Mar 17 2010

Pesadelo da elite

Parece que, finalmente, a grande mídia percebeu: que N-D é candidatíssimo a secretário-geral da ONU. Era meio óbvio há algum tempo (aqui), mas só agora a ficha caiu para os veículos de comunicação, que perceberam a jogada de N-D – colocar-se como ponte entre os extremos (Venezuela x EUA, árabes x Israel, Irã x Europa-EUA) a fim de capitalizar a esperança (uma versão internacional daquela jogada de 2002, “esperança para vencer o medo”).

Como notaram a estratégia, os jornais responderam como se esperava: caíram de pau, procurando ridicularizar o sujeito. Tudo bem, faz parte. Imagina se, depois de governar oito anos, sair com 80% de aprovação dos brasileiros e o respeito dos líderes das grandes nações, o paraíba torna-se secretário-geral da ONU? Boa parte da elite brasileira ia se jogar pela janela mais próxima – barões da mídia à frente.

[Leia outras de Ivson em coleguinhas.wordpress.com]


Mar 17 2010

Tempos muito estranhos os de hoje

A malandragem da música do Chico Buarque já não é tão romântica assim. As utopias não tem as cores de outrora. A aurora ainda vem, diz o Rig Veda.


Mar 17 2010

La fragilidad de la vida

Anduviste por las calles de la ciudad, hablaste con gente, escuchaste, hablaste. La vida es muy tenue, muy frágil. Esto lo supiste hoy. ¿Qué muestra más la fragilidad de la vida que la muerte?


Mar 16 2010

Um dia de tarde

O dia parecia não ter começado até a hora em que punhas a primeira palavra na página. Até saberes ser essa a palavra em que reconheces o dia. Fostes, andastes, vistes rostos, escutastes, falastes. Agora olhas para a página e nela lês a palavra, como desenhando algo que aos poucos vai tomando forma. É o dia vindo de tarde, à tarde, bem tarde.


Mar 16 2010

Muro, é pra abafar o que?

Na época em que o Rio de Janeiro sediou os Jogos Panamericano (PAN), em 2007, autoridades governamentais queriam cercar as favelas, com o chamado “Muro da Vergonha”.

Desta vez com a chegada da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, o assunto voltou… é isso mesmo, voltou e já está sendo construído pelas beiradas da Linha Vermelha na altura do Caju, mas agora com a desculpa de “abafar o som”, “proteger os moradores do barulho dos carros das principais vias”, disse o prefeito Eduardo Paes em entrevista a pouco tempo na TV. (…)

Confira clicando aqui.


Mar 14 2010

Empezó el día

Esa mañana, se había levantado tempranísimo. Después de algunos minutos de dedicarse a escucharse a sí mismo, a observar el fluir de sus pensamientos, empezó a llover. Lo tomó como una buena señal. Los autos pasaban, como siempre. Un pájaro cantó, como empezando el día. El día estaba empezando. Era eso. No se empujaría a nada. No había a qué empujarse ni para qué empujarse o hacia dónde empurase. Era el día que empezaba. Sintió el trino del pajarito una vez más. Las nubes iluminadas por el sol del lado del mar. El día estaba empezando. Eso era lo importante. El día estaba empezando. No se forzaría a nada. Libertad. Respiró fondo, oliendo el aire mojado por al lluvia. El sol iluminaba las copas de los árboles del lado del bosque. No le debía nada a nadie. No se empujaría a nada. No había anda a lo cual empujarse, ni por qué empujarse o adónde empujarse. Un paso cada vez. Un día por vez. No se empujaría a nada. El día había empezado. Era domingo. Tomaba mate. Le escribiría a las tías, o no. No sabía si saldría o no, ni hacia dónde. No importaba. El día empezaba. Había empezado el día. No se empujaría a nada. Ni a salir ni a quedarse. Se quedaría, saldría, jugaba. Siempre había jugado. Jugaría siempre. No buscaba satisfacer a nadie sino a sí mismo. ¿Por qué tendría que salir corriendo a caminar por la playa? ¿Por qué tendría que forzarse a ir al supermercado? Había empezado el día. No se forzaría a nada. Estoy aquí para mí, solamente para mí. No buscaba agradar a nadie sino a sí mismo. Estar bien en sí mismo. Venían los pensamientos comunes. Un paso por vez. No se forzaría a nada. No había a qué forzarse ni por qué forzarse. Libertad. Fluyo. Empezó el día.


