Petrônio Souza Gonçalves..Arquivo 2004
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Entre a sigla e a cifra

Petrônio Souza Gonçalves, 13 de dezembro, 2004. Cristóvam Buarque, senador eleito pelo Partido dos Trabalhadores do Distrito Federal, declarou, analisando os rumos do governo petista: “O que a gente está vendo aí é que muitos mudaram de lado, de ideologia... eu tenho a minha ideologia e tenho o meu partido... Não quero deixar o meu partido nem minha ideologia. Mas se tiver que abonar um governo que não segue as minhas ideologias, meu princípio moral, eu fico sem partido, mas mantenho dentro de mim os meus ideais”. Ao que tudo indica, o senador petista não está sozinho.

Então, é natal?!

Petrônio Souza Gonçalves, Natal de 2004. Pela longa estrada iam, Maria e José. Atravessaram vales, subiram montanhas, sempre resignados, seguindo o grande chamado. Já noitinha chegada, não encontraram na pequena cidade uma casa para abrigá-los.

Os dois maridos II

Petrônio Souza Gonçalves, 5 de dezembro, 2004. O estatuto do bom mineiro ensina: “negocia mais, quem negaceia...”. FHC e Lula - buscando se valorizar diante da banqueirada nacional e internacional - estão se duelando frente aos olhos e ouvidos indignados de toda população, para ver quem vendeu mais o Brasil, quem mais nos entregou aos desmandos dos especuladores internacionais, qual foi mais eficiente na política antipatriótica do liberalismo. Os dois estão se revelando deslumbrados com o canto da sereia internacional, aquela que leva o ingênuo marinheiro para o fundo do mar, do poço.

Os dois maridos

Petrônio Souza Gonçalves, 2 de dezembro, 2004. Fernando Henrique Cardoso era presidente. Escolheu um modelo econômico excludente, de entrega do patrimônio público ao mundo financeiro, do endividamento da nossa economia, do sucateamento dos estados e da Nação

Uma Nação sem pátria

Petrônio Souza Gonçalves, 30 de novembro, 2004. Nada é mais nobre entre os povos, entre as nações, que a sua bandeira, as cores da sua raça. Quando alguns se envergonham de lutar por ela, e não tem orgulho de defendê-la numa guerra, é chegado o fim de uma era. Assim vai caminhando o grande sonho atleticano, tendo seu destino entregue às mãos daqueles que não comungam com os seus ideais.

O preço de cada um

Petrônio Souza Gonçalves, 28 de novembro, 2004. As palavras não são minhas, são de Pedro Simon, senador e herdeiro dos grandes ideais libertários dos pampas gaúchos: “Quando o governo Lula chegou ao poder, acreditamos que o balcão de negociatas instalado no Congresso havia sido fechado... mas o que se vê é que agora ele está em pleno funcionamento, só comparável tamanho movimento com a época da compra da reeleição do Fernando Henrique”.

O universo íntimo de Lula

Petrônio Souza Gonçalves, 20 de novembro, 2004. Nordestino, paraibano de Engenho Pau D’arco, Augusto dos Anjos deixou, em sua poesia, o amargo da vida dura do nordeste que leva diariamente uma surra política do sul, que vira as costas para as agruras do país dos necessitados. Em seus Versos Íntimos, revelou a chaga que trazia no peito e dentro da sua vida inteira.

Partido dos Trabalhadores, uma pena!

Petrônio Souza Gonçalves, 23 de outubro, 2004. É trágico, constrangedor, ler nas páginas dos jornais a quantas vai indo e ficando o governo Lula, um governinho bem pé-de-chinelo, rastaquera e sem pudor. Depois de eleito com aquele fervor nacional da mudança, o que fez o presidente?! Conclamou, num primeiro momento, para compor chapa com seu fiel escudeiro, o deputado João Paulo, o senador José Sarney, para juntos dividirem a presidência do Senado e da Câmara. Era o início de tudo...

Um bezerro Brasil

Petrônio Souza Gonçalves, 15 de outubro, 2004. Quem ouviu, jura que é verdade. Dizem que Sebastião Quintão, fazendeiro e prefeito eleito de Ipatinga, Vale do Aço mineiro, terra em que o PT dominava com mão de ferro o pleito municipal há 16 anos, depois de anunciada sua vitória contra a caravana petista entronada, estufou o peito e disse com firmeza: “É gente, para desmamar um bezerro de 16 anos como este, só mesmo um fazendeiro bruto como eu...”.

