A busca
pela democratização da comunicação, em conteúdos
e profissionais, deu um grande passo: a sede do Observatório de
Favelas, no Rio, abriga agora a Escola Popular de Comunicação
Crítica
A busca pela democratização da comunicação, em conteúdos e profissionais, deu um grande passo: a sede do Observatório de Favelas, no Rio, abriga agora a Escola Popular de Comunicação Crítica. O projeto é uma parceria da UFF, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, com o Observatório de Favelas, o Canal Futura, o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, a Associação Cultural Afro-Reggae, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Associação Brasileira de Produtores Independentes de TV e a UFRJ. O programa oferece cursos a 45 alunos de comunidades carentes em seu primeiro ano. O objetivo da Escola de Comunicação Crítica é criar condições para que os jovens da Maré, onde localiza-se o observatório e serão ministradas as aulas, e de outros espaços populares tenham condições de mudar a sua realidade e a da sua comunidade. Os estudantes também terão aulas nas entidades parceiras. Uma das preocupações é a importância de formar profissionais de comunicação nessas comunidades. Os alunos serão preparados tanto para trabalharem em cooperativas dentro das comunidades quanto fora delas. Isso os ajudará a ingressar em um mercado de trabalho que exige cada vez mais uma melhor qualificação e a divulgar pela mídia a vida das comunidades sem estereótipos. O projeto, coordenado pelo professor do Instituto de Geociências da UFF Jaílson de Souza e Silva começou a ser implantado no início de 2005. O curso terá duração de um ano, dividido em três quadrimestres. O primeiro será um módulo básico, destinado a todos os alunos. Os dois outros módulos tratarão da área de interesse de cada aluno: produção de vídeo, fotografia, mídia impressa ou rádio comunitária. __________________________________________________________ |