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Guggenheim de volta
Cesar Maia
é um sujeito teimoso. Enviou a Nova York seu assessor especial,
embaixador Leite Ribeiro, para retomar o polêmico projeto do Guggenheim.
Paralelamente, o procurador-geral do município, Júlio Horta,
entra com recurso no TJ para liberar a construção do museu
no Píer da Praça Mauá..—.Ancelmo
Gois, O
Globo, 18/10/2004
Ninguém quer
ser o pai do Guggenheim
A notícia
de que um museu ia nascer logo ali, no píer da Praça Mauá,
foi anunciada com jantares luxuosos e conferências com tradução
simultânea. Afinal de contas, o bebê-museu Guggenheim era bilíngüe:
viria diretamente de Nova York para trazer mais cultura aos cariocas e,
de quebra, ajudar na revitalização da Zona Portuária.
O neném era gigantesco (tinha um projeto monumental do arquiteto
francês Jean Nouvel) e riquíssimo (ia custar aos cofres públicos
cerca de US$ 150 milhões). Mas, depois que sua gestação
foi interrompida por um embargo na Justiça, ninguém quer
ser o pai da criança. (O
Globo, 31/8/2004)
Museu do Píer
Mauá
O polêmico
Guggenheim carioca empacou na Justiça. Mas Cesar Maia se faz de
morto. O prefeito pensa em romper com a Fundação Guggenheim
de Nova York e erguer o museu no Píer da Mauá com outro nome.
O arquiteto francês Jean Nouvel, autor do projeto, já concordou.
Faltam os americanos..(Ancelmo Gois,
O
Globo, 16/05/2004)
Vereador vai ao MP
contra prefeito
JB,
31 de outubro, 2003. O vereador Eliomar Coelho vai
entrar com ação no Ministério Público estadual
contra o prefeito Cesar Maia. Segundo ele, o prefeito teria mentido ao
responder a um requerimento de 26 de junho, negando que a prefeitura continuasse
com o projeto para a construção do Museu Guggenheim.
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Vereadores acusam
Cesar Maia de infrações político-administrativas
JB,
14 de outubro, 2003. Os vereadores Eliomar Coelho (PT) e Mário Del
Rey (PMDB) encaminharam denúncia formal à Mesa Diretora da
Câmara Municipal do Rio contra o prefeito Cesar Maia por prática
de infrações político-administrativas, quebrando a
confiança entre o Executivo e o Legislativo. Leia
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Guggenheim volta a provocar polêmica
O
Globo, 10 de outubro, 2003. O plano do prefeito Cesar Maia de
construir uma filial do Museu Guggenheim no Rio, paralisado há cinco
meses por ações judiciais, volta a causar polêmica.
O vereador Eliomar Coelho (PT), autor da ação que suspendeu
os contratos, acusou ontem o prefeito de mentir num requerimento de informações
encaminhado à prefeitura no fim de junho. Leia
mais
Nova derrota para museu
Jornal
do Brasil, 26 de agosto, 2003. O sonho do prefeito Cesar Maia de instalar
uma filial do Museu Guggenheim na cidade começa a se transformar
em pesadelo. A Justiça aceitou ação movida pelo vereador
Fernando Gusmão e suspendeu o contrato da Prefeitura do Rio com
o escritório de arquitetura do francês Jean Nouvel para a
construção do Museu Guggenheim. Leia
mais
Prefeitura vai negociar novo contrato
O
Globo, 22 de agosto, 2003. O prefeito Cesar Maia decidiu negociar com
a Fundação Guggenheim a assinatura de um novo contrato para
construção da filial carioca do museu na Praça Mauá.
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Mais uma derrota para o Guggenheim
7 de agosto, 2003. Cesar Maia sofreu
mais uma derrota em seu projeto de trazer uma filial do Museu Guggenheim
para o Rio de Janeiro, à custa do dinheiro do contribuinte. Em decisão
divulgada no dia 23 de julho, o presidente do Superior Tribunal de Justiça
(STJ), ministro Nilson Naves, indeferiu o pedido da Prefeitura e manteve
a liminar que suspende o contrato com a Fundação Guggenheim.
A liminar foi concedida em resposta à ação popular
impetrada pelo vereador Eliomar Coelho (PT-RJ).
Ao recorrer, a Prefeitura alegou
que a liminar causaria "grave comprometimento e perturbação
da ordem, economia e segurança pública municipais". Em sua
sentença, o presidente do STJ afirma que "a ordem administrativa
não parece ameaçada" e que "lhe parece que o risco que há
é inverso para a ordem econômica, na medida em que são
muitos e elevados os encargos financeiros assumidos pelo município
em moeda estrangeira".
Justiça suspende contrato do
Guggenheim
22 de maio, 2003. Vencemos a primeira
batalha. O juiz João Marcos Fantinato, da 8ª Vara de Fazenda
Pública do Rio de Janeiro, aceitou os argumentos da ação
popular impetrada pelo vereador Eliomar Coelho e concedeu liminar suspendendo
o contrato entre a Prefeitura e a Fundação Guggenheim. A
medida tem efeitos imediatos. A primeira parcela, no valor aproximado de
US$ 10 milhões, que vence dia 30 deste mês, não poderá
ser paga pela Prefeitura. Cesar Maia deve recorrer da decisão, por
isso continuaremos mobilizados até que essa iniciativa lesiva aos
cofres municipais esteja definitivamente descartada.
