| opinião
O bêbado e o gordo equilibrista ------------------------------------------
A grande verdade é que ambos revelam-se fenômenos. Um, totalmente fora de forma, é titular na melhor Seleção do mundo. Outro, totalmente cego, surdo e ingênuo; é o presidente do país mais generoso e complacente do universo. Ser brasileiro é sobretudo uma dádiva, um sonho! Nas palavras de Lula a Seleção nos decepcionou, jogou bem abaixo do esperado, e que toda a partida foi um sofrimento e uma angustia. A seleção de Ronaldo apenas parafraseou o governo Lula, aprendeu com ele a nos decepcionar. E Lula, já dando o tom da sua campanha presidencial, declarou que "o que vale, no futebol, é a vitória. Seja com gol de cabeça, de peito, de bicicleta ou canela". Para ele, assim como para o José Dirceu, para o Palocci, e para os silvinhos e seus milionários coecões; os fins justificam os meios, sempre. Que o diga o ex-dirigente petista Paulo de Tarso, aquele que não bateu-bola com a dançarina do mensalão e sua inesquecível dança da elefantinha. A verdade é que depois do primeiro jogo estamos todos decepcionados com a nossa Seleção. Assim como estamos todos decepcionados com o governo companheiro, que alimentou em nós a esperança e que nos deu a decepção, a traição e o medo. Ainda assim, estamos sempre na torcida, acreditando, pintando em nossas casas e em nossos corações a bandeira verde da esperança, amarelada por anos de decepções e frustrações. Somos todos brasileiros, uma nação ensolarada, continental, batizada sob o signo da alegria e da festa. O problema
é que alguns poucos preferem mesmo tornar a vida de todos nós
em uma verdadeira e eterna ressaca. Uma pena!
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