conflitos
no campo
Campanha
contra violência tenta sensibilizar Judiciário
Junto
com entidade internacional, Contag lança Campanha Internacional
Contra a Violência no Campo no Brasil. Nos últimos 20 anos,
cerca de 1,5 mil lideranças rurais foram mortas. Desse total, apenas
76 casos foram julgados e apenas em 16 deles houve condenação.
Matéria de Maurício Hashizume na
Agência
Carta Maior, em 8/3/2006.
santa catarina
Repressão
a movimentos sociais repercute da ONU ao Congresso
Movimento
dos Atingidos por Barragem (MAB) e Movimento Passe Livre (MPL) afirmam
que polícia catarinense ampliou repressão contra seus militantes.
Pelo menos 107 membros do MAB e 16 do MPL foram presos nos últimos
anos. Depois da visita da relatora da ONU para a defesa dos Direitos Humanos,
Hila Jilani, em dezembro, agora é a vez da deputada federal Luci
Choinacki (PT-SC) apresentar um projeto de lei que anistia ativistas sociais
processados no Estado. A matéria é de Rafael Sampaio na
Agência
Carta Maior, em 4/3/2006.
denúncia
Violação
de direitos humanos no Pará
“Violação
dos direitos humanos na Amazônia: conflito e violência na fronteira
paraense” é o tema do relatório que será entregue
à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização
dos Estados Americanos (OEA), à Comissão de Direitos Humanos
da ONU e à representante especial das Nações Unidas
para Defensores de Direitos Humanos, Hina Jilani. O documento, elaborado
pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelas ONGs Terra de Direitos
e Justiça Global, traz uma análise sobre a situação
fundiária e a violência no estado do Pará, desnudando
as relações entre a degradação ambiental, a
situação fundiária e as violações de
direitos humanos. As reflexões procuram também abordar e
analisar as dificuldades na implementação de um programa
de reforma agrária sustentável e na demarcação
de reservas extrativistas. A íntegra do relatório está
disponível em http://www.cptnac.com.br, http://www.global.org.br
e http://www.terradedireitos.org.br ; Informações da
Revista
do Terceiro Setor, 5/12/2005.
Violência no
Pará: a Família Canuto
O Estado
do Pará lidera as estatísticas do país no que diz
respeito a conflitos agrários e assassinatos no campo. O epicentro
dos conflitos está no sul do estado onde, segundo a Comissão
Pastoral da Terra, mais de 700 trabalhadores rurais foram assassinados.
Somente no município de Rio Maria três presidentes do Sindicato
Rural foram assassinados em uma década, fora outros dirigentes.
A família Canuto, com oito integrantes, tem sido o principal alvo
dos capangas dos grileiros: três mortos, um sobrevivente e quatro
ameaçados. O caso foi tema do programa
Linha Direta, da TV Globo, no dia 27/10/2005.
Conflito se agrava
no Pará
A ação
da polícia militar vai continuar. Esta é a decisão
externada na manhã de ontem, 09, pelo secretário de segurança
do Pará, Manoel Santino, após reunião com ouvidor
agrário nacional, Gersino da Silva Filho, em Belém. Hoje,
a reunião será em Marabá. A ação teve
início no sábado, 05, e já contabiliza a primeira
execução. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra (MST), trata-se do sindicalista do município de Parauapebas
conhecido como Antonio do Alho. O sindicalista foi executado na noite da
última quarta-feira, 08. Da
Agência ADITAL, 10/6..[+]
reivindicação
MST quer federalização
de crimes contra direitos humanos
A federalização
dos crimes contra os direitos humanos está entre as principais reivindicações
da marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que já
se encontra em Brasília. Eles chegaram às 11h ao acampamento
no Núcleo Bandeirante, cidade satélite da capital. Da
Agência
Brasil, 15/5..[+]
pará
Reviravolta no caso
Irmã Dorothy
Entidades
de defesa dos direitos humanos temem que esteja ocorrendo uma reviravolta
no caso da Irmã Dorothy Mae Stang, com a criminalização
das testemunhas de acusação. Isso poderá gerar retardamentos
processuais e mesmo a soltura dos acusados. Entidades de direitos humanos
pedem federalização do processo. Da
redação,
6/5..[+]
Número de
conflitos no campo é o maior dos últimos 20 anos de registro
O assassinato
de Irmã Dorothy Stang - agente da Comissão Pastoral da Terra
-, em 12 de fevereiro deste ano, escancarou para a sociedade brasileira,
e para aqueles que ainda teimam em não querer ver, a realidade de
violência no campo brasileiro. Os dados de 2004 deixam claro que
os conflitos e a violência se mantêm em patamares elevados.
