|
# 27/11/2007
Operação “Paz no Campo” tortura lavradores no sul do Pará
De
modo bem diferente do que foi passado à imprensa pela Secretaria
de Segurança Pública do Pará, na noite do dia 21
de novembro, a ação conjunta do Exército,
polícias Militar e Civil e outros órgãos
públicos nas fazendas do complexo Forkilha, em Santa Maria das
Barreiras, no sul do Pará, foi violenta.
[+]
#
09/11/2007
MST ocupa ferrovia
da Vale do Rio Doce por investimentos sociais
MST, Via
Campesina e garimpeiros ocuparam com 6 mil pessoas a estrada de Ferro
Carajás,
responsável por transportar minério de ferro da
maior mina
da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ao porto, na manhã da
última
quarta-feira (07/11), no município de Parauapebas (PA), para
exigir
investimentos em educação e saúde na
região
e participação popular nas decisões da
empresa, que
se apropria de forma privada de bens públicos, como a terra
e recursos
naturais..[+]
# 24/09/2007
Policiais torturadores do sul do Pará condenados pela Justiça são absolvidos pela polícia
Após longos 6 anos de tramitação do processo criminal, com muitas ameaças contra a vítima, sua família e seus advogados, foram condenados em 1ª e 2ª instâncias os dois policiais civis do Sul do Pará, Raimundo da Cruz Pacheco e Raimundo Monteiro Ribeiro, pela prática de tortura na Delegacia de Xinguara. Da Comissão Pastoral da Terra.
[+]
INDÍGENAS
# 03/11/2006
Não pagamento
de compensação viola decreto presidencial
Companhia
Vale do Rio Doce anuncia suspensão de pagamento de
compensação
ambiental a índios Xicrin no Pará. Segundo a
mineradora,
o montante de R$ 9 milhões repassados anualmente a
comunidades indígenas
é apoio voluntário. Decreto presidencial de 97
determina
remuneração como uma das
obrigações para concessão
da área para exploração mineral. Por Natalia
Suzuki na Carta Maior.
PARÁ
# 22/10/2007
MST lança
nota pública sobre ocupação da estrada
de ferro Carajás
O Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Estado do Pará
lançou
na última quarta-feira (17/10) nota em que comenta a
ocupação
da estrada de ferro Carajás. Para o movimento, a sociedade
paraense
tem a oportunidade de receber inúmeras
informações
acerca das contradições do desenvolvimento do
Estado baseado
num modelo "agrário, mineral e exportador", que pouco ou
nada trouxe
ou trará benefícios para o conjunto da
população
do Estado..[+]
PARÁ
# 18/10/2007
Trabalhadores ocupam
ferrovia da Companhia Vale do Rio Doce
Protesto
tem como objetivo denunciar a política de
apropriação
dos recursos naturais feita pela empresa e a
situação de
pobreza da população local diante dos lucros da
Vale. Por
Pedro Carrano, Agência Brasil de Fato..[+]
pará
Palestra
sobre pesquisa com indígenas abre fórum em
Belém
O
14º
Seminário de Iniciação
Científica do Museu
Emílio Goeldi, que começa às 8h30
desta terça,
1º de agosto, é aberto com a palestra
"Responsabilidade Social
e Pesquisa Lingüística com Povos
Indígenas: Equívocos
e Acertos no Caso do Tapirapé (tupi-guarani)", com Yonne de
Freitas
Leite (UFRJ/Museu Nacional). Será no Museu Paraense
Emílio
Goeldi - Espaço Científico Cultural "Alexandre
Rodrigues",
Av. Magalhães Barata, 376. Informações
nos telefones
(91) 249-1302 e 249-0477 ou pelo site www.museu-goeldi.br..(Da
redação, 31/7/2006)
energia
Justiça derruba liminar
contra Belo Monte; MPF vai recorrer
Juiz de Altamira (PA) derruba
liminar do Ministério Público Federal que impedia
inicio
de processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte,
e Ibama
deve retomar vistoria técnica. Procuradores vão
recorrer.
Por Verena Glass na
Agência
Carta Maior, em 21/5/2006.
amazônia
Cargill terá que
realizar estudo de impacto ambiental de porto no PA
Multinacional de sementes é
condenada a realizar estudo de impacto ambiental do seu porto
construído
ilegalmente em 2003 em Santarém (PA), para escoamento da
soja amazônica.
Os resultados do Estudos de Impacto Ambiental e a
ação do
Ministério Público podem determinar a
suspensão das
atividades portuárias. Matéria de Natalia Suzuki na
Agência
Carta Maior, em 22/2/2006.
intoxicação
Funasa
recorre para não pagar agentes
Após
ter ganho tutela antecipada na Justiça, agentes contaminados
por
DDT e Malation não receberam
indenização porque a
Funasa entrou com recurso. Intoxicados sofrem na pele as
conseqüências
do envenamento pelos pesticidas DDT e Malation. Matéria de
Elias
Luz em fevereiro de 2006..[+]
imprensa
paraense
O poder de O Liberal
O Grupo
Liberal tem o poder de fogo de dois jornais diários, nove
emissoras
que geram imagem de TV, 90 retransmissoras, oito emissoras de
rádio,
um portal de internet e uma TV a cabo, tudo isso com o selo da Rede
Globo
(...) Por Lúcio Flávio Pinto,
fevereiro de 2006. Publicado
originalmente no Jornal Pessoal nº 361 (2ª quinzena
de janeiro/2006)..[+]
dorothy um
ano depois
Áreas
prometidas, áreas
protegidas?
Há um ano, no dia 12
de fevereiro de 2005, Irmã Dorothy, missionária
americana
naturalizada brasileira, foi assassinada em Anapu, no Pará.
Cinco
dias depois, o governo federal anunciou um pacote de medidas para
conter
a escalada da violência e resolver os conflitos
socioambientais na
região. Entre essas medidas constavam a
criação de
um mosaico de unidades de conservação (UCs), na
região
da Terra do Meio, e a interdição de 8
milhões de hectares
para a criação de áreas protegidas
às margens
da BR-163 (Cuiabá-Santarém), antes que a estrada
seja pavimentada.
Várias unidades de conservação
já criadas ainda
dependem de implementação para saírem
do papel e se
tornarem protegidas de fato. Outras áreas não
foram sequer
criadas. Enquanto isso não ocorre, grileiros, fazendeiros e
madeireiros
continuam invadindo a área, ameaçando moradores
tradicionais
e desmatando as ricas florestas da região. Saiba mais sobre
o tema
visitando o endereço www.greenpeace.org.br/irmadorothy
trabalho escravo
Senador
João Ribeiro é condenado,
mas valor da pena fica menor
Tribunal Regional do Trabalho
do Pará condena senador pelas
condições a que estavam
sujeitos os trabalhadores em sua fazenda, mas baixa a
indenização
a ser paga de R$ 760 mil para R$ 76 mil. Relator do processo questionou
atuação do governo federal e das ONGs no combate
ao trabalho
escravo. Matéria de Iberê Thenório na
Agência
Carta Maior, em 10/2/2006.
criminalização
Pesquisa aponta
visão parcial da Justiça sobre conflitos
agrários
Em pesquisa
realizada nos estados do RS, SP, PA e PE, o Instituto Brasileiro de
Ciências
Criminais mostra tratamento diferenciado nos processos contra
agricultores,
fazendeiros e policiais envolvidos em conflitos agrários, e
a criminalização
dos primeiros. Matéria de Verena Glass na
Agência
Carta Maior, em 9/2/2006.
tacape liberal
A vil agressão,
um ano depois
Quem fosse
fazer um balanço objetivo do que aconteceu desde que, um ano
atrás,
Ronaldo Maiorana me agrediu, chegaria a um resultado de causar
perplexidade:
o agressor está livre e desimpedido, enquanto o agredido
sustenta
uma batalha judicial com 12 processos instaurados contra si pelo
agressor
e seu irmão, Romulo Maiorana Júnior. Como esse
absurdo se
tornou possível? A justiça continua a caber no
retrato que
dela fez Franz Kafka em O Processo? Por Lúcio
Flávio
Pinto. Publicado originalmente no Jornal Pessoal
nº 361
(2ª quinzena de janeiro de 2006)..[+]
Funasa vai apurar
fraudes no Pará
Baseada
em reportagem publicada em O LIBERAL, a Fundação
Nacional
de Saúde enviará equipe ao Estado para investigar
irregularidades
no projeto "Alvorada", que no Pará é executado
pelo governo
do Estado. Assinada pelo jornalista Ronaldo Brasiliense, a reportagem
sobre
as irregularidades na Funasa gerou intensa repercussão no
Estado.
