análise
Pense na China
Sugestão
para um dia em que você não tiver nada com o que se preocupar
e estiver até convencido que o mundo pode melhorar, deve melhorar,
tem que melhorar. Finja que é agora. Simule otimismo. Imite alguém
acreditando no futuro com toda a força. Faça cara de quem
não tem dúvidas de que tudo vai dar certo. Convença-se
de que tudo vai dar certo. Pronto? Agora pense na China. Por Luis Fernando
Verissimo, no jornal O Globo, 29/1/2006..[+]
área
social
Brasil começa
2006 sem quebrar ciclo da pobreza
Especialistas
alertam que país ainda enfrenta pobreza de forma focalizada, sem
criar mecanismos que acabem com o que a perpetua: a desigualdade social.
Para Márcio Pochmann, Lena Lavinas e Jorge Romano, falta combater
o processo do empobrecimento. Matéria de Bia Barbosa na
Agência
Carta Maior, em 2/1/2006.
cidadania
Prêmio Balanço
social 2005 lança pesquisa
O Prêmio
Balanço Social 2005, promovido pelo Ibase e pelas organizações
Aberje, Apimec, Fides e Ethos, lançou uma pesquisa que tem por objetivo
conhecer como anda o diálogo da responsabilidade social empresarial
com todos os seus públicos. A pesquisa consiste em 18 perguntas
sobre planejamento das empresas em ações para as comunidades,
políticas públicas etc. Os(as) interessados(as) podem responder
a pesquisa no site do Prêmio Balanço Social. Mais informações:
www.premiobalancosocial.org.br/pesquisa/carta.htm
controle
de capitais
Os cidadãos
contra a ditadura financeira
O Brasil
vive submetido a uma chantagem: afirma-se que nada pode ser feito para
mudar a política econômica. O Estado brasileiro gastou em
2003, com o pagamento de juros - quase sempre beneficiando grandes grupos
capitalistas - cerca de R$ 150 bilhões. Foram 5 vezes
mais que os investimentos em Saúde; 8 vezes mais que em Educação;
28
vezes mais que em Transportes; 47 vezes mais que em Segurança
Pública, Energia e Preservação do Ambiente; 70
vezes mais que em Ciência e Tecnologia; 140 vezes mais
que em Reforma Agrária;
700 vezes mais que em Saneamento.
Esses
números repetem-se, com mínimas variações,
há cerca de uma década. Revelam algo chocante: embora aparentemente
"livre", o país está submetido a uma ditadura financeira.
Liberdade
Brasil. Este é o nome da iniciativa nacional, lançada
por movimentos sociais e intelectuais críticos, que se propõe
a enfrentar a ditadura. Mas qual a alternativa? A campanha vai propor o
controle, pela sociedade e pelo Estado, dos movimentos de capital. Saiba
mais em www.liberdadebrasil.net
modelo
perverso
Desigualdade põe em xeque políticas
neoliberais
O diagnóstico das Nações
Unidas sobre a armadilha de desigualdade da qual os países se tornaram
prisioneiros, apesar do acelerado crescimento mundial dos últimos
anos, reacendeu o debate sobre a eficácia das políticas econômicas
neoliberais pregadas pelos países ricos, principalmente os Estados
Unidos, desde o fim dos anos 80. Pesos pesados da academia, como Paul Krugman
e o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, ambos americanos, já vinham
alertando para a fadiga do modelo. A reportagem é de Flávia
Oliveira e Luciana Rodrigues no jornal O
Globo de domingo (28/8/2005).
congresso
Frente realiza debates
sobre política de emprego
A Frente
Parlamentar pelo Pleno Emprego realiza na quarta 24, no auditório
do Programa Interlegis do Senado, a primeira de uma série de audiências
públicas com o objetivo de consultar especialistas e reunir informações
a fim de mobilizar a sociedade e os parlamentares para as discussões
que devem culminar na elaboração de políticas de pleno
emprego para o país. Na reunião desta semana, informa
a Agência Senado, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social Carlos Lessa e o economista Fábio Gaimbiagi
vão falar sobre "A proposta do déficit nominal zero e seu
efeito sobre o mercado de trabalho". (22/8/2005)
análise
"PT não criou política alternativa",
diz Carneiro
A política econômica
do governo está blindada. Não contra choques externos ou
internos, mas contra mudanças que a tornariam mais adequada ao país.
