_____________________ OPINIÃO
# 13/07/2006
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- Na vida, meninos; o homem tem que ser honrado, trabalhador, estudado, amar a família, não ter vícios e sempre pensar no futuro. E para que cada um de vocês seja um grande homem, é preciso seguir três caminhos: o primeiro deles e ser honesto; o segundo, estudar muito, estudar a vida toda; e o terceiro é trabalhar e trabalhar, de dia e de noite, trabalhar até a hora da morte. Assim
foi, assim viveu, assim nos ensinou.
O problema é que as nossas referências maiores, nossos representantes, silenciaram em nós a vontade de acreditar na força do trabalho e em todas as benesses que advém dela. No pensamento humano e em todo o esforço desprendido em anos de aprendizado e retidão. Na certeza de que a honestidade enobrece o homem, mas o empobrece na saga do dia-a-dia, de conquistar o quinhão que lhe falta. Hoje nós partilhamos o quinhão da negação aos grandes ideais humanos, aos grande ideais da família humana, aos grande ideais de construir uma Nação com homens, trabalho e livros. Não é por acaso que Lula é hoje o nosso presidente, pois ele encarna tudo aquilo que nos cerca. Ele é o fiel representante do Brasil que comungamos nas ruas e que, aos poucos, toma conta das nossas casas, dos nossos corações. Ele representa este país rendido, vencido pelos ladravazes que sustentam o governo das aparências. Lula é exatamente o Brasil, a nossa Seleção de Futebol, aquela que tinha todas as condições de ser a melhor do mundo e se afundou em todas as suas fraquezas, embriagou-se com as suas debilidades. É um país somado em seus fracassos, não dinamizado pelas suas potencializadas. Há um primitivismo cultural e moral reinante no Brasil. Há um primitivismo encarnado em Lula. Sonhamos
o país que deveria ser e vivemos no país que é. Entre
os dois, há um verdadeiro Lula de distância.
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