análise
OMC: Passos Virtuais,
Perigos Reais
A reunião
ministerial da OMC em Hong Kong se encerrou com um acerto cosmético
que tenta sinalizar aos governos e a opinião pública que
a OMC não está em crise institucional e que a Rodada Doha
(ainda) não fracassou. O documento a que chegaram os ministros,
entretanto, é um documento fundamentalmente vazio, onde decisões
aparentes, como a data para o fim de subsídios às exportações
agrícolas, é relativizada pela necessidade de se chegar a
um acordo de modalidades como condição à sua implementação.
(...) Nota da Rede Brasileira Pela Integração dos Povos (REBRIP),
19/12/2005..[+]
mônaco
Agricultura: subsídios
principescos na Europa
O príncipe
Albert não é exatamente um pobre camponês. Mas o monarca
de Mônaco figura junto com a rainha Elizabeth da Inglaterra entre
os agricultores que mais subsídios cobram da União Européia.
A família real de Mônaco, pequeno principado totalmente urbanizado
na costa do mar Mediterrâneo e famoso por seus cassinos, hotéis
e praias, recebeu em 2004 subsídios superiores a US$ 300 mil, em
apoio à produção de cereais de suas fazendas no norte
da França. A família Grimaldi não foi a que recebeu
os maiores subsídios, nem os menores. De todo modo, Albert Grimaldi
figurou na lista dos 58 agricultores na França mais beneficiados
pela Política Agrícola Comum (PAC) da UE, elaborada pelo
Grupo Econômico Mundial (GEM). Estes 58 produtores receberam mais
de US$ 27 milhões em subsídios nesse ano, com valores de
US$ 100 mil até mais de US$ 2 milhões, segundo o GEM, centro
de pesquisas do Instituto para Estudos Políticos de Paris. Matéria
de Julio Godoy para a Agência
Envolverde, 11/11/2005.
nações
unidas
Pelo fim do embargo
contra Cuba
Cuba conseguiu
mais uma vitória contra os Estados Unidos. A Assembléia Geral
da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou
uma resolução que pede o fim do embargo comercial estadunidense
contra a Ilha. Foi um número recorde de votos a favor, 182, e houve
uma abstenção (Micronésia) e quatro votos em contra
(Estados Unidos, Israel, Palau e Ilhas Marshall). Pede-se a derrogação
de leis de efeito extra-territorial, como a Helms-Burton, que afeta a soberania
de outros Estados, os interesses legítimos de entidades ou pessoas
sob jurisdição e a liberdade de comércio e navegação.
Da Agência ADITAL, 9/11/2005..[+]
visita
Ministro da Economia
Popular da Venezuela chega ao Brasil e fará palestras
Elias
Jaua, ministro para a Economia Popular da República Bolivariana
da Venezuela, fica no Brasil até sexta-feira (21/10). Ele visitará
Brasília, São Paulo e Rio Grande do Sul. Durante sua estada,
fará palestras abertas ao público. Da
Agência
Consciência.Net, em 20/10/2005.
avanços
Venezuela quer elevar
poder sobre banco privado
"A Venezuela
está se preparando para assumir o controle político dos bancos
privados do país, como parte de uma campanha para difundir o controle
do governo "revolucionário" sobre a economia do quinto maior exportador
mundial de petróleo. Trino Alcides Diaz, superintendente do setor
bancário venezuelano, informou os presidentes de diversos bancos
do país, em conversas privadas, de que o presidente Hugo Chávez
planeja colocar dois representantes do governo no conselho de cada uma
das instituições. (...) Os especialistas afirmam que os representantes
do governo de Chávez nos conselhos das instituições
funcionariam como "comissários políticos" que garantiriam
que os fluxos de crédito fossem determinados por fatores políticos,
e não financeiros". Leia a (tendenciosa) matéria do Financial
Times, reproduzida na
Folha
de S. Paulo de 5/9/2005.
argentina
Economia argentina
cresce 9% no semestre
No primeiro
semestre, a economia argentina cresceu 9% na comparação com
o mesmo período do ano passado, segundo dados preliminares divulgados
ontem pelo Indec (órgão de estatísticas do governo).