Análise dos números revela ainda que os índices de
conflitividade (número dos conflitos em relação ao
número da população rural) são maiores onde
se dá a expansão do agronegócio, notadamente nos três
estados da região Centro-Oeste. Da Comissão Pastoral da
Terra, 19/4/2005..[+]
estudo
Ameaçados
de morte participam de lançamento da publicação Conflitos
no Campo Brasil 2004
A Comissão Pastoral da
Terra (CPT) lançou nesta terça (19/4) a publicação
Conflitos
no Campo Brasil 2004, na sede da Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB), em Brasília, Distrito Federal. A obra é
editada anualmente pela CPT desde 1985 e em 2002 ela foi reconhecida como
publicação científica pelo Instituto Brasileiro de
Informação e Ciência e Tecnologia (IBICT). Estavam
presentes Dom Tomás Balduino, presidente da entidade; José
Batista Gonçalves Afonso, da Coordenação Nacional;
o professor Carlos Walter Porto Gonçalves, da Universidade Federal
Fluminense, e representantes do Conselho Indigenista Missionário
(CIMI) e da CNBB. Participaram ainda do lançamento camponeses, a
viúva de um dos fiscais mortos em Unaí (MG) e pessoas que
na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais receberam ameaças
de morte. Saiba mais sobre os dados na página www.cptnacional.org.br
CPT lançará
publicação Conflitos no Campo Brasil 2004
A Comissão
Pastoral da Terra (CPT) lançará a obra Conflitos no Campo
Brasil 2004, na próxima terça-feira (19), às 10h20,
na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB – Setor
de Embaixadas/Sul, q. 801, conj. “B”), em Brasília, DF. A publicação
é editada anualmente pela Pastoral da Terra e traz os dados sobre
os conflitos por terra - violências como despejos e expulsões
- e os números da violência contra pessoa - como assassinatos,
ameaças de morte e prisões. Também há o registro
sobre o trabalho análogo à escravidão, conflitos pela
água, dentre outras informações. Da assessoria
da CPT, 15/4..[+]
CPT: ameaças
de morte continuam no Pará
ALTAMIRA
(PA). A Comissão Pastoral da Terra (CPT) entregou ao chefe do Gabinete
de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Jorge
Armando Félix, uma relação contendo novos nomes de
agricultores e posseiros de terra no Pará que correm risco de vida.
O documento relata a situação dos colonos que moram no Projeto
de Assentamento Manduacari. São casos de ameaças de morte
e tentativas de homicídio sofridas pelos lavradores e também
por religiosos. Do jornal O Globo, 7/3..[+]
As muitas Anapus
do Brasil
SÃO
PAULO. Um mapa atualizado da violência no campo, obtido pelo GLOBO,
revela que ano passado quase dois milhões de brasileiros (385.899
famílias de áreas rurais) estiveram envolvidos diretamente
em 1.543 conflitos no campo, segundo dados da Comissão Pastoral
da Terra (CPT). Os números mostram uma nova geografia da violência
rural no país, que avança para o cerrado, e revelam que,
assim como o caldeirão de Anapu, no Pará, que resultou no
assassinato da missionária Dorothy Stang há 16 dias, há
diversas outras áreas sob ameaça de conflito. Do jornal O
Globo, 27/2/2005..[+]
pará
“Minha cabeça
vale R$ 100 mil, mas não tenho medo”
Com 87
mortes, Xinguara é o município brasileiro com o maior número
de assassinatos ligados à disputa de terras no período de
1985 a 2003. É neste ninho de crimes, no Sul do Pará, que
o frei Henri des Roziers luta há 15 anos pela regularização
de assentamentos dos sem-terra e contra a utilização de mão-de-obra
escrava. Advogado e lider da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o
religioso de 75 anos está, como centenas de outros militantes, ameaçado
de morte. Do
Jornal do Brasil, 27/2/2005..[+]
Desde 2003, governo
tem relatório que liga políticos a rede de crimes no Pará
Relatório
de agosto de 2003, produzido pelo Ministério Público Federal,
informou ao governo federal a escalada do crime organizado na Terra do
Meio, no Pará, onde foi assassinada a freira norte-americana Dorothy
Stang. O documento responsabiliza pela violência na região
seis empresários - Moisés Carvalho Pereira, Walteir Gomes
Rezende, Antônio Lucena Barros, Osmar Alves Ferreira, Leonardo Dias
Mendonça e Wilson Moreira Torres -, todos acusados por exploração
ilegal de mogno e tráfico de drogas. O relatório vincula
todos eles ao deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA). D'O Estado
de S. Paulo, 23/2..[+]
Até o advogado
que elabora lista da CPT sofre ameaças
Seja por
não gostar de aparecer, seja por ser mineiro e desconfiado, o advogado
José Batista Gonçalves Afonso, 40 anos, assessor jurídico
da Comissão Pastoral da Terra de Marabá, não coloca
o próprio nome na lista de marcados para morrer que ajuda a elaborar.
