investigação
CPI do Banestado: relator em suspeita
Sob risco de cassação
por ter recebido R$ 120 mil em cheques de empresa de Marcos Valério,
o deputado federal José Mentor (PT-SP) atuou para blindar, acusou
a FOLHA
DE S. PAULO no domingo 21, na relatoria da CPI do Banestado, pelo
menos sete linhas de investigação que atingiriam interesses
do PT e do governo federal. No cargo-chave da comissão, Mentor não
convocou para depor nem incluiu na lista dos indiciados donos e diretores
do Banco Rural, o ex-prefeito paulistano Paulo Maluf (PP), o ex-dono da
Transbrasil Antônio Cipriani, o presidente do Banco Central, Henrique
Meirelles, o doleiro Toninho da Barcelona e o empresário de ônibus
Ronan Maria Pinto, além de deixar de investigar operações
no MTB Bank que comprometeriam Duda Mendonça, marqueteiro da campanha
de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Mais na reportagem de Rubens
Valente e Marta Salomon. Leia na edição de 28/8/2005
do nosso
resumo semanal.
doleiros
PF e Receita fazem
maior ação contra remessas
A Receita
Federal enviou à Justiça listas contendo 10.021 nomes de
pessoas físicas, empresas e bancos que poderão ser autuados
por causa de movimentações financeiras de US$ 1,53 bilhão
(R$ 3,67 bilhões) feitas por meio de doleiros entre 2000 e 2002.
As listas completas, obtidas pela Folha, incluem algumas das maiores
empresas do país, empresários e brasileiros famosos do mundo
político, da moda e esportivo. As relações são
as primeiras de uma série que a Receita quer elaborar para punir
crimes fiscais. Matéria na
Folha
de S. Paulo de 28/8.
receita
federal
Fraude com R$ 1,5
bi em CDBs
Um banco
de investimentos e uma empresa ligada ao fraudador argentino Cezar Arrieta
estão envolvidos num golpe de R$ 59 milhões em sonegação
de impostos sobre aplicações financeiras. A Receita Federal,
em parceria com a Procuradoria da República e a Polícia Federal,
descobriu que os dois resgataram o rendimento de mais de R$ 1,5 bilhão
em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) sem recolher
o Imposto de Renda (IR). Para se apropriar do dinheiro do Fisco, tentaram
quitar o IR com créditos frios de Imposto sobre Importação.
A matéria é de Chico Otavio no jornal O
Globo de 21/8.
Fisco cancela registro
de 845 empresas que atuavam no exterior por fraudes
BRASÍLIA.
A utilização de empresas fantasmas ou de fachada para operar
no comércio exterior, uma das irregularidades que provocou a megaoperação
de fiscalização da Receita Federal na loja de luxo Daslu,
já levou ao cancelamento do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
(CNPJ) de 845 companhias entre 2002 e 2005. Segundo a secretária-adjunta
do Fisco, Clecy Lionço, esse número corresponde a 3,2% das
26 mil empresas habilitadas hoje a atuar no comércio exterior. Matéria
de Martha Beck no jornal O
Globo de 21/8.
MTB Bank
Doleiro insiste
em depor, mas CPI recua
O doleiro
Antônio Claramunt - o Toninho da Barcelona - disse ao deputado Pompeo
de Mattos (PDT-RS) que a abertura das contas de doleiros brasileiros no
MTB Bank, nos Estados Unidos, ''pode derrubar o governo Lula e jogar lama
sobre o governo de Fernando Henrique Cardoso''. "Ele me disse que, se quebrarem
as contas dos doleiros brasileiros no MTB Bank, derruba esse governo e
enlameia o outro", confirma Pompeo (...) Do
Jornal do Brasil, 18/8..[+]
suspeito
Parceiro de Barcelona é preso em
Praga
Acusado de movimentar US$ 1,2
bilhão entre 1995 e 2002 em pelo menos seis contas do Banestado
e do Merchants Banks, de Nova York, o doleiro Hélio Renato Laniado
foi preso anteontem pela Interpol em Praga, na República Tcheca.
Laniado fugiu do Brasil em abril. Denunciado pelo Ministério Público
Federal (MPF) por evasão de divisas, formação de quadrilha
e lavagem de dinheiro, ele tinha prisão preventiva decretada e seu
nome constava da lista de “red notice” (pedido de prisão com vista
a posterior extradição) da Interpol. Do
jornal O Globo, 18/8..[+]
fraude
Ex-banqueiro assume culpa na Justiça
O ex-banqueiro Domenick DeGiorgio
assumiu ontem ter participado de transações tributárias
fraudulentas durante o período em que ele trabalhava no escritório
em Nova York do HVB Group, uma das maiores instituições financeiras
da Alemanha. O caso é relacionado a uma investigação
por oficiais federais sobre vendas. DeGiorgio assumiu ser culpado das acusações
de conspiração, evasão e fraude tributária.
