Privatizações 2002-2006
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RIO DE JANEIRO # 11/08/2006
Ato Nacional pela Anulação da Privatização da Vale do Rio Doce

O lançamento nacional da Campanha pela Anulação da Privatização da Vale do Rio Doce nesta segunda-feira, dia 14, a partir das 18h30, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, será precedido de uma entrevista coletiva dos organizadores do evento, no mesmo local, às 17h. O ato vai pressionar pela confirmação nos tribunais superiores da decisão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal de Brasília que determinou o prosseguimento de uma ação popular de 1997 pedindo a anulação do leilão que privatizou a empresa. Da Renajorp, 11/8/2006..[+]

são paulo
Câmara avalia gestão tercerizada de serviços públicos

Projeto de lei enviado por Serra à Câmara Municipal prevê que instituições privadas e sem fins lucrativos façam a administração e a gestão dos setores de educação, meio ambiente, ação social, cultura e esporte, bem como façam compras e usem bens municipais sem licitação. Matéria de Guilherme Jeronymo na Agência Carta Maior, em 29/5/2006.

dupla voltagem em sp
Arce foi Secretário de Estado e conselheiro de empresa que deveria supervisionar

Entre 1999 e 2001, Mauro Arce, Secretário de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento do governo Alckmin, foi membro do Conselho Administrativo da Eletropaulo privatizada. Caso evidencia conflito de interesses. Governo argumenta não ver nada de anormal. Por Guilherme Jeronymo na Agência Carta Maior, em 19/5/2006.

mobilização
Ato no Rio em defesa do patrimônio público

Ocorreu na última segunda, dia 13 de março, o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Público na ALERJ, com três partidos de esquerda representados. O deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ) presidiu a mesa que foi composta pelos deputados federais Drª Clair (PT-PR), fundadora da frente, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ), Jandira Feghalli (PCdoB) e Babá (PSOL-PA). O ato foi prestigiado também por representantes de diversas entidades da sociedade civil. A frente foi criada no fim do ano passado por deputados federais e senadores após a decisão da justiça de reabrir o processo originado por diversas ações populares, movidas em 1997, pedindo a anulação da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Na foto, esquerda para a direita: Chico, Biscaia, Drª Clair, Molon, Jandira e Babá..(Da redação, 16/3/2006)

são paulo
Sindicatos irão à Justiça contra venda de mais uma subsidiária da Nossa Caixa

Federação e Sindicato dos Bancários de São Paulo preparam ação judicial para impedir privatização “Nossa Caixa Capitalização”, mais uma das subsidiárias do banco postas à venda pelo governo de São Paulo. Matéria de Rafael Sampaio na Agência Carta Maior, em 16/3/2006.

Ex-secretário de Alckmin é acionista de empresa que comprou subsidiária

O ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo tucano, Ruy Martins Altenfelder, é acionista e membro do Conselho de Administração da Mapfre Vera Cruz Seguradora, empresa espanhola que adquiriu a subsidiária Nossa Caixa Seguros e Previdência em um leilão, ocorrido em maio de 2005. Matéria de Rafael Sampaio na Agência Carta Maior, em 16/3/2006.

dois mil e seis
Agenda de Alckmin prevê retomada da ALCA e privatizações

Candidato tucano já discute linhas gerais de seu programa de governo com um grupo apelidado de "República dos Bandeirantes". Entre as propostas estão a retomada das privatizações, o fim do Ministério de Desenvolvimento Agrário e defesa da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Matéria de Marco Aurélio Weissheimer na Agência Carta Maior, em 15/3/2006.

crime contra a nação
Campanha pela revisão dos processos de privatização tem ato no Rio