A estimativa de analistas é que o crescimento do PIB (Produto Interno
Bruto) do país, que em 2004 foi de 9%, seja de 7% em 2005, uma alta
superior à esperada no início do ano. Da
Folha de S. Paulo,
17/8/2005..[+]
comércio
internacional
ONGs acham fracasso
da reunião da OMC ''inevitável'' e desejado
Organizações
não-governamentais assistem, e participam, das reuniões da
Organização Mundial de Comércio (OMC) esperando por
seu fracasso. "Para nós, as negociações não
estão no bom caminho, não apenas em Agricultura, mas também
em acesso a mercados de bens industriais (NAMA), em que a abertura compromete
empregos e até mesmo o projeto de desenvolvimento dos países",
destaca o argentino Gonzalo Bérron, um dos coordenadores da Rede
Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip). Da
Agência
Brasil, 27/7/2005..[+]
rumo a
hong kong
Sociedade civil
pressiona contra liberalização dos serviços na OMC
Entre
os dias 28 e 30, um grupo de representantes de movimentos sociais e ONGs
de todo o mundo inicia uma peregrinação a missões
diplomáticas de dezenas de países, em Genebra. O objetivo:
pressionar países pobres e em desenvolvimento para que eles não
cedam à agenda das nações ricas de aprofundar o Acordo
Geral sobre Comércio de Serviços, da OMC. Da
Agência
Carta Maior, 24/6..[+]
retrocesso
Agroexportação
faz Brasil voltar a 1930, afirma economista
Com a
exportação agropecuária liderando o crescimento econômico,
o Brasil volta 75 anos no tempo, na opinião de Leda Paulani, professora
de economia na Universidade de Campinas (Unicamp). "O dinamismo da economia
voltou a depender da exportação. Isso faz com que retornemos
a antes de 1930, quando houve a revolução industrial no Brasil".
Segundo Leda, a preferência pelo setor exportador faz com que o Brasil
fique dependente do mercado externo e não de suas próprias
condições. "Pelo menos, o professor Celso Furtado ensinou
assim. Até 1930, éramos ditados por dinâmicas externas",
afirma. "A partir de então, já tínhamos mercado consumidor
e setor industrial, então pudemos conduzir a dinâmica da economia
daqui de dentro". Da
Agência Brasil, 1/6..[+]
comércio
internacional
Unidos, povos rejeitam
Constituição da UE
Nein.
Non. No. Niet. Não! Os idiomas dos 25 países que compõem
a União Européia (UE) se juntam e misturam. Em atos internacionais,
os povos europeus se unem para dizer "não" à Constituição
Européia. Em maio, protestos ocorreram em todos os países
do bloco, principalmente na Alemanha, França, Itália, Polônia
e Reino Unido. A proposta, elaborada pelo Conselho de Ministros da UE,
é considerada neoliberal por seus oponentes, pois limita a participação
do setor público na economia, abandonada ao controle do mercado.
Além disso, acreditam, põe em risco conquistas históricas
dos trabalhadores europeus, como a jornada reduzida de trabalho e a previdência
pública. Do
Brasil de Fato, 19/5..[+]
Cafta: Um exemplo
de submissão
Enquanto
seus países registravam protestos e marchas, os presidentes de seis
nações da América Central cumpriram uma missão
pouco soberana: foram aos Estados Unidos pressionar os congressistas locais
a aprovarem o Tratado de Livre Comércio da América Central
(Cafta, na sigla em inglês). Participaram da excursão Abel
Pacheco (Costa Rica), Oscar Berger (Guatemala), Ricardo Maduro (Honduras),
Enrique Bolaños (Nicarágua), Elías Antonio Saca (El
Salvador) e Leonel Fernandez (República Dominicana). A negociação
para implantar na região o mesmo projeto neoliberal da Área
de Livre Comércio das Américas (Alca) segue avançada,
mas longe de ser concluída. O acordo já foi assinado pelos
presidentes dos países envolvidos, mas apenas os deputados de El
Salvador, Honduras e Guatemala ratificaram a decisão. Do
Brasil
de Fato, 19/5..[+]
Perdas e ganhos em
uma década de OMC
Aniversário
de dez anos da Organização Mundial do Comércio (OMC)
tornou-se motivo para discutir as regras para o comércio internacional
e até a legitimidade da instituição. Acompanhe a amplitude
de opiniões nesse debate, no especial da Agência Brasil..[+]
áfrica
Khadafi: esmola
não
SYRTE,
Líbia. O chefe de estado líbio, Muammar Kadhafi, presidente
da União Africana (UA), convocou seus colegas a ficarem unidos e
a manter seu orgulho. "Implorar não vai fazer o futuro da África,
isso cria um abismo maior entre os grandes e os pequenos. A unidade é
o único caminho para enfrentar os problemas. Não podemos
ficar mendigando". O apelo foi feito ontem durante reunião da UA
em Syrte, Norte da Líbia. Participam 40 representantes de países
africanos, que encerram os trabalhos amanhã, dia da abertura da
reunião do G8. O tema é a representação do
continente na ONU - a UA pleiteia duas vagas permanentes com direito de
veto no Conselho de Segurança e cinco não permanentes. Do
Jornal
do Brasil, 5/7..[+]
áfrica
Lula convoca Camarões
a lutar contra ricos
Recebido
ontem à tarde por milhares de pessoas nas ruas de Iaundê (capital
de Camarões), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou
o colega camaronês Paul Biya, no cargo desde 1982, a "lutar" contra
os "pesados" subsídios e as medidas protecionistas dos países
ricos."Precisamos mudar as relações de força no mundo.