"Tem gente mais ameaçada do que eu", diz. D'O Estado de S. Paulo,
23/2..[+]
Latifúndio
gaúcho bloqueia pela força vistoria do Incra
Não
é só no Pará que o latifúndio recorre à
violência para manter o monopólio da terra. Um grupo de grandes
proprietários rurais de Santa Vitória do Palmar, na fronteira
com o Uruguai, bloqueou pela força nesta quarta-feira (23) o acesso
de três funcionários do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária (Incra) a uma fazenda do município. Os
técnicos só conseguiram entrar na área com auxílio
da Brigada Militar (a polícia militar gaúcha) e da Polícia
Federal. Do
Diário Vermelho, 23/2..[+]
Trabalhadores são
ameaçados de morte no Piauí
O Piauí
registrou, nos últimos dois anos, sete mortes provenientes de conflitos
de terra. Outras 14 pessoas estão sob proteção, porque
estão ameaçadas de morte em oito municípios, segundo
dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT). No Estado existem,
hoje, nove áreas em conflitos fundiários. Cinco delas localizadas
no município de Altos, a 42 km de Teresina. Da
Agência
Nordeste, 22/2..[+]
Violência rural,
impunidade e federalização
Exército
marcha em Anapu (PA), onde a freira Dorothy Stang foi assassinada. Prisão
de dois suspeitos pelo crime deve trazer mais dados sobre a grilagem de
terras na região, dando impulso à federalização
do processo, ou seja, o deslocamento da investigação e do
julgamento da Justiça estadual para a federal. Leia a análise
de Flávia Piovesan, especial para a Agência Carta Maior,
21/2..[+]
Ultimato para conter
conflitos agrários
Representantes
de movimentos sociais fizeram manifestações ontem em todas
as capitais do país e cobraram do governo medidas para frear a violência
na fronteira Amazônica do Pará. Em meio à revolta pelo
assassinato da missionária americana Dorothy Stang, os movimentos
deram um ultimado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do
Jornal
do Brasil, 19/2..[+]
Condenado ex-policial
militar acusado de matar dirigentes do MST
Réu que contratava pistoleiros
no Mato Grosso do Sul aguarda em liberdade julgamento de recurso, mas,
se perder, advogados de acusação temem que ele fuja para
o Paraguai. Da redação, 18/2/2005..[+]
No Pará, os
assassinatos continuam
“É
necessário ir além da morte. O que está por trás
não é só o mandante, mas toda uma estrutura que não
envolve só o Estado do Pará, mas todo o Brasil”, diz dom
Tomás Balduíno. A afirmação do presidente da
Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra as duas principais causas
de crimes como o assassinato da irmã Dorothy Stang, estadunidense
naturalizada brasileira, dia 12, em Anapu (PA). Uma é a tradicional
impunidade dos latifundiários, outra é a falta de regularização
da posse da terra. Do
Brasil de Fato, 17/2/2005..[+]
Dorothy
Stang I
Agro-banditismo
faz mais uma vítima
"(...) Protegidos sob o discurso
de “setor produtivo” e “responsável” pelo equilíbrio da balança
comercial, estas forças não somente bloqueiam estradas para
chantagear o Governo Federal, mas são verdadeiros agrobandidos que
corporificam as injustiças e violência do modelo de “desenvolvimento”
que se alimenta da prática do trabalho escravo, da exploração
ilegal e predatória dos recursos ambientais, e da grilagem de terras
públicas, se articulando nacionalmente através da União
Democrática Ruralista, da Confederação Nacional da
Agricultura (CNA) e da bancada ruralista no Congresso". Leia a nota
das entidades do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça
no Campo, de 14 de fevereiro, sobre o assassinato de Irmã Dorothy..[+]
Dorothy
Stang II
Carta da Sociedade
Civil ao Presidente Lula
O assassinato da irmã
Dorothy Stang é o mais recente entre os cerca de 125 que vitimaram
lideranças e apoiadores dos movimentos sociais rurais durante o
governo de Vossa Excelência, sendo que aproximadamente 40% desse
total ocorreram somente no Estado do Pará. São números
recordes, que indicam o agravamento da violência e da impunidade,
associadas à grilagem de terras e ao desmatamento ilegal, e que
revelam a ausência do Estado de Direito em várias regiões
do Brasil e, em especial, no Pará. O governo federal precisa assumir
a responsabilidade direta pela apuração e punição
dos culpados. Precisa, ainda, assumir o poder e estabelecer a lei numa
região que está sob o domínio do crime organizado
(...)..[+]
Sindicalista é assassinado no Pará
Daniel Soares da Costa Filho,
ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paraupebas, no sul
do Pará, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira.