O mandato do deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ) promove o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Público, dia 13 de março, segunda-feira, às 16h, na sala 316 da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Estarão presentes no ato a deputada federal Drª Clair (PT-PR), representante da frente, o economista Sidney Pascouto, membro do Conselho Federal de Economia, e representantes de diversas entidades, de sindicatos, de partidos e de parlamentares. A frente foi criada no fim do ano passado por deputados federais e senadores após a decisão da justiça de reabrir o processo originado por diversas ações populares, movidas em 1997, pedindo a anulação da privatização da Companhia Vale do Rio Doce..(Da redação, 10/3/2006)

bem comum
Edital traz privatização da água mineral à tona

A abertura do edital para exploração de fontes de água mineral no sul de Minas Gerais, no dia 16 de fevereiro, traz à tona a discussão sobre a privatização e a internacionalização da água no país, em específico das águas minerais. No Brasil, o aproveitamento comercial das fontes de águas minerais requer autorizações sucessivas de pesquisa e de lavra. As pesquisas destinam-se a conhecer o valor econômico e terapêutico da fonte, enquanto a autorização de lavra envolve as atividades de captação, condução, distribuição e aproveitamento de águas. Embora esse modelo esteja estabelecido desde 1945, gera cada vez mais polêmica. De um lado, os defensores da exploração privada da água mineral apontam seus benefícios econômicos e ambientais. Já os críticos à privatização insistem na água como um bem público, dotado de importância política e social. Por Mariana Perozzi, na revista ComCiência, 2/3/2006.

vale do rio doce
Parlamentares apóiam revisão do processo de privatização

Frente de congressistas defende decisão de juíza que determinou a retomada do julgamento sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Atuação da empresa Merrill Lynch no processo é alvo de questionamentos. Matéria de Jonas Valente na Agência Carta Maior, em 17/2/2006..[+]

entrevista
Diretor do Ippur critica mercantilização da água

Diretor do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Vainer critica ambientalistas que apóiam a mercantilização da água como o melhor meio de gestão dos recursos hídricos. Para ele, inserir a água nas “leis do mercado” é inseri-la na lógica do mais forte e afirma: “o mercado não entende nada de valores morais, apenas de valores monetários”. Leia no ComCiência, em 10/2/2006.

bancos
Bradesco compra controle do Banco do Estado do Ceará por R$ 700 milhões

O Bradesco arrematou o bloco de controle do Banco do Estado do Ceará (BEC) em leilão encerrado há pouco na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O lance vencedor foi de R$ 700 milhões, que representa ágio de 28,98% sobre o preço mínimo de R$ 542,7 milhões. Além do Bradesco, Itaú, Unibanco e Banco GE Capital estavam oficialmente na disputa pela compra do banco. Do Valor Online, 21/12/2005.

mais privatização
Governo quer privatizar rodovias ainda em 2005

O governo ainda acha possível realizar neste ano a licitação para a concessão de rodovias federais para exploração por meio de cobrança de pedágio. O processo se arrasta desde 1999 e foi suspenso pela última vez em julho, quando o Tribunal de Contas da União impediu que o Ministério dos Transportes publicasse os editais e pediu mais informações. Na oportunidade, o TCU concluiu, com base em estudos preliminares, que o valor estimado para os investimentos das concessionárias estava alto demais. Como os valores são repassados para as tarifas cobradas do usuário, o pedágio poderia ser fixado em um patamar desnecessariamente alto. Matéria na Folha de S. Paulo de 31/8.

ceará
Lula recebe documento contra privatização do BEC 

Preocupados com a data do leilão do Banco do Estado do Ceará (BEC), marcado para daqui a 19 dias, sindicalistas cearenses fizeram no último domingo (28/8) mais uma investida contra a privatização. Durante encontro rápido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Quixadá, o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Ceará, Francisco de Assis Diniz, e representantes do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Associação de Funcionários do BEC (Afbec) entregaram a ele uma carta pedindo que o banco não seja vendido. Além disso, reivindicaram que, nesse prazo, seja avaliada a incorporação da instituição financeira cearense pelo Banco do Nordeste (BNB). Leia mais na página da CUT Ceará.

retrocesso
CPI sobre privatizações no setor elétrico é extinta

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o processo de privatização das empresas do setor elétrico e o papel nele desempenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi extinta, sem nunca ter funcionado. O ato de constituição da CPI foi lido no dia 16 de março. Em 4 de maio a comissão foi instalada, mas não foram eleitos presidente e relator. Ontem (16/8), o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), assinou decreto extinguindo a comissão. "A presidência destaca não ter recebido qualquer solicitação formal de providências em razão da não conclusão dos trabalhos da Comissão, nem tampouco pedido de prorrogação de prazo", diz a decisão da Presidência da Câmara. Da Agência Brasil, 17/8..[+]; via O Globo

