desse meio de comunicação em chamar o público de "bobo", etc. Infelizmente as novelas motivam as pessoas a se vingarem através da violência. Sou ciente que temos um lado vingativo, mas precisamos de orientação e exemplos que mostre que o ideal é o dialogo. Não é isso que vemos diariamente! A mídia a cada dia demonstra que o poder está na beleza e na maldade. Que pena!!! Abraços

Shirley, 18/05

Lula e o "álcool" no New York Times
texto original

    Muito bem colocado, Gustavo.
    Somente 2 comentários:
    I) A abertura do brinde com exaltação à caipirinha foi na cerimônia do FHC, a caipirinha virou bebida nacional por decreto presidencial na festa dos "500 anos", você se recorda? Ninguém falou nada. Quem ficou tonta e indignada foi a embarcação que nunca ficou de pé e a polêmica dos gastos... foi arquivada.
    II) Aqui também em todo o Alto Solimões (7 municípios) o pau literalmente come solto com a instrução do Sen. Artur Virgílio Neto (O peixe liso) que controla todos estes prefeitos neo-liberais e neo-libertinais. Por ironia do destino, o povão, a massa adora o Lula. Mesmo com a extrema dificuldade de chegar até eles um programa social. A Máfia do Neo come toda a verba e vivem na opulência da herança maldita.

Manoel Moura Tukano, 09/05

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    A principal conclusão que tenho tirado de tudo isso é que o governo Lula, sobretudo o chamado núcleo duro, ainda não entendeu que não adianta dar o que o FMI pede. Eles sempre vão querer mais. Sempre vão estar em cima, em público (como o artigo de Rohter) ou de maneira velada. Sempre vão estar vigiando, grampeando - inclusive o presidente, como mostrou a CartaCapital.
    Enfim, o pior nisso tudo é que o Brasil ficou sem oposição no momento em que o PT virou governo sem um projeto de país. Se o novo partido não der certo, temo que uma guerra civil declarada tome as ruas e os mortos cheguem aos milhares. Porque é para este caminho que a corrupção e a exclusão e a injustiça e etc. apontam.
    Um forte abraço,

Marcelo Salles, 09/05

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    Caro jornalista,
    Gostei muito do seu artigo "Lula e o álcool no NYT".  Meus parabéns. Contudo, tomo a liberdade de discordar de sua afirmativa  - Lula é o único homem capaz de governar o País. Ano e meio de mandato revelaram o que já esperavam aqueles que conhecem e acompanham a política nacional há muitos anos: Lula não tem programa de governo. A exemplo dos demais candidatos, o que ele apresentou nos debates de campanha, pela TV, nada mais era do que um elenco de intenções e de idéias, porém sem qualquer base.
    Exemplos disso, para não citar outros: promessa de elevação do salário mínimo a um nível decente e redução da taxa de juros. Tenho comigo as fitas de VCR, que tive o cuidado de gravar quando dos debates com Collor e com Serra, nas campanhas eleitorais. Naquelas oportunidades, Lula bradava contra a indignidade do salário mínimo vigente naquelas épocas, e prometia elevá-lo a nível que permitisse ao trabalhador brasileiro comer quatro vezes ao dia... Também naquelas oportunidades Lula dizia, com todas as letras, que não há nação no mundo que consiga crescer e se desenvolver com aquelas escorchantes (então vigentes) taxas de juros.
    Lula foi eleito e, decorrido 1/3 do mandato, nada ocorreu em contrário. O salário mínimo continua irrisório e a taxa de juros continua a desestimular o investidor (diga-se, a iniciativa privada) e conseqüentemente a ampliar o mercado de trabalho. Ao contrário, a taxa de desemprego no maior mercado da América Latina - São Paulo - chegou a 20 por cento, o que torna cada vez mais remota  - e porque não dizer UTÓPICA  - criação dos DEZ MILHÕES DE EMPREGOS, promessa de honra da campanha do então candidato petista. Entendo que não apenas Lula é um despreparado para governar o País, mas também que sua equipe não tem revelado a competência que dela esperava o eleitorado petista.
    Devo registrar, ainda, que sou um homem que acompanha a política brasileira e que assiste pela TV, quase que diuturnamente, as sessões do Senado Federal, procurando sempre estar bem informado acerca do panorama socio-econômico nacional. Mas sou apartidário. E não votei nas  três últimas eleições simplesmente porque não acreditei em qualquer dos candidatos.
    E quanto a Lula, eu, em conversas com pessoas das minhas relações, já previa o que iria acontecer no caso de um governo petista  - ou ele faria um governo exclusivamente petista, confrontando-se assim com as demais correntes partidárias e, portanto, SEM maioria no Congresso, ou formaria ele a base governista, fazendo assim um governo "caleidoscópio". E, claro, ele formou a base governista na base do "é dando que se recebe", vale dizer, leiloando ministérios e cargos dos demais escalões.
    Resultado disso é o que se vê  - conflitos de interesses, desentendimentos entre ministros e em conseqüência o emperramento da burocracia, inviabilizando os tão alardeados programas sociais.
    Devo registrar, por último, que não vejo competência na equipe de governo que aí está. Sou, confesso, um brasileiro desesperançado.
    Respeitosamente,

