retrocesso
Lei que formaliza
a contratação de Pessoa Jurídica prejudica trabalhador
A chamada
MP do Bem foi assinada dia 21 de novembro pelo presidente Lula e permite
a contratação de prestadores de serviços na condição
de empresas de uma só pessoa. A CUT é contrária à
lei, pois ela desonera os encargos das empresas, mas aumenta a dos trabalhadores
contratados como prestadores de serviços. Os contratados como empresa
passarão a recolher 20% ao INSS (contra os atuais 11% pagos pelos
empregados), além de terem de pagar PIS, Cofins e contribuição
sobre o lucro. Além disso, o artigo regularizará um modelo
onde os trabalhadores obedecem a normas e rotinas como qualquer empregado
formal, mas sem as garantias deste, perdendo também todos os benefícios.
Informações da Folha de S. Paulo e do
Instituto
Observatório Social, 26/11/2005.
poder
de compra
Renda média
em SP cai 31% entre 95 e 2005
A renda
dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo é
menor do que há dez anos. Quem tinha rendimento mensal de R$ 100
entre setembro de 1994 e agosto de 1995 viu esse valor cair para R$ 69,2
de setembro de 2004 a agosto de 2005 - a perda foi de 30,8%, segundo informa
o Dieese. A queda do poder de compra dos ocupados na Região Metropolitana
de São Paulo reflete a precarização do mercado de
trabalho. A recuperação da economia, principalmente a partir
de 2004, ainda não foi suficiente para recuperar a renda de 1995.
Fátima Fernandes escreve sobre o tema na Folha
de S.Paulo, em 25/11/2005.
questão
étnica
IDH dos negros só
é alto em sete cidades
Dados
de Estudo feito pelo economista e professor da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo Paixão, coordenador do Observatório
Afro-brasileiro, apontam que em apenas sete cidades brasileiras a população
negra apresenta alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). No
caso da população branca – foram feitos levantamentos em
5.202 cidades e, em 1.591 delas, o IDH supera 0,8, o que é considerado
alto desenvolvimento. Da Afropress, 9/11/2005..[+]
setor
público
O alto custo da
política monetária
Tendo
passado um ano da política monetária que foi implantada em
setembro de 2004 e que elevou significativamente a taxa de juros básica
da economia brasileira, cabe refletir sobre os custos desta política.
Os dados hoje divulgados pelo Banco Central para o setor público
brasileiro dão uma dimensão precisa a esse respeito. A referida
política se diz plena de êxito no seu objetivo de controlar
a inflação, e não devemos lhe negar mérito
neste ponto, embora coubesse a observação de que o instrumento
básico da política anti-inflacionária utilizado –
uma taxa de juros que chegou a quase 20% ao ano – é capaz de combater
qualquer processo inflacionário, incluindo os que de fato necessitam
de taxas de juros tão elevadas para serem debelados, assim como
os que podem ser enfrentados com juros bem mais modestos, como nos parece
ter sido o caso em foco. (...) Análise do IEDI,
31/10/2005.
emprego
e rendimento
A taxa de desemprego
estabilizou-se em um nível ainda alto
O que
os dados da pesquisa de emprego do IBGE nos dizem de mais importante é
que o desemprego nos últimos quatro meses parou de cair, quando
era esperada uma redução. Em outros termos, poderíamos
estar melhor nesta questão, não fosse o crescimento da economia
ainda incipiente mesmo após o Banco Central ter encerrado o período
em que provocou aumentos persistentes na taxa de juros. (...) Análise
do IEDI,
25/10/2005.
arrocho
fiscal
Estados pobres, obras paralisadas
Os estados do Nordeste, que
apresentam os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), estão
entre os campeões de obras paradas, informa reportagem do jornal
O
GLOBO deste domingo (28/8). No Maranhão, o segundo pior IDH
do Brasil — atrás de Alagoas — todos os 19 contratos assinados pela
companhia de águas e esgotos do estado no fim de 2003, para levar
água encanada e tratamento de esgoto à população,
ainda não viraram obras. Com as melhorias, 521 mil pessoas seriam
beneficiadas. No Piauí, só um dos três convênios
firmados pela empresa estadual de água e esgotos com a Caixa saiu
do papel. E o contrato visa apenas a melhorar a gestão da companhia.