FHC +4
Privatização do Banco do Ceará será feito 15 de setembro

O leilão para privatização do Banco do Estado do Ceará (BEC) foi marcado hoje para o dia 15 de setembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Em 2002, o Banco Central chegou a publicar edital com essa finalidade, mas resolveu cancelá-lo. O diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, informou que o preço inicial para a venda do BEC será bem mais alto agora, "em vista do bom desempenho da economia do país e também da melhora operacional que aconteceu na instituição nos últimos três anos". Até dezembro poderão sair também, segundo informou o diretor, os editais para privatização do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Estado do Piauí (BEP), dentro das normas do Programa Nacional de Desestatização. Da Agência Brasil, 28/7..[+]

são paulo I
Depois da Nossa Caixa Seguros, Alckmin fará leilão da CTEEP

Depois da venda Nossa Caixa Seguros, governador Geraldo Alckmin fará o leilão da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, a CTEEP. Contestado por representantes de sindicatos, ONGs e partidos de oposição, negócio ajudará a sanear a Cesp, justifica governo de São Paulo. Da Agência Carta Maior, 27/7..[+]

saúde
Como o dinheiro público financia os planos de saúde privados

Governo diz que não tem dinheiro para aprimorar SUS, mas beneficia empresas com renúncia fiscal, não recebe o ressarcimento previsto na lei, paga planos de saúde para o funcionalismo, sustenta o atendimento pelos planos em hospitais universitários, e financia a Agência de Saúde Suplementar. Da Agência Carta Maior, 25/7..[+]

são paulo II
Rodovias federais de São Paulo serão privatizadas

Até o final do ano, todas as rodovias federais do estado de São Paulo serão privatizadas, segundo revelou hoje (24/7) o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. De acordo com o ministro, a concessão das rodovias está em processo licitatório. Da Agência Brasil, 24/7..[+]

light
“O ano da França no Brasil”

Lógica da privatização no setor energético deixa quatro milhões de brasileiros nas mãos da iniciativa privada e transforma investimentos públicos de ambos os países em lucros do grupo francês EDF, controlador das fornecedoras Light e Norte Fluminense. Da redação, 28/5/2005..[+]

paraguai
Paraguaios contra a privatização

Organizações de trabalhadores e camponeses protestaram, dia 13/5, no Paraguai, contra as privatizações de empresas. A mobilização foi definida pela Frente de Defesa dos Bens Públicos e do Patrimônio Nacional como reação aos planos do presidente Nicanor Duarte. A pedido do Executivo, o Senado estuda uma proposta para privatizar as empresas de telecomunicações, cimento, água, eletricidade e portos. A venda de empresas estatais é uma das exigências ao país do Fundo Monetário Internacional (FMI), em acordo assinado em dezembro de 2003. Por.Hamilton Octavio de Souza, 19/5, no Brasil de Fato

'que vivam bastante'
Senadora critica privatização da Vale do Rio Doce

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) pediu que fossem registrados nos Anais da Casa o artigo "Que vivam bastante", do jornalista Mauro Santayana, publicado no jornal Correio Braziliense do último dia 31. No artigo, lido por ela em plenário, o jornalista expressa seu desejo de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus ministros e conselheiros "tenham vida longa", para que possam prestar contas sobre o prejuízo que causaram ao patrimônio nacional, pela submissão aos interesses estrangeiros. O articulista referiu-se especificamente à privatização da Companhia Vale do Rio Doce, ocorrida em 1997. Segundo ele, a Vale obteve de lucro no ano passado R$ 6,46 bilhões, ou seja, duas vezes o valor que o Tesouro recebeu por sua privatização. Ideli lembrou que, na época, o preço foi estimado em R$ 10 bilhões pelos avaliadores - um valor ínfimo se comparado ao valor de suas jazidas, que seria incalculável. Da Agência Senado, 6/4/2005..[+]

