Rio de Janeiro: Saúde Pública..Arquivo 2005
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qualidade de vida
O Rio que nós queremos

A qualidade de vida do carioca depende de mais cuidado com a saúde e o meio ambiente na opinião dos especialistas entrevistados pelo Q!. Nestas duas áreas, eles chamam a atenção para a falta de políticas públicas e recomendam as ações de caráter preventivo apostando num futuro mais consciente e sáudável para a população do Rio. Do jornal Q!, 15/12/2005..[+]

infância
Projeto Luz ganha conta na Fundação José Bonifácio

Implantado na Neonatologia da Maternidade Escola da UFRJ, o Projeto Luz acaba de abrir uma conta na Fundação Universitária José Bonifácio, da UFRJ. Esta conta poderá receber doações que poderão ser deduzidas do imposto de renda e que serão revertidas para ajudar crianças portadoras de catarata congênita. Entre professores e acadêmicos, a equipe de implantação do Projeto Luz na UFRJ é composta por Luciano Gonçalves, adjunto de Oftalmologia da UFRJ e autor do Projeto Luz; Dr. Felipe Faur Gonçalves, médico oftalmologista; Joana Mello Amaral e Priscila Lemos Leite Novais, acadêmicas de Medicina da UFRJ. Os telefones para contato são: (21) 9986-2171 e (21) 2247-0892. Informações do Boletim Olhar Virtual (UFRJ) em 6/12/2005.

Um calote de R$ 222 milhões

A inadimplência do estado e do município com os fornecedores de serviços na área de saúde levou ao colapso a economia de empresas e empregados. A dívida do estado, estimada pelos setores de limpeza, alimentação e vigilância, chega a R$ 140 milhões. Já a do município, a R$ 82 milhões. Firmas fecharam, outras podem deixar de funcionar; e empregados trabalham sem ganhar ou recebem atrasado, precisando contar com a ajuda financeira de colegas servidores. Maiá Menezes no jornal O Globo de 30/11/2005.

Dívidas aumentam cinco vezes em quatro anos

A CPI da Câmara de Vereadores que investigou a crise na rede de saúde do município descobriu, com base em balanços financeiros da própria Secretaria de Saúde, que, em quatro anos (2000-2004), as dívidas com fornecedores contratados sem licitação para trabalhar em hospitais e postos quintuplicaram. Luiz Ernesto Magalhães no jornal O Globo de 30/11/2005.

Verba da saúde pelo ralo

A Prefeitura do Rio gastou, em dois anos, quase R$ 94 milhões com compras de emergência e sem licitação para hospitais e postos de saúde. De acordo com relatório da CPI da Câmara Municipal, só com o uso do Fundo Rotativo –, verba destinada à compra de remédios fora da lista dos padronizados e pequenos reparos nas unidades – houve prejuízo de R$ 1,6 milhão para os cofres públicos. Matéria no Jornal do Brasil de 30/11/2005.

Doação voluntária

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta (3/11), em primeira discussão, projeto de lei de autoria do deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ) que desobriga os pacientes que serão submetidos a cirurgias a apresentar doadores de sangue. O projeto passará ainda por uma segunda e última votação antes de virar lei. Molon entende que a exigência feita hoje por alguns hospitais estaduais é um constrangimento ao paciente que precisa da cirurgia, muitas vezes com urgência. O que ele propõe é que o estado promova com mais freqüência campanhas de conscientização da importância da doação voluntária, em vez de condicionar a cirurgia à apresentação de doadores. Da redação, 3/11/2005

Souza Aguiar só receberá pacientes graves

A falta de pelo menos 300 tipos de medicamentos levou ontem os médicos do Hospital municipal Souza Aguiar a decidirem suspender parte do atendimento a partir de hoje. Somente os pacientes em estado grave serão recebidos na unidade, que cancelou todas as cirurgias eletivas até que o abastecimento de remédios seja normalizado pela prefeitura. A decisão foi comunicada à Secretaria de Saúde e a representantes das comissões de saúde da Assembléia Legislativa (Alerj) e da Câmara de Vereadores que visitaram a unidade. Matéria de Fábio Vasconcellos no jornal O Globo de 25/10/2005.

Hospitais: crise com fornecedores

Durante uma blitz realizada ontem, foram constatadas irregularidades no fornecimento de alimentos para pacientes e funcionários de hospitais do estado. No Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, o refeitório que é usado pelos servidores estava fechado porque a empresa JPF, que fornecia alimentos para a unidade, parou de trabalhar na segunda-feira porque estaria há oito meses sem receber pagamento do estado. O problema se repete no Hospital Getúlio Vargas, onde a empresa que presta o serviço de alimentação, a Ghelli , não receberia desde junho. Matéria de Marcelo Dutra no jornal O Globo de 20/10.

Dívidas ameaçam fechar a ABBR

Há mais de dois anos com seus 22 leitos públicos sem funcionar por falta de recursos, a dívida da Associação Brasileira de Beneficente de Reabilitação (ABBR) passa dos R$ 12 milhões, afirmou o vereador Carlos Eduardo (sem partido), em vistoria ontem na unidade de saúde. Vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, o vereador contou que todos os meses, de acordo com levantamento feito com funcionários da associação, o saldo negativo aumenta em cerca de R$ 290 mil, grande parte por causa dos insuficientes repasses do Sistema Único de Saúde (SUS). Matéria no Jornal do Brasil de 31/8.

quadrilha na saúde
Servidores estão na mira do MP e da PF

Depois da prisão de 11 pessoas durante a operação “Roupa Suja”, anteontem, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal miram agora nos servidores federais, estaduais e municipais. De acordo com o procurador Carlos Alberto Aguiar, o MP deverá denunciar também funcionários públicos que estão envolvidos no esquema de corrupção com suposta facilitação para algumas empresas na Secretaria municipal de Saúde do Rio e nos laboratórios Farmanguinhos, do governo Federal, e Iquego, do governo de Goiás. Matéria no jornal O Globo de 27/8.

esquema
Lavanderia milionária

Uma operação montada por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público federal revelou na última quinta (25/8) um esquema milionário de fraudes em licitações para hospitais públicos do Rio. O esquema, que ajudava a sangrar ainda mais o já debilitado sistema de saúde pública, baseava-se em fraudes nas licitações para o serviço de lavanderia das unidades municipais, estaduais e federais. Matéria no Jornal do Brasil n'O Globo de 26/8/2005.