Lucilio de Abreu, Rio (RJ), 21/05

Ex-reitor da UFC é novo presidente do CNE

    O novo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Roberto Cláudio Frota Bezerra, foi Reitor da Universidade Federal do Ceará (coincidentemente?) nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Sua indicação, como indica um trecho de coluna transcrito abaixo, foi articulado pelo atual reitor da UFC, René Barreira, e o deputado federal Inácio Arruda (PCdoB).
    O mesmo que, como líder do PCdoB na Câmara Federal, substituiu de última hora o deputado Sérgio Miranda (PCdoB-MG) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para votar (tecnicamente, segundo ele) pela viabilidade da PEC da Reforma da Previdência.
    O mesmo que se aliou ao PSDB, PMDB e PFL, utilizando-se do movimento de moradores(as) para fazer oposição à Administração Popular liderada por Maria Luíza Fontenelle (PT), de 1986 a 1988.
    O mesmo que, em 2002, quando os movimentos sociais enfrentavam a reunião do Banco Interamericando de Desenvolvimento (BID) em Fortaleza, optou por participar deste evento em detrimento da luta dos trabalhadores(as).
    O mesmo que se articula com Lula, José Dirceu e José Genoino (e seu irmão, José Guimarães, dep. estadual no Ceará) para barrar a candidatura da deputada estadual Luizianne Lins, aprovada e legitimada na instância máxima municipal do Partido. Para entender este ponto, acessar www.noolhar.com e procurar matérias relacionadas nos meses de fevereiro, março e abril.
    Enfim, é isso. Avaliem.

Da coluna  de Sonia Pinheiro (jornal O Povo, CE, 31/03/2004):

"Mix Político"
Inácio Arruda escoltava, ontem, o reitor da UFC, René Barreira, ao gabinete de Tarso Genro, onde reivindicaram apoio à indicação de Roberto Cláudio Bezerra à presidência do Conselho Nacional de Educação.

Do jornal O POVO, 05 de Maio de 2004:

Novo presidente do CNE diz que medida não resolve
O novo presidente do CNE (Conselho Nacional de Educação), Roberto Cláudio Frota Bezerra, 57, disse ontem, em Brasília, que a política de cotas para negros na educação superior não resolve a origem do problema, ou seja, a qualidade do ensino básico público.

Apesar de não se declarar contrário à medida, que está prevista em projeto de lei do governo federal a ser enviado ao Congresso, Bezerra afirmou que o risco das cotas é o de o ''agente público se ausentar do esforço, achando que o problema está resolvido''.

O novo presidente foi eleito logo após a posse de 11 novos conselheiros do CNE escolhidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com mais de um mês de atraso em relação ao prazo previsto. Do total de 24 conselheiros das duas câmaras - de ensino básico e superior -, 12 tiveram o mandato vencido em março e seus postos ficaram vagos até o último dia 23.