As obras para ampliação da rede de água e esgoto em
Teresina estão paradas. Sergipe também não conseguiu
obter o dinheiro para a obra de expansão da rede de água
à população de Aracaju, no valor de R$ 94 milhões.
Leia na reportagem do jornal O
Globo de 28/8/2005.
Obras que não
saem do papel
Uma radiografia
do saneamento básico do país mostra que a situação
do setor é alarmante. Dos 423 contratos assinados no atual governo
para expansão da rede de água e tratamento de esgoto, 264
obras (62%) estão paradas por vários motivos, deixando de
beneficiar cerca de 13 milhões de pessoas. Além disso, segundo
cálculos do Ministério das Cidades, 480.407 empregos previstos
não foram criados. Em mais de dois anos e meio de mandato do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, foram desembolsados apenas 17,7% do valor
total contratado nesse período: R$ 3,67 bilhões de recursos
do FGTS, a principal fonte de financiamento do setor. Matéria de
Geralda Doca no jornal O
Globo de 28/8/2005.
impostos
Carga tributária
aumenta e vai a 36% do PIB em 2004
A carga
tributária do país no ano passado cresceu e chegou a 35,91%
do PIB (Produto Interno Bruto), um novo recorde para o Brasil, de acordo
com os dados divulgados ontem pela Receita Federal. O recorde anterior
havia sido obtido no ano de 2002, ainda no governo do presidente Fernando
Henrique Cardoso, quando a carga tributária atingiu 35,61% do PIB.
Da
Folha de S. Paulo, 13/8..[+]
FHC +4
Estatais não
investem e elevam aperto fiscal
O atraso
nos investimentos das empresas estatais foi um dos fatores que ajudaram
o setor público a realizar um aperto fiscal recorde no primeiro
semestre deste ano. Segundo levantamento do Ministério do Planejamento,
as estatais acumularam, neste ano, superávit primário de
R$ 4,397 bilhões, valor 406% maior do que o apurado entre janeiro
e junho de 2004. O esforço fiscal feito pelas estatais supera até
as metas internas que o governo havia fixado para os primeiros seis meses
deste ano. Da
Folha de S. Paulo, 5/8/2005..[+]
desigualdade
O bolo ainda mal
dividido
BRASÍLIA.
Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população,
o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição
de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro
do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília. Do jornal
O
Globo, 1/6..[+]
Crivella lamenta
a enorme desigualdade social brasileira
O líder
do PL, senador Marcelo Crivella (RJ), afirmou, nesta quinta (2/6), que
a desigualdade social é o principal problema do Brasil. O senador
sugeriu que todo o país pense e discuta o tema. De acordo com Crivella,
7 mil brasileiros possuem 80% da dívida pública - quase R$
800 bilhões - e recebem aproximadamente R$ 100 bilhões de
juros por ano. Para o senador, este é um fato sem precedentes na
história mundial. Da
Agência Senado, 2/6..[+]
índices
Renda volta a cair
após três meses; desemprego fica estável, diz IBGE
A taxa
de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país
ficou estável em 10,8% da PEA (População Economicamente
Ativa) em abril, o mesmo índice de março, segundo dados do
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados
hoje (25/5). Já a renda do trabalhador recuou 1,8%, após
três meses de crescimento, e ficou em R$ 938,70 ante R$ 945,20 em
março. Da
Folha Online, 25/5..[+]
estudo
I
Quase todas as pequenas
empresas brasileiras são informais, diz IBGE
A economia
informal responde quase pela totalidade das pequenas empresas brasileiras,
segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística) na Ecinf 2003 (Economia Informal Urbana). O estudo
feito em parceria com o Sebrae traça um retrato da informalidade
no país. O número de pequenas empresas no país alcança
10,525 milhões - foram consideradas nesse caso as empresas não-agrícolas.
Desse total, 98% fazem parte do setor informal, o equivalente a 10,335
milhões de empresas. Pela metodologia da pesquisa do IBGE, empresa
informal é aquela que não tem um sistema de contas claramente
separado das contas da família e emprega de uma até cinco
pessoas, incluindo empregados e pequenos empregadores. Da
Folha Online,
19/5..[+]
estudo
II
Emprego formal bate
recorde
BRASÍLIA.