Ele estava a caminho de sua propriedade rural quando foi assassinado com
seis tiros. De acordo com a polícia, ele era um dos ameaçados
por grileiros e madeireiros do Pará. A polícia, porém,
ainda não sabe se há relação entre o assassinato
do sindicalista e o da irmã Dorothy
Stang, 73 - morta com seis tiros no sábado de manhã.
DaFolha
Online, 15/2..[+]
direito
de resposta
Conflito no campo
Foi divulgada em dezembro de
2004 uma nota pública com o seguinte título: "Nota Pública
- O Assassinato de Três Trabalhadores Sem Terras Marca o Clima de
Violência do Latifúndio em Pernambuco". O único
parágrafo em negrito desta nota retrata os donos da propriedade
São Vicente como tendo contratado grupos paramilitares, entre outras
atrocidades. Em defesa à civilidade, ética e principalmente
CONSCIÊNCIA MORAL, solicito aos senhores que leiam a carta aberta
que segue abaixo, e analisem quem realmente é terrorista. Por Raymundo
Wilson Barboza Braga, 2/2/2005..[+]
Audiência ouve
testemunhas do massacre de Felisburgo (MG)
Começou
hoje às nove horas da manhã no Fórum do Jequitinhonha
(MG) a audiência onde serão ouvidas as versões de 31
testemunhas do massacre ocorrido no acampamento Terra Prometida, no qual
cinco integrantes MST foram assassinados. Do
Portal do MST,
10/1/2005..[+]
Jagunços são
acusados de perseguir padres
RECIFE.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou ontem à noite
que dois padres estrangeiros — o escocês Tiago Thorlby e o irlandês
Tom Hayden — foram perseguidos por jagunços da usina Aliança
quando tentavam fotografar a reserva legal do engenho Prado. Segundo a
CPT, essa reserva vem sendo destruída pela empresa. Os sacerdotes
estavam visitando o assentamento Canaã, vizinho ao engenho Prado,
uma das áreas mais preocupantes de conflitos de terra no estado.
De acordo com a CPT, os padres caminhavam pelo engenho quando viram funcionários
da usina destruindo a reserva legal e pararam para documentar o fato. O
comando da PM informou em Recife que desconhecia o incidente. Do jornal
O
Globo, 8/1/2005..[+]
Juíza liberta
acusados de assassinatos de sem-terra em Felisburgo
Apesar
de terem sido identificados por testemunhas, três acusados pelos
assassinatos de cinco trabalhadores rurais sem-terra em Felisburgo (MG)
foram soltos no dia 30 de dezembro. A decisão foi da juíza
Célia Corrêa, que alegou falta de provas. Os crimes ocorreram
em 20 de novembro, quando 15 pistoleiros encapuzados e fortemente armados
atacaram o acampamento Terra Prometida, localizado no Vale do Jequitinhonha.
Cinco agricultores foram mortos e 20 ficaram feridos. Apenas cinco acusados
foram presos, incluindo o fazendeiro Adriano Chafik, mentor dos crimes
que continua detido. Liberados pela Justiça, Milton Francisco de
Souza, o "Miltinho Pé-de-foice", Admilson Rodrigues Lima, "Bila",
e Francisco de Assis Rodrigues, "Quintinha", continuam ameaçando
integrantes do acampamento Terra Prometida. O MST já denunciou as
ameaças à polícia. Ontem (6/1) à tarde, cerca
de 200 integrantes do MST se concentraram em frente ao Fórum de
Jequitinhonha para exigir o fim da impunidade e das ameaças aos
agricultores. Do Sindijus-PR, 7/1/2005..[+]
Senadora propõe
medidas para combater violência no campo
A violência
no campo e o trabalho escravo só serão erradicados caso o
governo adote uma política transparente de distribuição
de terra que beneficie o trabalhador rural, advertiu a senadora Ana Júlia
Carepa (PT-PA). Com a garantia da terra, observou, esses trabalhadores
teriam emprego e acesso a produtos básicos para sustentar suas famílias,
diminuindo o risco de serem vítimas do trabalho escravo. Da
Agência
Senado, 6/1/2005..[+]
2004
Após
assassinatos, Incra acelera vistorias em Pernambuco
Depois
da morte de dois integrantes do MST, o Incra acelerou o processo de vistoria
de áreas improdutivas no município de Passira (PE). Resultado
das avaliações deve ser divulgado até 15 de janeiro.—.Agência
Brasil, 27/12
Justiça
conclui que fazendeiro comandou chacina de Sem Terra em MG
Investigações
policiais concluíram nesta segunda-feira que, além de mandante,
Adriano Chafik comandou pessoalmente a chacina de cinco trabalhadores rurais
Sem Terra, ocorrida no dia 20 do mês passado, em Felisburgo, Minas
Gerais. A Justiça acatou a denúncia contra os 15 acusados.