Com medo de repetir

7 de outubro, 2004. Duas constatações vêm das mais diferentes regiões do Brasil, dos mais diferentes pontos de vista. A primeira foi feita pelo vereador mais votado pelo Partido dos Trabalhadores de Ribeirão Preto, a jóia da princesa petista, Beto Cangussu: "O PT virou as costas para a militância e se transformou em partido de um só (sic). Precisamos voltar às origens em Ribeirão Preto e não ser só o partido do Palocci".

Votar é preciso?!

1 de outubro, 2004. Da herança greco-romana vem o modelo e o formato da política nascida nas polis. De lá para cá, muita coisa mudou e o seu conceito básico evaporou. Nos parece hoje que a política está muito mais próxima de poluição do que da Politika originária.

Vanderlei Cordeiro de Lima, um brasileiro

25 de setembro, 2004. Lutando contra tudo e contra todos, contra a falta de políticas que incentivam o esporte no seu País, contra a falta de uma política que combata a fome e a desnutrição infantil no Brasil, contra a omissão do poder público em relação ao desenvolvimento social dos seus compatriotas, Vanderlei Cordeiro de Lima ia, com a chama da esperança acesa em seu peito, levando dentro da sua alma a dor e a verdade de milhões de brasileiros.

Omissão, não!

28 de agosto, 2004. A nota a seguir, sobre declaração do ex-ministro do governo Lula, Cristovam Buarque, chegou-me por e-mail. Fui checar e vi que estava repetida em algumas páginas de jornais. Como o novo Conselho inquisidor do jornalismo ainda não entrou em vigor, a imprensa aberta e alguns isentos jornalistas a deram sem temor.

Existe ética para o poder?

12 de agosto, 2004. Durante a Ditadura Militar, anos em que as balas de chumbo abriram chagas na democracia brasileira, silenciosamente nas redações dos grandes jornais, jornalistas politizados empunhavam sua caneta e duelavam anonimamente contra o sistema ignaro e opressor. Muitos deles, trabalhando no campo subjetivista do jornalismo e das idéias, burlaram a censura burra e noticiaram aqui e ali o novo líder sindical que enfrentava de peito aberto o arroto roto dos golpistas entronados pelo cano quente das metralhadoras.

Enquanto rodam a bolsinha...

6 de agosto, 2004. Em uma agência da Caixa Econômica Federal, na zona sul de Belo Horizonte, entraram três meninas, duas juntas e uma vindo atrás. Todas se dirigiram à funcionária responsável pela abertura das contas-poupança. (...)

Perseguição política aos trabalhadores da Varig

25 de julho, 2004. Na casa-mor do jornalismo brasileiro, sua Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro, encontramos um grupo de ex-pilotos da Varig buscando junto ao seu presidente, o destemido Maurício Azêdo, um pouco de espaço na nossa imprensa nacional para contar um pouco da sua história. Divulgo documento intitulado “Perseguição política aos trabalhadores da Varig”, onde sintetizam um pouco da sua causa e história.

O poder e outras moscas...

18 de julho, 2004. Eça de Queirós, figura maior do realismo português, gênio do humor e da ironia, um dia sentenciou: “A família é um bando de egoístas que janta de chinelos”. Das terras de além mar, herdamos os mesmos vícios e costumes portenhos e se a frase de Eça fosse repensada hoje, poderia ser: “O governo do PT é um bando de egoístas que janta de chinelos”.

O governo pelego de Lula

4 de julho, 2004. Parece que virou moda, aonde o presidente vai, a vaia vai atrás, ensaiada. Afinada pelas atitudes pelegas de Lula, o demagogo governo do PT está muito longe do que muitos ali sempre pregaram.

Quando o probo silencia, agiganta-se a voz do roto

26 de junho, 2004. Esta foi a leitura que fiz ao ver a cena do presidente Lula visitando o corpo calado do velho caudilho Leonel de Moura Brizola. Um, silenciado pelos ponteiros da história. Outro, falando por todos os canais que estão sempre abertos para os que são levados pelos ventos da história. Por duas vezes, um momento da mesma dor.

O salário mísero do governo mínimo

19 de junho, 2004. Para alegria geral da Nação, o governo Lula sofreu mais um derrota vexatória no Senado Federal e o salário mísero não será apenas de R$ 260,00, mas sim, R$ 275,00.