A matéria informava que a Funasa no Pará
é uma nova
versão da extinta Superintendência do
Desenvolvimento da Amazônia
(Sudam) por ser usada por políticos locais para "seduzir
prefeitos
e liberar recursos que só atendem a critérios
partidários".
Matéria do jornal O
Liberal (PA), 27/1/2006, reproduzido também no Portal
Eco Debate.
denúncia
Violação
de direitos humanos no Pará
“Violação
dos direitos humanos na Amazônia: conflito e
violência na fronteira
paraense” é o tema do relatório que
será entregue
à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da
Organização
dos Estados Americanos (OEA), à Comissão de
Direitos Humanos
da ONU e à representante especial das
Nações Unidas
para Defensores de Direitos Humanos, Hina Jilani. O documento,
elaborado
pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelas ONGs Terra de
Direitos
e Justiça Global, traz uma análise sobre a
situação
fundiária e a violência no estado do
Pará, desnudando
as relações entre a
degradação ambiental, a
situação fundiária e as
violações de
direitos humanos. As reflexões procuram também
abordar e
analisar as dificuldades na implementação de um
programa
de reforma agrária sustentável e na
demarcação
de reservas extrativistas. A íntegra do relatório
está
disponível em www.cptnac.com.br, www.global.org.br e
www.terradedireitos.org.br
; Informações da
Revista
do Terceiro Setor, 5/12/2005.
campanha
Lúcio Flávio
Pinto: premiado e ameaçado
O jornalista
paraense LÚCIO FLÁVIO PINTO, editor do Jornal
Pessoal, necessita
do apoio incondicional da opinião pública
brasileira por
ser vítima permanente de perseguições
e injustiças
em represália à sua
determinação de buscar
a verdade no cumprimento dos preceitos universais do jornalismo.
Você
pode enviar uma mensagem exigindo o fim das
perseguições
ao jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO. A seguir, a
carta que será
enviada para o grupo ORM, Organizações Globo,
OAB-Nacional,
OAB-Pará, ANJ e Tribunal de Justiça do
Pará..[+]
violência
no campo
O caso da Família
Canuto
O Estado
do Pará lidera as estatísticas do país
no que diz
respeito a conflitos agrários e assassinatos no campo. O
epicentro
dos conflitos está no sul do estado onde, segundo a
Comissão
Pastoral da Terra, mais de 700 trabalhadores rurais foram assassinados.
Somente no município de Rio Maria três presidentes
do Sindicato
Rural foram assassinados em uma década, fora outros
dirigentes.
A família Canuto, com oito integrantes, tem sido o principal
alvo
dos capangas dos grileiros: três mortos, um sobrevivente e
quatro
ameaçados. O caso foi tema do programa
Linha Direta, da TV Globo, no dia 27/10/2005.
entrevista
CPJ homenageia jornalista
paraense
O jornalista
Lúcio Flávio Pinto, repórter
especializado em assuntos
da Amazônia e editor do Jornal Pessoal (de Belém,
PA), foi
um dos quatro premiados com Prêmio Internacional da Liberdade
de
Imprensa, concedido pelo Comitê para a
Proteção dos
Jornalistas (CPJ) – organização
independente, sem fins lucrativos,
que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo. Por Elias
Ribeiro Pinto, no Diário do
Pará, 19-20/10/2005..[+]
reconhecimento
O significado de
um prêmio
Dize-me
com quem andas e te direi quem és, ensina a sabedoria
popular. Cada
vez mais ando com cidadãos simples e suas
instituições
representativas, à distância do poder
institucional. Minha
relação é travada com pessoas do povo
e o critério
que a mantém é o da verdade, do respeito
mútuo, da
força da inteligência. Os parâmetros do
conhecimento,
do saber e da informação delimitam esse
relacionamento (...)
Por Lúcio Flávio Pinto,
jornalista, no Jornal Pessoal
nº 355 – 2ª quinzena de outubro/2005..[+]
Entidades
denunciam ameaças de morte
a agricultores
A Federação dos
Trabalhadores da Agricultura (Fetagri) e Comissão Pastoral
da Terra
(CPT) divulgaram uma nota em que denunciam ameaças de morte
aos
líderes dos trabalhadores despejados de fazendas no Sul do
Pará.
De acordo com a nota, 4 mil famílias já foram
expulsas pela
tropa especial da Polícia Militar do Pará, que
há
três meses vem cumprindo liminares nas propriedades da
região.
Do
Diário
Vermelho,
4/9/2005.
amazônia
Justiça
interdita área grilada
no Pará
A Justiça Federal do
Pará decretou na semana passada a indisponibilidade da
fazenda Curuá,
uma área de 4,7 milhões de hectares da Terra do
Meio, Pará,
que, segundo o Ministério Público Federal,
é a maior
área grilada do país. A decisão
determina a retirada
dos funcionários da empresa Incenxil, do grupo CR Almeida,
bem como
a impede de negociar a terra ou pleitear
indenização por
sua desapropriação, por conta da
criação da
Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio. O advogado da
Incenxil,
Eduardo Toledo, disse que irá recorrer da
decisão. Segundo
ele, os fatos alegados não são verdadeiros, como
o fato de
a matrícula do imóvel ser fraudulenta. Nota da
Folha
de S. Paulo de 23/8/2005.
