[Artes Plásticas]
‘arte que liberta’
ONG busca apoio na iniciativa privada para recuperação dos presos

Peças de decoração, móveis, artesanatos, fabricação de velas (aromáticas, temáticas e flutuantes); objetos de parafina (castiçais, candelabros); vasos e luminárias são alguns dos artigos produzidos pelos detentos no Estado da Bahia. Projeto que permite realização pessoal, na integração social e na ressocialização de presos e suas famílias pretende ampliar trabalho e ir para São Paulo. Por Claudete Cotrim, janeiro de 2006..[+]

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Arte dos índios Kusiwa
é reconhecida
Linguagem Kusiwa é uma forma de expressão complementar aos saberes transmitidos oralmente, a cada nova geração, e compartilhados por todos os membros do grupo. Janeiro de 2003, aqui

Contágio de Deus no
Parque da Redenção

Uma leitura livre e inconseqüente da obra de Iberê Camargo. Por Fabricio Carpinejar, 14 de outubro, 2003, aqui
 
 
 
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A caverna onde
a arte nasceu
As datações dos desenhos da gruta de chauvet, na França, subvertem as idéias que prevaleciam sobre a pintura pré-histórica - ela teria nascido mais cedo do que se imaginava e atingido rapidamente a maturidade. Por Hélène Valladas, Jean Clottes e Jean-Michel Geneste, da Scientific American, dezembro de 2004..[+]

Elifas Andreato:
A alma da MPB

Elifas Andreato é, talvez, o mais importante artista gráfico do Brasil. Sua trajetória, dentro das artes nacionais, é única: saiu de uma condição miserável no interior do Paraná, conviveu com o analfabetismo até a adolescência, foi operário e militante político perseguido pela ditadura. Sem instrução formal tornou-se referência no meio intelectual e artístico do país. E, sem nunca ter passado por um banco de escola, Elifas Andreato chegou a ser professor de Artes na USP. Por Bruno Ribeiro, novembro de 2003. Leia mais
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Proposta de cubo
Um conjunto de sobrados na Zona Norte do Rio de Janeiro recebe a obra de mais de 80 artistas que propõem uma alternativa às instituições mais conservadoras. Por Gisele Kato, Bravo!; Foto: 'Cartografia Fragmentaria', de Fábio Carvalho
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A terceira edição do projeto Orlândia, com o título de Grande Orlândia - Artistas Abaixo da Linha Vermelha, acontece entre os dias 5 e 19 de abril em um conjunto de lojas e sobrados do bairro carioca de São Cristóvão, na Zona Norte. Com mais de 80 participantes, a exposição centra-se na esquina das ruas Bela e General Bruce, e coloca lado a lado obras assinadas por nomes já consagrados, como Cildo Meireles, Tunga, Ernesto Neto e José Damasceno, e outras feitas por muitos ainda em início de carreira, que ensaiam ali suas primeiras exibições públicas.

Iniciada há dois anos, a proposta visa a proporcionar uma espécie de "território livre" para os artistas, que têm então a oportunidade de ocupar um espaço independente dos critérios mantidos em instituições tradicionais, mais aberto às experimentações e pesquisas interativas. Antes do conjunto centenário em São Cristóvão, os integrantes do projeto Orlândia escolheram como endereço uma casa em reforma na rua Jornalista Orlando Dantas - que acabou ajudando a batizar a iniciativa -, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 2001, eles lidaram ainda com o desafio de dividir o cenário com os materiais de construção usados nas obras de reforma da casa, que não pararam para a mostra.

Agora, é a memória da história da Zona Norte carioca que se impõe, desafiando as teorias do "cubo branco" como cenário neutro ideal para as artes plásticas. O grupo selecionado apresenta-se em um bairro industrial decadente, mas que já serviu de residência para a família imperial. Isso sem contar a presença de certa forma agressiva dos pilares de sustentação da Linha Vermelha, vistos das janelas dos sobrados. Na inauguração e no encerramento de Grande Orlândia - Artistas Abaixo da Linha Vermelha haverá também performances e sessões de vídeo.

A terceira edição do projeto tem a coordenação de Ricardo Ventura, Márcia X e Elisa Magalhães. Entre os artistas estão Daniel Feingold, Fernanda Junqueira, Efrain Almeida, Lina Kim, Tatiana Grinberg, Paulo Climachauska e Otávio Avancini. Trata-se de uma boa chance para se pensar a pertinência de regras e "códigos" em que a maioria dos museus ainda insiste em encaixar a arte contemporânea.

Na internet: http://www.grandeorlandia.kit.net/

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A Arte Islâmica
allaboutarts.com.br

No Oriente existem inúmeras filosofias e religiões, mas o Islamismo é a que mais se distancia da mentalidade ocidental.

O Islã, além de ser uma crença religiosa, é uma forma peculiar de interpretação da vida humana, muitas vezes difícil para o entendimento dos povos ocidentais. Para os ocidentais, as coisas que parecem lógicas e racionais no Islamismo são as concepções que eles assimilaram da ciência grega. O pouco aproveitamento que os povos europeus tiveram da cultura islâmica está expresso especialmente nas artes.

As criações artísticas na época de Maomé, quando pregou o Alcorão na Arábia, se reduziram à caligrafia e à poesia lírica cantada, com pouquíssimas incursões nas outras artes. Os motivos preferidos das poesias árabes anteriores ao Alcorão eram a tenda, o cavalo e a amada, cujos poemas eram recitados nas festas tribais. Medina, para onde Maomé emigrou em 622, estava localizada perto da Síria helenística e bizantina, muito rica em arte. A princípio, a mesquita de Maomé em Medina era muito simples: um pátio com um banco sobre um estrado, onde o profeta fazia suas pregações às Sextas-feiras.