"Ela tem um formato que a blindou até contra o voto popular", diz
Ricardo Carneiro, economista e professor da Unicamp. O economista (...)
participou, em 2002, com economistas como Luiz Gonzaga Belluzzo, Aloizio
Mercadante e Guido Mantega, das discussões para a elaboração
de uma proposta de política econômica para o futuro governo
de Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta foi depois ignorada pelo
governo. "A grande tragédia do governo Lula é que ele passou
a idéia, exatamente por ter capitulado, de que não existe
política econômica alternativa", lamenta Carneiro. Entrevista
feita por Marcelo Billi na
Folha
de S. Paulo de 21/8.
rumos
da economia
Mais de 10 mil pessoas
nas ruas de Brasília
Mais de
10 mil brasileiros procedentes de todo o país participam nesta terça
(16/8), em Brasília, de ato público em defesa da ética
na política, contra a corrupção e por mudanças
nos rumos da economia. UNE, CUT e MST, que promovem a manifestação,
mantêm apoio ao presidente Lula. Da
Agência Carta Maior,
16/8..[+]
citricultura
Presidente da Associtros
condena concentração no setor
Durante
audiência pública realizada pelas Comissões de Agricultura
e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE), nesta
quarta (10/8), o presidente da Associação Brasileira de Citricultores
(Associtros), Flavio de Carvalho Pinto Viegas, afirmou que a industrialização,
a logística e a comercialização de suco de laranja
no país são controladas por poucas indústrias. "A
citricultura vem sofrendo um processo predatório. Quatro principais
empresas contam com quase a totalidade das exportações, e
três delas, que possuem relações familiares ou de parceria
comercial, controlam 100% do sistema de distribuição a granel
do suco concentrado e congelado exportado". Da
Agência Senado,
10/8/2005..[+]
entrevista
"Consenso da elite
segura Lula", diz economista
A crise
política não deve chegar à economia. Não há
interesse político ou material em levar a crise ao Palácio
do Planalto, único caso em que a turbulência realmente teria
impactos econômicos mais sérios. "Há um fator político
mesmo, que é um consenso entre as elites, que não se interessam
por mudanças de política econômica", diz a economista
Leda Paulani, professora da USP e presidente da SBEP (Sociedade Brasileira
de Economia Política). Signatária da Carta de Campinas, documento
em que economistas criticaram duramente a condução da política
econômica levada a cabo pelo governo Lula, ela é autora de
"Modernidade e discurso econômico" (Boitempo Editorial). Da
Folha
de S. Paulo, 7/8/2005..[+]
brasil
Pactos anticrise
mandam a conta para o setor social
Idéias
como o déficit zero, proposto pelo deputado Delfin Netto e encampado
por setores do governo Lula, exigiriam cortes na área social do
orçamento da União. Atual crise tende a reforçar o
conservadorismo da política economica, avalia Marcio Pochmann, professor
de Economia da Unicamp. Da
Agência Carta Maior, 4/8/2005..[+]
Governo vai ouvir
sociedade
O governo
não vai se limitar às propostas dos empresários para
compor uma agenda de projetos que precisam ser aprovados pelo Congresso
Nacional. De acordo com o ministro Jaques Wagner (Relações
Institucionais), os movimentos sociais e os trabalhadores também
serão ouvidos. Do
Jornal do Brasil, 6/8/2005..[+]
"apoiado"
Suplicy destaca
trechos da análise de Stiglitz sobre a política econômica
brasileira
O senador
Eduardo Suplicy (PT-SP) destacou em Plenário, nesta quinta (4/8),
trechos da análise do economista norte-americano Joseph Stiglitz
sobre a política econômica brasileira. Ao participar do seminário
Desenvolvimento Econômico com Eqüidade Social, realizado no
Rio de Janeiro, o prêmio Nobel de Economia de 2001 teria afirmado,
segundo relato do petista, que a política de juros altos do atual
governo impede a geração de empregos. Da
Agência
Senado, 4/8..[+]
análise
Juros altos podem
paralisar economia, aponta Prêmio Nobel
Altas
taxas de juros por períodos prolongados podem paralisar a economia
de qualquer país, afirmou hoje (3/8) o norte-americano Joseph Stiglitz,
ganhador do Prêmio Nobel de Economia, ao participar do Fórum
de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul. Segundo
ele, os efeitos negativos das taxas altas são sentidos até
por países com uma infra-estrutura econômica mais fortalecida
como a dos Estados Unidos. "E ainda mais quando o país não
é tão forte (proporcionalmente) como o Brasil". Da
Agência
Brasil, 3/8/2005..[+]
"pacto"
BNDES convoca grupo
de economistas para formular propostas
O presidente
do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social),
Guido Mantega, também aderiu à idéia de acordo contra
a crise e irá formular uma proposta de pacto de governabilidade,
que ele chamou de "acordo de desenvolvimento", para blindar a economia
do risco de contágio político. Mantega quer promover reuniões
com economistas e empresários para formular a proposta. O primeiro
encontro será na quarta, com o deputado Delfim Netto (PP-SP), que
apresenta sua proposta de déficit nominal zero na sede no banco,
no Rio. Na semana seguinte, o banco organiza um amplo debate com vários
economistas de fora. Entre eles, Luiz Gonzaga Belluzzo, Paulo Nogueira
Batista Jr., Luciano Coutinho, Júlio Sérgio Gomes de Almeida,
Yoshiaki Nakano e outros. Da
Folha de S.