Equipe
do SBT sofre agressão
Mais uma denúncia de
agressão, agora em Altamira (PA). O diretor de jornalismo do
SBT
em Altamira, Gutemberg Cruz, informou ao "O Jornalista" que enquanto
sua
equipe de reportagem realizava a cobertura dos Jogos
Indígenas do
Pará, no último domingo (14/8), evento que contou
com a participação
de cerca de 600 índios de várias etnias do
Pará e
do Mato Grosso e com cobertura da imprensa internacional, uma assessora
da prefeitura da cidade agrediu e tentou impedir o trabalho de sua
equipe
de TV. O repórter Odair Oliveira registrou boletim de
ocorrência
na Superintendência Regional do Xingu, onde declarou que foi
agredido
e ameaçado. Do site O
Jornalista,
17/8/2005..[+]
meio ambiente
Gerente do Ibama
diz que falta de fiscais facilita extração ilegal
de madeira
O gerente
do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
(Ibama) em Altamira (PA), Elielson Soares de Faria, disse que o baixo
número
de fiscais na região dificulta o controle da
extração
ilegal de madeira. Durante audiência pública da
Comissão
Parlamentar de Inquérito que investiga a biopirataria, ele
também
admitiu que há problemas nos projetos de assentamento, uma
vez que
95% deles não teriam licença ambiental. Da
Agência
Brasil, 4/8/2005..[+]
questão
agrária
Incra e Exército
vão levantar situação
fundiária
O presidente
do Incra, Rolf Hackbart, afirmou que a parceira vai permitir a
identificação
das terras públicas e depois o destino correto dessas
áreas
para projetos de desenvolvimento sustentável. Da
Agência
Brasil, 18/7..[+]
questão
agrária
Ibama faz expedição
para estudar a criação de reservas na Terra do
Meio
Uma
expedição
vai complementar as pesquisas realizadas pelo Ibama para a
criação
de duas reservas extrativistas-Resex na região da Terra do
Meio
no Pará. As unidades de conservação
serão criadas
entre os rios Xingu e Iriri, no município de Altamira e
terão
aproximadamente 600 mil hectares. Da
Agência Brasil,
3/7/2005..[+]
mídia
Diário do
Pará proíbe votação do
Sindicato
A presidente
da Comissão Eleitoral do Sindicato dos Jornalistas no Estado
do
Pará, Elisabeth Mendes, denunciou "a atitude anti-sindical,
anti-democrática
e arbitrária cometida pelo grupo Rede Brasil
Amazônia (RBA),
de propriedade da família do deputado federal Jader
Barbalho, ex-governador
e ex-senador do Pará". No dia 30 de junho, a
direção
da RBA impediu a entrada da mesa receptora que funcionaria na sede do
jornal
Diário do Pará, que faz parte do grupo, nas
eleições
para renovação da diretoria do Sindicato. Segundo
a entidade,
o diretor da empresa, Camilo Centeno, se limitou a informar
à mesa
que o funcionamento da urna estava proibido "por divergências
da
empresa com a presidente do Sindicato".
A entidade
ressaltou que 30 dias antes do pleito a empresa foi informada pela
Comissão
Eleitoral que a urna funcionaria no jornal, conforme decisão
da
assembléia geral da categoria, não tendo a RBA
manifestado
discordância até o momento da chegada da mesa ao
local. A
Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)
afirmou que "o
ato é grave, e demonstra a intolerância e a
incapacidade de
convivência de determinados grupos políticos e
empresarias
de comunicação com entidades sindicais combativas
e, efetivamente,
representativas da categoria. A decisão do grupo RBA fere o
direito
de manifestação e atenta contra a livre
organização
sindical dos trabalhadores". As informações
são do
site O Jornalista. (2005)
injustiça
Jornalista
é condenado no Pará
O jornalista paraense Lúcio
Flávio Pinto foi condenado pela Justiça do
Pará a
pagar indenização por danos morais ao empreiteiro
Cecílio
do Rego Almeida, dono da empresa C. R. Almeida, informou o site O
JORNALISTA
em
26/6. Em matéria publicada em 2000 em seu Jornal
Pessoal,
o jornalista denunciou grilagem de terras praticada pela empresa, cujo
nome está inscrito no Livro Branco da Grilagem no Brasil,
editado
pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário em
2002. Clique
aqui para ler a íntegra
da nota divulgada pelo jornalista em 26/6/2005.
ataque
Sindicato repudia
atentado à liberdade de imprensa
O Sindicato
dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) divulgou nota
no final
de junho manifestando "veemente repúdio" à
decisão
do juiz Almilcar Guimarães, da 4ª Vara
Cível do Fórum
de Belém, que emitiu sentença condenando o
jornalista Lúcio
Flávio Pinto a pagar indenização ao
empresário
Cecílio do Rego Almeida, proprietário da
construtora C. R.
Almeida. A ação, por danos morais, tem como alvo
uma matéria
publicada no Jornal Pessoal, em 2000. Da redação,
24/6/2005..[+]
violência
no campo
Conflito se agrava
no Pará
A
ação
da polícia militar vai continuar. Esta é a
decisão
externada na manhã de ontem, 09, pelo secretário
de segurança
do Pará, Manoel Santino, após reunião
com ouvidor
agrário nacional, Gersino da Silva Filho, em
Belém. Hoje,
a reunião será em Marabá. A
ação teve
início no sábado, 05, e já contabiliza
a primeira
execução. Segundo o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem
Terra (MST), trata-se do sindicalista do município de
Parauapebas
conhecido como Antonio do Alho. O sindicalista foi executado na noite
da
última quarta-feira, 08. Da
Agência ADITAL, 10/6/2005..[+]
cidadania
Histórias
de vidas sem registro
RIO e
QUATIPURU (PA). No Rio, Rosângela, mãe de
Patrícia,
avó de Henrique, Patrick e Cauã. Em Quatipuru, no
Pará,
Antônia, mãe de Ana Lúcia,
avó de Luís
Fernando e Sandro. Separadas por cerca de 3.200 quilômetros,
as duas
famílias têm mais do que a miséria em
comum: têm
três gerações de brasileiros sem
registro de nascimento.
Pessoas que, mesmo contadas pelo Censo oficial, não existem
oficialmente
como cidadãs. Do jornal O Globo,
29/5/2005..[+]
trabalho
escravo
Empresa é
condenada a pagar maior multa já aplicada em casos de
trabalho escravo
A 2ª
Vara do Trabalho de Marabá (PA) condenou nesta sexta (13/5)
a empresa
Lima Araújo Agropecuária a pagar R$ 3
milhões por
escravizar cerca de 180 trabalhadores. A multa por danos morais
coletivos
é a maior já aplicada pela Justiça
brasileira em casos
como esse. Ainda cabe recurso, mas, caso a decisão seja
mantida,
a multa será destinada ao Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT).
Da
Agência Brasil,
13/5/2005..[+]
Fiscal conta que
trabalhadores chegaram a viver em curral
A empresa
Lima Araújo Agropecuária, condenada nesta sexta
(13/5) a
pagar R$ 3 milhões pela prática de
escravidão, chegou
a manter os trabalhadores morando em currais. A
situação
foi testemunhada pela fiscal do Ministério do Trabalho
Marinalva
Cardoso Dantas. Ela participou da equipe que em 2001 esteve nas duas
fazendas
da empresa, localizadas no sul do Pará. Da
Agência Brasil,
13/5/2005..[+]
caso dorothy
Reviravolta no caso
Irmã Dorothy
Entidades
de defesa dos direitos humanos temem que esteja ocorrendo uma
reviravolta
no caso da Irmã Dorothy Mae Stang, com a
criminalização
das testemunhas de acusação. Isso
poderá gerar retardamentos
processuais e mesmo a soltura dos acusados. Entidades de direitos
humanos
pedem federalização do processo. Da
redação,
6/5/2005..[+]
violência
no campo
Número de
conflitos no campo é o maior dos últimos 20 anos
de registro
O assassinato
de Irmã Dorothy Stang - agente da Comissão
Pastoral da Terra
-, em 12 de fevereiro deste ano, escancarou para a sociedade
brasileira,
e para aqueles que ainda teimam em não querer ver, a
realidade de
violência no campo brasileiro. Os dados de 2004 deixam claro
que
os conflitos e a violência se mantêm em patamares
elevados.
Análise dos números revela ainda que os
índices de
conflitividade (número dos conflitos em
relação ao
número da população rural)
são maiores onde
se dá a expansão do agronegócio,
notadamente nos três
estados da região Centro-Oeste. Da Comissão
Pastoral da
Terra, 19/4/2005..[+]
direitos
humanos
''As ameaças
continuam no Pará''
O rosto
tem as marcas da batalha. Na voz, mansa, os sinais de
cansaço. Mas
para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do
Pará,
Maria Joel da Costa, de 41 anos, a luta pelos direitos dos
trabalhadores
rurais não pode parar, nem com as sucessivas
ameaças de morte.
