Fotografia
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Imagens não falam. Uma das imagens vencedoras do World Press Photo 2005, da Reuters: crianças de rua em Kinshasa, no Congo. Grandes portais só não informaram que no país morrem 38 mil pessoas todos os meses vítimas do neoliberalismo. (Destaque: www.novae.inf.br)
O que tem do outro lado?
Por Yami Trequesser, do BlueBus

Banksy é um artista inglês que faz pinturas de imagens controversas pelos muros da Inglaterra, fotos aqui. Começou como um grafiteiro alternativo e agora é criticado por muitos do mesmo meio por estar fazendo bastante dinheiro com a sua arte. Um quadro de Banksy pode custar até US$ 7 mil. Ele é famoso, mas nunca deixou a mídia fotografar seu rosto.

Sempre tentando criar polêmica, entrou no American Museum of National History, em Nova Iorque, e discretamente colocou um de seus quadros na parede aqui. Demorou algum tempo até o pessoal do museu descobrir a brincadeira.

 Hoje ele foi além e pintou 9 imagens na barreira do West Bank em Israel. As pinturas mostram o que existe ‘do outro lado’ do muro, imagens no site da BBC veja aqui.

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Perspectivas: crianças e adolescentes em situação de risco no Brasil

A Terre des hommes, entidade que visa estimular uma mudança no olhar da sociedade sobre as crianças e adolescentes em situação de rua no Brasil, estão organizando uma exposição fotográfica itinerante no Estado do Rio de Janeiro. As fotografias de Karin Zindel (autora da foto ao lado), Pascal Bessaoud e Christian Knepper - 47 no total - fazem parte das comemorações dos 15 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente pretendem contribuir nessa mudança e ilustrar o que está sendo feito no Projeto Circo Baixada (Queimados, RJ), na Associação Curumins (Fortaleza, CE) e na Rede Amiga da Criança (São Luis, MA) como alternativa a esta realidade.

A Fondation Terre des hommes convida a sociedade a repensar seu olhar sobre meninos e meninas em situação de rua: crianças e adolescentes cheios de vitalidade, potencialidades e habilidades que desejam ser parte de uma sociedade que os rejeita, rotula e não apresenta oportunidades de suporte e desenvolvimento. O caminhar pelo universo interior dos adolescentes, desvendando suas redes de relacionamento e estratégias de sobrevivência, abre passagem para um novo olhar, livre de preconceitos e estigmas.

A exposição ficará de 14 de julho a 14 de agosto no Museu da República (Rua do Catete, 153), de 18 de julho a 31 de julho nas Estações do Metrô Central do Brasil e Cardeal Arcoverde, e de 17 de agosto a 4 de setembro no SESC Nova Iguaçu (R. Dom Adriano Hipólito, 10, Moquetá). Mais informações pelo telefone (21) 2210-4109 ou pelo email fondationtdh@uol.com.br

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Nasce o FotoJornal
Jornal dos alunos de Fotojornalismo da Foto Oficina Brasil Imagem

Foi lançado o jornal eletrônico FotoJornal, editado pelos alunos do curso de fotojornalismo da Foto Oficina Brasil Imagem. O FotoJornal é resultado do trabalho da primeira turma de fotojornalismo da escola, que teve como professor o fotógrafo Carlos Carvalho. Os temas abordados pelos alunos refletem um momento vivido pelos gaúchos, tanto em questões sociais, como na cultura e no esporte.

"Morro do Osso" aborda a resistência dos índios Caingangs em permanecer em uma área que sofreu forte especulação imobiliária e que agora confronta o passado dos índios Caingangs gaúchos com a expansão urbana sofisticada. "Idosos: duas realidades sociais" descreve as diferenças de estrutura e acesso a uma qualidade de vida melhor quando se tem recursos, ou quando a terceira idade chega para aprofundar uma exclusão social. "Desperdício x Fome" mostra que enquanto toneladas de comida são desperdiçadas diariamente, milhares de pessoas encontram nesse lixão social, o prato de cada dia. (Com informações do NPC)

O jornal eletrônico está disponível no endereço: www.brasilimagem.com.br/fotojornal

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Uma realidade que não é brincadeira
Empregar crianças significa lucro fácil. A exploração infantil gera o desemprego dos pais, trabalho escravo, crianças doentes, subnutridas, morando em precárias condições, prejudicadas na sua capacidade intelectual e no seu direito à educação, lesadas no seu direito ao lazer, ao carinho, à alegria; enfim, sem infância. Doze milhões de crianças trabalham no Brasil, número superior à população de Portugal, país que colonizou o imenso território brasileiro.

Entre os trabalhadores infantis, 7,5 milhões têm entre 10 e 14 anos e 4,5 milhões entre 14 e 17 anos. A exploração é tão grande que 57,8% não recebem nada pelo seu trabalho. Segundo divulgação recente do IBGE, meio milhão de crianças entre 5 e 9 anos trabalham no Brasil. Dessas, 92,2% trabalham de graça e são submetidas a uma jornada de 40 horas semanais, sem condições de freqüentar a escola. Infelizmente, 400 milhões de crianças trabalham em todo o mundo. Cerca de um milhão de crianças se prostituem e 12 milhões morrem por ano. Em todo o mundo, 143 milhões de crianças não vão à escola.

