reportagem
Biocombustíveis:
manobra ou vontade política?
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Recentemente
o presidente Lula transcreveu o slogan “O Petróleo é Nosso”
da era Vargas para “O Biodiesel é Nosso”. Começam a aparecer
propostas que representam um consenso mundial em tornar as políticas
públicas ambientalmente mais sustentáveis. Mas até
onde vai a vontade política? Leia nesta reportagem da Revista Consciência.Net,
de maio de 2006
Recentemente
o presidente Lula transcreveu o slogan "O Petróleo é Nosso"
da era Vargas para "O Biodiesel é Nosso", acrescentando que o óleo
das sementes deverá constituir cerca de 10% da fórmula do
diesel comum consumido por ônibus e caminhões até o
fim da década. Um pouco antes, o governo do Estado do Rio de Janeiro
apresentou o primeiro ônibus comercial do país movido a biodiesel.
A iniciativa é parte da estrutura a ser montada para os jogos Panamericanos
de 2007, o RioBiodiesel, e conta com a participação da Coppe/UFRJ
e da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. Ambas as propostas
representam um consenso mundial em tornar as políticas públicas
ambientalmente mais sustentáveis. Mas até onde vai a vontade
política?
Para
moradores de outras cidades como Curitiba, Ribeirão Preto e diversas
outras pelo mundo, o biodiesel comercial não é novidade.
Os motores movidos a óleos vegetais são tão antigos
quanto os movidos a combustíveis fósseis. O inventor Rudolf
Diesel já utilizava óleo de amendoim para rodar seus motores
em 1897. O álcool também é um biocombustível,
e o programa Pró-alcool foi reconhecido mundialmente e, apesar dos
impasses, é considerado um sucesso ao possibilitar uma fonte energética
viável em substituição ao Petróleo.
Cem anos
movidos a petróleo
São
apenas 109 anos desde a invenção de Diesel, um século
que podemos chamar de Era do Petróleo. O ouro negro que brota da
terra tem origem na decomposição de organismos que habitavam
o planeta há milhões de anos, uma combinação
de moléculas de carbono e hidrogênio de onde retiramos os
componentes fósseis para a produção de óleo,
gás, lubrificantes, plásticos, fertilizantes, medicamentos,
tintas, tecidos, corantes, conservantes, inseticidas, armas químicas,
explosivos etc. Tais produtos também podem ser produzidos de maneira
mais ecológica a partir da alcoolquímica e da oleoquímica
vegetal.
Pensando
bem, são 109 anos nos quais a humanidade travou duas guerras mundiais,
milhares de conflitos e inúmeras ditaduras ao custo de milhões
de vidas humanas que foram tragicamente interrompidas. Nesses 109 anos
retiramos a autonomia dos povos e concentramos a riqueza. Hoje, 10% dos
mais ricos detém 54% da riqueza do restante do planeta. Países
como a Nigéria, grande exportadora de petróleo, gás
e carvão, tem um dos maiores índices de pobreza —
cerca
de 70% da sua população vive com menos de um dólar
norte-americano ao dia.
Não
pense que há cem anos éramos todos pobres e países
com índices tão altos de desigualdade foram simplesmente
incompetentes em sua administração. Não pense que
há cem anos morávamos em casas
de sapê, não tínhamos acesso a canais de esgoto
e que o progresso é um processo democrático no qual cada
país tem o seu tempo. A situação não é
diferente para grande parte da população mundial e, ironicamente,
são os países com recursos naturais de interesse e posição
geográfica estratégica que mais sofrem com a desigualdade
e seus conseqüentes problemas.
A história
da humanidade é cheia de casos paradoxos e suas perplexidades. O
biocombustível é um dos maiores exemplos do que poderíamos
ter sido e não fomos: uma outra sociedade.
Como?