Na fase de apuração foram apreendidas 12 armas em área
próxima ao local do crime, algumas compradas por Chafik. Segundo
o laudo da perícia, as armas foram usadas para matar os trabalhadores
rurais do MST. Ao ser preso no começo do mês, Adriano Chafik
confessou seu envolvimento na chacina..—.MST.org.br,
22/12
Mais
3 agricultores do MST são assassinados em Pernambuco
Pistoleiros
assassinam mais três agricultores sem-terra ligados ao MST esta semana,
em Pernambuco. O Estado, que tem cerca de 200 acampamentos do movimento,
foi um dos mais negligenciados em 2004 pelo processo de reforma agrária..—.Agência
Carta Maior, 18/12
Nilmário
Miranda vai a enterro de sem-terra
No enterro
dos irmãos Edílson Rufino e Francisco Manoel, assassinados
em Pernambuco, manifestantes do MST também participaram.—.Agência
Brasil, 18/12
Chacina de Felisburgo leva
entidades aos três poderes
Preocupados com os últimos
acontecimentos no campo brasileiro, entre eles, a morte de cinco trabalhadores
rurais Sem Terra em Minas Gerais, diversas entidades representativas da
sociedade civil organizada visitaram ontem os três poderes da República
e a Procuradoria Geral da União..—.MST.org.br,
3/12
Para deputada, crimes contra
o MST são planejados nacionalmente
Sizan Luis, 25 de novembro,
2004. A deputada federal Luci Choinacki (PT/SC) levantou a suspeita
de que os crimes contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais estão
sendo coordenados em todo o país. A afirmação foi
feita na Comissão Parlamentar Mista da Terra, ocorrida nesta quinta-feira,
25. Desde o último final de semana ocorreram vários ataques
aos trabalhadores rurais sem terra..[+]
Chacina de 5 sem-terras em
Minas é denunciada às Nações Unidas
Massacre dos 5 sem-terras de
Felisburgo (MG) é denunciado à Relatoria Especial sobre Execuções
Arbitrárias da ONU. O objetivo dos denunciantes – MST, CPT, Justiça
Global e Terra de Direitos – é envolver ONU na pressão por
medidas preventivas e punitivas à violência do latifúndio
no país..—.Agência
Carta Maior, 25/11
Mobilização
em prol das vítimas da chacina em Minas Gerais
Comissão
apresenta amanhã um relatório sobre a violência cometida
contra camponeses no Estado de Minas Gerais. Outras mobilizações
também estão sendo feitas em solidariedade as famílias
vítimas da chacina ocorrida no estado mineiro..—.Adital,
24/11
Presidente
do Incra responsabiliza agronegócio por morte de sem-terra
O presidente
do Incra, Rolf Hackbart, acusou ontem fazendeiros ligados ao agronegócio
de envolvimento no assassinato de sem-terra em Minas Gerais no último
fim de semana. Ao discursar para cerca de cinco mil pessoas na Conferência
Nacional Terra e Água — Reforma Agrária, Democracia e Desenvolvimento,
Rolf afirmou que a violência deve ser combatida e que os sem-terra
baleados em Minas foram vítimas de proprietários rurais que
defendem o agronegócio e contratam jagunços..—.O
Globo, 24/11
Chacina
não amedronta Sem Terra
Mesmo
após a chacina na qual cinco integrantes do MST foram brutalmente
assassinados em Felizburgo (MG) a moral dos Sem Terra continua alta.—.MST.org.br,
23/11
Fazendeiro
foi mandante de crime, diz Nilmário
O ministro
Nilmário Miranda disse não ter dúvidas de que o fazendeiro
Adriano Chafik foi o mandante do ataque ao acampamento do MST em Minas
Geras, no último sábado. Cinco sem-terra morreram.—.Agência
Brasil, 23/11
Entidades
pedem justiça por mais um massacre de agricultores
Em protesto
à chacina ocorrida no último dia 20, que deixou cinco trabalhadores
agrícolas mortos e outras dezenas feridos, a área da fazenda
Nova Alegria, no vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, será novamente
ocupada..—.Adital,
22/11
Cinco
sem-terras são assassinados em Minas
Quatro
trabalhadores, entre eles um menino de 12 anos, permanecem internados nos
municípios de Felisburgo e Teófilo Otoni. Chacina ocorreu
ontem. O governo está acompanhando o caso.—.Agência
Brasil, 21/11
Encerrado
julgamento de Carajás: 145 são absolvidos
O Tribunal
de Justiça do Pará, em sessão de julgamento das apelações
referentes ao processo do Massacre de Eldorado de Carajás, manteve
as decisões do Tribunal do Júri. Isso significa que a sentença
de 2002 continua válida: o coronel Mário Colares Pantoja
e do capitão Raimundo José Almendra Lameira estão
condenados à 228 e 158 anos de prisão, respectivamente. Os
145 cabos, sargentos e soldados que participaram do Massacre foram absolvidos.—.MST.org.br,
19/11
Bicudo
diz que longo julgamento de massacre demonstra lentidão da Justiça
O vice-prefeito