Da
Folha
de S. Paulo, 13/8..[+]
proposta
Projeto endurece punição
a lavagem de dinheiro
BRASÍLIA. Em meio ao
fogo cruzado de denúncias de movimentação de dinheiro
ilegal pelos partidos políticos, o governo federal enviará
ao Congresso nas próximas semana um projeto com regras mais duras
e abrangentes contra a lavagem de dinheiro. A proposta, que está
sendo finalizada pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz
Bastos, prevê a punição da lavagem de dinheiro oriundo
de qualquer tipo de infração penal. Entre estas infrações
estão sonegação fiscal, roubo de carga, jogo do bicho
e até formação de caixa dois com recursos não-declarados
ao Fisco ou à Justiça Eleitoral. Do
jornal O Globo, 31/7..[+]
Pesos diferentes
A ação
do poder público, no Brasil, é sempre cercada de contradições
e incoerências. Um exemplo disso é o indiciamento do ex-dono
do Banco Santos, Edemar Cid Ferreira, que deu um tombo na praça
de R$ 3 bilhões, e desviou dinheiro dos clientes para seu patrimônio
particular. Ele continua livre, leve e solto. No entanto, a Polícia
Federal prendeu, em operação cinematográfica, os donos
da Cervejaria Schincariol por sonegação de impostos estimada
em R$ 1 bilhão. Por que a diferença de tratamento? Por.Hamilton
Octavio de Souza, 23/6, no Brasil
de Fato
Coca-Cola
Ele era o "flanelinha"
que sabia demais
Pelo menos
durante onze anos, de 1972 a 1983, a Coca-Cola do Brasil usou extratos
vegetais de folha de coca na composição de seu refrigerante
de cola. Quem garante é o exgerente de importação
e finanças da companhia, Placídio José Mendes, que
fez a denúncia, em agosto de 2000, durante ação trabalhista
movida contra a empresa. Ele próprio era o responsável pela
importação da pasta feita à base da planta processada
pelo laboratório Stepan Chemical, dos Estados Unidos. Em entrevista
ao Brasil de Fato, Mendes - chamado de "simples flanelinha" pela
empresa, para desqualificá-lo na ação - conta como
facilitava a entrada da substância, proibida pela legislação
brasileira, por meio da maquiagem dos guias de importação
e, principalmente, da coação de autoridades. Do
Brasil
de Fato, junho de 2005..[+]
privatização
“O ano da França
no Brasil”
Lógica
da privatização no setor energético deixa quatro milhões
de brasileiros nas mãos da iniciativa privada e transforma investimentos
públicos de ambos os países em lucros do grupo francês
EDF, controlador das fornecedoras Light e Norte Fluminense. Da redação,
28/5/2005..[+]
política
econômica
Heloísa Helena
considera crime contra a humanidade favorecer capital financeiro
A senadora
Heloísa Helena (PSOL-AL) afirmou nesta sexta (20/5) ser possível
outro modelo de política econômica, o que não significa,
segundo ela, o aprofundamento do projeto neoliberal ou a desestruturação
dos parques produtivos e do aparelho de Estado. Segundo a senadora, recentemente
outros modelos têm sido experimentados em vários países.
Heloísa Helena definiu como "um crime à humanidade" a adoção
pelo governo de um tipo de política econômica que favorece
o capital financeiro. Para ela, construir o superávit e a política
de juros à custa da contenção do Orçamento
promove danos que jamais serão reparados na vida dos cidadãos.
Da
Agência Senado, 20/5/2005..[+]
investigação
STF determina quebra
de sigilo fiscal de presidente do Banco Central
O ministro
do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio de Mello determinou
nesta quinta-feira abertura de processo de investigação contra
o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, suspeito de crime contra
o sistema financeiro e evasão de divisas. No despacho do ministro,
é pedido a quebra do sigilo fiscal de Meirelles e das empresas por
ele controladas. Da
Folha Online, 12/5/2005..[+]
Do
Jornal do Brasil, 13/5/2005..[+]
Decisão sobre
Meirelles adiada
O plenário
do Supremo Tribunal Federal (STF) não levou mais de dez minutos
para decidir que a abertura de inquérito e as diligências
requeridas pelo Ministério Público Federal para apurar crimes
de sonegação fiscal e evasão de divisas supostamente
praticados pelo atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
só poderão ser determinadas pelo relator sorteado, ministro
Marco Aurélio, depois que forem julgadas as ações
de inconstitucionalidade dos partidos oposicionistas contra a medida provisória
- já convertida em lei - que concedeu ao presidente do BC status
de ministro de Estado e, conseqüentemente, o foro privilegiado do
STF. Do
Jornal do Brasil, 15/4..[+]
são
paulo
Ex-prefeito de Serra
Negra é principal suspeito de esquema de lavagem de dinheiro, diz
PF
A Polícia
Federal apreendeu ontem (13/4) dinheiro e documentos no escritório
do ex-prefeito de Serra Negra Elias Jorge (PMDB). De acordo com a PF, o
político é um dos principais suspeitos de comandar um poderoso
esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo casas
de câmbio de São Paulo. A ação faz parte da
Operação Caça à Raposa, que só ontem
cumpriu 11 mandados de busca e apreensão concedidos pela 6ª
Vara Federal Criminal na cidade turística de Serra Negra, interior
de São Paulo, e na capital. Da
Agência Brasil,
14/4..[+]
receita
federal
PF ouve presos que
fraudavam a Receita
Os delegados
da Polícia Federal envolvidos na Operação Tango tomaram
ontem depoimentos dos 13 integrantes da quadrilha especializada em fraudes
fiscais presa na segunda-feira. Também encaminharam o material recolhido,
inclusive um pacote cheio de pedras preciosas, 15 carros de luxo e 3 aviões,
para a perícia. D'O Estado de S. Paulo, 13/4..[+]
Falha no sistema
da Receita permitiu fraude
O golpe
bilionário aplicado contra a Receita Federal pelos 13 fraudadores
presos na segunda-feira pela Polícia Federal teve no próprio
sistema de compensações de créditos tributários
do Fisco um grande aliado. Como o Correio revelou em janeiro, as falhas
do programa de Pedido Eletrônico de Restituição ou
Ressarcimento e da Declaração de Compensação
(Per/Dcomp) permitiam a utilização de informações
falsas para a eliminação de dívidas com a Receita.
Do
Correio Braziliense, 13/4..[+]
caso Marka-FonteCindam
MP Federal pedirá
penas maiores para réus
RIO e
PORTO ALEGRE. O Ministério Público Federal do Rio vai recorrer
da sentença da juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6 Vara
Federal Criminal do Rio, que condenou oito dos 11 denunciados no caso Marka-FonteCindam.
Os procuradores Bruno Acioli e Raquel Branquinho e o procurador regional
da República Artur Gueiros querem aumentar as penas impostas aos
réus. Os dois bancos estão envolvidos no escândalo
da ajuda financeira dada em janeiro de 1999 pelo Banco Central, após
a desvalorização cambial. Do jornal O Globo, 6/4..[+]
Punição
no caso Marka-Cindam
A Justiça
Federal do Rio de Janeiro condenou o ex-presidente do Banco Central Francisco
Lopes, a ex-diretora de Fiscalização do BC Tereza Grossi,
o ex-controlador do Banco Marka, Salvatore Cacciola, e outras cinco pessoas
pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público) no caso do Banco
Marka/ FonteCindam. Do jornal O Globo, 5/4..[+].Do
Jornal
do Brasil, 5/4..[+]
banco
central I
MP pede quebra de
sigilo de Meirelles
BRASÍLIA.
