Mato Grosso do Sul, Brasil
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DIREITOS HUMANOS # 27/11/2006
Homens armados invadem aldeia Guarani-Kaiowá disparando tiros

Na noite do último sábado, dia 23 de novembro, por volta das 21 horas, a aldeia Passo Piraju, do povo Guarani-Kaiowá, em Porto Cambira, município de Douradas (MS), foi invadida por cerca de 10 homens armados que montados a cavalo disparam dezenas de tiros contra a comunidade..[+]

indígenas
Índio morre durante confronto em MS

O índio guarani-caiuá Dorvalino da Rocha, 39, foi morto com um tiro no peito hoje à tarde no município de Antônio João (MS), região de fronteira com o Paraguai, durante confronto com seguranças de uma fazenda, informou a Polícia Militar. Rocha estava entre os 700 índios que foram retirados de três fazendas, no dia 15 passado, pela Polícia Federal, numa operação desencadeada por determinação da Justiça e que reuniu 150 homens, incluindo policiais militares. Matéria de Hudson Corrêa, da Agência Folha, 24/12/2005.

Guarani Kaiowá expulsam madeireiros invasores de suas terras

Lideranças do povo Guarani Kaiowá apreenderam dois tratores e diversos maquinários que faziam extração ilegal de madeira dentro de sua terra tradicional, Nhanderu Marangatu, localizada no município Antônio João (MS). Os invasores foram expulsos por um grupo de Guarani Kaiowá no último dia 14 de outubro. Da Agência Consciência.Net, em 24/10/2005.

Povo Guarani em campanha pela demarcação da terra Yvy Katu

Mais uma vez, os Guarani que vivem no Mato Grosso do Sul podem ser despejados de suas próprias terras tradicionais, retomadas por eles em 2003. Os fazendeiros que ocupavam a terra indígena Yvy Katu entraram na justiça com ações de reintegração de posse. A Justiça Federal aceitou os pedidos, concedendo medida liminar que foi confirmada em segunda instância (pelo Tribunal Regional Federal da 3a. Região, em São Paulo). Com base nestas decisões, o cumprimento da reintegração de posse está previsto para acontecer na primeira semana de setembro. Se isso acontecer, indígenas e indigenistas temem que haja conflito, já que cerca de 1000 indígenas resistem nas retomadas de suas terras tradicionais há mais de dois anos. Leia do Cimi, 30/8/2005.

CGU vê irregularidades em Dourados

A Controladoria Geral da União (CGU) concluiu, ao investigar projetos para acabar com as mortes por fome de crianças indígenas em Mato Grosso do Sul, que houve superfaturamento em obras e compras de medicamentos, irregularidade em um contrato de R$ 1,292 milhão e falhas no Bolsa Família. Os projetos do governo são destinados a atender as aldeias dos guaranis-caiuás, vítimas da desnutrição. Matéria na Folha de S. Paulo de 30/8/2005.

FENAJ condena ataques e cobra providências

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) condenou as novas agressões a profissionais de imprensa registradas, nos últimos dias, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. "Os valores democráticos e o respeito aos trabalhadores em comunicação vêm sendo progressivamente agredidos no Brasil. A FENAJ solicitará providências das autoridades competentes e, desde já, condena estes atentados à liberdade de imprensa", divulgou a entidade. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul (Sinjorgran), emitiu, no dia 14 de agosto, nota de solidariedade ao jornalista José Henrique Marques, ex-presidente e um dos fundadores da entidade, que vem sofrendo ameaças anônimas. Do site O Jornalista, 16/8/2005..[+]

direitos humanos
Violência contra índios no Brasil é denunciada à ONU

O povo indígena Truká, o Conselho Indigenista Missionário e a ONG Justiça Global encaminham hoje (19/7), denúncia para diversos órgãos da ONU sobre a série de assassinatos de índios que vêm ocorrendo no Brasil. As denúncias abordam a violência contra o povo os povos Truká, Guarani e Guajajara, dos estados brasileiros de Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Elas serão protocoladas por Edilene Truká, que amanhã terá direito à fala durante sessões do Grupo de Trabalho da ONU sobre Povos Indígenas que está reunido em Genebra. Edilene também entregará as denuncias ao Relator da ONU sobre Execuções Sumárias, Philip Alston e à Representante Especial da ONU sobre Defensores de Direitos Humanos, Hina Jilani, que visitará o Brasil em setembro. Do Centro Cultural Luiz Freire, 19/7/2005..[+]

agressão
Repórter é agredido por deputado no Mato Grosso do Sul

A sessão da Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul foi encerrada na última quarta (29/6), depois que o deputado Raul Freixes (PTB) agrediu o repórter do jornal “O Estado”, Paulo Fernandes. Ao ser questionado sobre processo em que é acusado de improbidade administrativa, por denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) em Aquidauana, o parlamentar se irritou, empurrou o repórter, tomou o seu gravador e jogou no chão. Ele também agrediu o funcionário do jornal verbalmente. O repórter saiu do local rumo a uma delegacia para registrar queixa.

