O déficit
primário das contas públicas do Estado, que em 1998 chegou
em R$ 1,032 bilhão, deve apresentar um resultado neutro em 2002,
depois de cair para R$ 96 milhões no ano passado. A previsão
é do secretário da Fazenda, Arno Augustin, que esteve hoje
(21) na Comissão de Finanças e Planejamento da Assembléia,
presidida pela deputada Cecília Hypólito, fazendo um balanço
das Contas Públicas do Estado. Augustin disse aos deputados que
o déficit orçamentário tem apresentado resultados
declinantes, nos últimos três anos, caindo de um pico em 1998
de R$ 1,477 para R$ 555 milhões no ano passado.
O estoque da Dívida
Pública tem apresentado um ritmo de crescimento menor do que em
períodos anteriores. De 1995 a 1998 a variação foi
de 205%, enquanto que de 1999 a 2001 a evolução não
foi além dos 48%. Mesmo com um fluxo de caixa apertado houve um
desembolso com o pagamento da dívida no período 1999/2001
de R$ 2,559 bilhão, com uma redução de R$ 791 milhões,
resultado de uma renegociação do contrato original que obrigava
uma amortização em igual período de R$ 3,351 bilhões,
somente no ano passado houve um desembolso para pagamento da dívida
de R$ 968 milhões.
A arrecadação
do ICMS tem apresentado crescimento real, nos últimos três
anos, indo de R$ 6,1 bilhões em 1999, para R$ 7 bilhões,
em 2001, em valores deflacionados pelo IGP-DI-FGV de dezembro do ano passado,
com uma queda da inadimplência, de 6,56%, em 1998, para 3,8%, em
2001. A cobrança da Dívida Ativa que nos anos 1995/1998 registrou
uma média anual de 131.476 ficou em 155.924 no período 1999/2001,
com uma variação real de 18,6%. A variação
do estoque da Dívida Ativa em 1995/1998 foi de 215%, enquanto que
no período 1999/2001 ficou em 29%.
O secretário da
Fazenda informou aos integrantes da Comissão de Finanças
e Planejamento que o gasto de Pessoal em relação a Receita
Corrente Líquida tem reduzido. Em 1998 estava em 81,8%, permaneceu
em igual percentual no ano seguinte, indo para 80,1%, em 2000, e ficando
em 76,0%, no ano passado.
Pelo critério da
Lei de Responsabilidade Fiscal o comprometimento com pessoal do Estado
caiu de 71,19%, em 1999 para 61,30%, em 2001, quando o limite legal para
2002 é de 60,00%. Augustin salientou aos deputados que o Governo
do Estado já incorporou nos seus gastos os investimentos em 35%
da Receita Liquida de Impostos para a Educação e os 10% da
Receita Tributária Liquida para a Saúde. "Uma grande conquista",
observou.
Fonte: Governo
do Estado do RS
Elvino Bohn Gass destaca situação
fiscal do estado
20.03.02
O deputado Elvino Bohn
Gass (PT) disse que a situação fiscal do Estado melhorou
nestes três anos de administração petista. O déficit
orçamentário, sem receita de privatizações,
foi de R$ 551 milhões, em 2001. Ele ressaltou que o déficit
basicamente é resultado dos pesados compromissos assumidos pela
gestão passada, como o pagamento da dívida, que absorveu
R$ 968 milhões no ano de 2001, só para se ter uma idéia.
"Prova disso é que o déficit primário, que mede a
situação fiscal do Governo em si, e não a herança
do passado, caiu de R$ 1.032 bilhão, em 98, para apenas R$ 96 milhões
em 2001. Foi uma redução de 90,7% do déficit primário.
No ano de 2002, o resultado primário deverá ser positivo,
pela primeira vez em muitos anos no nosso Estado", estimou.
Apesar de todo este esforço,
disse Schmidt, segmentos da oposição não se conformam
com as melhorias fiscais do Estado. Estes que previam atraso de salário
do funcionalismo já no primeiro mês da administração
Olívio Dutra, que não se confirmou, agora amaldiçoam
os instrumentos de gestão financeira.
O Rio Grande do Sul possui
um sistema integrado de administração financeira, também
denominado de caixa único, que agora é criticado por aqueles
que o criaram e dele se utilizaram, em todas as gestões passadas.