O número de novos postos de trabalho com carteira assinada em abril
atingiu 266.095, recorde histórico para o mês e mais do que
o dobro dos 102.965 registrados em março. O professor de Economia
da Unicamp Marcio Pochmann lembrou, no entanto, que o Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) representa apenas um terço dos
ocupados no Brasil. Ele destacou também que os dados do próprio
cadastro indicam alta rotatividade no primeiro trimestre deste ano, além
de piora na qualidade dos empregos criados, com remuneração
abaixo dos três salários-mínimos. Do
jornal O Globo, 17/5..[+]
R$ 15 bilhões
pelo ralo
BRASÍLIA.
O Congresso Nacional e o governo federal estão articulando uma ofensiva
para reduzir o número de obras inacabadas no país — um mastodonte
cujo desperdício chega hoje a R$ 15 bilhões, duas vezes mais
do que o governo investe em infra-estrutura anualmente. Descaso, falta
de compromisso das bancadas de deputados e senadores, irregularidades e
escassez de investimentos públicos respondem pelas perdas. A estimativa
preliminar é do Tribunal de Contas da União (TCU), que calcula
em mais de três mil o número de empreendimentos parados no
Brasil hoje. Do jornal O Globo, 1/5/2005..[+]
99% das obras paradas
no Ministério das Cidades surgiram de emendas
BRASÍLIA.
O Ministério das Cidades tem atualmente 1.650 obras paralisadas,
das quais 1.637 (ou 99% delas) tiveram origem em emendas individuais de
parlamentares. É no ministério o local onde desembarca a
maioria desse tipo de proposta. São centenas de emendas, de valores
médios de R$ 90 mil, insuficientes para tocar os projetos de saneamento
e melhoria das condições de vida dos municípios. Do
jornal O Globo, 1/5/2005..[+]
proposta
Senador propõe
troca de dívida dos estados por investimento na educação
O senador
Cristovam Buarque (PT-DF) informou nesta sexta-feira (29/4), em Plenário,
que irá apresentar projeto de lei complementar prevendo a possibilidade
de a União renunciar a parte do serviço das dívidas
públicas estaduais, desde que os estados utilizem todos esses recursos
na educação. Se o governo federal defende a troca da dívida
externa por educação, sustentou o senador, deve dar exemplo
com a dívida interna. Da
Agência Senado, 29/4/2005..[+]
Aumento do mínimo
vai para consumo, diz Dieese
Venda
de alimentos deve crescer a partir de maio, quando o mínimo sobe
para R$ 300. A estimativa é do coordenador do Departamento Intersindical
de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).
Da
Agência Brasil, 29/4/2005..[+]
impostos
Luz fica mais cara
em quatro estados
As tarifas
de energia elétrica serão reajustadas a partir de sexta-feira
no interior de São Paulo e nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso
e Mato Grosso do Sul. No interior de São Paulo, a Aneel autorizou
reajuste médio de 17,74% para as tarifas de energia da Companhia
Paulista Força e Luz (CPFL). Do
Jornal do Brasil, 7/4/2005..[+]
desigual
Trabalhador paga
isenção de ricos
O peso
do reajuste de 10% da tabela de Imposto de Renda (IR) das pessoas físicas
nas contas públicas - que provocou um verdadeiro alvoroço
no Congresso na última semana - poderia ser amortecido com folga
se não tivessem sido criados, há dez anos, dois mecanismos
para aliviar o bolso de grandes empresas. A conta de R$ 2,4 bilhões,
apresentada pela Receita para justificar a tentativa de elevar a carga
tributária de prestadores de serviço, equivale a um quarto
do que o país deixou de arrecadar por ano apenas com a isenção
de IR dos lucros, dividendos e remessa de ganhos ao exterior, além
dos chamados juros sobre o capital próprio. Do
Jornal do Brasil,
3/4/2005..[+]
ajuste
fiscal
Governo congela
84% da verba para saneamento
BRASÍLIA.
A promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar prioridade
aos investimentos na área de saneamento pode não passar do
discurso em 2005. Os cortes no Orçamento e uma decisão da
área econômica impedem a liberação de 83,8%
dos investimentos federais programados para a área neste ano. Considerando
o Orçamento aprovado pelo Congresso, os recursos do FGTS e do FAT,
foram destinados ao saneamento R$ 6,1 bilhões, mas apenas R$ 988
milhões estão disponíveis. Do jornal O Globo,
3/4/2005..[+]
Economia para dívida
chega a R$ 15 bi
BRASÍLIA.
A economia do setor público para o pagamento de dívidas -
o chamado superávit primário, que inclui as contas do governo
central (Tesouro, BC e Previdência), dos governos estaduais e municipais
e das estatais - foi de R$ 4,046 bilhões em fevereiro. O superávit
representou 4,8% do PIB, percentual acima da linha mínima estipulada
pelo BC, de 4,25%. Do
Jornal do Brasil, 29/3..[+]
Investimento faz-de-conta
BRASÍLIA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado na semana passada
de uma manobra da equipe econômica que compromete diretamente uma
das prioridades de seu governo: os investimentos na área de infra-estrutura.
Pressionados pelo aumento dos gastos de custeio e pessoal, os ministérios
da Fazenda e do Planejamento resolveram aprofundar o corte nas despesas
de investimentos, desvirtuando o propósito original do projeto-piloto
de R$ 2,8 bilhões negociado com o Fundo Monetário Internacional
(FMI) para reforçar o orçamento nessa área. Do jornal
O
Globo, 28/3/2005..[+]
contas
Manobra conservadora
para enganar a sociedade
Num exercício
conhecido, quando se quer manipular dados, basta mostrar apenas um lado
das estatísticas e projeções (supostamente) técnicas
para tentar enganar a opinião pública. Um grande jornal paulista
anunciou, em letras garrafais, na primeira página, que a Previdência
terá R$ 50 bilhões a mais de despesas com aposentados e pensionistas
até 2006. Isso, em tese, teria o poder de agravar o suposto déficit
(despesas maiores do que receitas) do setor. A notícia ignora solenemente
as receitas da Previdência. A elevação dos gastos pode
mesmo ser considerada natural, diante da tendência de envelhecimento
da população e da corrida às aposentadorias provocada
pela reforma previdenciária. Em nenhum momento, no entanto, avalia-se
o comportamento futuro das receitas. Do
Brasil de Fato, 24/3/2005..[+]
consumidor
Juros ao consumidor
disparam
Na semana
em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central
(Copom) se reune para definir o novo patamar dos juros básicos da
economia brasileira, pesquisa divulgada pela Associação Nacional
dos Executivos de Finanças revela que as taxas cobradas pelo mercado
para pessoa física e pessoa jurídica deram novo salto em
fevereiro. Do
Jornal do Brasil, 15/3/2005..[+]
impostos
Brasileiro suporta
peso de 74 tributos
Você
nem sempre os vê, mas eles estão lá. Não são
almas penadas, mas puxam o pé e pesam no bolso do brasileiro. Atualmente,
estão em vigor 74 tributos, entre impostos, contribuições
e taxas, e muitos nem sequer são conhecidos pelo contribuinte. Do
Jornal
do Brasil, 20/2/2005..[+]
Tributos mais pesados
sobre o consumidor
Engana-se
quem pensa que não tem nada a ver com aumento de impostos. O dentista
Ivan Loureiro, de 64 anos, precisou de um dia para reunir documentos e
se lembrar de todos os tributos que paga para manter o consultório.