Crise da saúde chega ao Pan; Andaraí pode fechar

Um dossiê sobre a situação das 143 unidades municipais de saúde do Rio de Janeiro será entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI), à Organização de Desporto Pan-Americana (Odepa) e ao Ministério dos Esportes, dentro de 15 dias, por técnicos da comissão de mobilização de servidores municipais. Leia no Jornal do Brasil desta quarta (24/8), que também traz outro texto informando que a superlotação e a falta de um diretor colocou em iminência de fechamento o Hospital do Andaraí. A denúncia, alerta o JB, foi feita na manhã da terça 23 por cerca de 30 funcionários, durante um protesto de 15 minutos em frente à unidade.

Emergências à beira do colapso

Cinco grandes hospitais públicos do Rio estão com os tomógrafos quebrados ou em manutenção. As unidades não podem receber pacientes com politraumatismos, como as vítimas de acidentes de trânsito e baleados na cabeça. A situação é mais grave na Zona Oeste: três hospitais da região, dos quais dependem cerca de 1, 5 milhão de pessoas, estão com problemas nos tomógrafos. Do Jornal do Brasil, 17/8..[+]

Agonia sem fim no Souza Aguiar

O único tomógrafo do Hospital Souza Aguiar, no Centro, maior emergência da América Latina, quebrado há 20 dias, expõe que crise da rede de saúde pública no Rio resiste, apesar das intermináveis rodadas de negociação. Uma vistoria na unidade, feita pela comissão de Saúde da Câmara Municipal, ontem pela manhã, constatou problemas antigos como falta de remédios e superlotação. Do Jornal do Brasil, 10/8..[+]

Rio perde a corrida contra o AVC

Conhecido como a principal causa de morte entre as doenças cardiovasculares, o derrame cerebral detém um recorde negativo na rede pública do Rio. De acordo com levantamento de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2000 e 2004, feito pelo vereador Carlos Eduardo (sem partido), 35,52% dos pacientes internados com derrame morrem nas unidades públicas do Rio. Do Jornal do Brasil, 3/8..[+]

Ministério entra na negociação

Depois de uma semana de agravamento da crise na rede estadual de saúde - em que hospitais chegaram a funcionar sem um médico sequer - o Ministério da Saúde resolveu intervir. Nos próximos dias, representantes do governo federal vão se reunir com o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, para fazer um diagnóstico completo dos problemas de cada um dos hospitais da rede. Do Jornal do Brasil, 4/6/2005..[+]

Do caos ao desespero

A poucos minutos de dar à luz, a auxiliar de serviços gerais Rosilene Louzada, 29 anos, chegou ao Hospital Estadual Pedro II com contrações fortes e nervosa pelo problema que teve em outro parto. Ela e o marido, o pedreiro desempregado Flávio Borges Souze, se desesperaram ao saber, pelo obstetra, que não havia anestesista para operá-la. Durante o dia, apenas dois anestesistas, dos 27 que deviam estar de plantão, compareceram ao hospital. Um deles estava atendendo na emergência e o outro, amputando a perna de um paciente, já que não havia cirurgiões. Do Jornal do Brasil, 3/6..[+].Do jornal O Globo, 3/6/2005..[+]

Grito de alerta

Nos últimos meses, os médicos têm denunciado as precárias condições de funcionamento dos hospitais públicos, incluindo os estaduais, revelando falhas na infraestrutura, falta de insumos básicos, medicamentos e manutenção precária dos equipamentos. Na Secretaria Estadual de Saúde, o que agrava a crise é a atual política de recursos humanos, que trilha o caminho à margem da lei, no terreno da ilegalidade, precarizando a relação de trabalho e cassando direitos. Por Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro. Do Jornal do Brasil, 3/6/2005..[+]

Emergência sem médico

As pessoas chegavam com problemas de coração, cortes, ferimentos, fraturas, tuberculose; e saíam da mesma maneira — ou até pior. Quem precisou de socorro médico ontem na emergência do Hospital estadual Rocha Faria, em Campo Grande, não foi atendido. Oito clínicos que estariam de plantão na emergência de manhã não foram trabalhar. São médicos prestadores de serviço que não aceitaram a imposição do governo estadual para aderirem às cooperativas e por isso ficaram sem receber salários. Do jornal O Globo, 2/6..[+]

Hospitais militares à míngua

A morte do cadete da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) Expedito Eduardo Sobral Cavalcante, 21 anos, dia 13, por septicemia (infecção generalizada) no Hospital Central do Exército trouxe à tona questão que inquieta militares e seus dependentes: as condições das unidades de saúde das Forças Armadas. O cadete foi hospitalizado no HCE após ser vítima da explosão de granada na Aman, em 14 de abril. Do jornal O Dia, 2/6..[+]

Carência na Maré

O programa Remédio em Casa e a Farmácia Popular não beneficiam a Favela da Maré. O primeiro, porque as pessoas lá não têm endereço para a entrega; o segundo, porque a unidade mais próxima fica na Ilha do Governador, e quem precisa muitas vezes não tem nem o dinheiro da passagem para chegar lá. Do Informe do Dia, 29/5..[+]

Saúde na mira da Justiça

O Ministério Público do Trabalho vai entrar na Justiça com uma ação civil pública para impedir a que a Secretaria Estadual de Saúde transforme 9.289 prestadores de serviços em cooperativados. Conforme denunciou ontem o JB, por falta de profissionais, que não aceitam a nova forma de contratação, desde quinta-feira o atendimento das oito principais emergências da rede estadual de saúde funciona de forma precária. A situação deve ficar ainda mais crítica neste fim de semana, quando os postos de saúde não abrem. Do Jornal do Brasil, 28/5..[+].Do jornal O Globo, 28/5..[+]