Governo vai privatizar 3.059km em oito trechos de rodovias até setembro

BRASÍLIA. Depois de mais de um ano de discussões internas, o governo finalmente vai submeter ao Conselho Nacional de Desestatização (CND), nos próximos dias, o novo modelo de concessões das rodovias federais. O programa ainda depende do sinal verde do Tribunal de Contas da União(TCU), mas o Ministério dos Transportes espera realizar até setembro deste ano os leilões para a transferência à iniciativa privada de oito trechos de rodovias, num total de 3.059 quilômetros. Do jornal O Globo, 5/4/2005..[+]

Prejuízo federal

O ranking das maiores empresas da América Latina tem um detalhe curioso. A líder Vale do Rio Doce, avaliada pela a fortuna de US$ 37,4 bilhões, foi vendida em 1997 pelo Governo federal por meros US$ 3,3 bilhões. Do Informe do Dia, 11/3/2005..[+]

18 ex-dirigentes do BNDES estão na Justiça

Quatro ex-presidentes e 14 ex-diretores do BNDES são acusados de improbidade administrativa na concessão de empréstimos para a privatização da Eletropaulo, entre 98 e 2001, em ação que tramita na 10ª Vara Federal de São Paulo. Os procuradores José Roberto Pimenta Oliveira, Luciana Costa Pinto e Suzana Fairbanks Oliveira acusam os ex-dirigentes de negligência na exigência de garantias dos empréstimos ao grupo AES, controlador da Eletropaulo. Da Folha de S. Paulo, 6/3/2005..[+]

Privatizações foram marcadas por polêmicas

O processo de privatizações, iniciado no governo Collor (1990-92) com a venda da siderúrgica Usiminas (91), foi marcado por guerras de liminares e denúncias de irregularidades. Na gestão de Fernando Henrique (1995-2002), foram privatizadas a Telebrás (1998) e a Companhia Vale do Rio Doce (97), que chegou a ter suspensa a concretização do leilão. No caso das teles, grampos telefônicos apontaram privilégio para um dos consórcios. No setor elétrico, a Eletropaulo foi comprada em 98 pelo consórcio Lightgás, de quatro empresas, entre elas a AES Corporation, que se tornou o acionista controlador. Em 2003, devendo US$ 1,2 bilhão ao BNDES, a AES conseguiu que fossem perdoados US$ 193,7 milhões, e foi criada a holding Brasiliana Energia, na qual o banco tem 49,99% de ações. Da Folha de S. Paulo, 6/3/2005..[+]

PF investiga ex-presidente da Light por supostas remessas ilegais de US$ 1 bi

O executivo francês Michel Gaillard, ex-presidente da Light, será indiciado nesta semana pela Polícia Federal por supostas remessas ilegais de divisas. Em inquérito, a PF investiga o suposto envio irregular de US$ 1 bilhão pela Light para duas subsidiárias da empresa sediadas nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal do Caribe. Da Folha de S. Paulo, 6/3/2005..[+]

Nova luz sobre as privatizações

A volta do processo de privatização à berlinda, por obra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reativa a discussão sobre a condução do programa de venda das distribuidoras de energia elétrica. Considerada por especialistas como ''a mais desastrosa'', a desestatização destas empresas já é alvo de pedido para formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O autor, deputado João Pizolatti (PP-SC), afirma que faltam poucos acertos para a criação da CPI, cujo objetivo é lançar luzes sobre um processo que, somente com as distribuidoras de energia, rendeu R$ 27 bilhões ao país mas consumiu R$ 22 bilhões do BNDES, entre recursos para os compradores, investimentos e socorros, de acordo com o Tribunal de Contas da União. Do Jornal do Brasil, 6/3..[+]

"Lula nunca sugeriu que jogasse poeira para baixo do tapete", diz Lessa

O ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa, negou hoje ter relatado ao presidente Luiz Inácio da Lula Silva casos de corrupção e de uma suposta falência do banco estatal, após depor durante quatros horas no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Lessa foi convocado para prestar esclarecimento sobre a venda da Eletropaulo para a empresa americana AES, em 1998. O negócio é alvo de ação civil pública por improbidade administrativa. DaFolha Online, 4/3..[+]