A indefinição política levou o conselho, pela primeira vez, a cancelar a reunião mensal (de abril) por falta de quórum. (das agências)

Daniel Fonsêca Ximenes Ponte, do Ceará, em 06/maio/2004 - e-mail: dfxp@bol.com.br

Corrupção em Três Rios (RJ)

    A Câmara de Vereadores de Três Rios descobriu crimes graves e já provados documentalmente, cometidos pelo prefeito Celso Jacob (PMDB), eleito pelo PDT.
    Entenda o caso:
    1) O prefeito esta sendo processado pelo Ministério Público em três frentes:
    a) Representação nº 47
    Autor: Vereador Nilton César Queiroz Cordeiro (24-9845-7220) do PFL, por uso de um orçamento não aprovado pela Câmara de Vereadores - corre no Ministério Público de Petrópolis, responsável Dra. Vanessa Quadros Soares Katz – telefone nº 24- 22463052 – endereço do Ministério Público: Rua Marechal Deodoro, 88/3 andar – Centro – Petrópolis-RJ.
    b) Representação nº 48
    Autores: Vereadores Abel Zanardi Neto (tel.22-557901) e Marco Antonio de Azevedo Torno (24-99119409), ambos do PTB, por falsificação do texto de uma outra lei aprovada pela Câmara de Vereadores – corre no Ministério Público de Petrópolis, responsável Dra. Vanessa Quadros Soares Katz – telefone nº 24- 22463052 – endereço do Ministério Público: Rua Marechal Deodoro, 88/3 andar – Centro – Petrópolis-RJ.
    c) Protocolo nº MPRJ 2004.001.06800.00 – 19/02/2004
Autor: Vereador Presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Jorge Soares de Azevedo, PL, (tel. 24-99119399/22553215) por falsificação da lei 2734/2003 e por utilização do orçamento não aprovado pela Câmara de Vereadores de Três Rios – responsável – Dr. Antonio Vicente da Costa Júnior – Procurador Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro – Av. Marechal Câmara, 370 – Centro – Rio de Janeiro-RJ – telefone 21-2550 9050.
    2) CPI Municipal instaurada dia 19 de fevereiro de 2004, na reunião da Câmara de Vereadores, pedida pelos vereadores Nilton César Queiroz Cordeiro, Abel Zanardi Neto, Marco Antonio de Azevedo Torno, Nilton Bernardes (PL), (tel.24-99638424), Luis Monega, do PTB (tel. 24-99119408) e Reinaldo Maia (PV); Esta CPI visa apurar as obras superfaturadas da administração municipal de Três Rios, como um trevo que teria custado 94.000 (noventa e quatro mil reais).
    3) Representação no Ministério Público Federal de Petrópolis, assinada pelo presidente da Câmara e mais três vereadores, protocolada dia 5 de março de 2004 e aguardando providencias; Cerca de 25 outras representações estão sendo analisadas pela Justiça, a pedido dos vereadores.
    Mesmo assim, até agora nenhuma punição foi observada. Os corruptos, o prefeito e sua gangue estão nas ruas debochando de nossa cara, rindo de nossa CPI; O vereador Abel Zanardi Neto afirma ter sido ameaçado de morte. Não conseguimos uma linha em nenhum jornal aqui nem da região, muito menos nacional. Já mandamos e-mails e releases para todos. Por isso, escrevo para pedir apoio urgente.
    Mais informações nos telefones acima divulgados ou com os próprios vereadores: Luis Jorge (PL), telefone (24) 9911-9399; Nilton César Queiroz Cordeiro (PFL), telefone (24) 9845-7220; Ou com Dr. Tostes (advogado), telefone (24) 9911-9371.
    Grato,

Jose Souto Tostes, 05 de maio de 2004
 

O que os mercados querem de nós, afinal
leia o texto

    Nesta semana eu trabalhei um vídeo do Walt Disney chamado “Vida de Inseto” com a minha turma de graduação em Avaliação em Administração Educacional e que, de certa forma, oferece subsídios para entender essa questão posta pelo WEISSHEIMER, colocado no cafeconsciencia.
    Como no filme, o que eles querem (gafanhotos) é, além do alimento, manter a própria situação de opressão sobre a população (formigas). E para que isso ocorra, eles usam táticas explícitas e implícitas (simbólicas), para impedir que a população (formigas) se organize e lute contra essa situação, como fizeram, ao final, as formigas quando uma delas saiu para buscar ajuda.
    Eu e meus alunos fizemos muitas associações com a realidade mundial e a brasileira, em particular.

Raquel Moraes, de Brasília, 4/maio/2004
 
 

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