_____________________ RJ # 06/03/2007
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Formas
distintas de enfrentar..
a violência no Rio de Janeiro.. Muitos
na comunidade de Alana, na verdade, têm certeza que o tiro veio de
policiais, que usam laptops na zona rica da cidade e tanques de
guerra (os “caveirões”) nas comunidades pobres. Em Vila Isabel,
bairro onde moro, também há classe média. Contra ela,
a PM nem pensa em atirar. Sabe o lugar correto para onde deve apontar sua
injustiça.
No mundo paralelo da TV, em importante matéria nesta terça 6 (com o correto destaque que o tema merece), a Rede Globo anuncia por meio do Jornal Nacional que moradores fizeram um “protesto contra a impunidade”. A resposta oficial da PM afirma que “há indícios” de quem os tiros vieram da comunidade mas, no entanto, as balas no corpo de Alana sumiram. Não haverá investigação. Como faz falta uma imprensa que, além do correto destaque, acerte também na defesa dos indefesos midiáticos, o operariado do século XXI. Que falta faz uma frase como “Alana foi assassinada pelos policiais, afirmam os moradores do morro dos Macacos”, seguido de entrevista com testemunhas. Que falta faz a coragem de enfrentar o sistema de violência que nos cerca. Que falta faz. ------------------------------------------ ------------------------------------------ |