O procurador-geral da República, Claudio Fonteles, no pedido ao
Supremo Tribunal Federal (STF) de abertura de inquérito para apurar
supostos crimes de sonegação fiscal e de evasão de
divisas praticados pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles,
requereu ao ministro Marco Aurélio Mello, relator da representação,
a quebra do sigilo fiscal do dirigente da instituição, além
de mais sete diligências. Do
Jornal do Brasil, 7/4..[+]
banco
central I
Procuradoria Geral
pede inquérito contra Meirelles ao STF
O procurador-geral
da República, Claudio Fonteles, pediu ao Supremo Tribunal Federal
(STF) abertura de inquérito contra o presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles. O pedido chegou ao STF nesta terça-feira e,
segundo sua assessoria, abrange crime contra o sistema financeiro nacional,
evasão de divisas do país e crime eleitoral. O processo terá
como relator o ministro Marco Aurélio Mello e a abertura de inquérito
precisa ser acatada pelo pleno do STF para daí se transformar em
uma ação penal. Da
Reuters, 5/4..[+]
Reitor é condenado
por sonegação fiscal
SÃO
PAULO. A Justiça Federal de São Paulo condenou o reitor e
proprietário da Universidade de Marília (Unimar), Márcio
Mesquita Serva, a dez anos e seis meses de prisão e multa de 3.300
salários-mínimos (R$ 858 mil), por sonegação
de aproximadamente R$ 47 milhões em bens não declarados à
Receita Federal, de 1991 a 1996. Do jornal O Globo, 3/4..[+]
Preso o doleiro de
Collor
O doleiro
uruguaio Najun Turner, de 55 anos, que ficou conhecido por fazer operações
financeiras ilegais para o então presidente Fernando Collor, no
início da década de 90, foi preso pela Polícia Federal
às 6h15m de ontem em seu apartamento no Morumbi, bairro nobre de
São Paulo. Turner estava foragido desde 17 de fevereiro do ano passado,
quando foi condenado a dez anos de prisão pelo Tribunal Regional
Federal da 3 Região (São aulo) por dois crimes contra o sistema
financeiro nacional, entre eles o envio irregular de R$ 165 milhões
para o exterior, em 2000, por meio de contas CC-5, que servem para pessoas
que não moram no Brasil. Do jornal O Globo, 1/4..[+]
bancos
Mantega investiga
Banco Santos
O presidente
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Guido Mantega, determinou ontem a constituição de uma comissão
de sindicância para apurar a regularidade das operações
da área de comércio exterior da instituição
que envolvam, ''de qualquer forma e a qualquer tempo'', o Banco Santos.
A partir de sua instalação, a comissão terá
60 dias para apresentar relatório com os resultados da investigação.
Do
Jornal do Brasil, 29/3..[+]
Blindagem faraônica
A escola
de estelionato denominada Banco Santos operava com mais de 40 empresas
de fachada em paraísos fiscais, por onde transferiram mais de um
bilhão de reais do banco para o patrimônio particular do estelionatário-chefe,
Edemar Cid Ferreira, que continua livre, leve e solto. E o Banco Central,
que deveria ter descoberto os crimes há muito tempo, continua blindado
pelo Palácio do Planalto. Por.Hamilton
Octavio de Souza, 24/3, no Brasil
de Fato
Justiça nega
indenização a ex-donos do Nacional
O juiz
da 17 Vara da Justiça Federal Eugênio Rosa de Araújo
julgou improcedente o pedido do ex-controlador e ex-presidente do Banco
Nacional Marcos Magalhães Pinto e de seus herdeiros para que o Banco
Central (BC) os indenize em cerca de R$ 4 bilhões. O BC interveio
no banco em 1995 e liquidou-o em 1996, em conseqüência de um
rombo bilionário. Em seu último balanço, o BC tinha
R$ 13,15 bilhões em créditos a receber do Nacional. Do Globo
Online, 12/3..[+]
Light
Ex-presidente da
Light indiciado
Ex-presidente
da Light, o francês Michel Gaillard foi indiciado ontem por suspeita
de crimes tributário e financeiro, na investigação
sobre evasão de divisas e sonegação de impostos conduzida
pela Polícia Federal. Gaillard é o quarto indiciado no processo,
que apura operações supostamente irregulares envolvendo a
distribuidora fluminense de energia e duas subsidiárias no paraíso
fiscal das Ilhas Cayman. A empresa é acusada pela PF de manter uma
dívida fictícia de US$ 1 bilhão com sua subsidiária
no paraíso fiscal. O objetivo seria enviar lucros ao exterior sem
tributação. Do
Jornal do Brasil, 11/3..[+]
PF investiga ex-presidente
da Light por supostas remessas ilegais de US$ 1 bi
O executivo
francês Michel Gaillard, ex-presidente da Light, será indiciado
nesta semana pela Polícia Federal por supostas remessas ilegais
de divisas. Em inquérito, a PF investiga o suposto envio irregular
de US$ 1 bilhão pela Light para duas subsidiárias da empresa
sediadas nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal do Caribe. Da
Folha
de S. Paulo, 6/3/2005..[+]
Toninho
da Barcelona
Maior doleiro do País é
condenado a 10 anos de prisão
SÃO PAULO. O empresário
Antonio Oliveira Claramunt, apontado como um dos maiores doleiros do País,
foi condenado a 10 anos, 2 meses e 22 dias de prisão por suposto
crime financeiro - violação à Lei do Colarinho Branco
- e crime contra a ordem tributária. Toninho da Barcelona, como
é conhecido, já está preso na Penitenciária
de Guarulhos. Ele pode recorrer. A condenação foi imposta
pelo juiz Fausto Martin de Sanctis, da Justiça Federal em São
Paulo.
"Os crimes que lhes são
imputados são graves e geram intranqüilidade social", sentenciou
o juiz, que seqüestrou bens de Barcelona, inclusive dinheiro, barras
de ouro e imóveis. É sua segunda condenação
em uma semana. A primeira, de 9 anos de prisão, foi aplicada pelo
juiz Sérgio Moro, da 2ª Vara Criminal Federal de Curitiba.