Uma pedra no meio do caminho

30 de maio, 2004. É triste constatar que o País é rico e o seu povo pobre, muito pobre. E os nossos governantes beiram a indigência moral, a vassalagem institucional.

Melhor é mandar vir outra cerveja?!

23 de maio, 2004. Todo governo deveria ser medido pelo tamanho da sua ousadia, da sua capacidade de enfrentar e vencer desafios, do seu potencial de realizar o grande sonho nacional, as urgências do seu povo. Assim, o presidente Lula nos revela o exato tamanho do seu governo, representado até aqui pelo crescimento do País sob a sua direção: zero.

O novo salário do governo mínimo

10 de maio, 2004. Durante anos de lutas e militância política, o metalúrgico Lula, acreditando que o povo unido jamais será vencido, ensinou os trabalhadores a lutarem e reivindicarem seus direitos. Agora, procura calar as vozes insurretas dos que com ele aprenderam a lutar e não calar diante da face infame do poder.

Celso Teixeira Brant, um inconfidente

29 de abril, 2004. “Se me pedissem para definir Celso Brant em três palavras não convencionais, eu diria: Invulgar. Singular. Fascinante”. Era tudo isso e muito mais, um ser humano que viveu até o último minuto buscando o seu próprio sonho. Um brasileiro nato.

A página inglória do governo Lula

24 de abril, 2004. Em uma das suas maravilhas, o livro Tutaméia, Guimarães Rosa, que ainda não conhecia o desgoverno de Lula e asseclas, profetizava: "Tudo se finge, primeiro; germina autêntico é depois".

O novo governo velho de Lula

17 de abril, 2004. O governo Lula é, até agora, um governo novo com características de um governo velho. Por isso, a opinião pública já começa a ensaiar a vaia enquanto os índices de popularidade do presidente caem, seguidos pela desaprovação popular do governo.

Rubinho e Lulinhadois pés de chinelo

4 de abril, 2004. Os brasileiros acreditaram no sorriso triste dos dois e pisaram fundo nesta idéia, iludidos que estaríamos fazendo uma grande viagem. Passou-se o tempo e o que se vê pela janela do carro é que o País caminha por uma estrada esburacada, empoeirada e sem sinalização, como nunca se viu. Os dois tinham nos enganado.

A página da história que o PT rasgou

14 de março, 2004. Muito do que o presidente falou e prometeu durante a campanha presidencial virou palavras ao vento, papéis picados jogados nas ruas do Brasil, na vala da história.

Numa mesa do ‘buteco’ Brasil...

7 de março, 2004. Muitos de nós, brasileiros, acreditávamos que o governo Lula iria ser um governo vindo do céu, mas, até agora, ele só tem demonstrado que veio de um ‘buteco’ bem sem vergonha, bem ordinário, ‘copo sujo’, onde um certo Waldomiro Diniz era o garçom e cobrava 1% pelos serviços prestados.

O 13 do PT faz 24 anos

15 de fevereiro, 2004. O Partido dos Trabalhadores comemorou com festa os seus 24 anos de existência. Aproveitando o sugestivo número, o PT resolveu mudar de cara, de modos, de atitude, acovardou-se.

Do Barbudo do Continuísmo ao Beiçola das Privatizações

11 de fevereiro, 2004. Os dados, os números, pipocam por todo o País. Estudos de todas as ordens vem demonstrar a nossa realidade econômica e social esmagada, estrangulada, por anos de políticas e governos apátridas, gente que não pensa uma só vez na hora de lesar, roubar, vender a pátria.

A República dos companheiros

2 de fevereiro, 2004. Que o governo Lula era o governo dos companheiros, dos amigos, do sindicalismo do poder, todo mundo imaginava, ou, os mais crédulos, tinham certeza. Agora vem a confirmação por parte do companheiro-mor José Dirceu, do núcleo duro do governo duro, com pouca, ou quase nenhuma sensibilidade social.

Uma estrela decadente

25 de janeiro, 2004. Lula não ‘cometeu’ nenhuma reforma ministerial, apenas contrabalançou o fiel da politicagem barata, descompromissada, deitando remendos velhos em um governo velho.

Enquanto nos ‘levam’ tudo
18 de janeiro

O show não pode parar
10 de janeiro


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