| opinião
Na cara ------------------------------------------
— Uma criança de três anos entenderia isto. E depois de algum tempo examinando o mapa: — Tragam uma criança de três anos! Uma criança de três anos teria dito ao Bush que a intervenção no Iraque levaria a uma guerra aberta entre facções religiosas e etnias que sempre se desentenderam no país. Bush ouviu seus ideólogos neoconservadores. Não aconteceu o que eles previram. Aconteceu o que uma criança de três anos diria que estava na cara. A criança de três anos não representa apenas o óbvio, ou o senso comum. Representa um olhar inocente, no sentido de ser livre de idéias feitas, ilusões e vícios de pensamento. Não é fácil pensar como a proverbial criança de três anos — há o risco de se confundir simplismo com sabedoria. Mas é sempre saudável pensar em assuntos complexos — ou em outras áreas de conflito além do Iraque, como, por exemplo, a política brasileira — tentando separar o que é preconceito e vontade do que está na cara. Pergunte-se sempre como a criança de três anos do Groucho entenderia as várias barafundas atuais e o que realmente está acontecendo. Ou, pelo
menos, como o Groucho, mande chamá-la.
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