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#.VIOLÊNCIA
POLICIAL / RJ
Dia
das crianças na Maré tem prostesto contra violência
policial
Em
protesto à morte de cerca de cinco crianças, no mês
de setembro, praticada por policiais, moradores da Maré, juntamente
com a Rede de Comunidades Contra a Violência e organizações
não-governamentais de dentro e fora da Maré estão
organizando um grande ato contra a violência policial no Dia das
Crianças.
O evento
será no dia 12 de outubro, às 13h, na Praça da comunidade
Nova Holanda, no Complexo da Maré, onde foi assassinado por policiais,
no dia das eleições, o menino Rennan, de 3 anos. De acordo
com os organizadores, o ato contará com uma caminhada nas principais
comunidades da Maré, com atividades culturais e a presença
de moradores de outras comunidades do Rio de Janeiro.
Estado
criminoso
O Estado
cometeu mais um crime no Complexo da Maré e a vítima desta
vez foi Rennan Ribeiro, de apenas 3 anos. No domingo de eleição,
quando os moradores da Maré exerciam o ato de cidadania, aliás,
em um momento em que as comunidades do Rio de Janeiro são lembradas
pois os seus votos ficam cotados a preço de ouro, a Polícia
Militar (PM) fez a sua parte no show da democracia com eficiência.
Na rua
Principal, na comunidade Nova Holanda, três blazers da PM tomaram
a rua, que deveria ter mais de 300 pessoas, em alta velocidade e dispararam
tiros que atingiram fatalmente o abdômen de Rennan e Rafael Brito,
de 21 anos, que levou um tiro no pé.
| A
PM alega que houve troca de tiros, mas, de acordo com testemunhas, não
havia bandidos na rua e mesmo se houvesse a polícia não poderia,
em hipótese alguma, sair atirando a esmo. Isso não ocorreria
se fosse na Zona Sul. A política de extermínio do pobre,
negro e favelado se dá desta forma nas favelas, pois o próprio
Estado não a considera um local de direitos. |
| A política
de extermínio do pobre, negro e favelado se dá desta forma
nas favelas |
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.Se
considerasse, levaria educação, saúde, saneamento,
moradia, etc, e não uma polícia assassina. O ato deixou os
moradores que assistiram a trágica cena inconformados e foram cobrar
providências ao comandante do 22° Batalhão da Polícia
Militar, que fica na Maré, Ruy Loury, que atendeu aos familiares
de Rennan e aos líderes comunitários com uma arma em punho,
como se estes fossem bandidos.
A situação
só não foi mais grave porque os líderes comunitários
fizeram um cordão de isolamento para negociar com alguns moradores
mais exaltados, que diante do inconformismo atiraram pedras e foram repelidos
pela polícia com bombas de efeito moral e gás de pimenta.
Isso causou pânico e correria que resultou em mulheres grávidas,
idosos e crianças pisoteadas sem grande gravidade.
| Enquanto
isso, os policiais tentavam distorcer os fatos e faziam interrogatórios
aos familiares como se eles tivessem praticado algum crime. Mesmo com a
presença do recém eleito deputado estadual Marcelo Freixo,
que é pesquisador da ONG Justiça Global, o diálogo
não ocorreu de maneira satisfatória, e Freixo se comprometeu
em acompanhar as investigações sobre o caso. Segundo testemunhas,
após os disparos os PM's recolheram os projéteis que comprovaria
a sua culpa no assassinato de Rennan. Até quando o Estado continuará
dizimando os negros, pobres e favelados? Quando estes terão o seu
direito à vida resguardado? |
| Até
quando o Estado continuará dizimando os negros, pobres e favelados?
Quando estes terão o seu direito à vida resguardado? |
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Fonte:
Jornalistas Populares
Fechamento:
08/10/2006 - 21h30
Contatos:
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Imagens:
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Ref.
http://www.consciencia.net/2006/1008-pm_criminosa.html
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