Economia..Dívida, juros e FMI
.
retrocesso sem fim
Dívida do governo sobe R$ 127 bi neste ano apesar de esforço fiscal recorde

Tesouro Nacional e o Banco Central informaram hoje que a dívida do governo federal em títulos públicos subiu 0,4% e chegou a R$ 937,34 bilhões em outubro, contra R$ 933,22 bilhões em setembro. No ano, a dívida está R$ 127,08 bilhões maior, um crescimento de 15,2% sobre o registrado no final do ano passado (R$ 810,26 bilhões). O principal ponto de discordância entre os ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil) tem sido a economia de recursos para conter o aumento da dívida pública. Informações da Folha Online, 23/11/2005.

setor público
O alto custo da política monetária

Tendo passado um ano da política monetária que foi implantada em setembro de 2004 e que elevou significativamente a taxa de juros básica da economia brasileira, cabe refletir sobre os custos desta política. Os dados hoje divulgados pelo Banco Central para o setor público brasileiro dão uma dimensão precisa a esse respeito. A referida política se diz plena de êxito no seu objetivo de controlar a inflação, e não devemos lhe negar mérito neste ponto, embora coubesse a observação de que o instrumento básico da política anti-inflacionária utilizado – uma taxa de juros que chegou a quase 20% ao ano – é capaz de combater qualquer processo inflacionário, incluindo os que de fato necessitam de taxas de juros tão elevadas para serem debelados, assim como os que podem ser enfrentados com juros bem mais modestos, como nos parece ter sido o caso em foco. (...) Análise do IEDI, 31/10/2005.

retrocesso
Superávit do governo para pagar juros sobe 88% em um mês

A economia de receitas feita pelo governo federal para o pagamento de juros da dívida (superávit primário) aumentou 88,29% em um mês, indo de R$ 3,128 bilhões em maio para R$ 5,890 bilhões em junho. Em seis meses, o governo já economizou 85,33% do que estava planejado para o ano todo. O superávit primário no primeiro semestre chegou a R$ 39,663 bilhões. Para o ano todo, a meta do governo é economizar R$ 46,477 bilhões. Da redação, setembro de 2005.

bancos na boa
Juro de banco sobe mais de 2 pontos em um mês e atinge 77,2%

O juro do crédito pessoal nos bancos subiu 2,2 pontos percentuais de abril para maio, indo de 75% para 77,2% ao ano, segundo o Banco Central. A taxa média cobrada sobre cheque especial também para pessoa física ficou estável, em 147,6% ao ano. Considerando todas as operações, a taxa média de juros para a pessoa física subiu 1,2 ponto percentual entre abril e maio e atingiu 65,7%. Em abril, os juros médios de todas as operações eram de 64,5%. Do Valor Online, 24/6..[+]

política para ricos
Juros engolem mais de R$ 1 trilhão

Mantido o ritmo atual, o governo federal deverá "devolver" aos donos do dinheiro no país praticamente metade de todos os recursos que pretende destinar aos programas sociais em 2005. Os números estão nos relatórios oficiais do Banco Central (BC) e do Ministério da Fazenda e mostram por que, entre outras razões, a concentração da renda permanece inabalável no Brasil, a despeito dos avanços que o governo afirma ter alcançado na área social. Do Brasil de Fato, 19/5/2005..[+]

Falsas campanhas para cortar gastos públicos

Nos últimos 22 anos, desconsideradas as despesas com juros, Rogério Nagamine Costanzi mostra que os governos federal, estadual e prefeituras obtiveram saldos positivos (isto é, receitas maiores do que despesas) ao longo de 18 anos, o que desautoriza as (falsas) campanhas veiculadas pela imprensa tradicional para ampliar o desmonte do setor público. Na média, aponta Costanzi, o superavit alcançou quase 2,2% do PIB ao ano. Apenas para dar uma noção de valor, esse percentual corresponderia, hoje, a R$ 38,5 bilhões por ano. Mais precisamente, a economia realizada representa 21% a mais de toda a despesa com Saúde feita pela União no ano passado (R$ 31,8 bilhões). Visto por um outro ângulo, seria possível, portanto, mais do que dobrar o orçamento da Saúde. Isso, claro, se o governo desistisse de pagar juros tão altos. Do Brasil de Fato, 19/5..[+]