Ação tenta impedir construção
do Guggenheim Rio
Luiz Ernesto Magalhães,
O
Globo, 15 de maio, 2003
O
juiz da 8 Vara de Fazenda Pública, João Marcos de Castelo
Branco Fantizano, deve decidir até amanhã se concede liminar
à ação popular para que a prefeitura não deposite,
no fim do mês, cerca de US$ 10 milhões (R$ 30 milhões),
quantia referente às primeiras parcelas dos contratos de execução
do projeto para a construção de uma filial do Museu Guggenheim
na cidade. Na representação, o vereador Eliomar Coelho (PT)
alega que o contrato, assinado no fim de abril em Nova Iorque, não
tem validade legal por ferir a Constituição.
A ação contesta o disposto
do item h do artigo 12 do contrato firmado com a Fundação
Solomon Guggenheim. Nele, as partes se comprometeram a manter em sigilo
a eventual existência de juntas arbitrais que decidam extrajudicialmente
divergências sobre a execução de detalhes do projeto
a ser desenvolvido pelo arquiteto Jean Nouvel. ”O artigo 37 da Constituição
Federal é claro quando informa que todos os atos administrativos
de qualquer esfera têm que ser públicos”, argumentou Eliomar.
Para o advogado Luiz Paulo Viveiros
de Castro, especializado em administração pública,
cláusulas de sigilo se justificam em situações excepcionais,
que envolvam, por exemplo, a segurança nacional. ”Este não
é o caso do projeto de um museu, mesmo sendo o Guggenheim”, garante.
Políticos e artistas panfletam
contra o projeto do museu
A Procuradoria Geral do Município
não quis se manifestar, alegando ainda desconhecer a existência
da ação. Uma fonte da prefeitura, porém, revelou que
as partes, já prevendo que isso pudesse acontecer, acordaram que
excepcionalmente a cláusula seria regida não com base nas
leis brasileiras, mas nas americanas. Não só para inibir
ações como porque a arbitragem ainda é um recurso
pouco praticado no Brasil.
Um grupo de artistas e políticos
formou ontem um comitê suprapartidário para iniciar uma campanha
contra a construção do museu na cidade. Segundo o vereador
Mário Del Rey (PSB), o grupo pretende promover seminários
e divulgar à população detalhes sobre o projeto –
como o fato de se desconhecer qual será o custo final.
Hoje, haverá a distribuição
de panfletos no Buraco do Lume e amanhã no Largo da Carioca. Além
disso, a bancada de oposição na Câmara de Vereadores
tenta incluir na pauta uma proposta de plebiscito para que a população
decida se quer a construção do museu ou não.
Museu Guggenheim no Rio de Janeiro
– um perigo para a Cidade!
20 de fevereiro, 2003
O Rio de Janeiro precisa de um novo
Museu que custará aos cofres públicos R$ 1 bilhão?
Nossa cidade possui 50 museus. Temos a prática de erguer instituições
novas sem saber como cuidar das existentes. Temos uma infra-estrutura cultural
em fase de degradação. Igrejas caindo, museus e uma rede
de teatros em estado precário, pouquíssimas áreas
de lazer nas zonas norte, zona oeste etc...; espaços culturais como
o Jardim Zoológico, o Planetário, Museu da Cidade e muitos
outros caindo aos pedaços.
Todos os recursos financeiros destinados
à instalação do Guggenheim sairão do tesouro
municipal. Este volume de capital daria para asfaltar 3500 quilômetros
de ruas e estradas ou construir 6000 escolas ou 7500 creches ou 4300 postos
de saúde ou centenas de outras obras importantíssimas para
a cidade – fadada ao abandono em vários aspectos.
No estudo de viabilidade feito pela
controvertida Fundação Solomon Guggenheim, ela própria
calcula que terá, nos primeiros dez anos, um prejuízo operacional
da ordem de R$ 35 milhões anuais – valores a serem bancados pela
Prefeitura.
A situação financeira
da Fundação Guggenheim, comandada pelo francês Thomas
Krens, é grave. A filial em Las Vegas foi fechada, a de Nova York
demitiu quase a metade dos seus funcionários, o projeto de uma nova
filial em Manhattan foi cancelado. A famosa filial em Bilbao, na Espanha,
enfrenta graves problemas. Na verdade estamos comprando uma franquia, vamos
pagar pela construção do projeto, vamos pagar pelas obras
e não teremos a gerencia sobre o que será visto, e nem a
mínima idéia sobre quaisquer benefícios para cidade.
A revitalização da
região portuária para o futuro da nossa cidade não
tem que estar ligada a um projeto megalômano, caríssimo e
de retorno duvidoso. O Rio de Janeiro não precisa de Guggenheim.
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