Eleita em 2002, sua fonte foi o sangue do marido. No dia 21 de novembro
de 2000, seu companheiro, José Dutra da Costa,
então presidente
do sindicato que hoje ela lidera, foi assassinado na porta de casa, com
três tiros. Cinco anos depois, o executor Wellington Silva
é
o único preso. Do
Jornal do Brasil, 10/4..[+]
Em busca de ossadas
no Pará
BRASÍLIA.
Em silêncio, de forma secreta, a Polícia Federal e
o Exército
estão mapeando os cemitérios clandestinos no
Pará.
Já começaram a desenterrar ossadas de
vítimas despejadas
pelos pistoleiros. A Operação
Pacificação -
iniciada após o assassinato da missionária
americana Dorothy
Stang - já mapeou três cemitérios
clandestinos e, na
quarta-feira, desenterrou ossadas em um deles. Do
Jornal do Brasil,
3/4..[+]
CPT: ameaças
de morte continuam no Pará
ALTAMIRA
(PA). A Comissão Pastoral da Terra (CPT) entregou ao chefe
do Gabinete
de Segurança Institucional (GSI) da Presidência,
general Jorge
Armando Félix, uma relação contendo
novos nomes de
agricultores e posseiros de terra no Pará que correm risco
de vida.
O documento relata a situação dos colonos que
moram no Projeto
de Assentamento Manduacari. São casos de ameaças
de morte
e tentativas de homicídio sofridas pelos lavradores e
também
por religiosos. Do jornal O Globo, 7/3..[+]
Força-tarefa
para caçar madeireiros
Com a
ajuda do Exército, as polícias Federal, Civil e
Militar abriram
a temporada de caça aos madeireiros ilegais na
Amazônia. A
Operação Pacificação
planeja cumprir ao menos
50 mandados de prisão nas regiões Sul, Sudoeste e
Oeste do
Pará. Do
Jornal do Brasil, 4/3..[+]
Jean-Pierre
Leroy
Brasil exige mudanças
urgentes no Pará
Jean-Pierre
Leroy, coordenador do Projeto Brasil Sustentável e
Democrático,
tem uma longa trajetória em defesa da Amazônia. Em
entrevista
ao Fase Notícias, conta como sua experiência na
Relatoria
para o Direito ao Meio Ambiente o fez ver de perto as corriqueiras
ameaças
de morte no Pará; analisa as relações
sociais e os
processos que levam à explosão da
violência no campo;
aponta como o poder público deve agir em um caso extremo
como esta
seqüência de assassinatos dos últimos
dias; defende a
sustentabilidade sócio-ambiental e denuncia a balela do
desenvolvimento
da Amazônia. "Isso que se chama de desenvolvimento da
Amazônia
não é desenvolvimento, é banditismo e
ponto final".
Por Fausto Oliveira, fev/2005..[+]
Prefeito é
citado por acusados de matar freira
Após
depoimento, o senador Demóstenes Torres informou que dois
acusados
de executar mencionaram o envolvimento do prefeito de Anapu, Luiz dos
Reis
Carvalho (PTB), no caso. Político estava presente na
audiência
e nega acusações. Da
Agência Brasil,
28/2..[+]
“Minha cabeça
vale R$ 100 mil, mas não tenho medo”
Com 87
mortes, Xinguara é o município brasileiro com o
maior número
de assassinatos ligados à disputa de terras no
período de
1985 a 2003. É neste ninho de crimes, no Sul do
Pará, que
o frei Henri des Roziers luta há 15 anos pela
regularização
de assentamentos dos sem-terra e contra a
utilização de mão-de-obra
escrava. Advogado e lider da Comissão Pastoral da Terra
(CPT), o
religioso de 75 anos está, como centenas de outros
militantes, ameaçado
de morte. Do
Jornal do Brasil, 27/2..[+]
Desde 2003, governo
tem relatório que liga políticos a rede de crimes
no Pará
Relatório
de agosto de 2003, produzido pelo Ministério
Público Federal,
informou ao governo federal a escalada do crime organizado na Terra do
Meio, no Pará, onde foi assassinada a freira norte-americana
Dorothy
Stang. O documento responsabiliza pela violência na
região
seis empresários - Moisés Carvalho Pereira,
Walteir Gomes
Rezende, Antônio Lucena Barros, Osmar Alves Ferreira,
Leonardo Dias
Mendonça e Wilson Moreira Torres -, todos acusados por
exploração
ilegal de mogno e tráfico de drogas. O relatório
vincula
todos eles ao deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA). D'O
Estado
de S. Paulo, 23/2..[+]
Santarém prepara
protestos contra grilagem e ameaças
Em virtude
da situação de extrema violência no
campo registrada
e divulgada na mídia e das ameaças que a diretora
do Sindicato
de Trabalhadores Rurais de Santarém também vem
sofrendo por
parte de madeireiros ilegais e grileiros da região -
além
de casas e barraco de agricultores queimados por capangas, do
assasinato
do agricultor José Orlando em Corta Corda sem
punição
e, mais recentemente, da Irmã Dorothy Stang - o sindicato
sentiram
a necessidade de tornar pública uma luta de muitos anos para
que
situações como as de Anapu e Xapuri
não mais se repitam.
Para tanto,
o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém
está convidando
outras instituições civis para apoiarem a
“Manifestação
contra a Grilagem de Terras em Santarém”,
programada para o dia
8 de março de 2005. Além da solidariedade, pedem
o estudo
da possibilidade de ajuda financeira para
realização do ato.
Acima disso, porém, está o apoio, a solidariedade
e a presença
política no evento. Informações com
Maria Ivete Bastos
dos Santos no str@netsan.com.br
; Do
GTA, 23/2..[+]
Violência
rural, impunidade e federalização
Exército
marcha em Anapu (PA), onde a freira Dorothy Stang foi assassinada.
Prisão
de dois suspeitos pelo crime deve trazer mais dados sobre a grilagem de
terras na região, dando impulso à
federalização
do processo, ou seja, o deslocamento da
investigação e do
julgamento da Justiça estadual para a federal. Leia a
análise
de Flávia Piovesan, especial para a Agência
Carta Maior,
21/2..[+]
''O
poder público induz ao conflito''
O jornalista
e sociólogo Lúcio Flávio Pinto dedicou
sua vida a
contar os caminhos e descaminhos das disputas de terra na
Amazônia,
sobretudo no Pará. Aos 55 anos, 39 deles dedicados ao
jornalismo,
acumula quatro prêmios Esso de reportagem e 10 livros sobre a
região,
entre eles Amazônia: o anteato da
destruição e CVRD:
a sigla do enclave na Amazônia, obra mais recente, que trata
da Vale
do Rio Doce. "A Vale é maior que o estado do
Pará. No ano
passado, foi responsável por 10% do lucro líquido
do país,
e um terço disso saiu daqui. Ainda assim, o Pará
é
o 16º estado em Índice de Desenvolvimento Humano e
o 19º
em Índice de Desenvolvimento Juvenil. O efeito dessa riqueza
não
fica no estado". Do
Jornal do Brasil, 21/2..[+]
O que
o governo estadual paraense tem feito para evitar esses crimes?