Não podemos ser observadores passivos de decisões que afetam
diretamente o nosso destino. (...) Juntos, temos de lutar pela eliminação
dos pesados subsídios e de outras medidas protecionistas praticadas
pelos países ricos". Da
Folha de S. Paulo, 11/4..[+]
pressão
Argentinos 'dobram'
Shell
O Royal
Dutch Shell Group, a segunda maior companhia petrolífera da Europa,
voltou atrás no aumento de preços que havia adotado em mais
de 900 postos de gasolina na Argentina. A decisão foi anunciada
após uma queda de até 60% nas vendas de combustível
no país. Do
Jornal do Brasil, 8/4..[+]
Brasil, Índia
e África do Sul se unem em Conselho de Negócios
CIDADE
DO CABO. Empresários do Brasil, África do Sul e Índia
criaram nesta quinta-feira um Conselho de Negócios Trilateral –
os três países já integram o G-3, para as negociações
conjuntas. O encontro entre representantes das confederações
de indústria e comércio dos três países ocorreu
durante a 3ª Reunião do Fórum de Diálogo Índia,
Brasil e África do Sul, realizada na capital sul-africana. Da
Agência
Brasil, 10/3..[+]
Amorim: fim de subsídios
deve beneficiar África
Chanceler
brasileiro defende, em visita ao Quênia, que fim dos subsídios
norte-americanos ao algodão entre em vigor logo e beneficie também
países africanos exportadores como Senegal, Benin e Mali. Da
Agência
Brasil, 4/3/2005..[+]
OMC dá vitória
definitiva ao Brasil na disputa com EUA sobre algodão
BRASÍLIA.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) confirmou
hoje a decisão que condena o governo dos Estados Unidos a deixar
de subsidiar algodão produzido no país, conforme apresentada
pelo Brasil: o governo norte-americano tem até o dia 1º de
julho próximo para eliminar a subvenção à exportação
do produto e o fim do subsídio doméstico não poderá
ultrapassar 16 meses a contar de hoje. Da
Agência Brasil,
3/3..[+]
Nova atração
O governo dos Estados Unidos
ainda reluta em negociar diretamente com o Mercosul e insiste na Alca.
Agora, acena com a redução nos subsídios da agricultura,
um setor importante para os países latino-americanos, mas não
fala em suspender as inúmeras barreiras comerciais que impedem a
entrada no seu mercado dos produtos agroindustriais do Brasil e seus vizinhos.
Por.Hamilton
Octavio de Souza, 3/3, no Brasil
de Fato
"Ajuda"
externa
O Banco Mundial na África
Jeffrey Sachs, professor na
Universidade Harvard, foi o arquiteto da “terapia de choque” aplicada na
década de 80 pelo ministro da Economia boliviano Gonzalo Sánchez
de Lozada, o Goni, que derrubou a hiperinflação e, de quebra,
destruiu a economia formal do país baseada na mineração.