Rede estadual perto do colapso

De braços cruzados, médicos prestadores de serviço em hospitais estaduais anunciam que a rede deverá sofrer um colapso nas próximas horas. Desde ontem, o atendimento das oito principais emergências da rede estadual de saúde funciona de forma precária por falta de profissionais. Apenas os casos mais graves - acidentados, baleados e esfaqueados - estão sendo atendidos. A ausência dos médicos é um protesto contra a decisão da Secretaria Estadual de Saúde, que quer transformar os prestadores de serviços, que são 9.289 em toda a rede, em cooperativados. Do Jornal do Brasil, 27/5..[+]

‘Operação tartaruga’ na rede estadual de saúde

Parte dos médicos que trabalham como prestadores de serviço em hospitais estaduais fez ontem, segundo o deputado estadual Paulo Pinheiro (PT), presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, uma “operação tartaruga”, só atendendo a casos de emergência. Segundo ele, o motivo do protesto é que metade dos profissionais que prestam serviço na rede estadual de saúde não recebeu o salário que deveria ter sido pago anteontem. Do jornal O Globo, 27/5..[+]

Telhado de hospital desaba e fere 17

O desabamento do telhado do ambulatório do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) em Niterói, por volta das 8h15, deixou 17 pessoas feridas, entre pacientes, médicos e funcionários. O acidente foi causado pelas chuvas da madrugada, que provocaram a queda de um reboco da parede do quarto andar do hospital, onde funciona o setor de patologia. A aposentada Alice Rosa Pinheiro, de 71 anos, teve um corte profundo no couro cabeludo e ficou internada em observação. As outras pessoas atingidas tiveram ferimentos leves e escoriações, sendo liberadas por volta das 12h. Do Jornal do Brasil, 26/5..[+]

descaso
Doente, aposentado morre na porta de clínica

Após um ano tentando um diagnóstico médico para fortes dores no peito e falta de ar, o aposentado Luís Carlos Duarte Marques, de 58 anos, morreu de infarto ontem, por volta das 5h30m, quando chegou à Policlínica Piquet Carneiro, no bairro de São Francisco Xavier, uma unidade pública administrada pela Uerj. (...) Segundo pacientes que estavam na fila desde a madrugada, o aposentado chegou passando mal e não conseguiu percorrer 60 metros de ladeira entre a portaria e a fila. O descaso marcou a vida de Luís Carlos até o final: o corpo do aposentado ficou no pátio da clínica durante seis horas, até ser recolhido pelo rabecão. Do jornal O Globo, 10/5..[+].Do Jornal do Brasil, 10/5..[+].Do jornal O Dia, 10/5..[+]

Alerj e Câmara recebem mais denúncias de mau atendimento na rede de saúde

A crise do sistema de saúde do Rio não escolhe a idade das vítimas. Ontem, um dia depois de um homem de 58 anos ter morrido na fila de uma policlínica, uma mulher relatou a morte por infarto do filho de 37 anos que se tratava num hospital público. Além disso, um senhor de 72 anos esperava há mais de cinco horas na entrada de outra unidade para fazer um exame de emergência. Do jornal EXTRA, 11/5..[+]

Ministério da Saúde reassumirá quatro hospitais

O Ministério da Saúde e a Prefeitura do Rio entraram em acordo para solucionar a crise da saúde no município, após quase dois meses de intervenção federal em seis hospitais do Rio. Durante uma reunião que durou quase sete horas, no núcleo do Ministério da Saúde no Rio, ficaram acertadas a devolução dos quatro hospitais que ainda estavam sob intervenção federal à gestão definitiva do Ministério da Saúde e a substituição, em até três anos, dos servidores municipais lotados nessas unidades. Da Agência Brasil, 5/5..[+]

Comissão de Saúde denuncia falta de leitos

O presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, deputado Paulo Pinheiro (PT), enviará hoje ao Ministério Público um dossiê relatando denúncias de falta de leitos nos setores de emergência de cinco hospitais do Rio, de Caxias e de Niterói. As denúncias foram feitas ontem por funcionários. Segundo o deputado, essas informações foram confirmadas por ele e sua equipe nos hospitais Getúlio Vargas (Penha), Geral de Bonsucesso, Saracuruna (Caxias) e Antônio Pedro e Azevedo Lima (Niterói). Do jornal O Globo, 2/5..[+]

Encontrada bomba na sala do interventor

Uma bomba foi encontrada ontem na sala de reunião do interventor do Ministério da Saúde no Rio, Sérgio Côrtes, na sede do órgão no Rio, no Centro da cidade. Segundo o Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), o artefato era uma granada de efeito moral modelo GL-304, da marca Condor. Os policiais do esquadrão desativaram a armadilha presa à bomba, que estava numa sacola de papel. Do jornal O Globo, 16/4..[+]

População à espera do hospital

A jovem Michelle Noemi, de 17 anos, grávida de nove meses do segundo filho, será obrigada a dar à luz no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, a mais de 15 quilômetros do bairro onde mora. Todos os dias, ela lamenta o fato de não poder fazer a cirurgia a poucos metros de casa, onde o esqueleto de um hospital público virou a principal referência negativa na área de saúde de Queimados, na Baixada Fluminense, a 53 quilômetros da capital. Michelle e os cerca de 200 mil moradores não dispõem de um leito público na cidade, aumentando a procura por atendimento em outros municípios. Do Jornal do Brasil, 14/4..[+]

Protesto marca o Dia da Saúde

No Dia Mundial da Saúde, médicos e funcionários de hospitais federais, estaduais e municipais fizeram uma manifestação na Avenida Rio Branco, no Centro, protestando contra a crise dos hospitais e postos de saúde. A passeata saiu da Candelária e foi até a Cinelândia, onde cerca de 300 pessoas ficaram concentradas até as 19h. Do Jornal do Brasil, 8/4..[+]

Hospital estadual fecha por 48 horas

Hoje, no Dia Mundial da Saúde, funcionários do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, farão uma paralisação de 48 horas, a partir das 10h de hoje. Eles protestam contra a terceirização da mão-de-obra em unidades estaduais. Do Jornal do Brasil, 7/4..[+]

Justiça faz Cesar sentir no bolso se não pagar

Em liminar concedida ontem à noite, o juiz Sílvio Wanderlei do Nascimento Lima, da 11 Vara Federal do Rio, determinou que a prefeitura comprove em 24 horas o pagamento integral dos vencimentos dos quatro mil servidores municipais dos hospitais sob intervenção federal. Caso contrário, o próprio prefeito Cesar Maia receberá uma multa pessoal de R$ 15 mil, acrescida de R$ 2.500 a cada dia de atraso. Do jornal O Globo, 6/4..[+]