O processo conduzido por De Sanctis teve origem em investigação
da Procuradoria da República. Uma força-tarefa flagrou há
dois anos a rede de casas de câmbio de Barcelona. Da
Tribuna
da Imprensa, 22/2/2005
banco
santos
Outro golpe
O interventor do Banco Central
no Banco Santos descobriu mais um golpe aplicado pelo banqueiro Edemar
Cid Ferreira: a emissão e venda de certificados de produtos agrícolas
sem nenhum lastro. Como se pode verificar, o crime de estelionato é
perfeitamente legalizado no sistema financeiro nacional. É apenas
mais um tipo de “operação” do banco. Por.Hamilton
Octavio de Souza, 17/2, no Brasil
de Fato
Relatório da PF incrimina
banqueiro
O relatório da Divisão
de Inteligência Policial da Polícia Federal sobre a Operação
Chacal mostra que o banqueiro Daniel Dantas - dono do Grupo Opportunity
- montou um ''órgão de inteligência'' paralelo para
investigar desafetos. Do
Jornal do Brasil,
13/2/2005..[+]
Exportações
podem ter desflorestado Amazônia
Novas
evidências de que a rápida expansão do setor agrícola
brasileiro, impulsionada pelas exportações, está contribuindo
para a derrubada da floresta tropical amazônica surgem de um estudo
que está sendo finalizado por um grupo de importantes organizações
ambientais. No entanto, há indícios de que, na verdade, o
governo estava consciente do problema, depois de negar essa ligação
durante anos. Do
Financial Times,
14/1/2005..[+]
senado
Posse suspeita
Preso em novembro passado na
Operação Pororoca da Polícia Federal, o empresário
Fernando Flexa Ribeiro (PSDB-PA) foi empossado senador ontem, na vaga de
Duciomar Costa (PTB), eleito prefeito de Belém. DoJornal
do Brasil, 12/1/2005..[+]
receita
federal
Fraude pode superar os R$ 25 bilhões
Análise preliminar da
Corregedoria da Receita Federal aponta que operações irregulares
com títulos públicos para quitar débitos com o Fisco
equivalem a quase toda a arrecadação mensal do órgão.
Sindicância para investigar falhas no sistema e o envolvimento de
servidores foi instaurada ontem. Do
Correio Braziliense,
12/1..[+]
receita
federal
MP descobre fraude de R$ 560 milhões
Ministério Público
e Corregedoria da Receita investigam a participação de auditores
fiscais na venda de precatórios e títulos públicos
usados irregularmente para quitar impostos e dívidas com o Fisco.
Do
Correio
Braziliense, 10/1..[+]
Samuel
Klein
Ausência reveladora
O relatório final da
CPI do Banestado foi muito criticado nos jornalões brasileiros pelos
nomes que ficaram de fora da lista dos "indiciados" por crimes de lavagem
de dinheiro e evasão fiscal. Na verdade, a CPI não indicia
ninguém, apenas requer o indiciamento, o que é muito diferente.
De toda maneira, poucos jornais se dispuseram a investigar, por conta própria,
a razão da presença de Samuel Klein, dono das Casas Bahia,
na lista da CPI. Os jornalões noticiaram que Klein "foi indiciado",
mas em seguida se calaram. Tal comportamento certamente nada tem a ver
com o fato de o maior anunciante do Brasil em mídia impressa ser...
as Casas Bahia. As ausências, tanto na lista da CPI quanto no noticiário,
são mesmo reveladoras. Por.Luiz
Antonio Magalhães, 6/1, no Brasil
de Fato
‘Ninguém gosta de ser fiscalizado’
Relator da auditoria do Tribunal
de Contas da União (TCU) que identificou remessas irregulares para
o exterior e gerou a CPI do Banestado, o novo presidente do órgão,
Adylson Motta, classifica o caso como o “maior escândalo de corrupção
em 500 anos de Brasil”. Motta, que tomou posse na semana passada, diz que
o Banco do Brasil, o Banco Central, o Ministério da Fazenda e a
Petrobras estão entre os órgãos que dificultam a fiscalização
do tribunal. Do jornal O Globo, 3/1..[+]
Delegados querem criar na PF um setor internacional
BRASÍLIA. Com a crescente
demanda pelo rastreamento de fortunas suspeitas no exterior, um grupo de
delegados da Polícia Federal está propondo a criação
da Diretoria de Cooperação Policial Internacional. A estrutura
seria uma espécie de divisão internacional da PF e atuaria
como força complementar ao Departamento de Recuperação
de Ativos Financeiros do Ministério da Justiça. Nos dois
últimos anos foram bloqueados mais de US$ 200 milhões em
nome de brasileiros no exterior. Diretor-geral, Paulo Lacerda, diz que
crimes ambientais serão outro alvo. Do jornal
O
Globo, 2/1/2005..[+]
2004
Racha entre PT e
PSDB faz CPI terminar sem relatório
Sem votar
um relatório final, a CPI do Banestado encerrou ontem seus trabalhos
depois de um ano e meio de funcionamento. O presidente da comissão,
senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), pretendia encaminhar ainda ontem
ao Ministério Público dois pareceres diferentes: o dele e
o do relator, deputado José Mentor (PT-SP). Será enviado
ainda um terceiro relatório, do deputado Edmar Moreira (PL-MG).
O senador Heráclito Fortes (PFL-PI), 3º secretário da
Mesa Diretora, mandou, porém, lacrar todos os documentos em poder
da CPI, que não poderão ser enviados ao Ministério
Público.—.Agência
Brasil, Folha
de S. Paulo, O
Globo, 28/12
Os deles são melhores?
Terminada a II Guerra, chegou
a hora de comunistas e capitalistas dividirem o espólio da Alemanha
derrotada. Industriais com nome e sobrenome, como Thyssen, Krupp, Siemens
ou Bosch; projetistas como Willy Messerschmitt; cientistas como Wehrner
von Braun fizeram acordos com soviéticos, ingleses, norte-americanos
e franceses ou para ir trabalhar nas casas dos vencedores, ou para continuar
trabalhando para os vencedores dentro de casa. Assim, escaparam ao tribunal
de Nüremberg e à acusação de se servirem de mão-de-obra
escrava para suas experiências ou programas. Em contrapartida, as
nações vencedoras davam toda a cobertura possível
a esta gente, jamais negando-lhe créditos, sossego ou conforto.
A CPI do Banestado age exatamente
como agiram as potências que fizeram o rateio da Alemanha. O relator
José Mentor (PT-SP) saiu a dar tamancadas em cachorros mortos (como
Celso Pitta) ou em figuras caras aos tucanos, como Gustavo Franco. O presidente
da Comissão, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), não
fez por menos: apresentou relatório paralelo que livra a cara dos
acusados no relatório petista, mas inclui o presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles. Esquecido, naturalmente, por Mentor.