"O nosso governo se submeteu dentro do prazo previsto à Lei de Responsabilidade
Fiscal. Esta lei, segundo ele, determinou que em 2001 o governo deveria
comprometer no máximo 53,59% da receita líquida com pagamento
de pessoal. O Executivo Estadual, no entanto, utilizou apenas 49,58% para
este fim. Cumpriu, portando, com folga o limite previsto. Para este ano,
o limite é de 49%. A experiência de 2001 nos autoriza dizer
que certamente também vamos honrar os compromissos de 2002", previu.
Schmidt destaca os serviços
públicos
20/03/02
O deputado Luís
Fernando Schmidt (PT) destacou a importância de instrumentos públicos
como o Banrisul, a Corsan, a Sulgás, a Cesa, a Corag, a CEEE e a
Procergs, que foram recuperados pela atual administração
estadual. "São ferramentas fundamentais para a qualificação
da vida e a economia gaúcha", assinalou. Em 2001, lembrou o parlamentar,
o RS colheu a maior safra de grãos de sua história, com um
total de 20 milhões de toneladas. No mesmo período, o Banrisul
destinou R$ 161 milhões em recursos próprios para o custeio
e comercialização da safra, quase 80% a mais do que foi fixado
em 1998, quando o banco estava sendo preparado pelo governo Antônio
Britto para a privatização.
Segundo ele, o mesmo ocorre
em relação ao saneamento básico. Nos três anos
de governo, mais 616 mil gaúchos começaram a receber água
tratada e 33 mil a contar com esgoto. Com a tarifa social, R$ 2 milhões
de gaúchos passaram a pagar um valor menor de conta de água,
o que não ocorreria se a Corsan tivesse sido privatizada. Além
disso, a CEEE aplicou mais de R$ 280 milhões na geração,
transmissão e distribuição de energia. Esta medida
evitou que se repetissem os sucessivos cortes e contribuiu para que o Rio
Grande do Sul ficasse livre do racionamento de energia elétrica.
"Em estradas, o Estado investiu R$ 656 milhões na construção
e qualificação das rodovias gaúchas", acrescentou.
Luís Fernando Schmidt
disse, ainda, que apesar da crise econômica, a política do
governo do Estado foi a de não demitir servidores públicos.
"Ao contrário, contratou mais de 30 mil servidores, sendo 21 mil
para a área do ensino público, o que permitiu criar mais
de 92 mil vagas na rede pública de ensino médio e implantar
esta modalidade de ensino em mais 135 escolas", concluiu.
Governo envia à Assembléia
projeto de reajuste para categorias intermediárias do funcionalismo
20.03.02
O líder do governo
na Assembléia, Ivar Pavan (PT), afirma que os projetos de lei enviados
à Assembléia Legislativa, realinhando o salário de
cinco categorias do funcionalismo, representam o esforço do governo
do Estado de contemplar os níveis intermediários do funcionalismo,
entre eles 7500 técnicos científicos. Pavan estima que, com
a aprovação dos projetos, 15 mil funcionários terão
seus salários majorados, totalizando 94,5% de servidores com aumento
em três anos de governo. "Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas
pelo Estado, cumprimos o compromisso de melhorar os vencimentos de quem
ganha menos e agora estamos contemplando com reajuste os que se encontram
no meio da pirâmide salarial", frisa.
O projeto do governo prevê
o reajuste de 8% neste ano, em três parcelas a partir de abril, para
categorias intermediárias e para técnicos científicos
lotados no IRGA, DAER, OSPA, Fundação Gaúcha de Tradição
e Folclore, Superintendência de Portos e Hidrovias, IPE, Técnicos
em Planejamento e Quadro Especial. Além do reajuste, o projeto estabelece
parcelas autônomas de R$ 210,00 para os s salários menores
e de R$ 150,00 para os salários maiores nas categorias beneficiadas.
"Os projetos resultam de uma ampla negociação com as entidades
representativas do funcionalismo. Nossa expectativa é de que sejam
aprovados pelo conjunto dos parlamentares sem alterações
que os tornem inexequíveis", aponta.
Segundo Pavan, a implantação
da política salarial do governo do Estado reduziu de 140 para 80
vezes a diferença entre o maior e o menor salário do funcionalismo
e representará um aumento de R$ 1 bilhão/ano na folha de
pagamento quando todos os reajustes estiverem incorporados. Ele lembra
também que, além do reajuste, reivindicações
históricas do funcionalismo foram atendidas, com o pagamento de
promoções, integralização de risco de vida
e realização de concurso público.
Fonte: PT-RS
Consciência.Net