Freixes admitiu que se excedeu e alegou que, embora não seja uma pessoa violenta, "perdeu a cabeça" em função do que classifica como “perseguição” do jornal, que tem noticiado as acusações contra o deputado. Ele reconhece que responde por processos, mas argumenta que não foi condenado em nenhum. O parlamentar sustentou que o jornal o está perseguido porque o proprietário, o empresário do setor de curtume Jaime Valler, teria se sentido incomodado por projeto de lei que dá incentivo para outras empresas do ramo se instalarem em Mato Grosso do Sul, de autoria de Freixes. As informações são de Fernanda Mathias e Thaísa Bueno, publicadas em um meio local. Da redação, 29/6/2005

mídia
Repórter é agredido por deputado

A sessão da Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul foi encerrada na última quarta (29/6), depois que o deputado Raul Freixes (PTB) agrediu o repórter do jornal “O Estado”, Paulo Fernandes. Ao ser questionado sobre processo em que é acusado de improbidade administrativa, por denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) em Aquidauana, o parlamentar se irritou, empurrou o repórter, tomou o seu gravador e jogou no chão. Ele também agrediu o funcionário do jornal verbalmente. O repórter saiu do local rumo a uma delegacia para registrar queixa.

Freixes admitiu que se excedeu e alegou que, embora não seja uma pessoa violenta, "perdeu a cabeça" em função do que classifica como “perseguição” do jornal, que tem noticiado as acusações contra o deputado. Ele reconhece que responde por processos, mas argumenta que não foi condenado em nenhum. O parlamentar sustentou que o jornal o está perseguido porque o proprietário, o empresário do setor de curtume Jaime Valler, teria se sentido incomodado por projeto de lei que dá incentivo para outras empresas do ramo se instalarem em Mato Grosso do Sul, de autoria de Freixes. As informações são de Fernanda Mathias e Thaísa Bueno, publicadas em um meio local. Da redação, 29/6/2005

Falta de saneamento ameaça índios

No Dia do Índio, a Comissão formada pela Funai para estudar a situação das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul revelou que não há motivos para comemorar. De acordo com especialistas que estiveram em Dourados, a desnutrição - que nos últimos dois anos já matou 30 crianças indígenas - não é o problema mais grave da região. O médico Cláudio Bernardo Pedrosa de Freitas, diretor do Hospital Universitário de Brasília - que integrou o grupo de trabalho da Funai - alertou ontem para o risco de epidemias, em função da inexistência de saneamento básico nas aldeias. Do Jornal do Brasil, 20/4..[+]

Povo guarani-kaiowá pede demarcação de terras

DOURADOS (MS). ''Desnutrição se acaba com demarcação de terras'' diz a faixa que recepciona os representantes de mais de 20 comunidades indígenas que estão reunidas em reserva próxima ao município de Antonio João. Da Agência Brasil, 19/3..[+]

dourados
''É fácil botar a culpa no índio''

Um polonês de 58 anos naturalizado brasileiro é a voz do índio em Dourados, Mato Grosso do Sul. Único pediatra da reserva, Zelik Trajber admite: “Sou louco”. Tem a loucura necessária para manter a objetividade da técnica e a sensibilidade de quem é movido por uma causa. Há quatro anos, mudou-se de São Paulo com mulher e filhos para trabalhar no programa da saúde da família indígena, da Funasa. (...) Crítico a programas mirabolantes, impostos “de cima para baixo” pelos governos, o pediatra enfrenta carência de medicamento, de pessoal e atrasos do salário.

(...) Zelik defende o diálogo com o índio. E põe em prática sua teoria. Atende seus pacientes de aldeia em aldeia, onde identifica a raiz do problema indígena: a terra, ou melhor, a falta dela. Em Dourados, 11 mil índios (cerca de 2 mil famílias), nem todos originários de lá, são confinados a 3.500 hectares. Para se ter idéia, a área, na reforma agrária, seria suficiente para, no máximo, 300 famílias. "É um povo que luta há 500 anos para sobreviver e conseguiu manter sua identidade". Do Jornal do Brasil, 13/3/2005..[+]

As aldeias de fome cercadas de riqueza

DOURADOS (MS). A indiazinha caiová Geria, de 1 ano e 8 meses e apenas cinco quilos, é uma sobrevivente de uma tragédia que já matou 13 crianças índias em reservas de Mato Grosso do Sul e não deve ser erradicada tão cedo: a desnutrição crônica. Vítima da fome, da miséria e do descaso das autoridades, ela chegou há um mês no Centro de Recuperação de Desnutridos da Missão Caiová. Não conseguia engolir qualquer alimento. Virou o símbolo da luta de outras centenas de crianças que ainda correm risco de vida e sobrevivem numa espécie de Somália brasileira encravada numa das regiões mais ricas do país. A 15 quilômetros de Dourados, pólo do agronegócio, os guaranis-caiovás das reservas Jaguapiru e Bororó vivem numa pobreza sem fim e imploram a atenção do governo para deter a rotina de enterrar seus descendentes. Do jornal O Globo, 6/3..[+]