"Rigorosamente
nada. Nesse período, o governador e mais quatro
secretários
de estado passaram 23 dias, com diárias de US$ 400, em Paris
e Madrid,
alegadamente promovendo o turismo no Estado. O governador estava
tirando
suas férias na Europa e um secretário como o
executivo de
Cultura foi com 23 diárias e levou a mulher, por conta do
poder
público. A mulher é uma chefe de departamento de
patrimônio
da secretaria dele. Parece que nós estamos na corte de
Versalhes:
enquanto o povo está numa condição
terrível,
Maria Antonieta acha que pode resolver a situação
com brioches".
Lúcio Flávio Pinto, no
Jornal do Brasil, 21/2..[+]
Padre
paraense sofre ameaças
''A gente
também se coloca à
disposição de lutar pela
vida. Se o nosso destino for esse, paciência, outros aparecem
e tocam
a luta''. É assim que José Amaro Lopes de Sousa,
o padre
Amaro, encara as constantes ameaças de morte que recebe. Do
Jornal
do Brasil, 21/2..[+]
Grupo
de trabalho vai combater a violação dos direitos
humanos
no Pará
BRASÍLIA.
Um grupo de trabalho, criado no âmbito da Secretaria Especial
dos
Direitos Humanos, vai monitorar a violação de
direitos humanos
no estado do Pará, e sugerir ao poder público
local medidas
necessárias para o combate a esses crimes. Entre as
principais atribuições,
está o encaminhamento às autoridades estaduais
dos pedidos
de proteção a pessoas ameaçadas na
região,
assim como o monitoramento das ações. Da
Agência
Brasil, 19/2..[+]
No Pará, os
assassinatos continuam
“É
necessário ir além da morte. O que
está por trás
não é só o mandante, mas toda uma
estrutura que não
envolve só o Estado do Pará, mas todo o
Brasil”, diz dom
Tomás Balduíno. A afirmação
do presidente da
Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra as duas principais
causas
de crimes como o assassinato da irmã Dorothy Stang,
estadunidense
naturalizada brasileira, dia 12, em Anapu, (PA). Uma é a
tradicional
impunidade dos latifundiários, outra é a falta de
regularização
da posse da terra. Do
Brasil de Fato, 17/2..[+]
Chega
de sangue e impunidade na Amazônia!
O cruel assassinato da Irmã
Dorothy Stang, missionária americana naturalizada
brasileira, ocorrido
no último dia 12 de fevereiro, foi mais um
capítulo das histórias
de violência, assassinatos, grilagem de terras, trabalho
escravo
e destruição que assolam a Amazônia. A
comoção
mundial e a mobilização popular em torno do caso
foram fundamentais
para que as autoridades finalmente adotassem atitudes mais efetivas
para
proteger a Amazônia e garantir a segurança de seus
habitantes,
que dela dependem para sobreviver. Mais de 15 mil mensagens de protesto
já foram enviadas pelo site do Greenpeace, exigindo dos
governos
federal e do estado do Pará medidas urgentes e concretas
para dar
um basta à violência na região.
Há anos o Greenpeace
vem denunciando os problemas da região e tem trabalhado com
comunidades
locais para defender a floresta e seus habitantes. Em outubro de 2001,
durante expedição de nosso navio MV Arctic
Sunrise, foi lançado
o relatório "Parceiros
no Crime", denunciando os "acordos de cavalheiros" e outros
conchavos
estabelecidos entre madeireiros da região para acobertar
crimes
ligados à extração ilegal de madeira,
de mogno principalmente.
Em dezembro de 2003, também durante uma de nossas
expedições,
foi lançado o relatório "Pará:
Estado de Conflito", que denunciava todo esse quadro de
violência
- ameaças, assassinatos, escravidão, grilagem de
terras e
outros crimes - no Pará, onde a Irmã Dorothy foi
assassinada.
Saiba
mais
tacape liberal
I
Comunicado ao público
Há
17 anos assumi com a sociedade o compromisso de manter um jornal que
tivesse
como único compromisso divulgar a verdade e só a
verdade.
Para não sofrer nenhum tipo de
restrição, o Jornal
Pessoal, fundado em setembro de 1997, nunca aceitou
publicidade e jamais
condicionou a apuração dos fatos a fatores
subjetivos e objetivos
condicionantes. O limite da sua atuação sempre
foi sua capacidade
de investigação e raciocínio. Por Lúcio
Flávio Pinto, jornalista em Belém (PA),
25/1/2005..[+]
tacape liberal
II
Executivo de ‘O
Liberal’ comanda espancamento de jornalista
O jornalista
Lúcio Flávio Pinto foi agredido fisicamente e
ameaçado
de morte, ontem, pelo empresário Ronaldo Maiorana,
diretor-editor-corporativo
do jornal O Liberal, principal veículo das
Organizações
Romulo Maiorana (ORM). Participaram do espancamento dois
seguranças
que acompanhavam o empresário, ambos policiais militares. O
ataque
aconteceu no Restô do Parque, que funciona dentro do Parque
da Residência,
antiga residência oficial do governador do Estado e onde hoje
está
a sede da Secretaria Executiva de Cultura, que administra o
espaço.
Do Diário do Pará, 22/1/2005..[+]
artigo
O rei da quitanda
O poder
de Romulo Maiorana Júnior, o principal executivo do maior
grupo
de comunicação do Norte do país,
contrasta com a situação
de um Estado destituído de informação,
de opinião
e de posição. O grupo Liberal
é mais poderoso
do que o Estado no qual atua; A TV Liberal é uma das
afiliadas da
Rede Globo de Televisão (...) Por Lúcio
Flávio
Pinto, no Jornal Pessoal, em 18/1/2005..[+]
Pastoral
da Terra denuncia expulsão
de ribeirinhos
A Comissão Pastoral da
Terra de Altamira, no sudoeste do Pará, denunciou que dez
famílias
de agricultores e ribeirinhos que vivem há mais de 20 anos
ao longo
do Rio Xingu foram expulsas por policiais militares e homens fortemente
armados. Desde agosto do ano passado, pistoleiros a serviço
da empresa
Incenxil, pertencente ao grupo CR Almeida, vêm derrubando e
queimando
as casas onde os agricultores moram. Do
Sindijus-PR,
17/1..[+]
destaque
Um Brasil
sem lei
RONDON
DO PARÁ. Eles ficaram ricos há menos de 30 anos
com o desmatamento
da Amazônia, entre o Sul e o Sudeste do Pará.
Hoje, mandam
e desmandam, inclusive na polícia e na Justiça.
Os novos
coronéis, grileiros de grandes extensões de
terras, formam
grupos, mandam matar, ameaçam, escravizam, intimidam e ficam
impunes,
no estilo dos velhos coronéis feudais. Só em
Rondon do Pará,
com menos de 40 mil moradores, nos últimos 11 meses eles
teriam
ordenado 15 assassinatos, nenhum deles investigado até hoje,
segundo
o Ministério Público Estadual (MPE).
É
este Brasil, tão escondido na Amazônia Legal, que
desponta
nas páginas de um relatório levado à
Organização
dos Estados Americanos (OEA) este mês por três
entidades brasileiras:
Comissão Pastoral da Terra (CPT), Terra de Direitos e Centro
de
Justiça Global. A petição é
para que o governo
seja responsabilizado e condenado num tribunal internacional por
permitir
a impunidade. Do jornal O Globo, 16/1..[+]
Mulheres juradas
de morte
RONDON
DO PARÁ. Três mulheres encabeçam a
lista de pessoas
juradas de morte na região de Rondon do Pará.