Mar 13 2010

Dias sin comienzo

Hay días que comienzan como queriendo no comenzar. Te levantas y es como si aún estuvieras en la cama. Le dices buen día a alguien y es aún como si no te hubieras dicho a ti que el día ha empezado. Me acuerdo de un chiste en que el sol empezaba el día de varias maneras: una de ellas, como que llegando de a poquito. Hoy el día empezó así, empezó sin empezar. Es como si te hubieras quedado en algún lugar del otro lado. Ya has tomado un mate o lo tomas aún, oyes el ruido de la pala en la calle, recuerdas haber hablado con tu amada y con alguien más, leído ciertas cosas, pensado otras, pero es como si todavía no hubieras llegado a este lado, como si aún el día no hubiera comenzado.


Mar 11 2010

Senador americano: “A Internet não devia ter sido inventada”

“(…) Pouco depois de Obama assumir a presidência, no ano passado, o senador Jay Rockefeller apresentou uma proposta de lei senatorial (S. 773) que daria ao presidente o poder de ” declarar um estado de emergência cibernético ” e encerrar a Internet.

A lei também exigiria dos administradores de rede do setor privado que obtivessem uma licença junto ao governo federal depois de se inscreverem em um programa de certificação do governo. Durante as audiências do Comitê, Rockefeller chegou ao ponto de afirmar que teria sido melhor que a Internet nunca tivesse sido inventada (vídeo acima).

Em Novembro do ano passado foi noticiado que um acordo estava sendo negociado pelos líderes das economias mais poderosas do mundo (aproveitando as reuniões de Davos sobre a economia mundial) no sentido de forçar os provedores a cortar as assinaturas de quem fosse apanhado mais de duas vezes copiando conteúdos protegidos por direitos autorais.

Reportagens recentes indicam que essa proposta não foi discutida na reunião de líderes das economias mais poderosas mês passado, mas já foi aprovada na França com o nome de lei das três faltas. (…)”

Leia na íntegra o artigo de James Corbett, no Resistir.info.


Mar 11 2010

Observatório seleciona jornalista

Estão abertas, de 10 a 20 de março, inscrições para concorrer à vaga de jornalista do Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens, projeto do Observatório de Favelas. Os interessados devem enviar currículo, no corpo do email, para o email da Comunicação Institucional.

Será realizada uma pré-seleção por análise de currículos e serão selecionados até 6 pessoas para as entrevistas, que serão realizadas de 24 a 27 de março. O resultado final será no dia 30 de março.

O Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens é uma iniciativa coordenada pelo Observatório de Favelas, desenvolvida em parceria com o Laboratório de Análise de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-UERJ) e com apoio do UNICEF e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos através da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SEDH/SPDCA).

Saiba mais clicando aqui.


Mar 10 2010

RJ: 40 famílias ocupam hospital desativado

Da Ocupação “Nova Palmares”, via Fórum Social Urbano

Desde 19 de fevereiro, cerca de 40 famílias conquistaram seu direito à moradia ao ocuparem imóvel na Rua Albertino Araújo, 99, próximo ao viaduto da Penha, no Rio de Janeiro. A ocupação foi batizada “Nova Palmares”.

O imóvel era um hospital privado que fora abandonado pelos proprietários após falência. Os ex-funcionários não receberam seus direitos trabalhistas e ocuparam um dos prédios do terreno há três anos. O outro prédio, localizado no mesmo local, continuou vazio, transformando-se em ruína.

O poder público deveria desapropriar imóveis abandonados como este, já que está previsto na Constituição de 1988 que a terra urbana deve cumprir uma função social. Mas enquanto isso não acontece, 270 mil pessoas não têm onde morar na cidade do Rio de Janeiro. A solução para a falta de moradia vem encontrando resposta na organização popular.

As famílias da ocupação “Nova Palmares” contam com a solidariedade dos que apóiam os movimentos dos sem teto. Precisam de material para restaurar o espaço, colocar portas, melhorar a infraestrutura, instalar água e luz em condições adequadas. “A solidariedade dos trabalhadores é a nossa principal ferramenta”, disse um dos moradores.

Para ajudar a ocupação entre em contato pelo email comunicacaofsu@gmail.com