5 de maio de 2003
Agricultor é morto em ação de despejo no Pará

  • Leia abaixo: Denúncias contra Ivo vicentini e Grupo São Vicente não procedem, reconhece autor da denúncia

JB. O agricultor José Orlando de Souza foi morto hoje pela Polícia Militar na comunidade de Corta Corta, a 200 quilômetros de Santarém, no Oeste do Pará. Ele teria reagido a ação de despejo e trocado tiros com os policiais. A morte do agricultor pode confirmar as denúncias de que, no Oeste do Pará, é comum a ação de grileiros de terra, procedentes do Sul do país e do Estado de Mato Grosso, interessados na exploração de ouro.

Apoiados por pistoleiros, os grileiros estão espalhando medo e terror na região há cerca de dois anos. Quem afirma é o presidente da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós, Ivo Lubrinna de Castro, em ofício dirigido à direção do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em Belém.

Lubrinna assinala que os grileiros estão expulsando garimpeiros e colonos de suas terras, abrindo picadas, praticando derrubada de grandes áreas de floresta primária e cometendo todos os tipos de crimes ambientais, inclusive o uso de cianeto na coleta de ouro, o que é proibido pela legislação atual.

De acordo com Lubrinna, os grileiros estão também avançando sobre as áreas da Reserva Garimpeira do Tapajós, alegando que estão autorizados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de Brasília, não necessitando de qualquer vistoria, seja do Incra, de Santarém, seja do DNPM.

Atualmente, de acordo com a denúncia, os grileiros estão povoando irregularmente a Reserva Garimpeira. Lubrinna garante que à frente da ação está o grupo São Vicente, comandando por Ivo Vicentini, cuja sede fica em Londrina, no Paraná [LEIA NOTA ABAIXO ESCLARECENDO O CASO]. O grupo está ocupando a região compreendida pelos garimpos do Rato, Ratinho, Bom Jardim e Crepori, no município de Itaituba.

10 de julho de 2008
Denúncias contra Ivo Vicentini e Grupo São Vicente não procedem, reconhece autor da denúncia

Da redação Consciência.Net. As denúncias feitas pelo presidente da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós, Ivo Lubrinna de Castro, contra o Grupo São Vicente e seu presidente, Ivo Vicentini, são infundadas, segundo aponta documento assinado e reconhecido em cartório pelo próprio Ivo Castro, que havia feito a acusação.

O documento, enviado à redação da Revista Consciência.Net por Ivo Vicentini e publicado abaixo, foi reconhecido pela tabeliã Eunice da Silva Mendes. A matéria foi publicada pelo Jornal do Brasil no dia 05 de maio de 2003 e republicada pela Revista Consciência.Net. Como se tornou uma referência na Internet por meio dos sites de busca, a Revista Consciência.Net se reserva o direito de publicar o documento e abre espaço para quaisquer outros posicionamentos sobre o ocorrido, caso existam. Confira abaixo.


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