Como o governo estimula a concentração da renda

Num longo e cansativo trabalho, divulgado em abril, o Ministério da Fazenda tentou demonstrar que os gastos sociais, hoje, pouco ajudam a redistribuir a renda e, em alguns casos, como o da Previdência (alvo preferido dos setores conservadores), tendem mesmo a concentrar a renda, numa incrível distorção da realidade. Em parte, como visto, a concentração é causada pela política de juros altos, que "rouba" com uma mão o que o governo distribui com a outra aos mais pobres. Do Brasil de Fato, 19/5..[+]

fmi
Paraguaios contra a privatização

Organizações de trabalhadores e camponeses protestaram, dia 13/5, no Paraguai, contra as privatizações de empresas. A mobilização foi definida pela Frente de Defesa dos Bens Públicos e do Patrimônio Nacional como reação aos planos do presidente Nicanor Duarte. A pedido do Executivo, o Senado estuda uma proposta para privatizar as empresas de telecomunicações, cimento, água, eletricidade e portos. A venda de empresas estatais é uma das exigências ao país do Fundo Monetário Internacional (FMI), em acordo assinado em dezembro de 2003. Por.Hamilton Octavio de Souza, 19/5/2005, no Brasil de Fato

retórica
Governo erra ao controlar inflação só com juro, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o governo erra ao não conseguir criar outros instrumentos de combate à inflação, com exceção dos juros. Hoje o principal instrumento da política monetária é a taxa básica de juros (Selic). Quando a inflação sobe, o Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) eleva os juros para mantê-la dentro da meta. Da Folha Online, 29/4..[+]

superávit primário
Economia do governo para pagar juros bate recorde histórico

A economia feita pelo setor público consolidado (União, Estados, municípios e estatais) para o pagamento de juros, o chamado superávit primário, bateu recorde histórico em março. No mês passado, o superávit primário (receitas menos despesas, excluídos os pagamentos de juros) foi de R$ 12,258 bilhões, bem maior do que os R$ 4,046 bilhões de fevereiro - representa, na verdade, um aumento de 203%. Um recorde da série histórica do Banco Central, iniciada em 1991. No ano, o superávit acumulado é de R$ 27,677 bilhões, contra R$ 20,528 bilhões do mesmo período do ano passado. Esse valor é equivalente a 6,16% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por um país) para o período, acima da meta de superávit para o ano, que é de 4,25% do PIB. Da Folha Online, 29/4/2005..[+]

juros
Alencar diz que juros altos são responsáveis pelas perdas salariais

O vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, voltou a criticar a política de juros elevados praticada no Brasil. Alencar afirmou que as altas taxas de juros são responsáveis pelas perdas salariais que os trabalhadores vêm acumulando nos últimos anos. Ele não se mostrou otimista com a recuperação salarial dos trabalhadores, pois, segundo ele, "o orçamento público ainda passa por uma fase dura". Da Agência Brasil, 22/4..[+]

Dívida cresce R$ 28 bilhões 

BRASÍLIA. A dívida pública em títulos federais saltou de R$ 845,39 bilhões em fevereiro para R$ 873,61 bilhões em março, uma alta de 3,3%. Nos primeiros três meses do ano, a dívida aumentou R$ 46,91 bilhões. Considerando o período entre setembro e março - no qual a taxa básica (Selic) subiu de 16% para 19,25% ao ano -, a ampliação foi de R$ 102,31 bilhões. A expansão está associada aos juros. Com a elevação de 0,25 ponto percentual, ontem, a dívida deverá sofrer acréscimo de R$ 1,24 bilhão - mantida a taxa por um período de 12 meses. Do Jornal do Brasil, 21/4..[+]