Paulo, 31/7/2005..[+]
agradando
Mercado não
quer Lula fora, diz Krugman
Se há
três anos o mercado financeiro se apavorou com a possibilidade de
Luiz Inácio Lula da Silva subir a rampa do Planalto, agora não
gostaria de vê-lo descê-la. Quem diz isso é o americano
Paul Krugman, integrante da enxuta lista de economistas que se tornaram
celebridades globais. Em sua opinião, Lula se encaixa no perfil
ideal na ótica do mundo financeiro: "governos que tenham algumas
frentes de reforma social, mas que sigam sendo favoráveis ao mercado,
que é o que o Brasil parecia ter até o início do escândalo".
O economista não vê motivo para isso se alterar. Da
Folha
de S. Paulo, 31/7..[+]
leituras
Economista discute
soberania nacional em novo livro
Colunista
da Agência Carta Maior lança “O Brasil e a economia internacional:
recuperação e defesa da autonomia nacional”, em que apresenta
uma análise das relações econômicas externas
do Brasil nos últimos 10 anos. Da
Agência Carta Maior,
18/7..[+]
gastos
públicos
Cinco anos da Lei
de Responsabilidade Fiscal (LRF): quanta transparência temos?
Este foi
um dos temas abordados pelo seminário "Transparência e Controle
Social: um Diálogo entre Sociedade Civil, Tribunais de Contas e
Ministério Público", promovido pelo Instituto de Estudos
Socioeconômicos (Inesc), em parceria com associações
de classe do Ministério Público e dos Tribunais de Contas.
O evento aconteceu nos dias 23 e 24 de maio. Do Fórum Brasil
do Orçamento (FBO), 9/6..[+]
retrocesso
Agroexportação
faz Brasil voltar a 1930, afirma economista
Com a
exportação agropecuária liderando o crescimento econômico,
o Brasil volta 75 anos no tempo, na opinião de Leda Paulani, professora
de economia na Universidade de Campinas (Unicamp). "O dinamismo da economia
voltou a depender da exportação. Isso faz com que retornemos
a antes de 1930, quando houve a revolução industrial no Brasil".
Segundo Leda, a preferência pelo setor exportador faz com que o Brasil
fique dependente do mercado externo e não de suas próprias
condições. "Pelo menos, o professor Celso Furtado ensinou
assim. Até 1930, éramos ditados por dinâmicas externas",
afirma. "A partir de então, já tínhamos mercado consumidor
e setor industrial, então pudemos conduzir a dinâmica da economia
daqui de dentro". Da
Agência Brasil, 1/6..[+]
documento
Carta ataca política
econômica
A dose
de críticas à política econômica subiu de tom
ontem (27/5), com a divulgação da Carta de Campinas, documento
assinado por economistas no 10º Encontro Nacional de Economia Política,
que terminou ontem na cidade paulista. O texto aprofunda o combate à
estratégia do governo contra a inflação, a alta carga
tributária e a tolerância da equipe econômica à
extrema valorização do real frente ao dólar. No documento,
os signatários chegam a dizer que ''a submissão incondicional
da economia brasileira aos movimentos do capital financeiro destruiu mais
esta esperança'', em alusão às promessas de campanha
do governo Lula. Do
Jornal do Brasil, 28/5/2005..[+]
política
econômica
Heloísa Helena
considera crime contra a humanidade favorecer capital financeiro
A senadora
Heloísa Helena (PSOL-AL) afirmou nesta sexta (20/5) ser possível
outro modelo de política econômica, o que não significa,
segundo ela, o aprofundamento do projeto neoliberal ou a desestruturação
dos parques produtivos e do aparelho de Estado. Segundo a senadora, recentemente
outros modelos têm sido experimentados em vários países.