de São Paulo, Hélio Bicudo, afirmou nesta sexta-feira que
o longo julgamento do massacre de Eldorado dos Carajás demonstra
o quanto a Justiça brasileira ainda é falha. Bicudo era presidente
da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados na
época da ação policial que resultou na morte de 19
sem-terras, em abril de 1996. "Na Câmara e em outras duas cidades,
realizamos um julgamento simbólico que foi o mais completo. Não
condenamos só quem puxou o gatilho", lembra Bicudo. "Além
dos comandantes da operação, outras pessoas deveriam ser
responsabilizadas pelo que aconteceu. Entre eles, o governador do estado
na época, Almir Gabriel"..—.Agência
Brasil, 19/11
Artistas pedem justiça
para o caso Eldorado dos Carajás
O Movimento Humanos Direitos
formado por artistas se manifestou publicamente através de nota
oficial assinada pelo seu presidente, o ator Marcus Winter, para pedir
justiça ao julgamento dos culpados pelo massacre de 19 camponeses
em Eldorado dos Carajás, em 1996.—.Adital,
19/11
Justiça do Pará
julgará recursos no processo do massacre de Carajás
O Tribunal de Justiça
do Estado do Pará julgará, no dia 19, os recursos de apelação
no processo que apura as responsabilidades dos policiais militares no Massacre
de Eldorado dos Carajás. Contra a absolvição dos 128
policiais militares, o Ministério Público apresentou recurso
de apelação pretendendo anular o julgamento e realizar novo
júri. Já advogados de defesa também entraram com recurso
de apelação querendo anulação da condenação
do coronel Pantoja e do capitão Lameira, e pedindo novo júri.
Entidades, preocupadas com o
desfecho que a Justiça pode dar aos recursos, estão se mobilizando
e enviando cartas ao presidente Lula; ao presidente do Tribunal do Pará,
desembargadora Maria de Nazareth; ao ministro da Justiça, Marcio
Thomaz, e ao secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda.
Elas pedem para que a sentença dos dois oficiais seja mantida e
que os 128 policiais sejam submetidos a novo julgamento. O Massacre ocorreu
em abril de 1996, quando a Polícia Militar matou 19 trabalhadores
rurais sem terra que participavam de uma marcha, na rodovia Pa 150, em
Eldorado dos Carajás. Da
Comissão
Pastoral da Terra, 13/11/2004..[+]
Crime em barragem continua
sem esclarecimento
Audiência organizada pelo
Movimento dos Atingidos por Barragens pretende chamar atenção
das autoridades para as violações ocorridas durante a construção
de represas, como o desaparecimento do agricultor João Caetano na
barragem de Candonga, Minas Gerais, em circunstâncias misteriosas.—.Adital,
8/11
Carajás: Impunidade
criminosa
Dia 19 de novembro, o Tribunal
de Justiça do Estado do Pará retoma o julgamento do Massacre
de Eldorado dos Carajás, ocorrido há oito anos e no qual
foram assassinados pela Polícia Militar 19 trabalhadores ligados
ao MST. Agora serão julgadas as apelações das partes
ao que foi decidido pelo Tribunal do Júri de Belém, em 2002.
A novela continua sem culpados na cadeia..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 4/11
Mantida ação
sobre ex-prefeito por uso de servidores municipais contra MST
O ex-prefeito do município
gaúcho de Santana do Livramento, Glênio Pereira Lemos, não
obteve o pedido de habeas-corpus apresentado à 5ª Turma do
Supremo Tribunal de Justiça. Ele foi condenado a quatro anos de
prisão por crime de responsabilidade, devido à utilização
de funcionários públicos municipais armados na "solidariedade"
a uma fazenda ocupada pelo MST, no município de Júlio de
Castilhos, distante cerca de 350 km de Santana do Livramento..—.MST.org.br,
28/10
pernambuco
“Mudam
o Direito em Veneno”
A Coordenação
Nacional da Comissão Pastoral da Terra, junto com as coordenações
dos seus 21 regionais e os membros do Coletivo de Formação,
reunidos em Goiânia, GO, querem expressar sua inconformidade por
mais uma violência sofrida, no último dia 16 de outubro, pelos
trabalhadores e trabalhadoras despejados do Engenho do Prado, município
de Tracunhaém, PE. Os empregados do Grupo João Santos atearam
fogo à cana nas proximidades onde 300 famílias estavam acampadas
às margens da PE 41 e as labaredas de fogo atingiram os barracos
que foram destruídos (...) Da Comissão Pastoral da Terra,
19/10/2004. [+]
MST denuncia arsenal de armas
em fazenda de SC
Trabalhadores rurais sem terra
de SC denunciaram, dia 18, em audiência pública em Abelardo
Luz, um arsenal de armas encontrado na Fazenda Esperança. Um dos
líderes do MST, Lucídio Ravanelo, diz que houve uma vitória
política dos trabalhadores. “Desmascaramos o latifúndio.