Goni presidiria a Bolívia entre 1993 e 1997 e, novamente, de 2002
até revolta popular de outubro de 2003, quando renunciou e fugiu
para os EUA. Sachs qualificou Goni como “um gênio” e “uma figura
política brilhante”. A Bolívia reinventada pelos experimentos
ultraliberais da dupla dinâmica é um caldeirão de turbulência
política e exclusão social, no qual 70% da população
vive abaixo da linha de pobreza. Por Demétrio Magnoli, 21/2/2005,
no Clube Mundo..[+]
Países pobres importam mais do Brasil
No ano passado, enquanto as
exportações brasileiras destinadas aos países mais
desenvolvidos do planeta cresceram 25,5%, as vendas externas para as economias
consideradas menos desenvolvidas experimentaram um salto de quase 40%,
num ritmo claramente mais forte, segundo números divulgados pela
Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério de
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Do
Brasil
de Fato, 17/2/2005..[+]
• Grande
expansão no Caribe, África e América Central
arranjos
produtivos
Projeto
pernambucano busca espaço no mercado internacional
Casarões
da região do bairro do Recife, outrora habitados pelos colonizadores
europeus, aos poucos vêm ganhando vida nova. As edificações,
a maioria construída nos séculos XVII e XVIII, muitas delas
em absoluta decadência (resultado da diminuição da
atividade econômica), passaram a ser restauradas e ocupadas por empresas
de tecnologia. Iniciado em 2000, o Porto Digital, como é conhecido
o projeto, já tem status de maior pólo tecnológico
do Brasil. Um dos arranjos produtivos mais avançados do País,
projeto pernambucano busca espaço no mercado internacional. Da
CartaCapital,
14/2/2005..[+]
Prejuízo de US$ 2
bi no Uruguai
O governo uruguaio estimou em
US$ 2 bilhões seus prejuízos com as manobras dos banqueiros
Carlos e José Rohm e dos bancos J.P. Morgan, Credit Suisse e Dresdner
Bank na quebra do Banco Comercial. A cifra está num documento encaminhado
à Justiça dos Estados Unidos. Do jornal
O
Globo, 14/2/2005..[+]
Exportações
baseadas no agronegócio mantém vulnerabilidade brasileira
Embora com exportações
recordes e fluxo polpudo de captações internacionais, o Brasil
tem hoje maior vulnerabilidade externa do que no governo Fernando Henrique
Cardoso e, em um quesito, até pior que a Argentina. A conclusão
é do economista Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, baseado em estudo
que mediu a suscetibilidade a choques externos em 113 países, a
partir de dados fornecidos pelo Banco Mundial. O motivo seria o foco do
país nas exportações de bens primários, a dependência
do fluxo de capitais estrangeiros e a grande remessa de divisas pelas empresas
multinacionais que estão no país. Do
Jornal
do Brasil, 13/2/2005..[+]
Reinaldo
Gonçalves
Política econômica
do governo Lula
"(...) Se a expectativa de inflação
sobe, a taxa de juros sobe. Para melhorar a arrecadação,
elevam os impostos. É só isso. Não tem mais nada.
Para combater a inflação você tem uma tecnicalidade
de política monetária muito mais robusta, consistente, com
o uso de muitos outros instrumentos.
(...) Estabelece-se, por exemplo,
uma meta de inflação. Se houver pressão inflacionária,
usa-se a taxa de juros para ajustar as contas públicas, em vez de
focar no combate à inflação. Em outras palavras: em
vez de pagar R$ 125 bilhões de dívida, no ano, reduz-se a
taxa de juros à metade. Sobram mais de R$ 60 bilhões, que
é seis vezes e meia o nível de volume de investimentos do
setor público no ano passado.
Alguém objetará
que haverá pressão inflacionária, pela demanda. Faz-se,
então, o crédito seletivo. Com a redução da
taxa, pode-se aumentar o depósito compulsório. Fazer com
que os bancos tenham menos dinheiro para emprestar. Se isso acontece, a
taxa de juros, na ponta, sobe, mas não a taxa básica. Eu
estico a estrutura da taxa de juros para equilibrar as finanças
públicas e sobrar dinheiro para investimentos.
Contexto internacional
(...) Estamos muito mais vulneráveis.
O ''sucesso'' do governo Lula é o sucesso de quem exporta soja e
frango. Em 1948, Raul Prebish já dizia que a América Latina
não vai se desenvolver enquanto ficar concentrada na produção
e exportação de matérias primas e produtos agrícolas.
Agribusiness
é a palavra moderna para a antiga plantation. Este governo
está consolidando uma estrutura de produção retrógrada,
sujeita a preços internacionais instáveis.
