qualidade
de vida
O Rio que nós
queremos
A qualidade
de vida do carioca depende de mais cuidado com a saúde e o meio
ambiente na opinião dos especialistas entrevistados pelo Q!. Nestas
duas áreas, eles chamam a atenção para a falta de
políticas públicas e recomendam as ações de
caráter preventivo apostando num futuro mais consciente e sáudável
para a população do Rio. Do jornal Q!, 15/12/2005..[+]
infância
Projeto Luz ganha
conta na Fundação José Bonifácio
Implantado
na Neonatologia da Maternidade Escola da UFRJ, o Projeto Luz acaba de abrir
uma conta na Fundação Universitária José Bonifácio,
da UFRJ. Esta conta poderá receber doações que poderão
ser deduzidas do imposto de renda e que serão revertidas para ajudar
crianças portadoras de catarata congênita. Entre professores
e acadêmicos, a equipe de implantação do Projeto Luz
na UFRJ é composta por Luciano Gonçalves, adjunto de Oftalmologia
da UFRJ e autor do Projeto Luz; Dr. Felipe Faur Gonçalves, médico
oftalmologista; Joana Mello Amaral e Priscila Lemos Leite Novais, acadêmicas
de Medicina da UFRJ. Os telefones para contato são: (21) 9986-2171
e (21) 2247-0892. Informações do Boletim
Olhar Virtual (UFRJ) em 6/12/2005.
Um calote de R$ 222
milhões
A inadimplência
do estado e do município com os fornecedores de serviços
na área de saúde levou ao colapso a economia de empresas
e empregados. A dívida do estado, estimada pelos setores de limpeza,
alimentação e vigilância, chega a R$ 140 milhões.
Já a do município, a R$ 82 milhões. Firmas fecharam,
outras podem deixar de funcionar; e empregados trabalham sem ganhar ou
recebem atrasado, precisando contar com a ajuda financeira de colegas servidores.
Maiá Menezes no jornal O
Globo de 30/11/2005.
Dívidas aumentam
cinco vezes em quatro anos
A CPI
da Câmara de Vereadores que investigou a crise na rede de saúde
do município descobriu, com base em balanços financeiros
da própria Secretaria de Saúde, que, em quatro anos (2000-2004),
as dívidas com fornecedores contratados sem licitação
para trabalhar em hospitais e postos quintuplicaram. Luiz Ernesto Magalhães
no jornal O
Globo de 30/11/2005.
Verba da saúde
pelo ralo
A Prefeitura
do Rio gastou, em dois anos, quase R$ 94 milhões com compras de
emergência e sem licitação para hospitais e postos
de saúde. De acordo com relatório da CPI da Câmara
Municipal, só com o uso do Fundo Rotativo –, verba destinada à
compra de remédios fora da lista dos padronizados e pequenos reparos
nas unidades – houve prejuízo de R$ 1,6 milhão para os cofres
públicos. Matéria no Jornal
do Brasil de 30/11/2005.
Doação
voluntária
A Assembléia
Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta (3/11), em primeira
discussão, projeto de lei de autoria do deputado estadual Alessandro
Molon (PT-RJ) que desobriga os pacientes que serão submetidos a
cirurgias a apresentar doadores de sangue. O projeto passará ainda
por uma segunda e última votação antes de virar lei.
Molon entende que a exigência feita hoje por alguns hospitais estaduais
é um constrangimento ao paciente que precisa da cirurgia, muitas
vezes com urgência. O que ele propõe é que o estado
promova com mais freqüência campanhas de conscientização
da importância da doação voluntária, em vez
de condicionar a cirurgia à apresentação de doadores.
Da redação, 3/11/2005
Souza Aguiar só
receberá pacientes graves
A falta
de pelo menos 300 tipos de medicamentos levou ontem os médicos do
Hospital municipal Souza Aguiar a decidirem suspender parte do atendimento
a partir de hoje. Somente os pacientes em estado grave serão recebidos
na unidade, que cancelou todas as cirurgias eletivas até que o abastecimento
de remédios seja normalizado pela prefeitura. A decisão foi
comunicada à Secretaria de Saúde e a representantes das comissões
de saúde da Assembléia Legislativa (Alerj) e da Câmara
de Vereadores que visitaram a unidade. Matéria de Fábio Vasconcellos
no jornal O
Globo de 25/10/2005.