Heloísa Helena definiu como "um crime à humanidade" a adoção
pelo governo de um tipo de política econômica que favorece
o capital financeiro. Para ela, construir o superávit e a política
de juros à custa da contenção do Orçamento
promove danos que jamais serão reparados na vida dos cidadãos.
Da
Agência Senado, 20/5/2005..[+]
críticas
Suplicy faz críticas
à política econômica
O senador
Eduardo Suplicy (PT-SP), que se juntou ontem, em Brasília, à
marcha nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), subiu num carro de som
e criticou a política econômica do ministro da Fazenda Antonio
Palocci. Suplicy disse que o Governo deveria renegociar prazos da dívida
externa e destinar mais recursos à reforma agrária. Do jornal
O
Dia, 16/5..[+]
Lula critica ''cabeça
colonizada''
Em seu
programa Café com o Presidente desta semana, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva respondeu às críticas quanto ao número
de viagens que tem feito desde que assumiu o cargo. "Tem um tipo de gente
com a cabeça colonizada, que parece que não gosta de independência,
que acha que o Brasil só pode estar subordinado à política
dos Estados Unidos ou à política da União Européia",
afirmou. Segundo Lula, o país quer "ter a mais extraordinária
parceria com os Estados Unidos e com esse grupo fortíssimo que é
a União Européia", mas precisa ter uma forte relação
com a China, Índia, Rússia, África do Sul, México.Da
Agência
Brasil, 16/5..[+]
proposta
I
ONGs querem ajudar
a decidir política monetária
Proposta
de ampliação do Conselho Monetário Nacional, que define
metas de inflação, está no CDES. O diretor da Abong,
José Antonio Moroni, avalia que proposta tem chance de ser aprovada.
Da
Agência
Brasil, 1/5/2005..[+]
Consumidores apóiam
proposta de ampliação do Copom desde 2002
O coordenador
executivo do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Sivifredo Paz, afirma
que há mais de dois anos as entidades que representam os consumidores
pedem ao governo que adote medidas de controle das altas taxas de juros.
Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Idec explicou
que o instituto é favorável à proposta de ampliação
a participação do Comitê de Política Monetária
(Copom). Da
Agência Brasil,
1/5/2005..[+]
proposta
II
Senador propõe
troca de dívida dos estados por investimento na educação
O senador
Cristovam Buarque (PT-DF) informou nesta sexta-feira (29/4), em Plenário,
que irá apresentar projeto de lei complementar prevendo a possibilidade
de a União renunciar a parte do serviço das dívidas
públicas estaduais, desde que os estados utilizem todos esses recursos
na educação. Se o governo federal defende a troca da dívida
externa por educação, sustentou o senador, deve dar exemplo
com a dívida interna. Da
Agência Senado, 29/4..[+]
retórica
Governo erra ao
controlar inflação só com juro, diz Lula
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o governo erra ao não
conseguir criar outros instrumentos de combate à inflação,
com exceção dos juros. Hoje o principal instrumento da política
monetária é a taxa básica de juros (Selic). Quando
a inflação sobe, o Copom (Comitê de Política
Monetária, do Banco Central) eleva os juros para mantê-la
dentro da meta. Da
Folha Online, 29/4..[+]
mais do
mesmo
Palocci traz ex-assessor
de Malan e FHC para ser seu braço direito
O ministro
da Fazenda, Antonio Palocci, anunciou hoje várias mudanças
nos principais cargos da equipe econômica. A principal delas é
a saída do secretário de Política Econômica
do Ministério, Marcos Lisboa, que foi bombardeado pela esquerda
do PT e pela oposição desde o início do governo. (...)