O preço da soja, por
exemplo, já está despencando. Temos uma brutal rivalidade
internacional nessa área. E no nosso caso, há uma circunstância
agravante. Boa parte da produção está nas mãos
de estrangeiros. A receita da exportação vira remessa de
lucros e dividendos. O dinheiro que fica aqui dentro é pouco. Por
Reinaldo
Gonçalves no JB de 6/2/2005
Nafta continua a ensinar
Os depoimentos dos mexicanos
e canadenses contra o livre-comércio, feitos nas assembléias
do Fórum Social Mundial, reforçaram a tese de que a experiência
do Tratado Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na
sigla em inglês), mais do que um exemplo negativo, é um alerta
para os povos do hemisfério. Do
Brasil
de Fato, 3/2..[+]
Trabalho de base contra o livre comércio
Organizações sociais
de todo o mundo definiram, em Porto Alegre, um novo calendário de
ações para combater os acordos de livre comércio.
Mais de 600 pessoas participaram de duas assembléias sobre o tema,
dias 28 e 29 de janeiro, quando discutiram meios e métodos de ampliar
a resistência ao neoliberalismo, a dívida externa e a militarização.Do
Brasil
de Fato, 3/2..[+]
O ótimo exemplo dos países
mais ricos
Enquanto pressionam os paises
mais pobres a abrir seus mercados, oos mais ricos do planeta protegem com
unhas e dentes seus agricultores. Do
Brasil de
Fato, 3/2..[+]
Truques para esconder tarifas mais altas
No setor agrícola, aparentemente,
as tarifas médias de importação dos países
em desenvolvimento estariam acima das vigentes nas quatro regiões
mais ricas do globo. No primeiro caso, a tarifa média sobre produtos
agrícolas importados caiu de 29,6%, em 1990, para 18,4% em 2000,
refletindo as intensas pressões dos países ricos e de instituições
multilaterais em favor da abertura dos mercados nos países em desenvolvimento.
Do
Brasil
de Fato, 3/2/2005..[+]
Os subsídios distorcem
os preços
O aumento dos subsídios
concedidos pelos países ricos entre 1995/1997 e 2000/2002 continua
causando distorções no mercado mundial. Na média da
OCDE, os preços pagos aos agricultores ainda permaneciam cerca de
28% acima das cotações internacionais. Pouco mais de 56%
dos subsídios aos agricultores, segundo dados de 2000/2002, concentravamse
em cinco produtos ou classes de produtos. Somados, leite (17,6%), carnes
(16,1%), arroz (11%), trigo (6,7%) e milho (4,7%) responderam por 56,1%
dos subsídios totais. Do
Brasil de Fato,
3/2/2005..[+]
Exportações
podem ter desflorestado Amazônia
Novas
evidências de que a rápida expansão do setor agrícola
brasileiro, impulsionada pelas exportações, está contribuindo
para a derrubada da floresta tropical amazônica surgem de um estudo
que está sendo finalizado por um grupo de importantes organizações
ambientais. No entanto, há indícios de que, na verdade, o
governo estava consciente do problema, depois de negar essa ligação
durante anos. Do
Financial Times,
14/1/2005..[+]
Fim
da euforia mostra debilidade do agronegócio
Super-safra
nos EUA, queda dos preços agrícolas, aumento dos custos de
produção e desvalorização do dólar trazem
problemas para o setor. Enquanto grandes produtores buscam novas providências
junto ao governo, pesquisador pede atenção ao segmento da
agricultura familiar. Da
Agência Carta Maior, 13/1/2005..[+]
Alca
e UE: perdas de 1,4 bilhão de dólares
Como numa
manobra orquestrada, no mesmo momento em que fracassaram as negociações
para colocar de pé, ainda em 2004, o acordo comercial com a União
Européia (UE) e a adesão do país à Área
de Livre Comércio das Américas (Alca), cresceram as pressões
para transformar o Mercado Comum do Sul (Mercosul) num mero arranjo comercial
entre seus países membros. A decisão, se adotada, significaria
um retrocesso para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e o abandono das
veleidades de constituir uma zona econômica integrada na região.
Do
Brasil de Fato, 6/1/2005..[+]
Para
a Europa, lucro de 422 milhões de dólares
Vistas
com maior complacência por parte do governo e setores da esquerda,
as negociações com a União Européia tendem
a reproduzir resultados semelhantes, embora o "estrago", para o Brasil,
não alcance as mesmas dimensões daquele esperado no caso
de adesão à Alca. Os números do Ipea sugerem que o
país teria um saldo negativo de 422,8 milhões de dólares,
computado o crescimento das exportações para a UE, e deduzido
o avanço mais acelerado das importações dos países
europeus. Do
Brasil de Fato, 6/1/2005..[+]
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