Imagine,
há cem anos, se Rudolf Diesel não tivesse desaparecido
(ou assassinado?) em 1913 em meio ao oceano a caminho da Inglaterra. Entre
1911 e 1912, o inventor do motor a óleo, postumamente nomeado motor
Diesel, predisse: "(...) o motor Diesel pode ser abastecido por óleos
vegetais e ajudará consideravelmente no desenvolvimento da agricultura
dos países que o utilizarem", acrescentando que "o uso de óleos
vegetais como combustíveis de motores hoje parece insignificante.
Mas tais óleos podem ao longo do tempo se tornar tão importantes
quanto o petróleo e o carvão são no presente momento".
O mundo
de 1900 não é o mesmo de 2000, nunca fomos tão dependentes
das fontes energéticas como somos atualmente. O uso anual de energia
no mundo gira em torno de 10,345 bilhões de toneladas de petróleo,
sendo 1,827 bilhão destinados ao transporte, 3,764 bilhão
à geração de eletricidade, 2,236 bilhão à
indústria e 2,516 bilhão ao comércio e uso residencial
(dados do jornal O Globo de 5/2/2006).
Então
continuemos. Imagine um mundo onde as máquinas não rodassem
através da energia proveniente de combustíveis fósseis.
Um mundo movido à energia solar captada pelos vegetais, num processo
regido pelas Leis da Biotermodinâmica desde a invenção
da vida. Neste caso, não se trata de imitar as plantas captando
energia solar via fotoreceptores —
o trabalho realizado com perfeição pelos vegetais ainda não
foi tão bem copiado por nós humanos e nem acreditamos que
um dia o seja.
Parte
da capacidade energética dos vegetais pode ser traduzida por suas
sementes. Como sabemos, as sementes contém reservas de energias
para a criação de uma nova planta. Tal reserva concentra-se
quando retiramos seus óleos, e isso sabemos comprovadamente desde
que passamos a comê-las.
O tempo
não volta
O
Sr. Diesel é considerado um dos grandes gênios da humanidade,
seu motor foi crucial para o desenvolvimento tecnológico de nossa
sociedade, mas sua inocência não foi capaz de prever nosso
perverso percurso tecnológico. O petróleo, apesar de ser
um recurso finito, não está condicionado a fatores climáticos,
disponibilidade de sementes, tempo de colheita e outras situações
que impedem a produção de óleos vegetais na proporção
que extraímos petróleo. Teriam as sementes condições
de suprir a demanda energética que criamos?
A energia
proveniente dos óleos vegetais representaria na época a continuação
da autonomia nos campos —
naquele tempo a população não concentrava-se em cidades
—,
pois Diesel desenvolveu seu motor de maneira a dar autonomia energética
a pequenos empreendedores e camponeses. Bastava que estes produzissem sementes
e obtivessem seu óleo. A tecnologia de extração de
óleo não é das mais complicadas nem necessita de tantos
aditivos como ocorre hoje.
Quem paga
e quem recebe
A concentração
de capital promovida pelas leis humanas com relação ao petróleo
permitiu que as tecnologias de hoje fossem utilizadas em favor de grupos
e não da humanidade. A proposta de obter energia através
dos biocombustíveis não é a mesma que a de cem anos.
O motivo maior de tal transferência é provocada pelo efeito
estufa que está rapidamente modificando o clima do planeta. A limitada
capacidade de extração não demonstra ser a maior preocupação,
visto que o consumo já é maior que sua prospecção.
No presente momento vivemos uma guerra que engloba indiretamente todos,
pois o preço do barril de petróleo influencia qualquer economia,
e apenas algumas
famílias ligadas à indústria petrolífera
é que jogam as cartas.
Indígenas
e camponeses são hoje o alvo de maior repressão das forças
de dominação provenientes de governos junto a instituições
privadas. Em 2003 a FAO constatou que 97% das sementes de trigo plantadas
pelos iraquianos eram de replantio ou adquiridas em mercados locais. No
ano seguinte o governo norte-americano impediu que agricultores
iraquianos replantassem suas próprias sementes, numa conhecida
estratégia de guerra de transformar economias autônomas em
dependentes. Hoje a quase totalidade das empresas sementeiras no mundo
pertencem ao capital de empresas ligadas ao petróleo e às
'tecnologias da vida' —
como se autodenominam as empresas de sementes transgênicas e medicamentos.