Todas elas
são mães, camponesas e líderes
sindicais. Sem curso
primário concluído, ainda não
conseguiram ler as centenas
de cartas de apoio que têm recebido de todo o mundo,
graças
a uma campanha da Anistia Internacional. O objetivo, já que
elas
não têm segurança, é criar
uma espécie
de blindagem: mortas, virariam heroínas, incentivando a luta
pela
reforma agrária. Apenas uma delas, Maria Joel Dias da Costa,
a Joelma,
de 41 anos e mãe de quatro filhos, tem
proteção de
um policial militar. Mesmo assim, continua recebendo
ameaças. Do
jornal O Globo, 16/1..[+]
Líder sindical
é assassinado em Castanhal
O
líder
sindical Ivandro Rodrigues foi assassinado no último domingo
em
Cupiúba, interior do município de Castanhal (PA).
O sindicalista
foi executado dentro de sua casa por um homem encapuzado, que disparou
seis tiros. A morte de Rodrigues, pai de cinco filhos, chocou a
região
visto. O clima é tenso e os trabalhadores e dois suspeitos
já
foram presos. Segundo informações, a suspeita
recai sobre
um grupo de fazendeiros da região, que iniciaram uma
ofensiva contra
as organizações de camponeses instaladas no
nordeste paraense.
Do
Portal do MST, 11/1..[+]
2004
MST
afirma que não apoiou indicação
de superintendente do Incra
MST rebate informações
divulgadas por jornal paulistano e afirma que nunca indicou o nome de
Roberto
Faro, preso sob acusação de quadrilha de grilagem
de terra,
ao cargo de superintendente do Incra do Pará.—.Adital,
10/12/2004
PF
prende 18 suspeitos de grilagem
A Polícia Federal prendeu
hoje o superintendente e o superintendente adjunto do Instituto
Nacional
de Colonização e Reforma Agrária
(Incra) no Pará,
juntamente com mais 16 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha
especializada
em grilagem de terras públicas no Oeste do Estado,
especialmente
na cidade de Santarém..—.Agência
Brasil, 7/12/2004
Caso do Eldorado
de Carajás terá novo julgamento no dia 19
Acusados
do massacre em Eldorado do Carajás, no Pará,
terão
novo julgamento no próximo dia 19. Há mais de
oito anos,
21 trabalhadores rurais foram mortos e o crime continua impune.—.Adital,
16/11/2004
Trabalhadores escravos
são libertados no Pará
Mais de
cem lavradores, entre eles menores, estavam em alojamento com
péssimas
condições de higiene e sem água.—.O
Globo, 16/11/2004
Governo libera R$ 200 milhões
para ensino médio
Medida irá beneficiar
os estados do Nordeste e o Pará. Segundo dados do MEC, 75%
dos estudantes
nordestinos estão em estágio crítico
ou muito crítico
de aprendizagem.—.Agência
Brasil, 12/11/2004
Empregados
em serviço degradante no PA são resgatados
O Grupo
Móvel de Combate ao Trabalho Escravo do
Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE) retirou, nesta quarta-feira (10/11), 16 empregados
braçais
submetidos a trabalho degradante de uma fazenda, em São
Geraldo
do Araguaia, sul do Pará. A rescisão contratual
dos trabalhadores
braçais foi calculada em R$ 28 mil e ficou de ser paga nesta
quinta-feira
(11/11), na agência do MTE em Araguaína (TO). Os
trabalhadores
foram levados para um hotel, em São Geraldo do Araguaia, com
as
despesas pagas pelos responsáveis pela fazenda..—.Consultor
Jurídico, 11/11
Hanseníase:
a marca da miséria amazônica
Lúcio
Flávio Pinto. Um em cada cinco habitantes do
Pará está
ameaçado de contaminação pela
hanseníase, a
denominação técnica dada à
antiga lepra para
reduzir o impacto psicológico negativo do seu nome.
São 1,5
milhão de pessoas (24% da população
paraense), que
moram em 45 dos 143 municípios do Estado, nos quais o
índice
de prevalência da doença é de mais de
20 casos por
mil habitantes, índice cinco vezes superior ao normal,
segundo o
padrão da Organização Mundial da
Saúde. A esmagadora
maioria dos municípios se situa nas áreas de
expansão
da fronteira econômica no Pará. Assim, se as
atividades pioneiras
que neles são realizadas beneficiam alguém,
não é
o próprio morador da região..—.Adital,
9/11/2004
Cresce
número de iniciativas para
evitar desperdício de alimentos
Cresce o mutirão dos
paraenses contra o desperdício de alimentos e a favor dos
projetos
que tentam reduzir a fome de milhares de pessoas pobres. As marcas
desse
movimento estão na Central de Abastecimento do
Pará (Ceasa),
na Associação de Distribuidores e Atacados do
Pará
(Adapa) e em dezenas de empresas. Pessoas e empresas que fazem
programas
como Feira Solidária, da Ceasa, e Mesa Brasil, do Sesc
(Serviço
Social do Comércio), beneficiam 93
instituições filantrópicas
da Grande Belém. Mesmo assim, mais de seis toneladas de
hortigranjeiros
ainda vão para o lixo em Belém..—.Instituto
Akatu, 8/11
MST
do Pará pede vistoria na Fazenda
Peruano
O ouvidor agrário nacional,
Gersino Filho, prometeu ontem liberar cestas básicas para os
trabalhadores
Sem Terra da região de Eldorado dos Carajás, no
sul do Pará.
Gersino também se comprometeu em discutir a
desapropriação
da Fazeda Peruano, ocupada pelo MST desde abril e de propriedade do
pecuarista
Evandro Mutran..—.MST.org.br,
4/11
Carajás:
Impunidade criminosa
Dia 19 de novembro, o Tribunal
de Justiça do Estado do Pará retoma o julgamento
do Massacre
de Eldorado dos Carajás, ocorrido há oito anos e
no qual
foram assassinados pela Polícia Militar 19 trabalhadores
ligados
ao MST. Agora serão julgadas as
apelações das partes
ao que foi decidido pelo Tribunal do Júri de
Belém, em 2002.
A novela continua sem culpados na cadeia..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 4/11
Paraenses
na luta pela preservação
ambiental
A correspondente Cyberela de
Santarém (PA), Lígia Apel, traz entrevistas
especiais para
a Rádio Fala Mulher.com sobre os dez anos do Projeto
Várzea
e os trinta anos de luta pela Florestas Nacional dos Tapajós..—.Sintonia
Digital, 8/10
445
fazendas utilizam trabalho escravo
no Pará
Entre 1969 e 2004 foram identificadas
445 fazendas que utilizam o trabalho escravo no Pará. Os
dados foram
recolhidos pelo Pe. Ricardo Rezende Figueira, da Diocese de
Conceição
do Araguaia.—.MST.org.br,
27/9
Ministro
da Justiça declara seis
terras indígenas
O Diário Oficial da União
de ontem (22/9) publicou portarias assinadas pelo ministro Marcio
Thomaz
Bastos declarando de posse permanente indígena
três terras
no Amazonas, uma em Pernambuco, uma no Pará e uma na Bahia,
totalizando
1.230.697 hectares.—.Instituto
Socioambiental, 23/9
Fundo Dema abre
seleção
para projetos na Amazônia paraense
O
comitê
gestor do Fundo Dema acaba de publicar o edital para a primeira
seleção
de projetos. Do dia 1º deste mês em diante, o Fundo
já
recebe solicitações de apoio para projetos
provenientes dos
municípios da Amazônia paraense, que têm
prioridadede
acordo com seu regulamento interno. Os projetos selecionados
serão
os primeiros a se realizarem impactos sociais positivos com o dinheiro
da compensação pelo corte irregular de mogno do
Pará..—.FASE,
17/9
Governo paraense
autoriza desocupação de 40 fazendas
Da
redação, 17/9/2004. O governador do
Pará, Simão
Jatene (PSDB), autorizou, na semana passada, a Polícia
Militar a
promover a desocupação de 40 fazendas ocupadas
por agricultores
ligados ao MST e à Federação dos
Trabalhadores na
Agricultura (Fetagri), sendo que duas são projetos de
assentamento
já homologados pelo Incra..[+]
Repórter é
ameaçado por denunciar crimes na Amazônia
Em uma entrevista recente à
revista Caros Amigos, o jornalista Lúcio
Flávio Pinto,
que enfrentou 15 processos judiciais desde 1992, falou sobre a
perseguição
e as ameaças que vem sofrendo por causa de seu trabalho. Na
entrevista,
o jornalista afirma que é constantemente perseguido e
ameaçado
pelas denúncias que tem feito em reportagens investigativas,
especialmente
sobre grilagem e exploração ilegal de madeiras na
Amazônia.