Brasil, campeão dos juros 'irreais'

O Brasil segue carregando o título de país com as maiores taxas de juros reais (descontada a inflação) do planeta e somente um ''milagre'' ao fim da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) hoje poderia tirar do país o incômodo recorde. De acordo com a Consultoria GRC Visão, com uma taxa básica de juros de 19,25% ao ano estipulada pelo Banco Central, atualmente o país apresenta juro real de 12,9%. Para ser desbancado pela Turquia - em segundo lugar, com 7,3% - seria necessária uma redução de 5,25 pontos na Selic. Nos últimos sete meses, a taxa foi elevada em 3,25 pontos, e parte do mercado aposta que o Copom promoverá hoje outra elevação, de pelo menos 0,25 ponto. Do Jornal do Brasil, 20/4/2005..[+]

ajuste fiscal
Governo congela 84% da verba para saneamento

BRASÍLIA. A promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de dar prioridade aos investimentos na área de saneamento pode não passar do discurso em 2005. Os cortes no Orçamento e uma decisão da área econômica impedem a liberação de 83,8% dos investimentos federais programados para a área neste ano. Considerando o Orçamento aprovado pelo Congresso, os recursos do FGTS e do FAT, foram destinados ao saneamento R$ 6,1 bilhões, mas apenas R$ 988 milhões estão disponíveis. Do jornal O Globo, 3/4..[+]

Economia para dívida chega a R$ 15 bi

BRASÍLIA. A economia do setor público para o pagamento de dívidas - o chamado superávit primário, que inclui as contas do governo central (Tesouro, BC e Previdência), dos governos estaduais e municipais e das estatais - foi de R$ 4,046 bilhões em fevereiro. O superávit representou 4,8% do PIB, percentual acima da linha mínima estipulada pelo BC, de 4,25%. Do Jornal do Brasil, 29/3..[+]

Investimento faz-de-conta

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado na semana passada de uma manobra da equipe econômica que compromete diretamente uma das prioridades de seu governo: os investimentos na área de infra-estrutura. Pressionados pelo aumento dos gastos de custeio e pessoal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento resolveram aprofundar o corte nas despesas de investimentos, desvirtuando o propósito original do projeto-piloto de R$ 2,8 bilhões negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para reforçar o orçamento nessa área. Do jornal O Globo, 28/3/2005..[+]

contas
Manobra conservadora para enganar a sociedade

Num exercício conhecido, quando se quer manipular dados, basta mostrar apenas um lado das estatísticas e projeções (supostamente) técnicas para tentar enganar a opinião pública. Um grande jornal paulista anunciou, em letras garrafais, na primeira página, que a Previdência terá R$ 50 bilhões a mais de despesas com aposentados e pensionistas até 2006. Isso, em tese, teria o poder de agravar o suposto déficit (despesas maiores do que receitas) do setor. A notícia ignora solenemente as receitas da Previdência. A elevação dos gastos pode mesmo ser considerada natural, diante da tendência de envelhecimento da população e da corrida às aposentadorias provocada pela reforma previdenciária. Em nenhum momento, no entanto, avalia-se o comportamento futuro das receitas. Do Brasil de Fato, 24/3..[+]

juros
Falsas premissas para subir os juros

O debate econômico entrou por novo e arriscado desvio, numa distorção provocada por setores mais conservadores, aparentemente interessados em preservar a política de arrocho adotada pelo Banco Central (BC) e Ministério da Fazenda. Os rastros da manobra surgem claramente nas edições do último final de semana da chamada “grande imprensa”. Do Brasil de Fato, 24/3..[+]