Mostramos quem tem as armas e quem promove a violência no campo”.
A deputada federal Luci Choinacki (PT/SC), uma das fundadoras do MST, afirma:
“Nenhum sem terra quer depender de cesta básica. Querem condições
para viver e produzir. O direito dessas pessoas à moradia, comida,
lazer, cidadania e dignidade precisa ser respeitado mais do que o direito
à propriedade”..—.Sizan
Luis, 18/10/2004
Donos do agronegócio
impõem terror no campo
Os fazendeiros do agronegócio
usam de qualquer meio para aumentar lucros: violência, exploração
de trabalhadores e corrupção do poder público. A denúncia
é de entidades que atuam no campo..—.Brasil
de Fato, 19/8/2004
Entidades denunciam violência
no campo
Um documento distribuído
em Brasília, dia 9, pela Organização Internacional
pelo Direito à Alimentação (Fian), Via Campesina e
Fórum Nacional da Reforma Agrária, denuncia que, no Brasil,
se intensificam a violência no campo e o trabalho escravo, enquanto
o Poder Judiciário se mostra cada vez mais parcial em favor dos
latifundiários..—.Brasil
de Fato, 17/6/2004
Parlamentares indignados no Pará
A Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito (CPMI) da Terra pôde ver de perto a situação
dos trabalhadores sem-terra no Pará, Estado com o conflito agrário
mais violento do Brasil. A visita de quatro deputados federais e dois senadores
aconteceu entre 26 e 28 de maio e deixou os parlamentares indignados com
as injustiças cometidas pelo poder público e pelas oligarquias
da região..—.Brasil
de Fato, 3/6/2004
Líder do MST é
baleado em Pernambuco
Charles Afonso de Souza, coordenador
do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Pernambuco, foi
baleado na perna na manhã do dia 17. Souza, que participava da ocupação
da Fazenda Dependência, no município de Passira, ao lado de
80 famílias, foi cercado por um grupo de pistoleiros que tentavam
dispersar os trabalhadores logo depois da entrada da área..—.Brasil
de Fato, 20/5/2004
Pastoral critica três
Poderes nos conflitos agrários
O presidente da Comissão
Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
Dom Tomás Balduíno, considera que a reforma agrária
no Governo Lula está lenta e que a situação de violência
no campo se agravou logo no primeiro ano deste Governo. Ao participar de
audiência pública na Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) que investiga os conflitos agrários, Dom
Balduíno criticou os três Poderes. Para o bispo, o Judiciário
é parcial na defesa dos proprietários de terra, o Executivo
é inerte e o Legislativo se omite..—.Agência
Câmara, 27/4
MP deve regulamentar proposta
que expropria terra de criminoso
Parecer do deputado federal
Tarcísio Zimmermann (PT-RS) sobre proposta que prevê a expropriação
de propriedade onde for constatada a exploração de trabalho
escravo será apresentado nesta quarta-feira (29)..—.Agência
Carta Maior, 27/4/2004
Relatório registra
explosão de violência agrária no Centro-Oeste
Duas em cada cinco pessoas que
fazem parte da população rural do Mato Grosso se envolveram
em conflitos agrários no ano passado. O dado consta em pesquisa
da Comissão Pastoral da Terra, divulgada nesta sexta-feira (16)..—.Agência
Carta Maior, 16/4/2004
Justiça brasileira
“estimula” mortes em conflitos de terra
Relatório elaborado por
entidades nacionais e internacionais de Direitos Humanos afirma que a lentidão
no julgamento de crimes envolvendo trabalhadores rurais e a impunidade
conseqüente a esta demora perpetua os assassinatos no campo..—.Agência
Carta Maior, 6/4/2004
2003
Número de mortes é
o maior desde 90
O número de trabalhadores
rurais mortos em conflitos no campo nos 11 primeiros meses do governo Lula
foi o maior dos últimos 13 anos. Entre janeiro e novembro, segundo
a CPT (Comissão Pastoral da Terra), houve 71 assassinatos. O número
é 77,5% maior que o do mesmo período do ano passado, quando
a CPT registrou 40 mortes. E é o mais alto desde 1990, quando houve
73 camponeses assassinados. Praticamente metade das mortes, 35, aconteceu
no Pará. O aumento é decorrente das invasões de terras,
que neste ano aumentaram 86,3% em relação ao ano passado
- foram 328 em 2003 contra 176 em 2002. Da
Folha
de S. Paulo, 18/12/2003. link
permanente
FHC
e Almir Gabriel são "condenados" por crimes no Pará