A principal surpresa ficou por conta do nome que substituirá Appy
no segundo posto mais importante da Fazenda: Murilo Portugal, diretor do
Brasil junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e um dos mais
próximos colaboradores do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
e de Pedro Malan. Portugal foi secretário do Tesouro Nacional de
1992 a 1997. Da
Folha Online, 28/4..[+].Do
jornal O Globo, 29/4..[+]
petê
Democracia Socialista
pede saída de Palocci
SÃO
PAULO. Com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, a Democracia Socialista (DS), uma das principais correntes
internas do PT, confirmou ontem a candidatura de Raul Pont à presidência
do partido, em oposição à reeleição
de José Genoino, preferido pelo Campo Majoritário, união
de correntes à qual está ligado o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Sem meias palavras, a DS critica a condução
da política econômica do governo, pede a saída do ministro
da Fazenda, Antonio Palocci, e a troca imediata do ministro da Previdência,
Romero Jucá, e do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.
"Na nossa avaliação, é evidente que essa equipe econômica
já deveria ter sido mudada pelo presidente Lula", disse Pont para
uma platéia de 200 militantes. Do jornal
O
Globo, 24/4..[+]
pressão
Argentinos 'dobram'
Shell
O Royal
Dutch Shell Group, a segunda maior companhia petrolífera da Europa,
voltou atrás no aumento de preços que havia adotado em mais
de 900 postos de gasolina na Argentina. A decisão foi anunciada
após uma queda de até 60% nas vendas de combustível
no país. Do
Jornal do Brasil, 8/4..[+]
'que vivam
bastante'
Senadora critica
privatização da Vale do Rio Doce
A senadora
Ideli Salvatti (PT-SC) pediu que fossem registrados nos Anais da Casa o
artigo "Que vivam bastante", do jornalista Mauro Santayana, publicado no
jornal Correio Braziliense do último dia 31. No artigo, lido por
ela em plenário, o jornalista expressa seu desejo de que o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso e seus ministros e conselheiros "tenham vida
longa", para que possam prestar contas sobre o prejuízo que causaram
ao patrimônio nacional, pela submissão aos interesses estrangeiros.
O articulista referiu-se especificamente à privatização
da Companhia Vale do Rio Doce, ocorrida em 1997. Segundo ele, a Vale obteve
de lucro no ano passado R$ 6,46 bilhões, ou seja, duas vezes o valor
que o Tesouro recebeu por sua privatização. Ideli lembrou
que, na época, o preço foi estimado em R$ 10 bilhões
pelos avaliadores - um valor ínfimo se comparado ao valor de suas
jazidas, que seria incalculável. DaAgência Senado,
6/4/2005..[+]
propostas
O cooperativismo
como alternativa
(...)
é importante o debate? Sem sombra de dúvidas, sim. Entretanto,
onde não há ação, onde não há
intervenção positiva, o debate acaba por se tornar um enfadonho
“conto de fadas”. Fica-se sempre com a sensação que muito
se fala e pouco se faz. Neste cenário, surge o sistema cooperativista
como forma de aliar prática à teoria. Tal sistema, porém,
no que diz respeito ao nosso país, encontra-se em uma encruzilhada.