Servidores da saúde ameaçam parar hoje

À meia-noite de ontem venceu o prazo, dado em liminar expedida no dia 31 de março pelo juiz Silvio Lima, da 11 Vara Federal, para que o prefeito Cesar Maia pagasse aos servidores dos seis hospitais sob intervenção. Como os funcionários de quatro unidades receberam o vencimento sem as gratificações por produtividade — que chegam a 60% do salário — ameaçam entrar em greve hoje de manhã. Do jornal O Globo, 5/4..[+] Do Jornal do Brasil, 5/4..[+]

Servidores de hospital sob intervenção decidem entrar em greve

Os servidores do hospital da Lagoa, uma das unidades do Rio sob intervenção federal, decidiram, em assembléia, entrar em greve a partir da 0h de terça-feira. Eles afirmam que não receberam a parte do salário de março referente às gratificações por produtividade ou por chefia. A suspensão do pagamento foi determinada pelo prefeito Cesar Maia (PFL). Da Folha Online, 4/4..[+]

Número de leitos nos hospitais cai em dez anos

Caminhos opostos: em dez anos, o número de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Rio encolheu 26%, passando de 59.136, em 1994, para 43.707, em 2003, enquanto a população fluminense cresceu 12%, aumentando de 13,3 milhões para 14,9 milhões. Os números são do Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro (Fundação Cide), que lança, na próxima quarta-feira, o Anuário Estatístico 2004. A publicação, de 623 páginas, traça um retrato do estado em áreas como saúde, educação, cultura, demografia, economia e infra-estrutura. Do jornal O Globo, 3/4..[+]

Fim de semana só com 8 PAMs abertos

O fim de semana será ainda com a maioria dos postos de saúde fechados, contrariando uma lei municipal de autoria do vereador Jorge Babu (sem partido), promulgada esta semana. A Secretaria municipal de Saúde divulgou ontem uma lista informando que estarão abertos apenas os oitos postos que já funcionavam normalmente nos fins de semana. Hoje e amanhã os dois hospitais de campanha da Marinha (Campo de Santana) e da Aeronáutica (Barra) não estarão funcionando. Do jornal O Globo, 2/4..[+]

Comissões fazem vistorias em hospitais

As comissões de Saúde da Câmara dos Vereadores e da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) realizaram anteontem vistorias em dois hospitais: Saracuruna (estadual) e Rocha Maia (municipal). Apesar dos gestores diferentes, eles encontraram problemas semelhantes nas duas unidades. Do jornal O Globo, 2/4..[+]

Prefeitura perde outra na Justiça

Juiz federal concede liminar que obriga município a pagar gratificações atrasadas aos funcionários de hospitais sob intervenção. Do Jornal do Brasil, 1/4..[+]

Coordenador da intervenção em hospitais do Rio sofre ameaça

O coordenador da intervenção federal em hospitais do Rio, Sérgio Côrtes, e o consultor jurídico do Ministério da Saúde, Adilson Batista, receberam ameaças anônimas de morte na quarta-feira. A motivação das ameaças seria o trabalho para descobrir responsáveis por irregularidades nos processos de licitações do Into (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia). O secretário de Atenção à Saúde, Jorge Solla, disse em entrevista à Rádio Nacional do Rio, que o ministro da Saúde, Humberto Costa, não vai se intimidar com as ameaças feitas aos servidores. De acordo com Solla, a ameaça dizia que Côrtes e Batista poderiam ser mortos se não se afastassem do processo de investigação no Into. Esta foi a primeira vez que Sérgio Côrtes foi ameaçado de morte, depois que assumiu a coordenação da intervenção federal. O médico, porém, já sofreu ameaças anteriores. Da Folha Online, 31/3..[+].Do Jornal do Brasil, 31/3..[+]

Prefeito informa dados errados sobre saúde

Apaixonado por números, o prefeito Cesar Maia parece que acabou sendo traído por eles na noite de segunda-feira em uma entrevista ao Programa Roda Viva da TV Cultura. Cesar deu dados incorretos sobre gastos com o setor de saúde e nas respostas disse que não sua a responsabilidade pelo caos nos seis hospitais sob intervenção do governo federal desde o início do mês. O prefeito disse ainda que a população — que vem enfrentando não só problemas nos hospitais mas também pela falta de investimentos na conservação de ruas e demora na conclusão de obras — apóia tudo o que que faz, tanto que o reelegeu no primeiro turno. Do jornal O Globo, 30/3..[+]

Intervenção também nos postos

Depois de perder a gestão plena sobre mais de R$ 2 bilhões do Sistema Único de Saúde (SUS), a prefeitura corre o risco de deixar de receber os recursos fixos do Piso de Atenção Básica (PAB), repassados pelo governo federal. No ano passado, o município recebeu R$ 64 milhões por conta do PAB, destinados às ações básicas nos postos de saúde. Do Jornal do Brasil, 30/3..[+]

Cesar tem R$ 1,5 bi em caixa mas não paga R$ 200 milhões

Um quebra-cabeça cujas peças parecem não se encaixar. De um lado, o prefeito Cesar Maia alega ter R$ 1,5 bilhão em caixa e bater recordes de arrecadação de impostos. Retrato de uma prefeitura rica. De outro, as dívidas com empresas prestadoras de serviço se acumulam, principalmente na área da saúde. O município fechou 2004 devendo pelo menos R$ 200 milhões, segundo os últimos dados disponíveis. Em conseqüência, empresas e cooperativas, há meses sem receber, estão cortando funcionários, paralisando obras e ameaçando interromper serviços essenciais como o fornecimento de refeições para toda a rede de hospitais municipais. Retrato de uma cidade na penúria. Do jornal O Globo, 27/3..[+]

Rio terá mais 3 mil vagas em hospitais públicos

Pacientes poderão ser atendidos em ambulatórios para evitar superlotação dos espaços para emergência, diz representante do Ministério da Saúde. Esforço se soma a atendimento em hospitais de campanha. Da Agência Brasil, 26/3..[+]