Cerca de um terço dos índios vive em regiões de conflito

BRASÍLIA. Dos 430 mil índios brasileiros, quase um terço vive em áreas de conflito. Pelas estimativas da Fundação Nacional do Índio (Funai), são 130 mil pessoas que moram em 50 áreas que ainda estão sendo demarcadas ou identificadas e que, por isso, estão em litígio com madeireiros, fazendeiros e garimpeiros. Os principais focos de tensão estão nas regiões próximas das fronteiras agrícolas, como o estado de Mato Grosso do Sul e a região oeste de Santa Catarina, perto do município de Chapecó. Os problemas nas reservas catarinenses são com os índios kaingang e guaranis. No Pará, numa região próxima do lugar onde o conflito com grileiros culminou no assassinato da missionária americana Dorothy Stang, no dia 12 de fevereiro, a situação também é tensa. Do jornal O Globo, 6/3..[+]

Condenado ex-policial militar acusado de matar dirigentes do MST

Réu que contratava pistoleiros no Mato Grosso do Sul aguarda em liberdade julgamento de recurso, mas, se perder, advogados de acusação temem que ele fuja para o Paraguai. Da redação, 18/2/2005..[+]

Mais uma ameaça de reintegração de posse contra os Guarani Kaiowá

Os Guarani Kaiowá, que vivem na terra indígena Nhanderu Marangatu, região do município de Antonio João, no Mato Grosso do Sul, estão ameaçados de serem retirados de suas terras, pelo cumprimento de uma ação de reintegração de posse da área retomada em 2004. A área está dentro do território reconhecido pela Funai desde 1999 e demarcado como terra indígena em outubro de 2004. Do Cimi, 14/1/2005..[+]

Governo do Paraná esclarece dúvidas sobre transgênicos

Para contribuir com o debate e esclarecer a população e a sociedade em geral sobre os malefícios dos transgênicos, o governo estadual divulgou, em dezembro de 2004, um documento no qual constam as perguntas mais comuns que as pessoas fazem sobre transgênicos e as respostas preparadas por suas equipes técnicas. Para as perguntas que comumente são feitas sobre o assunto foram preparadas respostas objetivas e com fundamento em fatos, resultantes tanto da experiência de agricultores brasileiros como de outros países. Eis as perguntas e respostas. Do Brasil de Fato, 13/1/2005..[+]

Demarcação garante terras devastadas para Guarani-Kaiowá

Fazendeiros continuam a devastar território dos Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, mesmo depois da demarcação, desmatando a área, poluindo os rios com veneno e impendido que o grupo indígena mantenha escolas na comunidade..Adital, 12/11/2004

Zequinha Barbosa e ex-vereador condenados

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou a 39 anos de reclusão o ex-vereador de Campo Grande César Disney (PT) por estupro e atentado violento ao pudor. Também foi condenado a cinco anos de prisão no mesmo caso o ex-atleta Zequinha Barbosa, acusado de manter relações sexuais com meninas de 12 a 15 anos...O Globo, 6/11/2004

Justiça Federal entrega domínio de terra tradicional Terena a fazendeiros

A Justiça Federal no Mato Grosso do Sul anunciou sentença que dá a fazendeiros o domínio de terras tradicionalmente ocupadas pelo povo Terena, na região de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia..Adital, 15/10/2004

Indígenas se reúnem com a Funasa para exigir assistência médica

Os povos indígenas pediram, em reunião feita hoje com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Porto Velho, que fossem feitos convênios para viabilizar o pagamento dos funcionários dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas que há três meses está atrasado. Essa foi a proposta apresentada para amenizar o problema que afeta mais de 10 mil indígenas da região de Rondônia, Norte do Mato Grosso do Sul e sul do Amazonas, que estão sem nenhuma assistência médica...Adital, 23/9/2004
 

Consciência.Net
Cidades
Corrupção em MS

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Dados
O Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do país.Mais!

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Terena: estudo da UFMS
Enfermidades degenerativas entre os Terena de Mato Grosso do Sul..Mais!

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Indígenas dirigem rádio educativa
Índios da reserva Amambaí, a cerca de 350 km de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, estão fazendo programa pioneiro de educação, com programação completa na língua guarani, na rádio mantida pela escola municipal Coroa Sagrada. A emissora faz parte do Projeto Educom.rádio, uma parceria entre o MEC, a USP e a Secretaria de Educação do MS. Mais informações em educomradio.com.br