Leia entrevista com o premiado jornalista sobre sua
trajetória na
profissão, os processos que enfrenta atualmente e os
problemas na
região amazônica. O site da revista é o
http://carosamigos.terra.com.br
Ibama
multa candidato a prefeito por extrair
madeira em reserva
O Ibama (Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) multou
em R$
1,2 milhão o madeireiro Walmir Climaco por desmatamento
ilegal no
Parque Nacional da Amazônia, no município de
Itaituba, sudoeste
do Pará. Climaco, que também é
candidato a prefeito
do município pelo PMDB, teria desmatado uma área
de 746 hectares
no parque. Ele também foi multado em R$ 182 mil por manter
600 metros
cúbicos de madeira sem comprovação de
origem..—.Folha
de S. Paulo, 26/8
Lúcio
Flávio Pinto
‘O
Judiciário é o principal
parceiro do grileiro na Amazônia’
Nosso entrevistado é
um homem gentil e de aspecto grave, daquele tipo de repórter
investigativo
que não se faz mais. Durante três horas de
conversa, ficou
claro porque o jornalista e sociólogo Lúcio
Flávio
Pinto, 54 anos, vive há quase duas décadas sob a
pressão
de vários processos judiciais. O motivo? Escrever em seu
Jornal
Pessoal, formato tablóide, com tiragem de 2 mil exemplares,
o que
ninguém mais tem coragem de publicar sobre os principais
conflitos
da região amazônica, como a grilagem de terra, a
exploração
ilegal de madeira e a conivência do Judiciário com
esses delitos..—.Caros
Amigos, 27/7
Garimpeiros
vendem parte de Serra Pelada
para americanos
A Cooperativa de Mineração
dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) assinou contrato com a
empresa
norte-americana de lapidação de pedras preciosas
Phoenix
Gems, no dia 5 de junho, para a exploração do
ouro remanescente
do garimpo de Serra Pelada, no sudoeste do Pará. Estimativas
não
oficiais indicam a existência de pelo menos 27 toneladas de
ouro
na área..—.Folha
de S. Paulo, 4/7/2004
PF
liberta 13 pessoas submetidas a trabalho
escravo no Pará
BELÉM. Agentes da Polícia
Federal encontraram 13 pessoas submetidas a trabalho escravo numa
fazenda
da Gleba 55, em Anapu, no sudoeste do Pará. A fazenda
pertence a
Regivaldo Galvão, conhecido por Taradão, um dos
envolvidos
nas fraudes contra a extinta Superintendência para o
Desenvolvimento
da Amazônia (Sudam). Era ele quem emprestava dinheiro a juros
aos
empresários que recebiam financiamentos. Entre os
trabalhadores
rurais libertados e levados para a cidade de Altamira havia mulheres e
crianças.
Da
Agência Estado,
26/6/2004..[+]
Entidades
denunciam política do
Governo Lula no setor energético
Fórum Nacional da Reforma
Agrária e Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB)
afirmam que
Governo Lula vai desalojar mais famílias com a
construção
de hidroelétricas do que a meta de assentamento do PNRA em
2004.
Da
redação, maio de 2004
Empossada
nova secretária-geral
da Organização do Tratado de
Cooperação Amazônica
(OTCA)
Com mandato de três anos,
renovável, a equatoriana Rosalía Arteaga, assume
a partir
da quarta-feira (5/5) o desafio de fazer do Tratado de
Cooperação
Amazônico, que em julho deste ano completa 26 anos, um
instrumento
efetivo para o desenvolvimento sustentável e integrado dos
oito
países membros, começando pela
aprovação do
plano estratégico da organização e
pela abertura à
participação da sociedade civil.—.Notícias
Socioambientais, 6/5/2004
2003
Pará
é condenado a indenizar vítimas de Eldorado dos
Carajás.[21.12]
Aprovada
criação de universidade no Oeste do
Pará.[15.12]
OAB-PA
lança prêmio de direitos humanos.[10.12]
Ministério
Público exige demolição de porto da
Cargill em Santarém.[10.12]
Juiz
solta 15 integrantes do MST no Pará.[04.12]
Fiscalização
liberta 31 trabalhadores escravos no Pará.[01.12]
Greenpeace
cobra solução para conflito no Pará.[28.11]
Universidade
regional para a Amazônia
Agência
Fapesp, 25 de novembro, 2003. Um modelo comum de universidade
e de
pesquisa para a região amazônica
começará a
ser discutido a partir desta quarta-feira (26/11), em Belém
(PA).
Pará:
Fazendeiros impedem ato contra trabalho escravo.[25.11]
Fazendeiro
acusado de mortes e escravização foge em
Marabá.[06.11]
Greenpeace
lança dossiê sobre ação de
madeireiras no Pará
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 4 de novembro, 2003. O Greenpeace
lançou nesta
segunda (3) em Belém (PA) o relatório
“Pará: Estado
de Conflito”, um extenso dossiê sobre a
máfia da grilagem,
a violência no campo, o avanço da
pecuária e da soja
sobre a floresta e a ação das madeireiras no
Estado.
Leia
aqui
Fórum
Panamazônico estreita relações com
América Central.[04.11]
Navio
do Greenpeace no Pará pressiona por reserva extrativista
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 3 de novembro, 2003. MV Arctic Sunrise parte
nesta terça
de Belém (PA) rumo a Porto de Moz, onde comunidades
tradicionais
vêm sendo ameaçadas por madeireiras. O objetivo do
Greenpeace
é apoiar a luta das comunidades pela
criação de reserva
extrativista de 1,3 milhão de hectares. Leia
aqui
FHC
e Almir Gabriel são "condenados" por crimes no
Pará
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 30 de outubro, 2003. O júri do
Tribunal Internacional
dos Crimes do Latifúndio do Pará considerou os
réus
Fernando Henrique Cardoso e Almir Gabriel culpados em todas as
acusações.