MP e PF investigam denúncias sobre privatizações e BNDES

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse ontem, na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), que os casos de corrupção mencionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, envolvendo as privatizações das empresas de telecomunicação no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e o BNDES já estavam sendo investigados pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal. Do Diário do Nordeste (CE), 1/3..[+]

Privatizações já são investigadas

A Câmara dos Deputados já possui uma CPI para investigar a participação do BNDES nas privatizações do setor elétrico, principalmente a concessão de empréstimos pelo banco à empresa norte-americana AES para a aquisição da Eletropaulo, em 1998. A CPI foi criada em 13 de maio do ano passado e já tem 14 dos seus 22 membros indicados pelas lideranças partidárias, faltando apenas sua instalação para o começo dos trabalhos. A Secretaria Geral da Mesa disse que essa instalação é obrigatória, cabendo ao presidente da Casa, Severino Cavalcanti (PP-PE), tomar essa medida nos próximos dias. Do Jornal de Brasilia, 1/3..[+]

Câmara já tem CPI para investigar privatizações

A Câmara dos Deputados já possui uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a participação do BNDES nas privatizações do setor elétrico, principalmente a concessão de empréstimos pelo banco à multinacional AES para a aquisição da Eletropaulo, em 1998. A CPI foi criada em 13 de maio do ano passado e já tem 14 dos seus 22 membros indicados pelas lideranças partidárias, faltando apenas sua instalação para o começo dos trabalhos. A Secretaria Geral da Mesa disse que essa instalação é obrigatória, cabendo ao presidente da Casa, Severino Cavalcanti (PP-PE), tomar essa medida nos próximos dias. Da Folha de S. Paulo, 1/3..[+]

Oposição quer desestabilizar o país, diz Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, negou que o país viva uma crise política e classificou a iniciativa do PSDB de abrir um processo por crime de responsabilidade contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "tentativa de desestabilizar o governo". (...) "Não vou voltar a falar sobre isso, até porque os fatos são públicos e notórios sobre as privatizações, sobre o BNDES. Então deveria processar todos os jornais e jornalistas que falaram em privataria, processar todas as revistas que publicaram manchetes com denúncias de corrupção durante as privatizações", afirmou. Da Folha de S. Paulo, 1/3..[+]

Crivella quer comissão especial para avaliar privatizações

O senador Marcelo Crivella (PL-RJ) propôs ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que crie uma comissão para avaliar as privatizações feitas pelo governo brasileiro desde 1991. Pela proposta, exposta em Plenário nesta segunda-feira (28/2), a comissão teria seis meses para fazer uma "avaliação abrangente" de todos os aspectos do processo, iniciado no governo de Fernando Collor de Mello. Da Agência Senado, 28/2..[+]

Lessa nega ter recebido ordem para se calar

O ex-presidente do BNDES Carlos Lessa disse ontem que nunca foi orientado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a esconder o que quer que seja sobre eventuais problemas da instituição herdados do governo de Fernando Henrique Cardoso. "Se eu tivesse encontrado indícios de corrupção, comunicaria ao Ministério Público. O presidente nunca me mandou esconder nada". Lessa reiterou suas críticas à gestão do banco que conduziu o processo de privatização no setor elétrico, afirmando que não houve garantias reais na privatização da Eletropaulo. Lessa repetiu ontem que não houve garantias reais: "As garantias estão em Cayman, não existem", disse ele ontem, aludindo a uma posterior subsidiária da empresa americana AES, controladora da Eletropaulo, sediada nas Ilhas Cayman. Do jornal O Globo, 26/2..[+]

Justiça investiga 4 ex-presidentes do BNDES

O ex-presidente do banco, Carlos Lessa, que não está sendo investigado, deverá prestar esclarecimentos à Procuradoria da República de São Paulo sobre a venda da Eletropaulo para a AES. Da Agência Brasil, 25/2..[+]

A privatização da Eletropaulo

A polêmica levantada no discurso do presidente Lula traz novamente à tona a privatização da distribuidora de energia elétrica paulista Eletropaulo, em 1998. Na ocasião, o grupo americano AES comprou a empresa por R$ 2 bilhões e o BNDES financiou US$ 1,2 bilhão. No início de 2003, a AES alegou problemas de caixa e pediu adiamento de prazos de sua dívida. A empresa deixou de cumprir compromissos financeiros e começaram as negociações com o BNDES. Foi só no fim de 2003, depois de ameaças até de reestatização da distribuidora, que o então presidente do BNDES Carlos Lessa decidiu renegociar essa dívida de US$ 1,2 bilhão com a AES.