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 30 de outubro, 2003. O júri
do Tribunal Internacional dos Crimes do Latifúndio do Pará
considerou os réus Fernando Henrique Cardoso e Almir Gabriel culpados
em todas as acusações. Um relatório dos autos do processo
e o veredicto final serão encaminhados a organismos brasileiros
e estrangeiros. Leia
aqui
Tribunal
no Pará mostra perseguição a sem-terra
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 29 de outubro, 2003. O Tribunal
Internacional dos Crimes do Latifúndio do Pará, que começou
nesta quarta (29) em Belém, apresentou graves acusações
de crimes e violação de direitos humanos cometidos pelo poder
econômico do latifúndio e acobertados pelo Judiciário
no Estado. Leia
aqui
Sem-terra
e intelectuais criticam política agrária
Verena
Glass,
Agência
Carta Maior, 29 de outubro, 2003. Cobranças
e críticas ao governo marcam discussão de movimentos sociais
sobre reforma agrária em Belém, um dia antes do início
do Tribunal Internacional dos Crimes do Latifúndio do Pará,
que hoje e amanhã expõe as chagas do Estado mais violento
do país em termos de conflitos no campo. Leia
mais
Tribunal
de crimes agrários começa hoje em Belém
Portal
Amazônia, 27 de outubro, 2003. Durante as sessões
que serão realizadas nos dois últimos dias do evento, serão
julgados extra-oficialmente os crimes agrários cometidos no Pará
nos últimos oito anos. Dados da Comissão Pastoral da Terra
apontam que, neste período, 113 trabalhadores rurais foram assassinados
no Estado. Leia mais
Fazendeiro é condenado
a 19 anos por morte de padre Josimo
Verena Glass, Agência
Carta Maior, 17 de setembro, 2003. O fazendeiro Osmar Teodoro da Silva,
acusado de ser o mandante do assassinato do padre Josimo, ex-coordenador
da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Imperatriz, Maranhão,
foi condenado na madrugada desta terça (17) a 19 anos de prisão,
pena máxima prevista para o crime.
Leia
mais
ONGs de direitos humanos
divulgam relatório sobre crimes do latifúndio
Daniela Christovão,
Valor
Econômico, 27 de agosto, 2003. Entre janeiro e agosto de 2003,
a Comissão Pastoral da Terra documentou 44 assassinatos de trabalhadores
rurais. De 1985 a 2002, foram registrados 1.280 assassinatos de camponeses,
advogados, técnicos, lideranças sindicais e religiosas ligados
à reforma agrária. Estes dados fazem parte de um relatório
apresentado ontem à imprensa no Rio de Janeiro. Leia
mais
Os conflitos pela terra, vistos com os
óculos do latifúndio
Bernardo Joffily, 14 de agosto,
2003. Nesta guerra mais ou menos subterrânea, até hoje, as
mortes praticamente só ocorrem de um dos lados. Apesar de tudo que
se diz na imprensa sobre o caráter "fora da lei" e até "criminoso"
do MST, são sempre os sem-terra que morrem, e os com-muita-terra
que mandam matar. Leia mais
Líder comunitário é
executado no sul do Pará
O líder comunitário
Antonio Arruda, 59 anos, administrador da Vila Itainópolis, mineiro,
foi executado com dois tiros de pistola disparados quase à queima
roupa. O crime aconteceu na porta da casa da vítima, na própria
Vila Itainópolis, zona rural de Marabá à cerca de
100 quilômetros da sede do município. Foi o o segundo caso
registrado em apenas uma semana na região de Marabá, no sul
do Pará. Ao ser baleado, Arruda estava com uma neta no colo, que
também foi atingida. Fabiana, de apenas um ano e seis meses de idade,
teve a perna amputada em razão do tiro que levou e cujo projétil
ficou alojado no joelho. Outro filho da vítima, Minervino Souza
Neto, 23, também foi baleado mas sem gravidade. O crime está
sendo investigado pelo delegado João de Deus Damasceno, titular
da delegacia Municipal de Marabá..(Da
redação, 14/4/2003)
Líderes do MST assassinados superam
vítimas da ditadura
O Movimento dos Sem Terra (MST),
constituído por trabalhadores rurais e um dos movimentos de esquerda
mais organizados da América Latina, está sofrendo um novo
ataque por vários lados. Suas vítimas se multiplicam. Até
agosto passado foram assassinados 22 de seus dirigentes, contra 26 em 1999,
e segundo a Comissão Pastoral da Terra do Episcopado do Brasil,
somente nos anos 90 os líderes dos Sem Terra assassinados (370)
superam as vítimas da ditadura militar, que foram 281. Do
El
País, 8/9/2000..[+]
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