Quando a União Soviética
botou corpos de vantagem sobre os Estados Unidos na corrida à lua,
na Casa Branca surgiu a incômoda pergunta: "Será que os alemães
deles são melhores do que os nossos?" Referiam-se aos cientistas
alemães da mesma equipe de Von Braun em Penemunde, que agora estavam
em Moscou e Baikonur. A pergunta que os tucanos fizeram foi exatamente
esta: será que os financistas do PT são melhores do que os
nossos? (E eu completo: para merecer tamanha proteção?)
O fato é que se queriam
desmoralizar ainda mais uma CPI que jamais primou pela seriedade, conseguiram.
O resultado é que os peixes grandes estão dando gargalhadas
dos políticos que os protegem. Ganham a certeza de que não
há melhor negócio do que financiar caixa de campanha; é
retorno garantido em favor de qualquer bandalheira. No fim, os relatórios
apresentados por governo e oposição serão jogados
no lixo para que um terceiro, que não seja nem contra tampouco a
favor de qualquer dos lados, surja como o documento definitivo. E a cada
dia o bordão fica mais sólido: quando não é
para apurar nada, se cria uma CPI..—.Mauro
Braga, Tribuna
da Imprensa, 23/12/2004
GE vai ser investigada
pelo Ministério da Justiça
por
Claudio Julio Tognolli. A Secretaria de Direito Econômico do
Ministério da Justiça vai investigar a General Electric Corporation.
A empresa é acusada de suposta prática de abuso de poder
econômico através de seu diretor na América Latina,
Michael Lillis. As movimentações nesse sentido começam
no início de janeiro. Após a entrada da Secretaria de Direito
Econômico no caso, será a vez do Ministério Público
Federal investigar a denúncia..—.Consultor
Jurídico, 20/12
Relatório
pede indiciamento de Pitta, Gustavo Franco e mais 89
O relatório
final da CPI do Banestado pede o indiciamento de 91 pessoas acusadas de
envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. O
documento foi apresentado oficialmente hoje pelo relator da CPI, deputado
José Mentor (PT-SP), e deverá ser votado na próxima
terça-feira (21). Da
Folha Online, 14/12..[+]
Mentor adia apresentação
do relatório da CPI do Banestado
Argumentando
que não teria condições de finalizar o texto para
ontem, o relator da CPI do Banestado, deputado José Mentor (PT-SP),
adiou novamente a apresentação do parecer final sobre os
trabalhos da comissão. O relatório será apresentado
na próxima terça-feira (14). Mentor disse ter passado as
últimas 48 sem dormir, "trabalhando direto" para finalizar o relatório
da CPI, mas foi impossível concluir os trabalhos em tempo. As presidências
da Câmara e do Senado deram o prazo até o dia 15 de dezembro
para o encerramento dos trabalhos da CPI..—.Folha
do Estado (MT), 10/12
mais
uma mancha no governo Lula
Ex-presidentes do
Banco Central ganham foro privilegiado
O presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, e os ex-presidentes da instituição
terão direito a foro especial de processo e julgamento no Supremo
Tribunal Federal. O Senado aprovou ontem à noite, por 40 votos a
25, a medida provisória que concedia o benefício a Meirelles
e seus antecessores e vai agora a sanção presidencial. O
senador Jeferson Péres (PDT-AM) reagiu revoltado: "Vou deixar a
política por desencanto e nojo. Vale a pena exercer a atividade
parlamentar? É inútil, não sei o que fazemos aqui".
13 ex-presidentes do BC estão envolvidos em 62 processos em tramitação..—.O
Globo, 9/12
Receita notificará clientes de doleiros
que usaram Beacon Hill
Operação Farol
da Colina, da Polícia Federal, permitiu identificar quatro mil pessoas
e empresas que serão chamadas a explicar por que usaram esquema
clandestino de remessa para o exterior.—.O
Globo, 5/12
Lavagem de dinheiro: Só pra lembrar
O nome de Edemar Cid Ferreira
aparece — apenas indiretamente — no relatório de 987 páginas
do senador John Kerry (sim, aquele que perdeu para Bush) sobre ramificações
internacionais do BCCI, fechado no fim dos anos 80 sob a acusação
de lavagem de dinheiro. O relatório diz que o embaixador Sérgio
Corrêa da Costa ajudou o banqueiro Gaith Pharaon, do BCCI, em seus
negócios no Brasil. O embaixador sugeriu a Pharaon “procurar Mr.
Ferreira, proeminente homem de negócios e amigo do presidente Sarney,
a quem poderia pedir ajuda para o BCCI”. Leopoldo Collor nega que, no governo
de seu irmão, tenha mantido qualquer sociedade com Edemar Cid Ferreira.
