Às vésperas da Copa, time de ameaçados lança campanha por direitos no Brasil

Onze pessoas que colocam suas vidas em risco e são criminalizadas por defender direitos fundamentais. Essa é a seleção da campanha “Linha de Frente: Defensores de Direitos Humanos”, que vai ser lançada na próxima terça (10), às 10h, em coletiva de imprensa, e a partir das 18h, em atividade cultural, em São Paulo (detalhes abaixo). O objetivo das organizações Justiça Global, Terra de Direitos e Front Line Defenders, que promovem a iniciativa, é sensibilizar a opinião pública a respeito das sistemáticas violações de direitos no país do futebol.

Se por um lado o Brasil é signatário de diversos tratados e convenções internacionais de Direitos Humanos, isso não corresponde à dura realidade de ameaças sofridas pelos que lutam por direitos individuais, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais no país. Ao invés de serem reconhecidos por promoverem avanços na democracia e terem sua luta garantida pelo Estado Brasileiro, os defensores são perseguidos e criminalizados por empresas e pelo próprio Estado.

Quem são eles? Conheça os casos.

A campanha aborda onze casos de defensores e defensoras de direitos humanos, recuperando a luta política que perpassa as suas vidas e de suas comunidades. Originários de diversas partes do território nacional, eles têm trajetórias de enfrentamento em diferentes temas. As recentes violações em nome da realização de megaeventos no país são relatadas e vivenciadas por Vitor Lira, do Rio de Janeiro. A mãe de maio Débora Silva, de São Paulo, relembra a força e a luta das vítimas de violência policial nas periferias urbanas das cidades brasileiras. As dificuldades e enfrentamentos da luta LGBTT são trazidas à tona por Indianara Siqueira, do Rio de Janeiro, e Márcio Marins, do Paraná.

Já a militância do povo Tupinambá pelo reconhecimento de sua identidade indígena e de seu território é narrada a partir da história do Cacique Babau, da Bahia. A resistência quilombola na luta pelo respeito ao território e à herança africana são representadas por Rosivaldo Correia, do Pará, e Rosemeire Santos Silva, da Bahia. Do Mato Grosso do Sul vem a luta Guarani-Kaoiwá pela demarcação de seus territórios, representada na figura do Cacique Ládio Veron. A vulneração dos modos de vida tradicionais de pescadores e ribeirinhos ecoam nas histórias de João do Cumbe, do Ceará. Já os conflitos agrários e as violações de direitos sistematicamente vivenciados no campo são contados através dos relatos de Laísa Santos Sampaio e Osvalinda Pereira, do Pará.

Serviço

Coletiva de Imprensa com os defensores Cacique Babau, Débora Silva, Rosemeire Santos Silva, Cacique Ládio Veron, Márcio Marins e Indianara Siqueira.

Quando: Terça, dia 10 de junho, às 10h
Onde: Av. Paulista 575 – 19º andar (Auditório da Conectas)

A partir das 18h, haverá bate-papo com defensores e exposição de fotos e vídeos que contam as suas vidas produzidos pela Mídia Ninja, além de atividades culturais e uma apresentação do artista Curumim. As atividades acontecerão no Centro Cultural Jongo Reverendo.

Quando: Terça, dia 10 de junho, a partir das 18h
Onde: Rua Inácio Pereira da Rocha, 170 – Vila Madalena (Centro Cultural Jongo Reverendo)

Mais informações

Glaucia Marinho – Justiça Global: 21 97688-2099
Ednubia Ghisi – Terra de Direitos: 41 8490-6830

Da redação. Comente abaixo ou pelo Facebook.com/RevistaConscienciaNet. Contato: [email protected]


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