Em agosto do ano passado, o Ministério Público, após receber denúncia de sindicatos e parlamentares — Lessa também enviou denúncia quando assumiu o banco — concluiu que houve operações fraudulentas entre 1998 e 2001, envolvendo o empréstimo concedido pelo BNDES e posteriores renegociações da dívida. O órgão entrou, então, com uma ação em que foram implicados, entre outros, quatro ex-presidentes do BNDES — Luiz Carlos Mendonça de Barros, José Pio Borges, Andrea Calabi e Francisco Gros. Do jornal O Globo, 26/2..[+]

Ex-presidente do BNDES terá de depor

SÃO PAULO. O Ministério Público Federal vai convocar para prestar depoimento na semana que vem o ex-presidente do BNDES Carlos Lessa para que ele esclareça os danos ao patrimônio público provocados pelo financiamento do banco à AES, empresa americana, no processo de privatização da Eletropaulo em 1998, ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Lessa poderá depor em São Paulo ou no Rio, onde mora, e segundo o procurador José Roberto Pimenta Oliveira, ele poderá contribuir para o esclarecimento do crime de improbidade administrativa que está sendo investigado na ação civil pública que corre na Justiça Federal de São Paulo em julho de 2004. Foram denunciados quatro ex-presidentes do BNDES (Luiz Carlos Mendonça de Barros, José Pio Borges de Castro Filho, Andréa Calabi e Francisco Gros), além de 14 ex-diretores do BNDES e BNDESPAR e três diretores da AES. Do jornal O Globo, 26/2..[+]

Lula diz que mandou ‘alto companheiro’ silenciar sobre corrupção no governo FH

JAGUARÉ (ES). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que, no começo de seu governo, mandou “um alto companheiro”, “com uma função muito importante” numa instituição, silenciar sobre denúncias de suposta corrupção no governo Fernando Henrique. Ao discursar numa unidade da Petrobras no Espírito Santo, Lula disse que, pouco tempo depois da posse, orientou o “alto companheiro” a se calar sobre a notícia de que a instituição que assumira estava falida e sofrera com corrupção e privatizações “que levaram a instituição a uma quebradeira”. O presidente não disse a que instituição se referia, mas um assessor do ex-presidente do BNDES Carlos Lessa disse que a conversa teria sido com ele. Do jornal O Globo, 25/2..[+] Da Folha Online, 24/2..[+]

Lula relata caso de corrupção no governo FH

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem ter evitado a divulgação de supostos casos de corrupção ocorridos o governo Fernando Henrique Cardoso, relatados a ele por ''um alto companheiro'', no início da gestão petista. Do Jornal do Brasil, 25/2..[+]

Função oficial

Alguns serviços públicos explorados por empresas privadas tiveram reajustes de tarifas bem acima da inflação nos últimos dois anos. Energia elétrica, água e telefone subiram mais de 34% – o que pesa diretamente no bolso do trabalhador de menor poder aquisitivo. Todos os reajustes foram autorizados pelo atual governo. Por.Hamilton Octavio de Souza, 24/2/2005, no Brasil de Fato

ceará
Diretoria do BEC aciona Justiça contra o Sindicato dos Bancários

Na última semana, a diretoria do Banco do Estado do Ceará (BEC) ingressou com ação na Justiça contra o Sindicato dos Bancários, por conta da semelhança da logomarca da campanha contra a privatização ("Sou Cearense, defendo o BEC") com a logomarca da instituição. Da CUT Ceará, 22/2..[+]

Governo decide privatizar estradas

A partir de março, o governo começará a licitar oito mil quilômetros das principais estradas federais, que passarão a operar sob regime de pedágio. O governo considera que o desgaste provocado pela deterioração das rodovias e a urgência em conferir eficiência à movimentação das cargas que atravessam o país merecem "providências urgentes". Do Jornal do Brasil, 4/2/2005..[+]