"O amigo dele no governo era o PC Farias", diz..—.Ancelmo
Gois, O
Globo, 18/11
Isso sim é real
A Coca-Cola é uma das
empresas mais corruptas, anti-ecológicas, ilegais e desonestas que
o mundo empresarial já conheceu. Você já desconfiava
disso, mas nunca tinha ouvido tantas verdades de um ex-executivo do alto
escalão da própria Coca-Cola: www.issosimereal.blogspot.com
Ações
da PF desbaratam esquemas de R$ 10 bi
Apenas
oito dos 47 grupos desarticulados deram golpes de mais do que o dobro do
orçamento do Bolsa Família.—.O
Globo, 14/11
Os dólares
do senador Ney Suassuna
Documentos
da CPI do Banestado mostram que Ney Suassuna (PMDB-PB) movimentou cerca
de US$ 3 milhões no Delta Bank, de Miami, e abasteceu contas no
exterior por meio de doleiros sem autorização do BC. Foto:
Célio Azevedo - Agência Senado.—.Correio
Braziliense, Correio
(livre acesso), Estado
de Minas, 11/11
Dinheiro passa pelo Uruguai
Com os dólares no Estados
Unidos, os escritório do MTB Namk e da Beacon Hill, que motivou
a prisão de doleiros brasileiros durante a Operação
Farol da Colina, da Polícia Federal, foi fechado no ano passado
pelas autoridades norte-americanas, recebiam a missão de levar todo
o dinheiro até o destino final: a conta Key West. Segundo os extratos
de transferências bancárias, o senador se utilizava também
das contas de doleiros para trazer de volta para o País todo o dinheiro
depositado na conta de Miami por meio das chamadas operações
cabo.—.Estado
de Minas, 11/11
• O
que diz Ney Suassuna
Suassuna vai entregar
à CPI do Banestado dados sobre suas contas no exterior
O senador
Ney Suassuna (PMDB-PB) anunciou nesta terça-feira (16) o envio à
CPI do Banestado de toda a documentação relativa à
movimentação de duas contas-correntes no exterior, nos bancos
Delta e Safra. Notícias veiculadas pelo jornal Correio Braziliense
qualificaram as movimentações como irregulares..—.Agência
Senado, 16/11
Justiça do DF começa a julgar
caso do Dossiê Cayman
A 10ª Vara Federal em Brasília
começa a julgar, nesta terça-feira (9/11), o caso do Dossiê
Cayman - fotocópias com registros de empresas em paraísos
fiscais falsificados por empresários fugitivos da Justiça
brasileira, que viviam em Miami, nos Estados Unidos. Há oito réus
no processo. Entre eles, Leopoldo Collor, irmão do ex-presidente
Fernando Collor. Ele é acusado de pagar US$ 4,2 milhões pela
papelada falsa, segundo relatório da Polícia Federal. A informação
é do jornal Tribuna da Imprensa..—.Consultor
Jurídico, 9/11
MP sobre presidente do BC é inconstitucional
Medida é considerada
inconstitucional pelo procurador-geral da República, Cláudio
Fontelles. MP foi editada pelo governo em agosto deste ano e concede foro
privilegiado ao presidente do BC.—.Agência
Brasil, 8/11
MPF denuncia mais seis empresas no esquema
de fraude na Fazenda
O Ministério Público
Federal denunciou ontem mais seis empresas envolvidas no esquema de fraude
da Procuradoria da Fazenda Nacional na Paraíba. O esquema foi responsável,
de 1995 a 1999, pelo rombo de aproximadamente R$ 112 milhões aos
cofres da União. As denúncias foram encaminhadas à
Justiça Federal. Juntas, as empresas denunciadas ontem foram responsáveis
pelo prejuízo de R$ 4.913,698,77. No total, o Ministério
Público Federal já responsabilizou vinte e duas empresas,
das 88 envolvidas no escândalo da Fazenda. Nas denúncias encaminhadas
ontem constam as empresas Guarabira Aves Ltda - Guaraves, Distribuidora
Nacional de Alimentos Ltda - DNA, J.C. Rocha Comércio de Materiais
de Construção Ltda, Dimen-sional Construções
Ltda, Construtora Luza Ltda e Radical Engenharia Ltda..—.Jornal
da Paraíba (PB), 5/11
Vencedores nas eleições
são investigados
Dos 137
políticos suspeitos de enviar ilegalmente dinheiro para o exterior,
38 se candidataram nas últimas eleições e 13 deles
conquistaram mandato. Na lista, há dois prefeitos eleitos para municípios
de São Paulo e Minas Gerais..—.Correio
Braziliense, 11/10
Campanha
de tucano recebeu cheques de Arcanjo
O comitê
da campanha do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) para o governo de
Mato Grosso em 2002 recebeu seis cheques no valor total de R$ 211.600 da
Vip Fomento Mercantil, uma das empresas de factoring de João Arcanjo
Ribeiro, conhecido como Comendador e apontado como o chefe do crime organizado
no estado. Barros é presidente da CPI do Banestado..—.O
Globo, 15/9
Denunciados doleiros presos
pela Polícia Federal
Grupo detido na Operação
Farol da Colina mantinha contas no exterior para remessa ilícita
de dinheiro.—.O
Globo, 11/9
Investigação
atinge governo e oposição no Brasil
A evasão ilegal de US$
30 bilhões (cerca de R$ 90 bilhões) por parte de 137 políticos
e 411 funcionários públicos, além de banqueiros, empresários,
artistas e jogadores de futebol, descoberta em 2001 pela Polícia
Federal do Brasil e a Comissão Mista de Investigação
do Congresso criada para esse fim, está, às vésperas
das eleições municipais, envenenando as forças políticas,
tanto do governo como da oposição, que queriam acabar rapidamente
com os trabalhos da citada comissão, cujas conclusões poderão
salpicar políticos de vários matizes..—.El
País, 8/9
MPF denuncia diretores e
membros de conselhos do Banestado
O Ministério Público
Federal no Paraná propôs, na sexta-feira (3/9), 48 denúncias
contra 62 pessoas, entre diretores, membros do Conselho de Administração
e membros do Conselho Fiscal do Banestado. Eles são acusados por
crimes de gestão fraudulenta. Entre os denunciados estão
os ex-presidentes do Banco do Estado do Paraná Domingos de Tarço
Murta Ramalho e Manoel Campinha Garcia Cid, o ex-presidente do Conselho
do Banco do Estado do Paraná, Giovani Gionédis, e o ex-secretário
de Estado da Fazenda, Miguel Salomão..—.Consultor
Jurídico, 6/9
Força-tarefa investiga
500 por "lavagem" de dinheiro; 137 são políticos
Balanço divulgado hoje
por força-tarefa que investiga "lavagem" de dinheiro por meio das
contas CC5 do Banestado aponta que 411 servidores públicos e 137
políticos participaram da movimentação financeira
ilegal. Segundo laudo da perícia, foram remetidos US$ 24 bilhões
ao exterior entre 1996 e 2000. A maioria dos servidores envolvidos é
formada por "laranjas"..—.Folha
Online, O
Globo, Folha,
Correio,
Jornal
do Brasil, 3/9
Alencar é alvo de
ação civil pública em Minas
MP Federal denuncia manipulação
no mercado financeiro feita por empresa da qual vice-presidente seria sócio.—.O
Globo, 3/9
Aumentam operações
financeiras suspeitas no Brasil
A conjugação explosiva
de economia aberta, com moeda estável, juros altos e fronteiras
desguarnecidas, criou um ambiente propício para a lavagem de dinheiro
no Brasil. Até o final de agosto passado, nada menos do que 329
operações financeiras com indícios de lavagem foram
detectadas pelas autoridades brasileiras contra 139 registradas em todo
o ano de 2003..—.Vicente
Dianezi, Consultor
Jurídico, 3/9
Governo quer incluir mais
crimes na lei de lavagem de dinheiro
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva vai enviar ao Congresso em outubro projeto propondo a ampliação
da lei de lavagem de dinheiro. Pela proposta, será considerado crime
de lavagem toda tentativa de esconder a origem de dinheiro obtido a partir
de qualquer crime, inclusive exploração ilegal de bingos,
jogo do bicho e outros jogos de azar..—.O
Globo, 31/8
Língua solta
Procuradores federais tomarão
um depoimento hoje, em Santa Catarina, do doleiro Itamar Espíndola.