Devido ao calor, foram construídos alpendres de palmeira ao redor do pátio e inúmeras filas de colunas, que formavam uma sala grande aberta para o pátio. Lugares iguais foram construídos nas terras que o Islã foi conquistando, e os pátios passaram a ser indispensáveis mesmo nas mesquitas construídas nas cidades, como a de Córdoba.

A mesquita de Omar, uma das primeiras do mundo, tem a forma octogonal com o corpo central redondo. Ela é construída na plataforma do templo de Jerusalém. Esse primeiro edifício foi substituído por outro com planta diferente. Como nessa época os árabes ainda não desenvolviam gosto pelas artes e nem tinham arquitetos capazes, admite-se que a mesquita tenha sido construída por sírios ou bizantinos. 

Em Damasco, uma igreja dedicada a São João Batista foi transformada em mesquita. Nas arcadas do pátio, artistas bizantinos ou sírios aplicaram decoração de mosaico, sem qualquer característica árabe. Assim sendo, os mosaicos da Mesquita dos Omíadas de Damasco só são islâmicos devido ao lugar em que estão, mas a técnica e o estilo são bizantinos. Com a expansão militar o Islã chegou à Mesopotâmia e ao Egito, e assim os árabes entraram em contato com escolas artísticas mais parecidas com as suas origens. Começaram então a formar um estilo artístico, com algum sentido de proporção e simetria misturando com produtos orientais. Os elementos vegetais são difíceis de serem reconhecidos, talvez pelo fato de haver um forte contraste de luz e sombra no deserto. Isso dificulta fazer uma diferenciação nos matizes do claro para o escuro, da mesma forma que existe uma dificuldade em traçar perfis. A fortaleza de Ksar-Amra, construída entre 712 e 715 tem em um dos afrescos das abóbadas o rei Rodrigo de Toledo, vencido pelos exércitos sarracenos.

A mesquita de Ibn-Tulum, de 878, possui um pátio retangular com os respectivos pórticos. O lado do mihrab, cinco fileiras de colunas sustentam arcos quebrados cobertos com relevos de estuque. As colunatas correspondem à necessidade dos muçulmanos orarem alinhados. As naves vão aumentando de número, e pouco a pouco se tornam separadas do pátio por uma fachada que contém várias portas. As mesmas características são encontradas na mesquita de Al-Azhar, no Cairo. Nesse local foi criada a mais antiga universidade do mundo. Hoje, ela é um centro de estudos islâmicos (Direito, Teologia e Literatura).

Dentre as mesquitas mais antigas, a mais importante é a de Sidi-Okba, em Caruão, fundada pelo santo Okba bem Nafi, em 670. O mihrab, nicho da oração, possui cúpulas nos extremos e tem revestimento cerâmico e sofitos de madeira, que talvez tenham sido importados de Bagdá. É uma das obras mais notáveis da decoração árabe. As duas colunas de pórfiro vermelho (mármore) com manchas amarelas foram trazidas de Cartago, e não existem outras iguais no mundo.

Os artistas muçulmanos ficaram famosos nas artes do metal. Os trabalhos damasquinados de latão, bronze ou cobre são de grande estilo, formados de peças cinzeladas com incrustações em ouro e prata. Os medalhões têm motivos vegetais ou figurativos, com cenas de caça e dança.

Entre os séculos X e início do século XII floresceu no Egito o talhe do cristal de rocha e os vidros com decoração policroma, esmaltada e dourada. O marfim era o material preferido pelos artistas muçulmanos, mesmo sendo as madeiras mais raras e preciosas. A cerâmica era trabalhada com enorme imaginação e foi iniciada em Bagdá durante o século IX, quando os artistas revelavam extremo domínio geométrico. Para dar acabamento na cerâmica utilizavam o verniz que foi obtido pela primeira vez do óxido de chumbo e era transparente mas um pouco amarelado, fazendo com que os artistas utilizassem um engobe branco para revestir as vasilhas antes de executar as pinturas nas cores verde e roxo ou roxo e vermelho. Só depois era aplicado o verniz, e então a vasilha era levada ao forno para cozedura.

Depois do verniz de óxido de chumbo, foi descoberto o verniz de óxido de estanho, branco e opaco, de policromia rica incluindo o azul, fixado após uma Segunda cozedura das peças.

O descobrimento do novo verniz trouxe a decoração de reflexos metálicos com a utilização de óxidos de prata e cobre. Esta é a famosa cerâmica dourada, fabricada após a Segunda metade do século X no Egito.

No final do século XIII apareceu a cerâmica hispano-mourista, produzida em Málaga e que influenciou a produção de Manises, em Valença, e foram depois difundidas pela Europa. Os tapetes e os tecidos também fazem parte da arte islâmica. Tanto os califas do Egito como os árabes da Espanha muçulmana fundaram e protegeram as fábricas de tecidos, que chamavam de "tiraz".

Os tapetes são tidos como de maior forma artística que os panos, pois são feitos à mão. Durante a Idade Média o Ocidente só utilizava tapetes árabes. Ainda hoje os tapetes persas são os mais belos do mundo. Os tapetes foram utilizados para introduzir temas muçulmanos no ocidente, e neles eram encontrados temas da inspiração dos artistas cristãos.

Importante também foram os azulejos islâmicos, de enorme relevância na história da arquitetura decorativa muçulmana. Peças raras feitas com esses azulejos podem ser vistas hoje em dia no Museu Calouste Gulbenkian, de Lisboa, em Portugal.

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