Cesar e Ronaldo têm prazo de 15 dias para defesa

A ação proposta anteontem por um grupo de procuradores e promotores dos Ministérios Públicos federal e estadual contra o prefeito Cesar Maia e o secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, por improbidade administrativa, foi distribuída ontem para a 18 Vara Federal. O primeiro passo no processo é notificar os acusados, que terão um prazo de 15 dias para apresentar defesa por escrito. Depois disso, o juiz terá prazo de 30 dias para decidir se aceita ou rejeita a ação. Na ação, os promotores e procuradores acusam o prefeito e o secretário de improbidade administrativa. O argumento é que os dois violaram os princípios de legalidade, eficiência e moralidade na gestão da saúde no município. Caso sejam condenados, os dois poderão perder as funções públicas. Do jornal O Globo, 24/3..[+]

Parlamentares pedem intervenção no Méier

Após uma vistoria no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, no fim da manhã de ontem, parlamentares do Fórum de Acompanhamento da Gestão Plena do SUS decidiram enviar um ofício ao Ministério da Saúde pedindo uma medida que force a abertura imediata da nova emergência da unidade. Segundo o deputado Paulo Pinheiro (PT), presidente da Comissão de Saúde da Alerj, a atual emergência, adaptada no segundo andar, está sem condições de funcionamento. Do jornal O Globo, 24/3..[+]

Auditoria aponta má gestão em hospital federal

Uma auditoria realizada entre 7 e 25 de junho de 2004 no Hospital dos Servidores do Estado (HSE), que é federal, revelou uma série de problemas na unidade, desde enormes filas para atendimento, que se formam ainda de madrugada, até a falta de profissionais e leitos desativados — exemplos de má gestão federal. O relatório assinado pela Divisão de Auditoria do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, foi enviado à direção do hospital em fevereiro, recomendando a manutenção dos equipamentos e a criação de uma triagem médica para diminuir as filas de atendimentos. Do jornal O Globo, 23/3..[+]

Promotores pedem saída de prefeito

Os Ministérios Públicos estadual e federal entraram ontem com ação civil pública na Justiça por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Cesar Maia e o secretário municipal de Saúde Ronaldo Cezar Coelho. Os procuradores e promotores pedem que o prefeito e o secretário sejam condenados à perda das funções públicas que estejam exercendo na data de sua condenação, se esta ocorrer. Do Jornal do Brasil, 23/3..[+]

Descaso também com os mortos 

Prefeitura não detalhou causas de mortes em hospitais em 2004. Especialistas dizem que sem dados não há planejamento. Do Jornal do Brasil, 23/3..[+]

Déficit é de 4 mil profissionais

Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) em oito hospitais da rede municipal do Rio mostra que há um déficit de 4.232 profissionais, entre médicos, enfermeiros e auxiliares de diversas áreas. O relatório de quase 500 páginas foi concluído no mês passado. O documento serviu como justificativa para o pedido da CPI da saúde na casa legislativa. O Ministério da Saúde anunciou a contratação de 1.140 profissionais para os seis hospitais sob intervenção no Rio, mas representantes da classe médica consideram o número insuficiente para resolver a carência da rede. Do Jornal do Brasil, 22/3..[+]

Hospitais ainda sob penúria

Onze dias após a intervenção do Ministério da Saúde em seis hospitais do Rio, uma comissão formada por representantes do Legislativo municipal, estadual e federal fez ontem inspeção em quatro hospitais do Rio, três deles sob administração federal. E depararou-se com velhos problemas da rede: filas, equipamentos quebrados e déficit de pessoal foram constatados nos hospitais da Lagoa, Souza Aguiar, Miguel Couto e Lourenço Jorge - este administrado pela prefeitura. Do Jornal do Brasil, 22/3..[+]

Além da intervenção

Fora do “esquema de guerra” montado pelo ministério nas unidades municipalizadas e nos dois maiores hospitais do município, pontos essenciais de atendimento à população como os hospitais municipais Paulino Werneck, Salgado Filho, Rocha Maia e Lourenço Jorge continuam à míngua. Do Jornal do Brasil, 20/3..[+]

Ministério da Saúde entrega ao Rio 57 ambulâncias

O Ministério da Saúde entregou ontem, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, 57 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) que será implantado no Rio em 30 dias. Do Jornal do Brasil, 19/3..[+]

Cesar vai ao STF contra a intervenção que elogiava

A prefeitura do Rio entrou ontem com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo de volta os hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto — que sempre pertenceram ao município — e que não sejam usados recursos municipais nos hospitais do Andaraí, Cardoso Fontes, Lagoa e Ipanema, que foram municipalizados em 1999. Todas essas unidades estão sob intervenção federal desde a semana passada pelo decreto 5.392, que declarou estado de calamidade pública na saúde do Rio. Do jornal O Globo, 18/3..[+]

Emergência nova em folha e jamais usada

Equipamentos médicos encaixotados e pelo menos 11 cadeiras de rodas novas, ainda embaladas, repousam há meses na nova emergência construída no Hospital Salgado Filho (Méier), o principal pronto-socorro da prefeitura na Zona Norte. As obras na unidade municipal, que não está sob intervenção, terminaram no fim do ano, mas o setor ainda não foi aberto porque o hospital não tem médicos, enfermeiros e outros profissionais em número suficiente para atender ao aumento de demanda esperada. Do jornal O Globo, 18/3..[+]

Cheiro de pizza

A Câmara Municipal até criou uma CPI para ajudar a investigar a crise na saúde municipal. Só que o presidente é o vereador Luiz Antônio Guaraná e a relatora, Aspásia Camargo, ambos aliados de Cesar Maia. Rubens Andrade, que pediu a comissão, levou uma rasteira. Do Informe do Dia, 17/3..[+]

Falta de postos de saúde agrava crise nos hospitais

Enquanto o Ministério da Saúde busca saídas para a crise nos seis hospitais sob intervenção, os problemas nos 102 postos de saúde da prefeitura se arrastam e ajudam a sobrecarregar as emergências de todo o município. Com salários atrasados desde novembro, cerca de 400 profissionais de saúde cooperativados resolveram cruzar os braços. DoJornal do Brasil, 16/3..[+]