Governo pisa no freio da economia

A política de juros altos compromete o crescimento da economia e abre rombos nas contas do setor público, escamoteados pela campanha conservadora em marcha. Um estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a produção industrial cresceu 0,4% entre setembro de 2004 e janeiro de 2005, depois de avançar 6,6% entre abril e agosto do ano passado. Do Brasil de Fato, 24/3/2005..[+]

dívida I
Trocar dívida por educação é boa idéia

A iniciativa do ministro da Educação, Tarso Genro, de buscar uma troca de papéis da dívida externa por investimentos em educação é a mais corajosa e criativa providência tomada pelo governo Lula. Foi um governo desse tipo que 52 milhões de brasileiros elegeram em 2002. A idéia é simples, troca-se um pedaço da dívida por um investimento monitorado em educação, ciência ou ambiente. A dívida externa pública brasileira está em US$ 114 bilhões. Se tudo der certo, pode-se tentar converter umas poucas centenas de milhões, não mais que isso. Por Elio Gaspari, 23/3/2005..[+]

dívida II
Precedente histórico

Noam Chomsky recorda que, em fins do século 19, os EUA cancelaram a dívida de Cuba para com a Espanha, argumentando que ela era “odiosa (odious debt) por ter sido imposta”. No início deste século, a Costa Rica se recusou a bancar sua dívida com o Banco do Canadá. O caso foi levado a um tribunal internacional, cujo juiz, o americano William Howard Taft, deu razão à Costa Rica, alegando que a dívida havia sido imposta pela Inglaterra. Segundo tal critério, a dívida dos países do Terceiro Mundo deveria ser cancelada, argumenta Chomsky. [+]

dívida III
O preço de uma dívida sem fim

Em 10 anos, o Brasil acumulou despesas com juros próximas ao total que deve. Até janeiro deste ano, com valores corrigidos, os gastos com juros do governo central (federal) atingiram R$ 710,134 bilhões na última década, o que representa 88% da dívida pública em dezembro, quando registrou a cifra de R$ 810 bilhões. Do Jornal do Brasil, 21/3/2005..[+]

Argentino sugere negociação conjunta de dívidas latino-americanas com organismos internacionais

A Argentina entrou em moratória em dezembro de 2001, durante uma crise econômica, política e social que levou o país a trocar de presidente cinco vezes em 12 dias. Um plano de reestruturação econômica foi apresentado pelo governo do atual presidente, Néstor Kirchner, baseado na troca de títulos da dívida com pagamento suspenso por outros títulos – com descontos de até 75% se considerados os juros que não foram pagos no período da crise. De cada 100 pesos emprestados, o credor receberia 25. Em fevereiro de 2005, quando o plano terminou de ser aplicado, foi considerado um sucesso por Kirchner. O embaixador argentino, Juan Pablo Lohlé, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, falou sobre a atual situação argentina e aproveitou para sugerir que a renegociação das dívidas que os países latino americanos vêm desenvolvendo com o FMI fossem feitas em conjunto. Da Agência Brasil, 8/3..[+]

argentina
Nova dívida

A imprensa brasileira tentou ridicularizar a proposta Argentina de negociação da dívida, mas a adesão dos credores é prevista acima dos 70%, limite fixado pelo FMI para a aceitação da proposta. O resultado foi um sucesso, a Argentina conseguiu economizar 63% de uma dívida de 81 bilhões de dólares. Pena que o governo brasileiro tenha perdido a oportunidade de apoiar o governo Kirchner. Por.Hamilton Octavio de Souza, 3/3/2005, no Brasil de Fato

Suplicy lembra Celso Furtado para falta de recursos

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que, tomando por base os trabalhos deixados por Celso Furtado, que não se pode destinar grandes recursos ao exterior, com destaque para o pagamento dos juros, ao mesmo tempo em que se nega à população, de forma célere, a solução de graves problemas sociais, incluindo educação, habitação e saúde. Da Agência Senado, 2/3/2005..[+]

Rossetto: ‘O corte foi muito pesado’