O caminho a ser escolhido irá definir os rumos que esse tipo de
empreendimento, de caráter social e econômico, poderá
tomar, sem os percalços atuais. Por Daniel Augusto Maddalena,
3/4, no
Jornal
do Brasil
contas
Manobra conservadora
para enganar a sociedade
Num exercício
conhecido, quando se quer manipular dados, basta mostrar apenas um lado
das estatísticas e projeções (supostamente) técnicas
para tentar enganar a opinião pública. Um grande jornal paulista
anunciou, em letras garrafais, na primeira página, que a Previdência
terá R$ 50 bilhões a mais de despesas com aposentados e pensionistas
até 2006. Isso, em tese, teria o poder de agravar o suposto déficit
(despesas maiores do que receitas) do setor. A notícia ignora solenemente
as receitas da Previdência. A elevação dos gastos pode
mesmo ser considerada natural, diante da tendência de envelhecimento
da população e da corrida às aposentadorias provocada
pela reforma previdenciária. Em nenhum momento, no entanto, avalia-se
o comportamento futuro das receitas. Do
Brasil de Fato, 24/3..[+]
celso
furtado
Simon destaca idéias
do economista
Durante
a sessão especial destinada a reverenciar a memória de Celso
Furtado, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) ressaltou que, por ocasião
da morte do economista, ocorrida em 20 de novembro do ano passado, manifestaram-se
os mais destacados economistas do país e do exterior, integrantes
de diversas correntes de pensamento. Segundo Simon, os economistas foram
unânimes em destacar a importância do trabalho precursor de
Celso Furtado para a compreensão mais exata dos problemas brasileiros
e também das mazelas latino-americanas. Da
Agência Senado,
2/3/2005..[+]
Cristovam diz que
Celso fez o Brasil descobrir o Nordeste
Durante
a homenagem prestada pelo Senado a Celso Furtado, o senador Cristovam Buarque
(PT-DF) contou que teve a sorte de estudar com o economista e que foi pelo
pensamento de Celso Furtado que o Brasil descobriu o Nordeste e que o próprio
Nordeste se descobriu. "Celso Furtado fez com que nós do Nordeste
pensássemos como nordestinos e fez que o Brasil entendesse as especificidades
da região", afirmou. O senador disse ainda que Celso Furtado permitiu
que a esquerda brasileira percebesse que poderia lidar com a necessidade
de mudanças sócio-econômicas sem ficar presa a padrões
importados, vindos de outras realidades. Da
Agência Senado,
2/3/2005..[+]
Crivella recomenda
política inspirada em Celso Furtado
Na homenagem
prestada pelo Senado a Celso Furtado, o senador Marcelo Crivella (PL-RJ)
disse que o grande tributo que a Casa poderia prestar a esse economista
seria encarnando sua bandeira pela retomada do desenvolvimento em altos
índices. Para o parlamentar, essa é a única forma
de superar uma crise social que se manifesta no maior desemprego e subemprego
já registrado em nossa história, atingindo mais de um quarto
da população economicamente ativa.
"Uma política
de promoção do pleno emprego, na forma inspirada por Celso
Furtado, é o instrumento incontornável de superar essa crise
social, que é também uma crise de identidade e de destino
a que nos levaram as práticas neoliberais do governo anterior, inexplicavelmente
aprofundadas no atual governo, mas que o presidente Lula, com apoio desta
Casa e do povo brasileiro, certamente saberá reverter". Da
Agência
Senado, 2/3/2005..[+]
Suplicy lembra Celso
Furtado para falta de recursos
O senador
Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que, tomando por base os trabalhos deixados
por Celso Furtado, que não se pode destinar grandes recursos ao
exterior, com destaque para o pagamento dos juros, ao mesmo tempo em que
se nega à população, de forma célere, a solução
de graves problemas sociais, incluindo educação, habitação
e saúde. Da
Agência Senado, 2/3/2005..[+]
"Ajuda"
externa
O Banco Mundial na África
Jeffrey Sachs, professor na
Universidade Harvard, foi o arquiteto da “terapia de choque” aplicada na
década de 80 pelo ministro da Economia boliviano Gonzalo Sánchez
de Lozada, o Goni, que derrubou a hiperinflação e, de quebra,
destruiu a economia formal do país baseada na mineração.
Goni presidiria a Bolívia entre 1993 e 1997 e, novamente, de 2002
até revolta popular de outubro de 2003, quando renunciou e fugiu
para os EUA. Sachs qualificou Goni como “um gênio” e “uma figura
política brilhante”. A Bolívia reinventada pelos experimentos
ultraliberais da dupla dinâmica é um caldeirão de turbulência
política e exclusão social, no qual 70% da população
vive abaixo da linha de pobreza. Por Demétrio Magnoli, 21/2/2005,
no Clube Mundo..[+]
Carlos
Lessa
As elites que enganam
Lula
Em entrevista
exclusiva ao Bafafá, o professor Carlos Lessa, ex-presidente
do BNDES tece duras críticas à política econômica
do governo Lula. Segundo Lessa, o presidente insiste em políticas
monetárias e financeiras suicidas, que constituem "um verdadeiro
Tsunami, que destrói as esperanças". Lessa, finalmente, revela
quem são as elites que enganam o presidente. "São as elites
financeiras nacionais e internacionais. São as únicas que
ganham neste quadro de estagnação da economia, com esta taxa
de juros devastadora. O que elas fazem com seus lucros? Aplicam no mercado
financeiro. Só elas ganham, todos os demais perdem. Veja a evolução
dos lucros do sistema bancário brasileiro". Em fevereiro de 2005..[+]
microcrédito
Inclusão
bancária já tem 3,8 mi correntistas
Mais de
3,8 milhões de pessoas com renda mensal de até R$ 1 mil passaram
a ter acesso a serviços bancários e crédito no Banco
do Brasil e Caixa Econômica Federal. Volume emprestado ultrapassa
R$ 2 bi. Da
Agência Brasil, 19/2..[+]
Lessa estréia no Jornal do Brasil
Conhecido pela língua
ferina, opiniões polêmicas e pela defesa incondicional de
uma estratégia de desenvolvimento nacional, o economista Carlos
Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) e titular da UFRJ, estréia amanhã, dia 13/2/2005,
um espaço mensal no JB..[+]
Reinaldo
Gonçalves
Política econômica
do governo Lula
"(...) Se a expectativa de inflação
sobe, a taxa de juros sobe. Para melhorar a arrecadação,
elevam os impostos. É só isso. Não tem mais nada.