Hospitais: crise
com fornecedores
Durante
uma blitz realizada ontem, foram constatadas irregularidades no fornecimento
de alimentos para pacientes e funcionários de hospitais do estado.
No Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, o refeitório que é
usado pelos servidores estava fechado porque a empresa JPF, que fornecia
alimentos para a unidade, parou de trabalhar na segunda-feira porque estaria
há oito meses sem receber pagamento do estado. O problema se repete
no Hospital Getúlio Vargas, onde a empresa que presta o serviço
de alimentação, a Ghelli , não receberia desde junho.
Matéria de Marcelo Dutra no jornal O
Globo de 20/10.
Dívidas ameaçam
fechar a ABBR
Há
mais de dois anos com seus 22 leitos públicos sem funcionar por
falta de recursos, a dívida da Associação Brasileira
de Beneficente de Reabilitação (ABBR) passa dos R$ 12 milhões,
afirmou o vereador Carlos Eduardo (sem partido), em vistoria ontem na unidade
de saúde. Vice-presidente da Comissão de Saúde da
Câmara Municipal, o vereador contou que todos os meses, de acordo
com levantamento feito com funcionários da associação,
o saldo negativo aumenta em cerca de R$ 290 mil, grande parte por causa
dos insuficientes repasses do Sistema Único de Saúde (SUS).
Matéria no
Jornal
do Brasil de 31/8.
quadrilha
na saúde
Servidores estão
na mira do MP e da PF
Depois
da prisão de 11 pessoas durante a operação “Roupa
Suja”, anteontem, o Ministério Público Federal e a Polícia
Federal miram agora nos servidores federais, estaduais e municipais. De
acordo com o procurador Carlos Alberto Aguiar, o MP deverá denunciar
também funcionários públicos que estão envolvidos
no esquema de corrupção com suposta facilitação
para algumas empresas na Secretaria municipal de Saúde do Rio e
nos laboratórios Farmanguinhos, do governo Federal, e Iquego, do
governo de Goiás. Matéria no jornal O
Globo de 27/8.
esquema
Lavanderia milionária
Uma operação
montada por integrantes da Polícia Federal e do Ministério
Público federal revelou na última quinta (25/8) um esquema
milionário de fraudes em licitações para hospitais
públicos do Rio. O esquema, que ajudava a sangrar ainda mais o já
debilitado sistema de saúde pública, baseava-se em fraudes
nas licitações para o serviço de lavanderia das unidades
municipais, estaduais e federais. Matéria no
Jornal
do Brasil n'O
Globo de 26/8/2005.
Crise da saúde chega ao Pan; Andaraí
pode fechar
Um dossiê sobre a situação
das 143 unidades municipais de saúde do Rio de Janeiro será
entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI), à
Organização de Desporto Pan-Americana (Odepa) e ao Ministério
dos Esportes, dentro de 15 dias, por técnicos da comissão
de mobilização de servidores municipais. Leia no
Jornal
do Brasil desta quarta (24/8), que também traz outro texto informando
que a superlotação e a falta de um diretor colocou em iminência
de fechamento o Hospital do Andaraí. A
denúncia, alerta o JB, foi feita na manhã da terça
23 por cerca de 30 funcionários, durante um protesto de 15 minutos
em frente à unidade.
