liberdade
de imprensa
Jornalistas no ES
contra Grampo na Gazeta
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Do
Boletim NPC, março de 2006
No
próximo 7 de abril, dia do jornalista brasileiro, o Sindicato dos
Jornalistas do Espírito Santa promove a Marcha do Grampo, uma passeata
que irá marcar os quatro meses da descoberta do grampo na Rede Gazeta.
A Marcha, segundo o BoletimNPC, terá início na Pracinha de
Jucutuquara, às 8 hs, passando pela Rede Tribuna e terminará
em frente à Rede Gazeta, às 10 horas, onde haverá
um debate com a sociedade civil sobre o direito à informação
e à liberdade de imprensa.
No dia
10/12/2005, a Rede Gazeta (composta por dois jornais diários, três
emissoras de TV aberta, uma TV a cabo, quatro rádios e um portal
na internet) denunciou que uma das linhas de sua central telefônica,
utilizadas pelos funcionários - inclusive por jornalistas para entrevistar
suas fontes -, estava grampeada.
Entre
março e abril de 2005, todas as conversas mantidas por meio dessa
linha foram gravadas, transcritas e anexas ao processo que apura as circunstâncias
da morte do juiz de direito Alexandre Martins, assassinado em março
de 2003.
O secretário
de Segurança do Estado informou à época que os grampos
para apurar o assassinato foram autorizados pela Justiça, mas que
a linha telefônica da Rede Gazeta entrou neste pedido equivocadamente,
em uma supreendente "coincidência", pois teria sido "confundida com
o número da linha telefônica da empresa Telhauto", de propriedade
de um dos suspeitos do crime.
(BoletimNPC, mar/2006)
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