Mais privatização

Aprovada pelo Senado na véspera do Natal, a lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs) retoma o processo de privatização dos serviços públicos e de transferência do dinheiro público para grupos privados. Nem o neoliberalismo do governo Fernando Henrique Cardoso foi tão generoso com o capitalismo tupiniquim. Um presente de Papai Noel. Por.Hamilton Octavio de Souza, 6/1/2005, no Brasil de Fato

Palocci afirma que BEC será privatizado

"Vamos continuar lutando contra a privatização do Banco do Estado do Ceará”, disse Erotildes Edgar Teixeira, presidente da Associação dos Funcionários do BEC pelo 6º mandato e diretor de assuntos jurídicos e individuais do Sindicato dos Bancários do Ceará. A frase vai de encontro a declaração do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, hoje no jornal Valor Econômico. Na entrevista, Palocci afirma que “não há nenhuma dificuldade no governo de se discutir (a privatização)”. Tanto que foi privatizado “um pequeno banco (o Banco do Estado do Maranhão) e vamos continuar olhando a oportunidade de seguir privatizando”. E sem cerimônias diz que “não temos interesse em ficar com bancos estaduais, que foram resultado de negociações de dívidas. O próximo a ser vendido será o Banco do Estado do Ceará”. Da CUT Ceará, 4/1/2005..[+]

Rússia reestatiza indústria do petróleo

A companhia petrolífera estatal russa Rosneft comprou o Baikal Finance Group, a misteriosa firma que, no domingo retrasado, comprou, em leilão público, a Yugansknefetgaz, a maior filial de extração da petrolífera Yukos. "Os donos da Baikal nos ofereceram a companhia e nós aceitamos", informou o porta-voz da Rosneft, Alexander Stepanenko; China vai formar reservas de petróleo; Chineses e indianos preparam expansão. Da AEPET, dezembro de 2004 e janeiro de 2005..[+]

Tsunami no Brasil

Algum dia saberemos o prejuízo do povo brasileiro com a tsunami das privatizações e outros abalos que provocaram a destruição do Estado e a grande tragédia nacional que foi o governo Fernando Henrique Cardoso. Por Mauro Santayana, dezembro de 2004..[+]

Privataria I

Algum dia saberemos o prejuízo do povo brasileiro com a tsunami das privatizações e outros abalos que provocaram a destruição do Estado e a grande tragédia nacional que foi o governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, apenas com uma parcela do que perdemos nas privatizações, poderíamos reconstruir os luxuosos hotéis asiáticos, os portos, as embarcações, as pontes, as ferrovias, as rodovias, as centenas de milhares de casas, escolas e hospitais. Só os juros anuais, da dívida decuplicada pelo Sr. Fernando Henrique Cardoso, nos custam, a cada ano, cerca de 150 bilhões de dólares. Por Mauro Santayana, dezembro de 2004, na Agência Carta Maior

Privataria II

Esse processo nos deixou nas mãos do setor empresarial. Aquele que visa, compreensivelmente, o lucro. Em geral, internacional. Diferente do Estado, que prezaria em primeiro lugar pelo bem comum e tem controle público. Parabéns, FHC, Collor e derivados, estamos nas mãos agora de gente como Pierre Gadonnelx.

brasil
Privatização enxugou setor produtivo das estatais, segundo IBGE

A década de 90 foi marcada pelo emagrecimento do setor produtivo estatal, com a privatização de 133 empresas do setor no período de 1997 a 2002. O dado consta na primeira edição da pesquisa Finanças Públicas divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em substituição à pesquisa Regionalização das Transações do Setor Público, que traz dados sobre atividade empresarial em 2002 e administração pública em 2001. Segundo o gerente de projetos da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, Carlos Sobral, "o processo de privatização provocou um forte enxugamento das estatais que passaram a ter um menor peso na economia". Ele explicou que as privatizações faziam parte das políticas publicas dos governos Collor e Fernando Henrique Cardoso...Agência Brasil, 20/12/2004

