| ensaio dos leitores
Paradigma de quê? ------------------------------------------
O que se argumenta é que este paradigma seria o perfeito para todos, independente de qualquer coisa, ou seja, Estado, cultura ou religião, e assim por diante. O fato dos Estados Unidos tentarem impor o seu modo de vida já é um caso extremamente errôneo, ou seja, cultura e modo de vida são diferentes em todos os Estados, e tentar embasar este processo na pressuposta globalização é uma grande falácia, uma vez que a mesma, assim como o paradigma, nos é imposta. O que quero expor é que: quem foi que disse que a “democracia” estado-unidense é um paradigma, que todos os povos devem segui-la? Quem foi que abstraiu que aquilo é um país de fato democrático? Os exemplaristas, com Clinton? Ou os vindicadistas, com Bush I e II? Transferindo este fato para um processo dialético, suponhamos que eles sejam o indivíduo e o resto do mundo a totalidade. Então, onde está o paradigma de democracia? Uma vez que, ao mesmo tempo em que eles são “democratas” como indivíduo; enquanto totalidade são opressores, ou seja, ao querer impor o seu modelo “democrático” à totalidade; por serem a única potência, eles tiram a democracia da totalidade, fazendo assim a mesma, em tese, adotar aquele modelo. Eles tiram então o poder de escolha dos demais Estados, principalmente dos periféricos. A desculpa por ser um país “democrático”, embasado pelo seu sistema político-econômico, leia-se liberal, em nada os difere de um país que vive em extrema ditadura, pois assim como este sistema, aquele, de uma certa forma, também é uma ditadura. Ou seja, o que se discute é que para viver nesta “democracia”, o indivíduo é o único responsável pelo seu bem estar, e o Estado só estaria ali para “gerenciar” este processo, garantindo assim o processo de acumulação capitalista, em detrimento do processo democrático, já que o Estado passa a ser então burguês, em última instância. Quando se diz em detrimento do processo democrático, entenda-se que o mesmo é falho devido à proteção à classe capitalista em contrapartida à proletária, ou seja, em última instância a classe operária é oprimida pela ação “democrática” do poder estatal, que não consegue engendrar o processo democrático de fato. O que leva continuamente o trabalhador e ser explorado, gerando assim a mais-valia, para a acumulação capitalista. O país ‘Estados Unidos’ como indivíduo não pode ser paradigma de democracia para a totalidade, pois dentro de seu próprio sistema há opressão e massacre contínuo de seus gentis, e dos que lá chegam para realizarem o tão sonhado “American dream”. O holocausto estado-unidense sobre os índios - Deus salve o General Custer -, os latinos - “Lost Angeles”, agora tem um prefeito latino, depois de várias décadas - e os negros, é tão ou pior tanto quanto dos nazi-fascistas, da 2a Guerra Mundial, sobre o povo da terra prometida. Sendo
assim, a democracia no Estado supracitado não existe de fato e tão
pouco serve de paradigma para as demais nações da totalidade,
pois se há um modelo ou padrão a ser seguido, o mesmo ainda
não existe e quiçá possa ser “criado” por alguém
algum dia. Ou melhor, creio que este modelo deva ser desenvolvido de acordo
com as peculiaridades de cada Estado-Nação, sem que haja,
de fato, abuso de poder, tanto por parte do indivíduo quanto da
totalidade. E desta forma, fica a pergunta então: “Eles são
paradigma de quê”? Pensem...
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