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Entidades propõem ações para pôr fim a “crimes de guerra” ------------------------------------------
A nota informa que 17 civis perderam a vida e centenas ficaram feridos pelos foguetes lançados pelo Hezbolah contra as zonas civis em Israel, enquanto que no Líbano os ataques aéreos e os bombardeios de Israel mataram mais de 300 civis, sendo que um terço são crianças. Milhares ficaram feridos. "As bombas e as ameaças de Israel têm provocado o desabrigo de meio milhão de libaneses", informou a Anistia.
O Fazendo Media, repercutindo informações da Telesul, já havia publicado que dezoito pessoas morreram carbonizadas e outras quatro ficaram feridas durante os bombardeios lançados por Israel contra o Líbano no sábado, 15 de julho. Entre as vítimas estavam nove crianças. A informação foi confirmada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os dezoito libaneses morreram quando tentavam escapar de um ataque aéreo contra a localidade de Shamad al Bayada, que fica no sul do país. Rumo a uma
catástrofe humanitária
A destruição promovida por Israel nas centrais elétricas e demais infra-estruturas tem deixado os hospitais, postos de saúde e muitos centros médicos sem os recursos e as condições necessárias para dar atendimento ao número cada vez maior de feridos. Segundo informações da Anistia, as forças israelenses atacaram ambulâncias, equipes de resgate e ainda tentavam atacar as suas próprias vítimas. Alguns estrangeiros apanhados pelo conflito só têm conseguido a evacuação graças à intervenção dos governos de seus países de origem, mas, como advertem as organizações humanitárias, a população civil do Líbano se encontra à mercê de uma catástrofe humanitária. "Ataques
são crimes de guerra"
A entidade reivindicou que todos os Estados "têm a obrigação de garantir que sejam investigadas, imediatamente, as denúncias de crimes de guerra" e que os seus autores "compareçam perante a Justiça e que suas vítimas e famílias obtenham reparação. Esta é a responsabilidade que cabe a todos os Estados que fazem parte da Convenção de Genebra, não somente às partes envolvidas no conflito", informou. A rapidez e eficácia da evacuação de estrangeiros contrastam flagrantemente com a lentidão com que a comunidade internacional se move em relação à crise, afirma a nota. Na reunião de Roma, a Anistia entende que os governos importantes devem mostrar maior determinação e disposição para pressionar as partes envolvidas no conflito para que ponham fim a seus ataques contra os civis e garantam o respeito ao direito internacional humanitário. Ações
concretas para proteger civis
Solicita ainda o envio imediato da Comissão Internacional Humanitária de Pesquisa, criada em virtude do artigo 90 do Protocolo Adicional à Convenção de Genebra de 12 de agosto de 1949, relativo à proteção às vítimas de conflitos armados internacionais, para que investigue os incidentes relacionados com as graves violações da Convenção de Genebra e do Protocolo. Na expectativa do estabelecimento de tal mecanismo, a Anistia pede que seja garantida que a Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FPNUL) conte com os recursos necessários para observar, informar e documentar minuciosamente os abusos que tanto Israel como o Hezbolah estão perpetrando. A Anistia sugeriu também a convocação de uma reunião com as altas partes contratantes da Convenção de Genebra para instruir medidas a fim de garantir o cumprimento do direito internacional humanitário, além da suspensão de todas as vendas, transferências de armas e material militar às partes envolvidas no conflito, providenciando acordos de supervisão eficazes para prevenir tais transferências, com respaldo em um embargo de armas do Conselho de Segurança da ONU. A Anistia fecha a carta solicitando a proteção aos civis tanto no Líbano como em Israel e o respeito ao direito internacional humanitário. "Os autores dos crimes de guerra neste conflito não devem ficar impunes". Para Human
Rights Watch, Israel usa bombas de fragmentação
Kenneth Roth, diretor-executivo da entidade, alega que tais armas não têm precisão e não devem ser usadas em áreas povoadas. Críticos deste tipo de armamento ouvidos pela BBC destacam que elas deixam para trás um grande número de pequenas bombas sem explodirem, que costumam matar crianças muito tempo depois de disparadas. A munição usada por israelenses no Líbano tem uma margem de erro de uma em sete, que a Human Rights Watch considera alto demais. O Exército israelense admitiu o uso deste tipo de armamento, mas argumenta que o uso de munições de fragmentação "não contraria leis internacionais" e que está "investigando o incidente". Israel já usou esta munição no Líbano em 1978 e durante a década de 80. O país, fortemente financiado pelos Estados Unidos, é um dos maiores produtores e exportadores deste tipo de armamento, principalmente de projéteis de artilharia e mísseis. A ONG afirmou que há países como a Bélgica que desde fevereiro de 2006 proibiram o uso deste armamento, e outros como a Noruega o farão em breve. Pressão
na Inglaterra por "cessar-fogo imediato"
Hospital
ainda não bombardeado por Israel..
Em
carta aberta, coincidindo com a abertura da conferência em Roma,
que pretende encontrar uma saída para o conflito e a crise humanitária
no Líbano, as organizações advertem o governo britânico
que sua postura coloca em perigo a população civil. "Com
sua recusa em pedir um cessar-fogo imediato, o governo da Grã-Bretanha
coloca em perigo as populações civis, ao invés de
contribuir para protegê-las", denunciam as organizações,
entre as quais figuram Oxfam, Save the Children e o Conselho Muçulmano
de Grã-Bretanha. "Pedimos com urgência que aproveitem a reunião
ministerial de quarta-feira em Roma para dar o apoio do governo britânico
aos pedidos por um cessar-fogo imediato", exigiram as organizações.
"Uma atitude
distinta significa que a Grã-Bretanha se esquiva de sua responsabilidade
de contribuir para proteger os civis, vítimas deste conflito", advertiram
os signatários. Tony Blair, cada vez mais criticado em seu país
por sua posição no conflito entre israelenses e libaneses,
que muitos consideram uma submissão a Washington, tem evitado até
o momento pedir um cessar-fogo imediato no Líbano.
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