Para combater a inflação você tem uma tecnicalidade
de política monetária muito mais robusta, consistente, com
o uso de muitos outros instrumentos.
(...) Estabelece-se, por exemplo,
uma meta de inflação. Se houver pressão inflacionária,
usa-se a taxa de juros para ajustar as contas públicas, em vez de
focar no combate à inflação. Em outras palavras: em
vez de pagar R$ 125 bilhões de dívida, no ano, reduz-se a
taxa de juros à metade. Sobram mais de R$ 60 bilhões, que
é seis vezes e meia o nível de volume de investimentos do
setor público no ano passado.
Alguém objetará
que haverá pressão inflacionária, pela demanda. Faz-se,
então, o crédito seletivo. Com a redução da
taxa, pode-se aumentar o depósito compulsório. Fazer com
que os bancos tenham menos dinheiro para emprestar. Se isso acontece, a
taxa de juros, na ponta, sobe, mas não a taxa básica. Eu
estico a estrutura da taxa de juros para equilibrar as finanças
públicas e sobrar dinheiro para investimentos.
Contexto internacional
(...) Estamos muito mais vulneráveis.
O ''sucesso'' do governo Lula é o sucesso de quem exporta soja e
frango. Em 1948, Raul Prebish já dizia que a América Latina
não vai se desenvolver enquanto ficar concentrada na produção
e exportação de matérias primas e produtos agrícolas.
Agribusiness
é a palavra moderna para a antiga plantation. Este governo
está consolidando uma estrutura de produção retrógrada,
sujeita a preços internacionais instáveis.
O preço da soja, por
exemplo, já está despencando. Temos uma brutal rivalidade
internacional nessa área. E no nosso caso, há uma circunstância
agravante. Boa parte da produção está nas mãos
de estrangeiros. A receita da exportação vira remessa de
lucros e dividendos. O dinheiro que fica aqui dentro é pouco. Por
Reinaldo
Gonçalves no JB de 6/2/2005
retrocesso
Economistas da PUC-RJ
dominam Banco Central
Apontado
como o principal responsável pela decisão do Banco Central
de aumentar os juros nos últimos meses, o diretor de Política
Econômica da instituição, Afonso Bevilaqua, é
um dos representantes de um grupo que, identificado com a ortodoxia, tem
tido voz ativa no BC há mais de dez anos: os economistas da PUC
(Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro. Desde
que Pedro Malan assumiu a presidência do BC, em 1993, nunca a escola
deixou de ter voz ativa na definição da política econômica
do país. Antes de Bevilaqua, já ocuparam espaço no
BC vários outros egressos da escola, como Gustavo Franco e Sérgio
Werlang. Da
Folha de S. Paulo, 6/2..[+]
Brasil pode reduzir pobreza sozinho
NOVA YORK. O Brasil não
precisa de ajuda externa para combater a pobreza. O país pertence
a um grupo de nações em desenvolvimento e de renda média
capaz de financiar com recursos próprios programas para cumprir
as chamadas Metas do Milênio, estabelecidas pelos Estados-membros
da ONU, em 2000, a fim de reduzir a extrema pobreza no mundo pela metade,
até 2015. A conclusão é do estudo ''Investimento no
desenvolvimento: um plano prático para alcançar os objetivos
do Milênio'', elaborado por especialistas a pedido da ONU e divulgado
ontem. Do
Jornal do Brasil, 18/1/2005..[+]
Alencar: caímos em armadilha
SÃO PAULO. O vice-presidente
da República, José Alencar, mais uma vez surpreende positivamente
os brasileiros com suas críticas à política e ao modelo
neoliberal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No
prefácio do livro ''Novo Desenvolvimentismo - Um projeto nacional
de crescimento com eqüidade social'', organizado pelos economistas
João Sicsú, Luiz Fernando de Paula e Renaut Michel, do Rio
de Janeiro, José Alencar diz que, ''em Política, assim
como nas Ciências Sociais e, particularmente, na Economia, não
há certezas absolutas.