No 'Especial
Colombia en busca de paz', da Agência de Notícias Adital,
reporta-se a situação de guerra do sétimo país
em reservas de petróleo. O envolvimento de governos e empresas vai
de encontro a movimentos sociais, como sindicatos e grupos guerrilheiros,
explodindo num conflito armado em plena selva amazônica que data
do começo do século passado.
Gado, seres
humanos e motores
No Brasil,
grande parte da destruição de ecossistemas tão importantes
como a Amazônia e o Cerrado não é causada pelo petróleo,
mas pelas monoculturas da agroindústria. Numa perspectiva macabra,
sementes alimentam gado, seres humanos e motores. O sonho de Diesel que
talvez possa ocorrer num futuro próximo não acontecerá
como suas previsões —
as tecnologias atuais são exclusivas.
Organizações
ligadas a movimentos sociais e ambientais tentam de todas as maneiras impedir
o uso das sementes Terminator
no mesmo momento em que começamos a difundir os biocombustíveis
a partir das sementes e plantações de eucalipto. Num curto
período de tempo poderemos ver a fusão destas duas grandes
forças?
Já
numa perspectiva mais segura e avessa ao que a história tem demonstrado,
temos o exemplo da Petrobrás, que assinou um contrato com quatro
empresas fornecedoras de biodiesel para beneficiar cerca de 65 mil famílias
de agricultores familiares que plantarão mamona,
dendê e soja. As empresas são Agropalma, Brasil Biodiesel,
Soyminas e Granol e receberão um selo do Ministério de Desenvolvimento
Agrário denominado 'Combustível Social'. Segundo o ministro
de Minas e Energia, Silas Rondeau, o programa vai ajudar a manter os pequenos
produtores no campo: "O programa se apresenta como uma forma de consolidação
do homem no campo. Cada agricultor familiar pode dizer que em sua pequena
roça de mamona, de dendê, tem o equivalente a um pequeno poço
de petróleo".
E novamente
encontramo-nos numa encruzilhada. Apesar das tentativas de promover o desenvolvimento
sustentável, hoje mais do que nunca a única maneira de continuarmos
nossa petróleo-dependente sociedade em progresso é rever
nosso percurso. A ciência como parceira do desenvolvimento da humanidade,
e não apenas do capital investidor ausente de suas responsabilidades,
é a discussão que deverá levar a continuidade das
gerações futuras. Essa foi uma das pautas mais importantes
da ECO 92, no encontro do Rio de Janeiro, e que ainda deixou na COP
2006 suas impressões. Políticas públicas ou privadas
devem conter seu compromisso com o futuro e não serem utilizadas
como maquiagem
verde[1].
“Óleo
vegetal existe há 600 milhões de anos”
Conversamos
com o engenheiro mecânico Thomas Fendel, que nos possibilita o melhor
entendimento do funcionamento dos biocombustíveis, além de
um panorama da situação energética dos veículos
brasileiros. Seguidor de Bautista Vidal, Fendel defende firmemente o uso
de óleos vegetais como fonte energética substituta ao petróleo,
lembrando que "óleo vegetal existe há 600 milhões
de anos e petróleo só a 500".
Revista
Consciência.Net —Sr.
Thomas Fendel, o proclamado biodiesel propagandeado como a nova fonte energética
frente ao petróleo é tão eficaz quanto seu sucessor?
Fendel:
Claro que o biodiesel é melhor do que qualquer combustível
fóssil, mas existem opções melhores, como o nosso
desprezado álcool e o uso direto dos óleos vegetais virgens
ou refinados.
Revista
Consciência.Net — Você
teria dados sobre a eficiência energética deles?
Fendel:
Estes
números são fáceis de se calcular, e certamente estarão
equivocados na sua essência e importância. É exatamente
este o motivo do caos relacionado a todas as notícias sobre energia.
Sempre se olha e se dá valor para aquilo que não interessa.