Um relatório dos autos do processo e o veredicto final
serão
encaminhados a organismos brasileiros e estrangeiros. Leia
aqui
Adolescentes
trocam a vida no lixão pelo plantio de mudas
Cidadania-e.com.br,
30 de outubro, 2003. Quarenta e três adolescentes, em busca
de uma
vida digna e longe de situações de risco,
fundaram recentemente
uma associação para produzir e comercializar
mudas de plantas
em Belém (PA). São ex-catadores de lixo do Aterro
Sanitário
do Aurá, que foram resgatados pela tecnologia social
“Sementes do
Amanhã”, da Prefeitura Municipal. Leia
aqui
Tribunal
no Pará mostra perseguição a sem-terra
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 29 de outubro, 2003. O Tribunal Internacional
dos Crimes
do Latifúndio do Pará, que começou
nesta quarta (29)
em Belém, apresentou graves acusações
de crimes e
violação de direitos humanos cometidos pelo poder
econômico
do latifúndio e acobertados pelo Judiciário no
Estado. Leia
aqui
Tribunal
de crimes agrários começa hoje em Belém
Portal
Amazônia, 27 de outubro, 2003. Durante as
sessões que
serão realizadas nos dois últimos dias do evento,
serão
julgados extra-oficialmente os crimes agrários cometidos no
Pará
nos últimos oito anos. Dados da Comissão Pastoral
da Terra
apontam que, neste período, 113 trabalhadores rurais foram
assassinados
no Estado. Leia
mais
Começa
Tribunal Internacional que julgará crimes no Pará.[27.10];
Endereço
oficial do Tribunal
Transamazônica
continua bloqueada, e ministros vão ao Pará.[22.10]
anapu
Seringueiros
bloqueiam rodovia Transamazônica
Agência
Carta Maior, 21 de outubro, 2003. Agricultores, seringueiros
e extrativistas
fecharam nesta terça a rodovia Transamazônica, no
município
de Anapu. A região sofre violenta onda de invasão
de terras,
de desmatamento, de trabalho escravo, de expulsão de
comunidades
tradicionais e indígenas, dizem líderes locais.
Leia
mais
Cultura
japonesa ganha festival em Belém
16 maio
2003. Amantes da cultura japonesa aprendem, além da
tradicional
arte do origami - que envolve a técnica de dobrar papel e
transformá-lo
em figuras -, algumas palavras escritas em kanji, um dos três
tipos
de caligrafia usados no Japão.
Leia
mais
Agricultor
é morto em ação de despejo no
Pará
JB,
5 maio 2003. O agricultor José Orlando de Souza foi morto
hoje pela
Polícia Militar na comunidade de Corta Corta, a 200
quilômetros
de Santarém, no Oeste do Pará. Ele teria reagido
a ação
de despejo e trocado tiros com os policiais. A morte do agricultor pode
confirmar as denúncias de que, no Oeste do Pará,
é
comum a ação de grileiros de terra, procedentes
do Sul do
país e do Estado de Mato Grosso, interessados na
exploração
de ouro. Leia
mais
Ministério
liberta 67 trabalhadores escravos no Pará
5 maio
2003. O Grupo de Fiscalização Móvel do
Ministério
do Trabalho libertou, neste domingo (04), 67 trabalhadores em duas
fazendas
em Marabá, no sul do Pará.
Leia
mais
Trabalhadores
em regime de escravidão são libertados de
assentamento do
Incra no oeste do Pará
22 abril
2003. Fiscais do Ministério do Trabalho e agentes da
Polícia
Federal descobriram no assentamento do Incra, chamado de Gleba Pacoval,
na região de Curuá-Una, a 150 km de
Santarém, no oeste
do Pará, cerca de 70 trabalhadores que eram mantidos em
regime de
escravidão; Ministro do TST pede plano urgente. Leia
mais
Impunidade
de Eldorado do Carajás
14 abril
2003. Trabalhadores marcham em direção
à Belém
em protesto. Para o MST, o julgamento dos policiais envolvidos no
massacre,
realizado em maio de 2002, foi uma farsa. Leia
mais
Líder
comunitário é
executado no sul do Pará
O líder
comunitário
Antonio Arruda, 59 anos, administrador da Vila Itainópolis,
mineiro,
foi executado com dois tiros de pistola disparados quase à
queima
roupa. O crime aconteceu na porta da casa da vítima, na
própria
Vila Itainópolis, zona rural de Marabá
à cerca de
100 quilômetros da sede do município. Foi o o
segundo caso
registrado em apenas uma semana na região de
Marabá, no sul
do Pará. Ao ser baleado, Arruda estava com uma neta no colo,
que
também foi atingida. Fabiana, de apenas um ano e seis meses
de idade,
teve a perna amputada em razão do tiro que levou e cujo
projétil
ficou alojado no joelho. Outro filho da vítima, Minervino
Souza
Neto, 23, também foi baleado mas sem gravidade. O crime
está
sendo investigado pelo delegado João de Deus Damasceno,
titular
da delegacia Municipal de Marabá..(Da
redação, 14/4/2003)
Trabalho
escravo no Pará é debatido em comissão
9 abril
2003. Das mais de 700 propriedades rurais autuadas pelo
Ministério
do Trabalho de 1995 a 2002, 80% estão no Estado. De acordo
com a
Comissão Pastoral da Terra, das 25 mil pessoas que trabalham
no
Brasil em regime de escravidão, os mesmos 80%, ou seja, 20
mil trabalhadores
estão no estado do Pará.
Leia
mais
Embrapa
lança livro infantil sobre processo de
conservação
florestal no Pará
31
março
2003. A influência dos homens, dos animais e das plantas no
processo
de conservação da floresta é o tema de
livro infantil
do Projeto Dendrogene. Leia
mais
Pará
supera a linha da pobreza
18 de
fevereiro de 2003. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
mede
a pobreza e a qualidade de vida das pessoas. Medido pelo Instituto
Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), o IDH é
estabelecido com
base na longevidade, educação e renda. No
Pará, houve
um crescimento na melhoria da qualidade de vida da
população.
As pesquisas mostram que, em 1991, dos 109 municípios
existentes
no Pará na época, 65 tinham IDH inferior a 0.5,
abaixo da
linha de pobreza. Em 2000, as estatísticas mostraram que
todos os
143 municípios registraram avanços na qualidade
de vida,
ficando acima do índice de 0.5. Segundo o governador do
Pará
"isso significa que quando o povo se une em defesa de um projeto, ele
é
capaz de superar as dificuldades".
Trote
Cidadão nas boas vindas aos calouros da UEPA
14 de fevereiro, 2003. Cerca
de 300 quilos de alimentos arrecadados por alunos da Universidade do
Estado
do Pará (UEPA) serão distribuídos no
abrigo Santa
Luiza de Marillac.
Ministro
da Justiça recebe comissão que quer
providência para
a situação em Serra Pelada
30 de
janeiro de 2003. O ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos,
recebeu nesta quinta-feira (30/01) o presidente da Comissão
de Direitos
Humanos, Orlando Fantazzini (PT/SP) e uma comissão de 24
garimpeiros
que reivindicam providências para os conflitos do garimpo de
Serra
Pelada, no Sul do Pará. Fantazzini defende a
federalização
dos crimes praticados contra os direitos humanos. Leia
mais
2002
Crianças
sobrevivem do lixão
22 de
abril de 2002. Uma equipe de auditores-fiscais da Delegacia Regional do
Trabalho (PA) esteve fiscalizando o trabalho infantil no
município
de Altamira, no oeste do Estado. Os fiscais visitaram o mercado e a
feira
municipal, orla do cais do porto, empresas de lavagem e
lubrificação
de carros e lixão do município. Foi nesse
último local
que a fiscalização encontrou o maior
número de crianças
e adolescentes. Leia
mais
06.05.2002
- Cientistas
descobrem vulcão no interior do Pará
09.04.2002
- Produtos
do Pará invadem mercados da Europa e EUA
08.04.2002
- Escolas
do Pará ganham livros adaptados para o braile
23.03.2002
- Pará
é referência nacional na assistência a
doenças
da infância
19.03.2002
- Embaixador
de Marrocos faz sua primeira visita ao Pará
26.02.2002
-
Preguiça
gingante encontrada no Pará viveu há mais de 13
mil anos
Consciência.Net |