Jovem é baleado por policiais da UPP do Chapéu Mangueira, no Rio, e moradores descem para protestar

Jornal A Nova Democracia

Moradora do Chapéu Mangueira ampara criança atingida por spray de pimenta. Centenas de pessoas sofreram com uma ação policial truculenta. Elas protestavam justamente contra uma abordagem que quase acabou em execução sumária por parte de policiais da UPP do Chapéu Mangueira. Foto: reprodução do vídeo

Moradora do Chapéu Mangueira ampara criança atingida por spray de pimenta. Centenas de pessoas sofreram com uma ação policial truculenta. Elas protestavam justamente contra uma abordagem que quase acabou em execução sumária por parte de policiais da UPP do Chapéu Mangueira. Foto: reprodução do vídeo

Na manhã deste sábado, 31 de maio, a equipe de reportagem de jornal A Nova Democracia foi ao Morro Chapéu Mangueira, no bairro do Leme, zona Sul do Rio, após receber a denúncia de que um jovem havia sido baleado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local.

O crime aconteceu às 7h30 da manhã e a vítima, o jovem Felipe da Silva, de 21 anos, saía de casa para comprar pão, segundo familiares. No caminho, bateu boca com policiais após uma revista e acabou preso.

Ao invés de levar Felipe para a delegacia, PMs sequestraram o jovem e o levaram para a mata que cerca o Morro da Babilônia, vizinho ao Chapéu. No local, Felipe foi torturado e baleado na barriga pelos policiais.

Revoltados, moradores desceram o morro e bloquearam a Avenida Princesa Isabel, importante via do bairro de Copacabana. Não demorou muito para que PMs disparassem jatos de spray de pimenta contra a massa, intoxicando mulheres e crianças, como se vê nas imagens.

O jornal AND entrevistou os parentes de Felipe, que mostraram fotos do PM acusado de atirar contra o jovem e queixaram-se do regime de terror imposto por policiais na favela, sob o comando da tenente Paula Apulchro, de apenas 25 anos.

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Atualização de domingo (1/6), 00h13

Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência: “ATENÇÃO! Hoje [sábado] durante o protesto que se seguiu a mais uma ação violenta da UPP, quando um jovem foi atingido, ferido gravemente e arrastado pelo chão no Chapéu Mangueira, moradoras e moradores foram ameaçados de prisão pela comandante da Unidade, Tenente Paula Apulchro, que inclusive ameaçou: “quando for de noite vocês vão ver”.

Diante dessa ameaça, o do histórico de desmandos e violências da PM, moradores decidiram realizar uma VIGÍLIA hoje à noite na Associação de Moradores da Comunidade do Chapéu Mangueira. Vai haver exibição de filmes e outras atividades. É importante a presença de gente de fora, de advogados e da imprensa livre! As fotos são do policial que efetuou os disparos e da tenente. Mais informações com Rachel no telefone 98280-7208.”

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