Preso na Penitenciária da Praia do Indaial, a 40 quilômetros
de Blumenau, ele diz possuir provas de que, nos anos 90, levou muitos dólares
de um atual senador tucano para lavanderias no Paraguai..—.Boechat,
Jornal
do Brasil, 28/9
Devassa contra a sonegação
Receita quer investigar as contas
do BB e de outras dez instituições acusadas de permitir a
empresários sonegarem R$ 10 bi por ano em CPMF..—.Correio
Braziliense, 28/9
Bancos
facilitam sonegação de CPMF
Instituições
financeiras oferecem a clientes especiais movimentação que
os livra da Contribuição Provisória.—.Correio
Braziliense, 27/9
Tesouro perdido
Os documentos sobre a movimentação
financeira do Banestado deveriam revelar para a sociedade milhares de nomes
que remeteram fortunas para o exterior, ilegalmente. E deveria fornecer
para a Justiça as provas necessárias para a punição
dos criminosos. No entanto, por interesses políticos, pessoais e
partidários, a CPI do Banestado está bloqueada. Até
prova em contrário..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 23/9
Justiça suíça
autoriza a repatriação de US$ 4 milhões do juiz Nicolau
A Advocacia-Geral da União
(AGU) conseguiu ontem repatriar US$ 4 milhões depositados pelo juiz
aposentado Nicolau dos Santos Neto numa conta bancária na Suíça.
Segundo a AGU, a Justiça suíça autorizou a repatriação
antecipada dos fundos bloqueados de uma conta mantida por Nicolau no Banco
Santander Suisse S.A., em Genebra..—.O
Globo, 23/9
Doleiros e delegados são
denunciados pelo MPF na Colina
O Ministério Público
Federal denunciou, nesta terça-feira (21/9), mais dez pessoas, entre
doleiros, empresários e delegado de Polícia Federal, por
crimes contra o sistema financeiro. Eles são acusados de participar
do esquema desbaratado na Operação Farol da Colina, em agosto..—.Consultor
Jurídico, 21/9
CPI do Banestado: senador
quer cassar mandato de quem vazou lista
O senador Heráclito Fortes
(PFL-PI), integrante da CPI do Banestado, defendeu ontem a instalação
imediata de sindicância pela Comissão de Ética do Congresso
para identificar e punir com a cassação do mandato o responsável
pelo vazamento das informações sobre 534 mil operações
feitas por doleiros no MTB Bank, de Nova York, em nome de brasileiros.
A divulgação da lista das pessoas que movimentaram US$ 17
bilhões entre 1997 e 2003 fez surgir a suspeita de que estaria sendo
montado um banco de dados para chantagem..—.O
Globo, 20/9
Banestado: nova crise no
Governo
Oposição acusa
José Dirceu de criar banco de dados paralelo e quebra ilegal de
sigilos.—.O
Dia, 17/9
CPI do Banestado: pizza já
no forno
Desavenças entre PT e
PSDB, a partidarização das investigações e
as relações do Comendador, chefão do crime, com políticos
do Mato Grosso ameaçam encerrar em pizza a CPI do Banestado, criada
para investigar lavagem de dinheiro e evasão de divisas..—.NoMínimo,
16/9
Meirelles escapa de ser convocado
pela Câmara
Ao se atrasar para a sessão,
um deputado do PFL acabou, ironicamente, ajudando o governo a evitar ontem
a convocação pela Câmara do presidente do Banco Central,
Henrique Meirelles. A Comissão de Finanças e Tributação
tentou votar requerimento do PMDB para que Meirelles prestasse esclarecimentos
sobre as acusações de irregularidades contábeis que
pesam contra ele. Eram necessários 15 deputados, mas apenas 14 votaram
a favor..—.Folha
de S. Paulo, 16/9
Biscaia: denúncia
contra Antero explicaria atraso na CPI
O deputado Antonio Carlos Biscaia
(PT-RJ) afirmou ontem ter sido surpreendido pelas notícias vinculando
o comitê de campanha do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT),
presidente da CPI (comissão parlamentar de inquérito) do
Banestado, ao recebimento de cheques de empresas de João Arcanjo
Ribeiro, o Comendador, preso no Uruguai por envolvimento em diversas atividades
ilícitas, especialmente contrabando, narcotráfico e lavagem
de dinheiro. Da redação, 16/9/2004..[+]
Novela inacabada
Tudo indica que a CPI do Banestado
foi mesmo parar numa pizzaria. A galera continua esperando os próximos
capítulos sobre a sonegação de impostos do presidente
do Banco Central, Henrique Meirelles, sobre as remessas ilegais de dólares
de 29 banqueiros e sobre as movimentações de quase três
mil usuários daquela “lavanderia”. Todos, naturalmente, ótimos
brasileiros..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 26/8
Francisco Baltazar pode ser
indiciado
O Ministério Público
Federal (MPF) não descarta a possibilidade de pedir o indiciamento
do ex-superintendente da Polícia Federal em São Paulo Francisco
Baltazar pelos crimes de violação de sigilo funcional, formação
de quadrilha e prevaricação por seu suposto envolvimento
com doleiros presos na Operação Farol da Colina..—.O
Globo, 26/8
Denúncias derrubam
o chefe da PF em São Paulo
O superintendente da Polícia
Federal em São Paulo, Francisco Baltazar da Silva, pediu demissão
do cargo no final da manhã desta terça-feira (24/8). Ele
oficialmente considera que tem sua "missão cumprida"..—.Consultor
Jurídico, O
Globo, 25/8
Dez doleiros giraram US$
2,4 bi em 42 contas nos EUA
Um grupo de dez doleiros brasileiros
movimentou pelo menos US$ 2,4 bilhões em 42 contas do MTB Bank de
Nova York (EUA) entre janeiro de 1997 e 24 de novembro de 2003. O levantamento
foi feito pela Folha com base nas operações registradas em
um CD enviado pela Promotoria de Nova York (EUA) à CPI do Banestado..—.Folha
Online, 21/8
36 ex-dirigentes do BC sofrem
ação na Justiça
Processos são em razão
de medidas e decisões adotadas no exercício do cargo; 13
são ex-presidentes do banco.—.Folha
de S. Paulo, 19/8
PF
deflagra a maior força-tarefa de sua história no Brasil
Mais de
700 policiais federais estão em oito estados para apreender documentos
de acusados de lavagem de dinheiro.—.Consultor
Jurídico, O
Globo, Folha,
Correio,
Jornal
do Brasil, Agência
Brasil, UOL
Notícias, 17/8
Bilbao
Viscaya
Lula vetou convocação de
FHC para depor a respeito de operação do BC
A ameaça de convocar
o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para prestar depoimento à
CPI do Banestado é baseada numa operação de US$ 840
milhões entre o Banco Central e o banco espanhol BBV (Bilbao Viscaya)
em 1998. Levado o caso ao conhecimento do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, ele vetou a convocação de Fernando Henrique,
segundo a Folha apurou. No entanto, a ameaça e o veto evidenciam
que membros do PT na CPI têm uma linha direta com o Palácio
do Planalto para levar informações sobre os tucanos. O ministro
José Dirceu (Casa Civil) é o receptor dos dados. Foi ele
quem informou Lula da possibilidade de convocar FHC, mas manifestou posição
contrária à idéia. O presidente Lula também
achou que seria um "constrangimento injustificado".