BRASÍLIA. O corte de R$ 2 bilhões nas verbas do Ministério do Desenvolvimento Agrário — o orçamento aprovado pelo Congresso era de R$ 3,7 bilhões e caiu para R$ 1,6 bilhão — anunciado na sexta-feira pelos ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e interino do Planejamento, Nelson Machado, deixou indignado o ministro da pasta, Miguel Rossetto. Para ele, “os cortes brutais” poderão agravar ainda mais o quadro de violência no campo no Pará, impedindo a adoção de medidas para "estabilizar a situação" como as que o governo anunciou logo após o assassinato da missionária Dorothy Stang há duas semanas.

"Os cortes são brutais. A sua magnitude vai fazer com que nenhum dos programas do ministério seja preservado. É preciso clareza em relação aos programas prioritários", disse o ministro. Segundo Rossetto, o dinheiro liberado para ser gasto ao longo de 2005 só dará para assentar 40 mil famílias, quando a meta eram 115 mil. O que sobrou é 25% a menos do que foi executado no ano passado, quando o governo também não cumpriu as metas no setor. Do jornal O Globo, 1/3/2005..[+]

fmi
Receituário do Fundo só aumenta a miséria

Entre 1998 e 2003, o Produto Interno Bruto (PIB) dos países latinoamericanos diminuiu 0,1%, e o número de pobres da região aumentou em 14 milhões de pessoas, chegando a 214 milhões. É o que aponta o Relatório “Estabilização e Reforma na América Latina: Uma Perspectiva Macroeconômica da Experiência desde os Anos 1990”, divulgado dia 8 de fevereiro pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Os péssimos indicadores foram apresentados a despeito da “elogiada” política macroeconômica aplicada pelos países da região no período. Do Brasil de Fato, 24/2..[+]

juros
Vítima do próprio veneno

O processo de elevação da taxa básica de juros e as novas emissões de títulos levaram a dívida pública mobiliária do governo a pular R$ 83,6 bilhões em seis meses, de R$ 761,7 bilhões em agosto para R$ 845,3 bilhões em fevereiro, informou ontem a Secretaria do Tesouro Nacional. A variação corresponde a 10,9%, num período em que os juros passaram de 16% para 18,75% ao ano. Do Jornal do Brasil, 17/3..[+]

consumidor
Juros ao consumidor disparam

Na semana em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reune para definir o novo patamar dos juros básicos da economia brasileira, pesquisa divulgada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças revela que as taxas cobradas pelo mercado para pessoa física e pessoa jurídica deram novo salto em fevereiro. Do Jornal do Brasil, 15/3/2005..[+]

Corte de juros à metade cria polêmica

Nova reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deve movimentar o mercado na semana que começa. A aposta da maioria dos analistas se concentra em uma elevação de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, que está hoje em 18,25% ao ano. Mas a eficácia da medida está longe de ser consenso. Na semana passada, o economista Reinaldo Gonçalves lançou a sugestão da redução da taxa básica à metade. Segundo ele, a pressão inflacionária poderia ser compensada com o aumento do depósito compulsório, recursos que os bancos são obrigados a deixar imobilizados no Banco Central. Atualmente, os bancos têm que repassar 45% do dinheiro dos correntistas. Com isso, o BC regula o nível de consumo da população. Do Jornal do Brasil, 13/2/2005..[+]

Dívidas junto ao governo somam R$ 250 bilhões

Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional vai concentrar esforços em 800 processos de grandes devedores, no valor de R$ 77 bilhões, para recuperar créditos. Total da dívida chega a R$ 250 bilhões. Da Agência Brasil, 11/2/2005..[+]