herança da privatização
Esqueleto de R$ 25 bilhões nas costas do BNDES

Desde 1993, governo se endivida para capitalizar o setor elétrico. Apesar de ter se desfeito de seu patrimônio, o poder público continua tendo de bancar os investimentos. Carteira de créditos do BNDES na área chega a R$ 25 bilhões. Pendência trabalhista da Centrais Elétricas do Pará expõe detalhes da desastrada privatização do setor...Agência Carta Maior, 25/10/2004

uruguai
Movimentos sociais lutam contra a privatização da água

Uruguaios se organizam em movimentos para informar à população sobre a importância do plebiscito da estatização da água. Hoje, sábado e domingo acontece uma série de ações nas ruas de Montevidéu...Adital, 30/6/2004

argentina
Cerco à privataria

Kirchner define novas regras para ex-estatais, cancela terceirização dos Correios e do espaço eletromagnético, e retoma controle das estradas. Do Planeta Porto Alegre, fev/2004..[+]

análise
Privatização, transnacionais e democracia

A privatização e a licitação competitiva de serviços públicos tem ganho terreno em todos os países nos últimos 20 anos. Pressionada por fortes interesses económicos e pela ofensiva neoliberal, verificou-se uma transferência maciça de activos do sector público para o privado. Além da expansão geográfica, para muitas companhias transnacionais a expansão para o sector público tornou-se o modo mais importante de conquistar novos mercados. Desta forma, aquela parte da economia que, ao longo do último século, ficara fora do mercado e sujeita à governação democrática está a ser reduzida gradualmente em benefício das grandes corporações. Por Asbjørn Wahl, no Resistir.info, 15/12/2002..[+]

corrupção
Ex-sócio de Serra foi responsável por operações fraudulentas em parceria com Ricardo Sérgio

(...) A Operação Banespa que ajudou Ricardo Sérgio a internar dinheiro de paraísos fiscais foi aprovada pelo então vice-presidente de operações do Banespa Vladimir Antônio Rioli. Na época, o senador José Serra (PSDB-SP) era sócio de Rioli. De acordo com o contrato social, Serra tinha 10% das cotas da empresa Consultoria Econômica e Financeira Ltda. Rioli foi companheiro de militância de Serra e do falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta na Ação Popular (AP), movimento de esquerda da década de 60 – e arrecadador de recursos para campanhas do PSDB juntamente com Ricardo Sérgio. Por Amaury Ribeiro Jr., da Revista IstoÉ, 24/5/2002..[+]

Ex-tesoureiro de Serra tem empresa em paraíso fiscal

Acusado de receber propina durante a privatização do sistema de telefonia, para favorecer o consórcio que comprou a Telemar, ex-diretor do BB comanda empresa com sede nas Ilhas Virgens. Do Correio Braziliense, 15/4/2002..[+]

Caixa explosivo: Caso Ricardo Sérgio

Principal articulador da formação dos consórcios que disputaram o leilão das empresas de telecomunicações, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, está tirando o sono da cúpula do PSDB e dos coordenadores da candidatura do senador José Serra. Companheiro de militância política de Serra desde a época do regime militar, Ricardo Sérgio, que em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de Serra, para o Senado, acaba de ser responsabilizado pelo Banco Central por um caminhão de irregularidades que favoreceram a entrada do Banco Opportunity em um consórcio para disputar o leilão da Telebrás. Mantido em absoluto sigilo, o relatório do BC, ao qual ISTOÉ teve acesso, é uma bomba que vai jogar estilhaços por todos os lados. O efeito é tão devastador que uma operação foi montada na Polícia Federal do Rio de Janeiro para abafar o caso. Por Amaury Ribeiro Jr., da Revista IstoÉ, 24/3/2002..[+]
 

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As empresas privadas deste setor fazem, com a permissão do governo, reajustes bem acima da inflação e continuam a ser campeãs de reclamações, aplicando tarifas injustas, dando quase nenhuma transparência na hora de cobrar e não cumprindo a tão propalada universalização. Se não fosse o bastante, ainda lucram horrores em cima do consumidor. Como responderemos?