Da
Folha
de S. Paulo, 13/8/2004..[+]
Caso
Banestado: 29 banqueiros enviam R$ 1,7 bi ao exterior
Apenas
uma pessoa fez 92% das remessas; dados estão na base de dados do
BC sobre operações entre 1996 e 2002.—.Folha
de S. Paulo, 13/8
Vazamento emperra CPI do
Banestado
A chance de acordo sobre a mudança
de métodos da CPI do Banestado, que quebrou sigilos bancários,
fiscais e telefônicos em bloco ilegalmente, diminuiu após
a divulgação, pela Folha, de conversa de parlamentares
do PT captada pela TV Senado logo após sessão..—.Folha
de S. Paulo, 13/8
De olho nos contratos
Presidente do BC, Henrique Meirelles
declarou à Receita imóvel de R$ 220 mil por R$ 1. Se não
bastasse, escondeu movimentações de US$ 50 mil, que foram
parar em contas de doleiros investigados por CPI do Banestado; Comissão
compromete também caixa dos tucanos..—.Revista
IstoÉ, 11/8
A CPI da discórdia
Guerra entre tucanos e petistas
tem como pano de fundo um CD com arquivos explosivos que vão muito
além do que já revelaram as contas do Banestado.—.Revista
IstoÉ, 11/8
PF ouvirá Crivella
sobre evasão de divisas
Senador ligado à Igreja
Universal é acusado em inquérito de envolvimento com empresa
em paraíso fiscal.—.O
Globo, 3/7
Relator não vê
motivos para que CPI convoque Maluf
O relator da CPI do Banestado,
deputado federal José Mentor (PT-SP), afirmou ontem que não
há elementos que justifiquem a convocação de Paulo
Maluf, ex-prefeito de São Paulo. "Até este momento, a relatoria
[da CPI] desconhece qualquer documento que tenha uma acusação
contra Maluf", afirmou. Em 2001, a Folha revelou a existência
de depósitos em nome de Maluf na ilha de Jersey, paraíso
fiscal no canal da Mancha. Maluf nega ter contas fora do país..—.Folha
de S. Paulo, 30/6
Guerra na CPI
O clima entre o presidente da
CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e o relator,
deputado José Mentor (PT-SP), é o pior possível. Eles
já vêm se estranhando há muito tempo, mas a temperatura
subiu muito nos últimos dias; A Comissão aprovou em outubro
um requerimento ao Banco Central, pedindo a documentação
da auditoria movida contra Henrique Meirelles..—.Mauro
Braga, Tribuna
da Imprensa, junho de 2004
Câmara acompanha investigação
sobre crime organizado
As investigações
sobre crime organizado serão acompanhadas por uma subcomissão
permanente vinculada à Comissão de Segurança Pública
e Combate ao Crime Organizado da Câmara. Essa subcomissão
será instalada amanhã, às 16 horas, no gabinete da
Presidência da Comissão de Segurança Pública.
Após a instalação, os deputados vão eleger
os dirigentes da subcomissão.
No último dia 12, o Brasil
assinou um acordo com a Suíça para combaterem juntos a lavagem
de dinheiro. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos,
considera a lavagem de dinheiro a "causa final do crime organizado". Ele
acredita que a cooperação internacional é fundamental
para combater essas atividades criminosas. A ampliação de
mecanismos de cooperação internacional é uma das linhas
da estratégia nacional de combate à lavagem de dinheiro.
Da
Agência
Câmara, 17/5..[+]
CPMI do Banestado convoca
Celso Pitta novamente
A CPMI do Banestado deverá
ouvir na próxima terça-feira (4) o ex-prefeito de São
Paulo, Celso Pitta, acusado pelo Ministério Público de remeter
para o exterior dinheiro obtido no superfaturamento de obras públicas.
No primeiro depoimento, que deveria ter acontecido na última terça-feira,
Celso Pitta não depôs amparado por liminar..—.Agência
Câmara, 30/4
Acusados de desviar dinheiro
do Banestado são condenados.—.Consultor
Jurídico, 25/3
Caso CC5: Doleiros criam
cooperativa de laranjas no país
Com ajuda de banqueiros, nomes
e documentos de centenas de pessoas eram compartilhados para remessa ilegal
de dinheiro.—.Folha
de S. Paulo, 29/2
Máfia
investiu US$ 20 milhões
Jornal
do Brasil, 22 de fevereiro, 2004. PF iniciou investigação
há três anos, mas não prendeu os estrangeiros, que
criaram uma rede empresas para lavar dinheiro.
O
Banco Central dos fora-da-lei
Outras
Palavras, 4 de fevereiro, 2004. Um texto de Raimundo Pereira,
baseado no trabalho de duas Procuradoras da República revela: há
dez anos o BC age, na surdina, para favorecer o sistema financeiro. Agora,
quer mais "autonomia"...
PF
diz que fraudes no Banestado vão acarretar "centenas de prisões".[fevereiro
de 2004]
2003
Ação
combate lavagem de dinheiro.[dezembro
de 2003]
CPI
do Banestado investiga Anaconda e propinoduto.[novembro
de 2003]
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