A greve docente e a esperança dos trabalhadores e trabalhadoras

Por em 03/09/2012



É uma vergonha, é verdadeiramente lastimável, que o governo federal permaneça na sua postura intransigente quanto ás reivindicações dos docentes universitários em greve.

O governo aposta na quebra de uma categoria de importância crucial para o desenvolvimento do Brasil.

Que seja um governo encabeçado por um partido dito dos trabalhadores, acrescenta uma nota de triste ironia.

Os trabalhadores e as trabalhadoras não tem partido.

O governo é o lugar do poder, do capital, das classes dominantes.

Os trabalhadores e as trabalhadoras apenas tem o que sempre tiveram, e deverão ter cada vez mais: auto-confiança, fé nas próprias forças, na capacidade organizativa e transformadora das classes que fazem o mundo e mantém a vida com o seu esforço e com o seu trabalho.

Não há partido, não há Estado que representem os trabalhadores.

Os trabalhadores e as trabalhadoras, apenas temos a nos próprios.

E destas mãos e destas mentes e corações que fazem e sustentam a vida, a vida poderá ser, é cada dia, redimida.

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Rolando Lazarte, sociólogo, terapeuta comunitário, escritor. Membro do MISC-PB/Movimento Integrado de Saúde Comunitária da Paraíba, e do GEPSMEC-Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental Comunitária da UFPB. Acesse os blogs http://rolandolazarte.blogspot.com/ e http://rolandolazarterapeutacomunitario.blogspot.com





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