O que há de relevante
neste livro é que ele questiona uma sabedoria convencional que tem
sido reprovada no teste da realidade, não se deixa embotar pela
mediocridade do pensamento único, que prevaleceu no Brasil, sobretudo
nos oito anos do governo passado. Há aqui um esforço genuíno
para escapar das armadilhas econômicas a que fomos levados''.
Do
Jornal
do Brasil, 17/1..[+]
Uma nova safra recorde de equívocos
Normalmente associamos a destruição
da floresta amazônica à ação dos madeireiros
e das mineradoras. Embora seja historicamente verdade, isto está
mudando. Mudando para pior. O vilão de agora, muito mais competente,
é o agronegócio; Deveríamos iniciar as discussões
sobre este modelo econômico escorado na exportação
de produtos primários, com destaque para minério, carne e
grãos. É necessário questionar a quem serve este modelo
neocolonial e a quem beneficia. Por Henrique Cortez, da Agência
Carta Maior, janeiro de 2005..[+]
Levy
é usado pelo BC, diz Lessa
O economista
e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) Carlos Lessa afirma que a entrada do secretário do
Tesouro, Joaquim Levy, na discussão foi determinada pelo presidente
do Banco Central, Henrique Meireles. Do
Jornal do Brasil, 12/1/2005..[+]
Os povos são
credores: Dívidas sociais e ecológicas são a prioridade
Entre
9 e 11 de novembro de 2004 realizamos uma Oficina Internacional sobre a
Auditoria das Dívidas, em Brasília. Éramos ativistas
das Redes Jubileu Sul Brasil e Américas, professores universitários,
religiosos e trabalhadores de vários campos, além de congressistas
brasileiros. A campanha brasileira pela auditoria da dívida externa,
lançada durante o Tribunal Internacional das Dívidas, em
1999, no Rio de Janeiro, tornou-se tema do primeiro Plebiscito Popular
realizado em 2000, em todo o território nacional pela Campanha Jubileu
2000-Brasil. Por Marcos Arruda, janeiro de 2005..[+]
Auditoria da Dívida
Externa
A Dívida
Pública é o centro dos problemas nacionais. A maioria dos
recursos públicos tem sido destinados ao pagamento dos juros escorchantes
dessa questionável dívida, impossibilitando a realização
de investimentos promotores de crescimento econômico ou o desenvolvimento
das políticas sociais. As conseqüências são graves
para toda a sociedade. Por Maria Lucia Fatorelli Carneiro, janeiro
de 2005..[+]
FMI: A submissão
de Lula
Nos últimos
20 anos o Brasil tem sido o mais importante devedor do Fundo Monetário
Internacional. O Brasil recebeu empréstimos no valor total de US$
58 bilhões, ou seja, cerca de 1/4 do valor total dos empréstimos
concedidos pelo Fundo aos seus 14 principais clientes. Por Reinaldo
Gonçalves, janeiro de 2005..[+]
Dívida social
e ajuste fiscal
Até
quando vamos continuar pagando a conta do banquete dos outros? Até
quando a realização da auditoria da dívida externa
vai ser adiada? Afinal, desde 1988 ela está prevista na Constituição
brasileira. Temos o direito de saber para onde está indo o dinheiro
público. Por Sandra Quintela, janeiro de 2005..[+]
Sobre a Construção
e Encontros Solidários
A dívida
ecológica é um dado real dessa história, que em grande
parte pode ser quantificado (apesar de que não querermos cair na
armadilha de buscar a sua monetarização). Sem o seu enfrentamento
político será impossível buscar um futuro sustentável
para a humanidade. Por José Augusto Pádua, janeiro
de 2005..[+]
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