Por isso, o hidrogênio tem tanta propaganda e tanto investimento,
pois simplesmente os especialistas trabalham com números irrelevantes,
com dados parciais, sem considerar o todo.
A eficiência
e o rendimento podem ser, medidos de várias formas e relativos a
várias unidades. Então, por exemplo, podemos comparar o poder
calorífico, a quantidade de litros por metro quadrado, as emissões,
a octanagem, o preço por km rodado, e infinitos outros fatores,
e certamente vários combustíveis serão campeãs
em alguma categoria. Por exemplo, queimar hidrogênio não resulta
em emissão de CO2. Não resulta na queima propriamente dita,
mas resulta na fabricação do H2, que para sua produção
utiliza muita energia elétrica, que no mundo provem em 80% de sujas
termoelétricas fósseis e nucleares.
Mas para
se ter uma idéia quantitativa, em termos de R$ por km rodado, acredito
que nunca nenhum outro combustível poderá ser tão
eficiente como os óleos vegetais, sem falar do efeito refrigerador,
em que os respectivos vegetais comem muito mais CO2 da atmosfera do que
o CO2 liberado pelos canos de escapamento dos correspondentes motores a
bioenergia.
Revista
Consciência.Net — Se
voltássemos no tempo o Sr. acredita que, se a tecnologia de Diesel
fosse amplamente empregada tal como ele vislumbrou, nossa sociedade seria
diferente?
Fendel:
Com
certeza, estaríamos mais perto do paraíso do que do inferno
ao qual estamos nos aproximando com velocidade assustadora. Com o uso dos
óleos vegetais penso que estaríamos mais racionais, não
seríamos tão esbanjadores, daríamos mais valor à
vida, ao meio ambiente, que afinal é o que nos alimenta e que possibilita
a nossa existência. Nunca o homem será competitivo com a natureza.
Nunca ele sequer será capaz de fazer algo parecido como um incômodo
pernilongo...
Revista
Consciência.Net — O
Sr. cita que o biocombustível pode ser composto de óleos
vegetais crús, refinados e inclusive o álcool. São
processos semelhantes, podem ser feitos em conjunto, utilizados no mesmo
veículo?
Fendel:
Os
óleos vegetais virgens ou refinados custam metade do preço
do biodiesel. Produzir biodiesel de óleos vegetais é como
fazer biogasolina de álcool. Tem que fazer motores a álcool.
Tem que fazer mortores a óleos vegetais. Tal qual os motores a gasolina
podem ser adaptados para álcool, os motores a óleo Diesel
podem ser adaptados para óleo vegetal.
Revista
Consciência.Net — Como
o Sr. diz custarem mais barato que o bodiesel?
Fendel:
Simples. O biodiesel é um óleo vegetal modificado, trabalhado,
oligopolizado. Então sempre vai custar no mínimo o dobro
do preço dos óleos vegetais virgens ou refinados.
Revista
Consciência.Net — Algumas
informações interessantes tem surgido demostrando que, em
favorecimento à cana-de-açúcar e palma, florestas
milenares estão sendo destruídas. O biocombustível
pode ser uma alternativa energética sem destruir florestas e transferir
os hectares destinados à produção de alimentos para
produção de energia?
Fendel:
A
questão é que as fantásticas florestas estão
sendo substituídas por monoculturas. Mas, com a evolução
da consciência humana, poderíamos desenvolver as multi ou
policulturas. Por exemplo, papel não precisa ser feito só
de eucalipto ou só de pinus. Papel pode ser feito de uma salada
de biomassas... inclusive o cânhamo, como eram feitos nosso papel
e roupas até o começo do século passado. O álcool
pode ser produzido da mandioca, da batata, de madeira, de palha de soja
etc. Os EUA este ano irão produzir mais álcool que o Brasil.
E lá eles fazem álcool de milho, muito mais caro e menos
eficiente, baseado em subsídios agrícolas, que o Brasil muito
bem ataca na OMC.