Do
Jornal do Brasil, 20/2/2005..[+]
microcrédito
Inclusão
bancária já tem 3,8 mi correntistas
Mais de
3,8 milhões de pessoas com renda mensal de até R$ 1 mil passaram
a ter acesso a serviços bancários e crédito no Banco
do Brasil e Caixa Econômica Federal. Volume emprestado ultrapassa
R$ 2 bi. Da
Agência Brasil, 19/2/2005..[+]
agronegócio
Doce ilusão
Apesar
da propaganda ufanista da mídia burguesa e do apoio governamental,
o agronegócio – produção empresarial em larga escala
voltada para a exportação – está afundando em várias
regiões do país. No Mato Grosso, a safra 2004-2005 de soja,
algodão e arroz deve dar um prejuízo de 445 milhões
de dólares – custeado em parte com o dinheiro público do
BNDES. A situação do agronegócio está tão
boa, mas tão boa mesmo, que o ministro do latifúndio pediu
ao governo um socorro de R$ 5,5 bilhões para os grandes empresários
rurais. É assim que funciona o capitalismo brasileiro: os empresários
preferem torrar o dinheiro público, ao invés de mudar o modelo
de ocupação e exploração do campo. Por.Hamilton
Octavio de Souza, 17/2/2005, no Brasil
de Fato
A recuperação
tem pés de barro
A equipe econômica reafirmou,
no mês passado, sob o protesto de analistas independentes, sindicatos
de trabalhadores e empresas, as bases de sua política. Não
só elevou os juros básicos para 17,75% ao ano, como anunciou
que a elevação daquela taxa será mantida ao longo
dos próximos meses. Ao mesmo tempo, os dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que ainda é precipitado
o foguetório em torno da recuperação da economia,
ameaçada, além dos juros altos, por índices de precariedade
do trabalho nada desprezíveis. Do
Brasil
de Fato, 17/2/2005..[+]
Renda achatada e maiores
despesas com juros
O maior número de contratações
entre empregados com remuneração inferior ao salário
mínimo explica, entre outras coisas, por que o rendimento médio
da população ocupada continuou em baixa. Na média
de 2004, houve perda de 0,8% no confronto com 2003: o rendimento médio
encolheu de R$ 914,47 para R$ 907,84 - 13,3% abaixo da média registrada
em 2002. A massa total de salários (ou seja, a soma de todos os
salários e rendimentos em geral recebidos por assalariados e seus
empregadores, servidores públicos e trabalhadores por conta própria)
recuou 1,8% em dezembro, em relação a novembro, crescendo
5,2% em relação ao final de 2003. Mas, diante de dezembro
de 2002, persistia uma perda de 4%. Do
Brasil
de Fato, 17/2/2005..[+]
Recursos públicos podem virar lucros
privados
Se se tratassem só de
parcerias com empresas privadas e levantar recursos para investir em infra-estrutura,
leis e dinheiro não faltam. Mas a intenção das PPPs
parece ser outra, dizem especialistas. Do
Brasil
de Fato, 20/1/2005..[+]
Brasil pode reduzir pobreza sozinho
NOVA YORK. O Brasil não
precisa de ajuda externa para combater a pobreza. O país pertence
a um grupo de nações em desenvolvimento e de renda média
capaz de financiar com recursos próprios programas para cumprir
as chamadas Metas do Milênio, estabelecidas pelos Estados-membros
da ONU, em 2000, a fim de reduzir a extrema pobreza no mundo pela metade,
até 2015. A conclusão é do estudo ''Investimento no
desenvolvimento: um plano prático para alcançar os objetivos
do Milênio'', elaborado por especialistas a pedido da ONU e divulgado
ontem. Do
Jornal do Brasil, 18/1/2005..[+]
Mais privatização
Aprovada
pelo Senado na véspera do Natal, a lei das Parcerias Público-Privadas
(PPPs) retoma o processo de privatização dos serviços
públicos e de transferência do dinheiro público para
grupos privados. Nem o neoliberalismo do governo Fernando Henrique Cardoso
foi tão generoso com o capitalismo tupiniquim. Um presente de Papai
Noel. Por.Hamilton Octavio de Souza,
6/1/2005, no Brasil
de Fato
Conta
crescente
A política
de juros altos, mantida nos governos FHC e Lula, foi responsável
- segundo dados da Fundação Getúlio Vargas - pelo
aumento da dívida interna em R$ 500 bilhões, nos últimos
dez anos. O custo dessa política recai diretamente sobre os trabalhadores,
seja pela falta de investimentos públicos, seja pelo alto valor
dos juros que encarecem financiamentos e crediários. Por.Hamilton
Octavio de Souza, 6/1/2005, no Brasil
de Fato
Trabalhadores
tentam salvar Varig
Os dirigentes
sindicais das entidades filiadas à Federação Nacional
dos Aeronautas, Aeroviários e Aeroportuários (FNAAA) lançaram
ontem no Rio o Projeto de Reestruturação do Setor Aéreo
(PReSA), construído para recuperar a Varig e empresas do setor em
dificuldades financeiras. Do
Jornal do Brasil, 5/1/2005..[+]
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