Após crise na Ucrânia, EUA decide pôr fim a cooperação militar com Rússia

Foto: divulgaçãoAs agências de notícias informaram nesta segunda-feira (3) que os Estados Unidos “suspenderam todos os vínculos militares” entre Washington e Moscou, em consequência da intervenção russa na Crimeia. O anunciou foi feito pelo Pentágono.

“Isso compreende os exercícios e as reuniões bilaterais, as escalas de navios e as conferências de planejamento militar”, declarou em uma nota o porta-voz da Defesa estadunidense, o contra-almirante John Kirby.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia afirmado no mesmo dia que a Rússia violou a legislação internacional após a intervenção militar na Ucrânia e que o governo dos EUA analisava uma série de sanções econômicas e diplomáticas para isolar Moscou.

O presidente russo, Vladimir Putin, precisa permitir que monitores internacionais negociem um acordo que seja aceitável para todos os ucranianos, disse Obama.

Um detalhe: a declaração foi dada a jornalistas antes de Obama se reunir com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu — líder de um dos países que mais violam, há décadas, a legislação internacional.

“Ao longo do tempo isso será custoso para a Rússia. E agora é o momento para eles considerarem se podem cumprir seus interesses através da diplomacia e não pela força”, disse Obama, ignorando que Israel mantém uma ocupação militar na Palestina que já foi classificada por diversas organizações internacionais — incluindo um relator especial da ONU — como um apartheid em pleno século XXI.

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