Qualquer
vegetal tem sementes e todas as sementes tem óleo vegetal. Portanto,
pode-se utilizar uma floresta biodiversa de modo sustentável e eterno.
Basta ao homem ser menos estúpido. E plásticos, detergentes
e tintas, feitos da mesma forma, de plantas.
Revista
Consciência.Net — Álcool
e óleo vegetal geram energia da mesma maneira que o petróleo,
porém sem emissão de gases do efeito estufa?
Fendel:
Se
a gente for míope e olhar apenas a saída do cano de escape
dos motores, vemos que a queima de todos os combustíveis resulta
em emissões de gases. E sempre os biocombustíveis geram gases
menos nocivos do que os fósseis. Bem, mas temos que analisar o todo.
Assim, quando você queima fósseis, você está
desenterrando carbono e lançando ao ar, promovendo o efeito estufa.
Já
com os biocombustíveis ocorre exatamente o contrário, pois
para se fazer álcool e óleo vegetal tem que se plantar vegetais.
E os vegetais quando crescem comem CO2 do ar, liberando oxigênio,
num fantástico e desprezado processo conhecido como fotossíntese.
Então toda a matéria vegetal é proveniente da 'sujeira'
do ar. E sempre, quando você queima álcool ou óleo
vegetal, você queima apenas parte do vegetal, ou seja, a planta come
mais CO2 do ar do que o que você devolve. Além disso, o carbono
do farelo da soja tem de ser creditado às vacas, e não à
bioenergia. Assim, ocorre o real seqüestro de CO2 pelo uso das bioenergias.
Na realidade, utilizando os biocombustíveis estamos promovendo o
efeito refrigerador, o contrário do efeito estufa.
Revista
Consciência.Net — O
Sr. tem uma pequena empresa de transformação de motores a
Diesel para óleo vegetal e o Sr. alega que as leis não permitem
que os carros rodem com esta forma de combustível. Para este tal
ônibus do Rio de Janeiro funcionar, bem como outros experimentos
e usos da indústria automobilística com motores à
Diesel, foi preciso alguma mudança na legislação ou
há alguma brecha para estes casos?
Fendel:
Minha
empresa produz kits que transformam motores Diesel para óleo vegetal.
Quanto ao biodiesel, é um programa inútil e desnecessário.
O programa brasileiro por exemplo está iniciando com 2% de biodiesel
e 98% de Diesel fóssil, isso é uma piada, uma chacota, pois
qualquer motor aceita até 2% de urina de rato (um exemplo) no combustível,
sem ratear ou reclamar, e irá emitir menos NOx.
A questão
da legislação brasileira é igualmente estúpida.
Somos o único país do mundo no qual é proibido ao
povo andar com carros a Diesel, mais baratos e mais eficientes, e em conseqüência
somos proibidos de andar com carros a óleos vegetais. Disso resulta
que não posso andar com meus veículos brasileiros com óleo
vegetal, pois não consigo alterar no Denatram o combustível
descrito no certificado do veículo, e portanto sou obrigado a andar
aqui com um carro emplacado no Paraguai. Seguindo as leis brasileiras,
a polícia deveria apreender todos os carros nacionais nos quais
está escrito "gasolina" nos documentos, afinal nenhum deles anda
com gasolina, pois nos postos só se vende A25, ou seja, 25% de álcool
na gasolina, o que não é gasolina, e sim uma mistura e por
ironia, bem menos poluente.
Mais
informações em:
http://www.fendel.com.br
http://www.biodieselecooleo.com.br/biodiesel/motordiesel.htm
http://www.biodieselecooleo.com.br/biodiesel/historia.htm
http://www.doxford-engine.com/diesel.htm
http://rudolf-diesel.brainsip.com/
http://www.autonews.com/files/euroauto/inductees/diesel.htm
http://www.schnews.org.uk/diyguide/howtomakebiodiesel.htm
http://www.wnbiodiesel.com/technology.html
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=22998
http://www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php?materia=253957&editoria=
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Para mais
fotos, clique
aqui. Mais informações: www.fendel.com.br
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