Auditores acham remédios vencidos

Auditores do Ministério da Saúde encontraram, na manhã de ontem, grande quantidade de medicamentos e insumos com prazo de validade vencido, numa sala no Hospital Municipal Cardoso Fontes. A unidade abrigava até mesmo remédios usados no tratamento de pacientes portadores do vírus da Aids. Do Jornal do Brasil, 16/3..[+]

Justiça Federal cancela exonerações 

A Justiça Federal acatou ontem à noite o pedido de liminar do Ministério da Saúde e cancelou o decreto do prefeito Cesar Maia, publicado ontem no Diário Oficial do município. Pelo decreto, o prefeito exonerava 51 funcionários, entre eles quatro diretores de unidades. Eles já podem voltar hoje ao trabalho e aos postos de origem. Foi aberta assim a ação cautelar 20055101490082-4, por meio da qual a juíza federal Cláudia Maria Pereira Basto Neiva vai, ainda hoje, intimar o prefeito. Do Jornal do Brasil, 15/3..[+]

Prefeito do Rio exonera diretores de quatro hospitais sob intervenção federal

Em decreto publicado hoje no Diário Oficial de Município, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Cesar Maia, exonerou todos os 51 diretores nos cargos em comissão dos hospitais Cardoso Fontes, do Andaraí, de Ipanema e da Lagoa. O prefeito alega que a exoneração tem por objetivo permitir ao novo gestor dessas unidades liberdade de indicar os novos diretores de departamentos, segundo a Agência Brasil. O secretário Nacional de Atenção à Saúde, Jorge Solla, garantiu que o Ministério da Saúde recorre ainda hoje da decisão do prefeito Cesar Maia. Do UOL News, 14/3..[+]

Mutirão ajuda mais de 100 pacientes

O terceiro dia da intervenção do governo federal na rede municipal de saúde começou com um mutirão de cirurgias no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). Trinta e quatro pacientes, quase todos vindos do Hospital Souza Aguiar, foram transferidos para o Into, onde foram atendidos desde as 8h por uma equipe de 60 profissionais - incluindo oito cirurgiões, seis médicos-residentes e cinco anestesistas. Ambulâncias de serviço móvel de urgência, que estavam paradas, são reativadas para transferências de hospital. Do Jornal do Brasil, 14/3..[+]

Auditoria da União: prefeitura aplica verbas no mercado financeiro

O secretário Nacional de Atenção à Saúde, Jorge Solla, disse ontem que a auditoria do Ministério da Saúde na rede municipal já detectou no Fundo Municipal de Saúde aplicações financeiras superiores a R$ 30 milhões. Segundo ele, o valor daria para recuperar dez emergências na mesma situação que a do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. O secretário reafirmou que a prefeitura tem recursos mas não aplicou nos hospitais. Do jornal O Globo, 13/3..[+].Da Agência Brasil, 13/3..[+]

A longa fila por uma cirurgia

Só quem corre o risco de morrer em poucas horas ou dias consegue ser operado nos hospitais públicos do Rio sem passar por uma longa e angustiante espera. Pacientes que precisam de cirurgias eletivas — como são chamadas aquelas necessárias mas não tão urgentes — são condenados a uma fila interminável e podem levar mais de um ano e meio para conseguir atendimento. Levantamento feito por repórteres do GLOBO constatou que 14.811 pessoas estão aguardando para serem operadas em dez hospitais, entre estaduais, municipais, federais e universitários. Do jornal O Globo, 13/3..[+]

Tião Viana lamenta comportamento do prefeito César Maia

O senador Tião Viana (PT-AC) fez uma análise da situação em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro, com a decretação de calamidade pública na rede hospitalar do município. O senador lamentou o comportamento do prefeito César Maia e observou que a União gasta no Rio de Janeiro, por habitante/ano, R$231,93, enquanto o estado gasta R$ 56,88 e o município R$105,12. Da Agência Senado, 11/3..[+]

Decretada calamidade pública na saúde 

A crise no sistema de saúde pública do município do Rio levou o Ministério da Saúde a decretar estado de calamidade pública na rede hospitalar da cidade. O processo de retirada da gestão das mãos do Executivo municipal ainda prevê a escolha de um coordenador para administrar cinco unidades, entre elas, duas municipais. Do Jornal do Brasil, 11/3..[+] Do jornal O Globo, 11/3..[+]

Entidades médicas apóiam decisão federal

As entidades médicas encararam como inevitável a decisão do governo federal de intervir na Saúde do Rio. O presidente do Sindicado dos Médicos, Jorge Darze, disse que a medida do governo federal foi uma reação à intransigência da prefeitura. Ele defendeu ainda a realização de uma auditoria nos hospitais municipais. Segundo Darze, há indícios de improbidade administrativa na gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Do jornal O Globo, 11/3..[+]

Rede estadual de saúde também passa por crise 

Prestes a assumir a gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) - R$ 780 milhões destinados a 28 hospitais e postos de atendimento que eram gerenciados pela prefeitura -, o estado também sofre com a crise nos hospitais. Do Jornal do Brasil, 11/3..[+] Do jornal O Globo, 11/3..[+]

O jabuti de Cesar Maia

Em Brasília, há boatos, boatinhos e boatões. Os boatinhos nascem e deparecem nos botequins e bares. Os boatos demoram um pouco mais, nos restaurantes. Já os boatões passam longo tempo nos gabinetes do poder. E às vezes são verdade. Há algumas semanas um boatão insiste em circular pela Esplanada dos Ministérios e Palácio do Planalto: o descalabro da saúde publica na prefeitura do Rio seria uma criminosa jogada muito bem bolada e plantada, para mostrar que os hospitais da prefeitura são inviáveis. Por.Sebastião Nery, 9/3/2005, na Tribuna da Imprensa..[+]

Souza Aguiar fica 5 horas sem hemodiálise 

Seis pacientes voltam para casa sem atendimento. Deputado da Comissão de Saúde da Alerj diz que setor deveria ter 32 médicos, mas só tem 15. .Do jornal O Globo, 5/3..[+]