Brasil pode reduzir pobreza sozinho

NOVA YORK. O Brasil não precisa de ajuda externa para combater a pobreza. O país pertence a um grupo de nações em desenvolvimento e de renda média capaz de financiar com recursos próprios programas para cumprir as chamadas Metas do Milênio, estabelecidas pelos Estados-membros da ONU, em 2000, a fim de reduzir a extrema pobreza no mundo pela metade, até 2015. A conclusão é do estudo ''Investimento no desenvolvimento: um plano prático para alcançar os objetivos do Milênio'', elaborado por especialistas a pedido da ONU e divulgado ontem. Do Jornal do Brasil, 18/1/2005..[+]

Governo investiu apenas 35,8% do previsto

BRASÍLIA. Mesmo com uma arrecadação recorde em 2004, o governo só executou 35,8% dos investimentos previstos na lei orçamentária e vai transferir para o Orçamento deste ano despesas em investimentos no valor de R$ 5,2 bilhões. No total, considerando as despesas de custeio e investimento, os chamados restos a pagar (despesas contratadas no ano passado que ainda não foram pagas) chegará a R$ 10,5 bilhões, 15,3% acima dos R$ 9,1 bilhões registrados em 2003. Ano passado, os investimentos aprovados pelo Congresso chegaram a R$ 14,8 bilhões. Foram empenhados R$ 10,5 bilhões, mas somente R$ 5,3 bilhões foram pagos. O que significa que o governo gastou pouco mais de 35% do que o Congresso aprovou para os investimentos em 2004. Do jornal O Globo, 11/1/2005..[+]

Em seis anos, juros da dívida somaram R$ 696 bi, mais que o dobro do superávit obtido

BRASÍLIA. A melhoria dos indicadores da dívida pública trouxe alívio em 2004, mas o governo ainda está longe de afastar de vez os problemas. Para os economistas, juros reais acima de 10% ao ano dificultam a administração da dívida a longo prazo, sobretudo com 49,6% dos títulos públicos corrigidos pela taxa básica Selic, que sobe desde setembro passado dentro da estratégia de combate à inflação. De 1998 a novembro de 2004, os juros somaram R$ 696 bilhões. Foi um gasto acima da capacidade do setor público, que gerou R$ 316,4 bilhões em superávits primários (receitas menos despesas). Do jornal O Globo, 10/1/2005..[+]

Conta crescente

A política de juros altos, mantida nos governos FHC e Lula, foi responsável - segundo dados da Fundação Getúlio Vargas - pelo aumento da dívida interna em R$ 500 bilhões, nos últimos dez anos. O custo dessa política recai diretamente sobre os trabalhadores, seja pela falta de investimentos públicos, seja pelo alto valor dos juros que encarecem financiamentos e crediários. Por.Hamilton Octavio de Souza, 6/1/2005, no Brasil de Fato

'responsabilidade fiscal'
Dívidas na prefeitura levam prefeito de Jordão (AC) a cometer suicídio

RIO BRANCO (AC). O prefeito de Jordão, a 420 quilômetros de Rio Branco, Francisco Turiano Farias (PPS), cometeu suicídio ontem de manhã com um tiro de revólver calibre 38 no ouvido direito. Ele estava hospedado no Hotel Central de Tarauacá, a 390 quilômetros da capital, e no momento do suicídio encontrava-se sozinho no apartamento. Turiano tinha ido a Tarauacá tentar resolver problemas administrativos da prefeitura e, segundo informações de testemunhas, não confirmadas pela polícia, um dos motivos que teriam levado o prefeito a se matar teria sido o não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal pela sua administração. Do jornal O Globo, 1/1/2005..[+]

FMI: A submissão de Lula

Nos últimos 20 anos o Brasil tem sido o mais importante devedor do Fundo Monetário Internacional. O Brasil recebeu empréstimos no valor total de US$ 58 bilhões, ou seja, cerca de 1/4 do valor total dos empréstimos concedidos pelo Fundo aos seus 14 principais clientes. Por Reinaldo Gonçalves, janeiro de 2005..[+]
 
 


Economia | Análises | Dívida | Principal..Consciência.Net
Economia
Arquivo 2003-2004
.