Nessas tristes estatísticas, o Brasil só não está atrás do Haiti e da República Dominicana. Seria impossível retratar em imagens, de forma plena, essa dura realidade. O fotógrafo João Roberto Ripper, no entanto, disponibiliza na Internet dez imagens chocantes dessa grande vergonha nacional, que não é conseqüência da pobreza, mas sim instrumento financiador dela. Veja na página www.imagenshumanas.com.br/infantil/index.htm

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Os Excluídos
Imagens de uma sociedade descartável

Robson Oliveira é sociólogo e fotógrafo

As mais modernas técnicas e tecnologias da fotografia digital revelam o mundo das pessoas excluídas da própria sociedade de consumo. Certamente isso soa como um paradoxo. E é. A forma de "cut-out" da mostra “Os Excluídos” destaca o contraste de dois mundos distintos que se sobrepõe, numa clara crítica à sociedade pós-industrial. Pelas lentes de Robson Oliveira, a mostra traz imagens de diferentes cidades ao redor do mundo, de países ricos a pobres, apresentando o mesmo problema: o crescimento da população marginalizada e de moradores de rua.

"É um trabalho engajado e militante na mesma linha e qualidade do trabalho de Sebastião Salgado", avalia o economista e coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile. "Robson Oliveira efetivamente combina cor e o branco e preto na mesma imagem, como forma de expressar sua identidade brasileira. Ele usa habilmente a tecnologia digital para ir muito além da tecnologia, fazendo um poderoso discurso social que deixa uma impressão duradoura", completa Rickey Rogers, editor-chefe da Reuters Latin America.

"A gente nunca teve tanta tecnologia, tanta capacidade de produzir tantos bens no mundo, mas ao mesmo tempo a gente nunca teve tanta miséria, tantos problemas, tanta criminalidade, tanta dificuldade no planeta. Hoje a gente tem o contraste muito grave. A gente tem poucos que tem muito, exageradamente e, tem bilhões de seres humanos, exatamente 4/5 da população humana, fora da sociedade de consumo. Esse número vai aumentando a cada dia", denuncia.

E mostra números aterrorizantes: "Existem hoje 75 mil prostitutas brasileiras vivendo e trabalhando na Europa. Isso é um dado assustador para a gente aqui, ou seja, nós brasileiros sabemos que muitas garotas, muitas mulheres, tiveram que sair daqui para se prostituir em outros países simplesmente para conseguirem sobreviver". “Os Excluídos” foi exibida durante o V Fórum Social Mundial, na bio-construção do Prédio dos Bens Comuns das Terras e dos Povos. Em fevereiro esteve no Rio de Janeiro. Saiba mais em www.lampyre.com.br/robsonoliveira/

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Sua Rua, Minha Vida
Exposição fotográfica mostra o cotidiano das pessoas em situação de rua no Rio

Desde o ano 2000, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) vem trabalhando junto à população em situação de rua, no centro do Rio de Janeiro. Por meio do projeto Meio-fio, MSF dá atenção à saúde, atendimento psicológico e orientação social a essas pessoas, que têm os seus direitos básicos negados. Ao longo do trabalho junto a essa população, a equipe de profissionais de MSF escuta as suas histórias, testemunha as suas dificuldades e conhece de perto as suas necessidades.

Foi da necessidade de mostrar à sociedade quem são, como vivem e o que esperam esses brasileiros e brasileiras que usam as ruas da cidade como moradia ou meio de sobrevivência que nasceu a exposição Sua Rua, Minha Vida. O resultado final você confere em www.msf.org.br/expo_meiofio/

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Olhares do Morro

No coração do morro Santa Marta (RJ), foi implantado um pólo de criação fotográfica com a participação de seus moradores que documentam a vida social e cultural, fora da eterna moldura das lutas de facções e violências policiais. O objetivo principal do projeto Olhares do Morro é capacitar os moradores para criar um acervo de imagens. “Promover um projeto coletivo de afirmação visual faz infinitamente mais sentido do que fotografar solitariamente o território sensível da favela", comenta Vincent Rosenblatt, fotógrafo e idealizador do projeto. Leia mais
 
 

Christopher Wray-McCann


Onde você mora? Em geral, na minha mente.

O que é mais importante na vida? Necessidade. As pessoas fazem o que é mais necessário para elas em todos os momentos de suas vidas.

Qual você escolhe? Entre ar condicionado e o Papa, eu prefiro ar condicionado.

Você é ateu? Sim, eu sou do Brooklyn.

Todos têm que fazer algo. Às vezes fico cansado de pensar todas as coisas que não quero fazer.

Não sinta medo da arma. Sinta medo do homem.

O céu é azul. A água é molhada. As mulheres têm segredos.

Você tem o Álbum Branco dos Beatles? Deixa pra lá, traz um taça de gordura quente e a cabeça de Geraldo Rivera.

Christopher Wray-McCann estáaqui

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