Prefeitura deixa de mandar no SUS

Em mais um lance político, o Conselho Municipal de Saúde decidiu retirar da Prefeitura do Rio a gestão plena do Sistema Único de Saúde, em poder do município desde 1999. Prefeito diz que "acha ótimo". Do Jornal do Brasil, 4/3..[+]

Uns brigam, muitos sofrem

BRASÍLIA e RIO. Fracassou, mais uma vez, a tentativa de um acordo em Brasília entre autoridades municipais e federais que solucionasse a grave crise da saúde pública no Rio. Em resposta às críticas do prefeito Cesar Maia, que anteontem chamou o ministro Humberto Costa de mentiroso enquanto o secretário Ronaldo Cézar Coelho negociava em Brasília, o ministério cancelou a reunião marcada para ontem. E avisou ao secretário que a retomada das conversas agora está condicionada à apresentação, por escrito, de contrapropostas assinadas pelo prefeito. Do jornal O Globo, 3/3..[+]

O drama dos Maxwels

Até no último instante, quando estava deixando o CTI do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, o paciente Maxwel dos Santos Duarte, de 27 anos, sofreu as conseqüências do abandono da unidade: o elevador enguiçou entre o primeiro e o segundo andares. Do jornal O Globo, 1/3..[+]

Pacientes protestam no Souza Aguiar

Muitas horas de espera por causa da obra e da falta de médicos no Hospital Souza Aguiar, no Centro, revoltaram os pacientes que aguardavam na fila do serviço de pronto-atendimento, na manhã de ontem. Do Jornal do Brasil, 28/2..[+]

Justiça dá prazo para prefeitura

O juiz Fabrício Fernandes de Castro, da 26ª Vara da Justiça Federal, deferiu liminar ontem dando um prazo de cinco dias para que o prefeito Cesar Maia conserte equipamentos no Hospital da Lagoa, sob pena de multa diária de R$ 500. Do Jornal do Brasil, 25/2..[+]

Hospital do Andaraí faz paralisação

Os médicos do Hospital do Andaraí, uma das seis unidades municipalizadas em 1999, resolveram interromper o atendimento em parte do setor de emergência. Desde ontem, o pronto-atendimento está paralisado por falta de condições materiais e pessoal na unidade. Do Jornal do Brasil, 24/2..[+]

Penúria

A Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados do Estado do Rio alerta: faltam, a cerca de 30 dias, os medicamentos Tacrolimo (que evita a rejeição de órgãos em pacientes transplantados) e Eritropoetina. Os remédios são fundamentais para o tratamento do paciente renal crônico. A Secretaria Estadual de Saúde garantiu que até o final desta semana os medicamentos serão entregues aos pacientes. Por.Mauro Braga, 24/2, na Tribuna da Imprensa

Teto desaba sobre paciente

Depois de passar uma noite inteira sofrendo com dores, a dona-de-casa Estela Regina Ferreira, 44 anos, sentiu na pele o peso do caos na saúde pública do Rio de Janeiro. Parte do reboco da Emergência do Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, desabou sobre ela, ferindo sua cabeça e rosto. Do jornal O Dia, 23/2..[+]

Unidades estão cheias de problemas

MIGUEL COUTO. Enfrenta superlotação, quadro reduzido de profissionais e períodos de falta de medicamentos, como antibióticos, analgésicos e antiinflamatórios. A manutenção de equipamentos também fica a desejar. Pacientes já sofreram com o ar-condicionado do pronto-socorro quebrado.

HOSPITAL DO ANDARAÍ. Faltam medicamentos, como 13 fórmulas para o tratamento de câncer. Das nove salas cirúrgicas, apenas quatro são utilizadas devido à falta de materiais e equipamentos de monitorização. Há menos 23 anestesistas.

SOUZA AGUIAR. Assim como nos outros hospitais, os pacientes reclamam da falta de medicamentos, de leitos, de roupas de cama e da sujeira.

HOSPITAL DA LAGOA. Há falta de materiais básicos e equipamentos quebrados, o que interrompeu a agenda de cirurgias.

CARDOSO FONTES. A Emergência foi fechada devido ao sucateamento do setor. fonte: O DIA


A conta do caos na Saúde

Auditoria do Tribunal de Contas do Município descobriu um rombo de R$ 240 milhões nas contas da Secretaria municipal de Saúde do Rio. O valor corresponde a dívidas acumuladas até 2004 com fornecedores, que ajudaram a aprofundar a crise na rede com a suspensão da prestação de serviços por falta de pagamento. O problema ocorreu porque o orçamento não foi suficiente para o pagamento de pessoal, obras e material de consumo. O rombo equivale a 15% do orçamento da pasta para o ano passado. Do jornal O Globo, 21/2..[+]

Exonerado diretor da Lagoa 

A Secretaria Municipal de Saúde afastou ontem o diretor do Hospital da Lagoa, Cláudio Manoel Soares Nunes. A exoneração, publicada ontem no Diário Oficial, foi considerada uma retaliação pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Rio (SinMed), Jorge Darze. Do Jornal do Brasil, 19/2..[+]

Promessa arquivada

Prefeitura não consegue médicos para Hospital de Acari e só vai inaugurar unidade no ano que vem. Do jornal O Dia, 17/2..[+]

Hospital da Lagoa à beira da falência

O Hospital da Lagoa está desde ontem sob a ameaça de colapso financeiro, com a decisão tomada ontem pela direção da unidade, que decidiu não assinar o contrato de metas com a Secretaria Municipal de Saúde. Do Jornal do Brasil, 17/2..[+]

Cardoso Fontes: médicos em greve 

Os médicos e profissionais de saúde do Hospital Municipal Cardoso Fontes decidiram ontem que vão interromper o atendimento de pacientes, inclusive na emergência. A paralisação, que deve ter início hoje ou amanhã, foi motivada pela crise que atinge as unidades de saúde no município. Do Jornal do Brasil, 15/2..[+]

Médicos e funcionários decidem fechar o Hospital Cardoso Fontes

O Hospital Cardoso Fontes, da rede municipal, em Jacarepaguá, pode fechar as portas hoje. A decisão de fechar foi tomada ontem pelos médicos e funcionários com base no que determina o código de ética da categoria: “Recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho não sejam dignas ou possam prejudicar o paciente”. Do jornal O Globo, 15/2..[+]

Vergonha na Saúde

Hospital Cardoso Fontes só atenderá pacientes que já têm consultas marcadas. Do jornal O Dia, 15/2..[+]

Hospital da Lagoa volta a cancelar cirurgias

Comissão da Alerj constata, em vistoria, que situação na unidade piorou com redução de verba de fundo. Do jornal O Globo, 11/2..[+]

Souza Aguiar tem emergência precária

Diversas irregularidades no setor de Emergência do Hospital Souza Aguiar foram encontradas ontem em nova inspeção, feita pelo presidente da comissão de Saúde da Alerj, deputado Paulo Pinheiro (PT), e pelo presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze. Do Jornal do Brasil, 8/2..[+]

Alerta

Nos postos de saúde da Rocinha está faltando até esparadrapo. As associações de moradores de lá e do Vidigal estão programando protesto para o dia 26 contra a Prefeitura do Rio. Vem aí mais um dia de túnel fechado. Do Informe do Dia, 8/2..[+]

Hospital da Lagoa ameaçado

Médicos que participaram da reunião com a direção do Hospital da Lagoa garantem que há um só motivo para o quase fechamento da unidade. A verba que a prefeitura enviava caiu de R$ 160 mil para R$ 30 mil. Do Informe do Dia, 6/2..[+]

Saúde sob ameaça de colapso

A falta de materiais básicos e até de equipamentos como o de raios X nas emergências dos hospitais municipais ameaçam o atendimento à população durante o carnaval. A partir de sexta-feira, a procura pelas emergências deve aumentar em 40%. Do Jornal do Brasil, 4/2..[+]

Prefeitura alugou e não usou imóveis 

Enquanto o prefeito Cesar Maia pede aumento de recursos do repasse do Sistema Único de Saúde (SUS), a prefeitura alugou, durante dois anos, 19 imóveis que não foram utilizados. Do Jornal do Brasil, 4/2..[+]

Falta de tudo nos hospitais 

Há dois meses, o operador de telemarketing Acyr Magalhães, 39 anos, perdeu os rins. Atendido num posto de São João de Meriti, ele foi levado para a Santa Casa, no Rio. Começava a peregrinação. Morador de Belford Roxo, desde então ele vem à capital três vezes por semana para fazer hemodiálise no Hospital Municipal Souza Aguiar, enquanto aguarda transferência para uma clínica na Baixada Fluminense. Do Jornal do Brasil, 4/2/2005..[+]

Médicos denunciam crise nos hospitais

Cremerj entrega ao Ministério Público relatório sobre irregularidades em três unidades municipais. Do Jornal do Brasil, 1/2..[+]

Penúria no Souza Aguiar

A falta de roupas cirúrgicas no Hospital Municipal Souza Aguiar está fazendo com que cirurgias eletivas (que não são de emergência) sejam desmarcadas. Desde o início de dezembro o problema se arrasta. Segundo o governo municipal, até sexta-feira a questão será solucionada. Pelo menos, desta vez ninguém disse que o problema não existia. Mesmo porque a Moody's reclassificou a administração do Rio de B1 para B1 Positivo. Ou seja: dinheiro não falta. Por.Mauro Braga, 18/1, na Tribuna da Imprensa

Hospital da Lagoa sofre com goteiras, forte calor e aparelhos quebrados

Goteiras, calor insuportável e risco de curto-circuito no Hospital da Lagoa são os novos sintomas da crise na saúde pública do município. A falta de refrigeração atingiu até a Unidade de Tratamento Intensivo, onde dois leitos foram fechados. Outros dois estão interditados por causa de infiltrações. Há baldes nos corredores, e a água escorre pela rede elétrica. Equipamentos quebrados também comprometem o atendimento. Presidente do Sindicato dos Médicos também denuncia a falta de material. “Não há luvas, seringas, roupas nem tubos de sangue. Também existem problemas no estoque de remédios da unidade coronariana”, detalhou. A Associação dos Servidores do hospital distribuirá carta sobre problemas. Do jornal O Dia, 13/1/2005..[+]

Droga consentida

Levantamento dos últimos dois anos do Conselho Estadual Anti-Drogas confirmou uma realidade trágica: o álcool continua sendo a maior causa de dependência química, principalmente na população entre 18 e 30 anos. As bebidas alcóolicas aparecem no topo da lista tanto das drogas com maior incidência de uso quanto das preferidas entre os dependentes. Do jornal O Dia, 13/1..[+]

Hospital: MP entra com ação contra prefeitura

A promotora Gláucia Santana, do Ministério Público estadual, vai entrar ainda esta semana com uma ação civil pública contra a prefeitura, exigindo que sejam garantidos os consertos e a manutenção dos equipamentos de refrigeração do centro cirúrgico do Hospital Miguel Couto. Como noticiou ontem O GLOBO, repórteres estiveram no hospital na semana passada e constataram que médicos enfrentavam um calor de mais de 30 graus enquanto operavam pacientes no centro cirúrgico. Hoje, fiscais da Vigilância Sanitária do estado farão uma vistoria. Do jornal O Globo, 12/1/2005..[+]

Ministério diz que Cesar prejudica a população

Dois dias após o prefeito Cesar Maia ter assinado decreto determinando a devolução das 28 unidades de saúde municipalizadas entre 1996 e 1999 ao governo federal, o Ministério da Saúde divulgou nota dizendo que a medida “prejudica única e exclusivamente a população, colocando em risco a continuidade do atendimento”. Além disso, o ministério afirmou ontem que, na última revisão de valores das transferências federais para o Rio, solicitou à Prefeitura que demonstrasse as mudanças ocorridas no quadro de funcionários das unidades e a necessidade de reposição de servidores. Do jornal O Globo, 6/1/2005..[+]

Cesar Maia decide comprar briga com governo Lula na área de saúde

Cumprindo promessa feita em sua posse, prefeito do Rio cancelou transferências de servidores municipais para unidades de saúde federais já municipalizadas e determinou um corte de 20% nos gastos com aluguel e manutenção nessas entidades. Com isso, criou um fato político para sua viagem à Brasília, semana que vem. Da Agência Carta Maior, 5/1/2005. Matérias também em O Globo, Jornal do Brasil.
 
 


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