Emergências
à beira do colapso
Cinco
grandes hospitais públicos do Rio estão com os tomógrafos
quebrados ou em manutenção. As unidades não podem
receber pacientes com politraumatismos, como as vítimas de acidentes
de trânsito e baleados na cabeça. A situação
é mais grave na Zona Oeste: três hospitais da região,
dos quais dependem cerca de 1, 5 milhão de pessoas, estão
com problemas nos tomógrafos. Do
Jornal do Brasil, 17/8..[+]
Agonia sem fim no
Souza Aguiar
O único
tomógrafo do Hospital Souza Aguiar, no Centro, maior emergência
da América Latina, quebrado há 20 dias, expõe que
crise da rede de saúde pública no Rio resiste, apesar das
intermináveis rodadas de negociação. Uma vistoria
na unidade, feita pela comissão de Saúde da Câmara
Municipal, ontem pela manhã, constatou problemas antigos como falta
de remédios e superlotação. Do
Jornal do Brasil,
10/8..[+]
Rio perde a corrida
contra o AVC
Conhecido
como a principal causa de morte entre as doenças cardiovasculares,
o derrame cerebral detém um recorde negativo na rede pública
do Rio. De acordo com levantamento de dados do Sistema Único de
Saúde (SUS) entre 2000 e 2004, feito pelo vereador Carlos Eduardo
(sem partido), 35,52% dos pacientes internados com derrame morrem nas unidades
públicas do Rio. Do
Jornal do Brasil, 3/8..[+]
Ministério
entra na negociação
Depois
de uma semana de agravamento da crise na rede estadual de saúde
- em que hospitais chegaram a funcionar sem um médico sequer - o
Ministério da Saúde resolveu intervir. Nos próximos
dias, representantes do governo federal vão se reunir com o secretário
estadual de Saúde, Gilson Cantarino, para fazer um diagnóstico
completo dos problemas de cada um dos hospitais da rede. Do
Jornal
do Brasil, 4/6/2005..[+]
Do caos ao desespero
A poucos
minutos de dar à luz, a auxiliar de serviços gerais Rosilene
Louzada, 29 anos, chegou ao Hospital Estadual Pedro II com contrações
fortes e nervosa pelo problema que teve em outro parto. Ela e o marido,
o pedreiro desempregado Flávio Borges Souze, se desesperaram ao
saber, pelo obstetra, que não havia anestesista para operá-la.
Durante o dia, apenas dois anestesistas, dos 27 que deviam estar de plantão,
compareceram ao hospital. Um deles estava atendendo na emergência
e o outro, amputando a perna de um paciente, já que não havia
cirurgiões. Do
Jornal do Brasil,
3/6..[+].Do
jornal O Globo, 3/6/2005..[+]
Grito de alerta
Nos últimos
meses, os médicos têm denunciado as precárias condições
de funcionamento dos hospitais públicos, incluindo os estaduais,
revelando falhas na infraestrutura, falta de insumos básicos, medicamentos
e manutenção precária dos equipamentos. Na Secretaria
Estadual de Saúde, o que agrava a crise é a atual política
de recursos humanos, que trilha o caminho à margem da lei, no terreno
da ilegalidade, precarizando a relação de trabalho e cassando
direitos. Por Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos
do Rio de Janeiro. Do
Jornal do Brasil,
3/6/2005..[+]
Emergência
sem médico
As pessoas
chegavam com problemas de coração, cortes, ferimentos, fraturas,
tuberculose; e saíam da mesma maneira — ou até pior. Quem
precisou de socorro médico ontem na emergência do Hospital
estadual Rocha Faria, em Campo Grande, não foi atendido. Oito clínicos
que estariam de plantão na emergência de manhã não
foram trabalhar. São médicos prestadores de serviço
que não aceitaram a imposição do governo estadual
para aderirem às cooperativas e por isso ficaram sem receber salários.
Do
jornal
O Globo, 2/6..[+]
Hospitais militares
à míngua
A morte
do cadete da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) Expedito Eduardo
Sobral Cavalcante, 21 anos, dia 13, por septicemia (infecção
generalizada) no Hospital Central do Exército trouxe à tona
questão que inquieta militares e seus dependentes: as condições
das unidades de saúde das Forças Armadas. O cadete foi hospitalizado
no HCE após ser vítima da explosão de granada na Aman,
em 14 de abril. Do jornal O Dia, 2/6..[+]
Carência na
Maré
O programa
Remédio em Casa e a Farmácia Popular não beneficiam
a Favela da Maré. O primeiro, porque as pessoas lá não
têm endereço para a entrega; o segundo, porque a unidade mais
próxima fica na Ilha do Governador, e quem precisa muitas vezes
não tem nem o dinheiro da passagem para chegar lá. Do
Informe
do Dia, 29/5..[+]
Saúde na mira
da Justiça
O Ministério
Público do Trabalho vai entrar na Justiça com uma ação
civil pública para impedir a que a Secretaria Estadual de Saúde
transforme 9.289 prestadores de serviços em cooperativados. Conforme
denunciou ontem o JB, por falta de profissionais, que não aceitam
a nova forma de contratação, desde quinta-feira o atendimento
das oito principais emergências da rede estadual de saúde
funciona de forma precária. A situação deve ficar
ainda mais crítica neste fim de semana, quando os postos de saúde
não abrem. Do
Jornal do Brasil, 28/5..[+].Do
jornal O Globo, 28/5..[+]
Rede estadual perto
do colapso
De braços
cruzados, médicos prestadores de serviço em hospitais estaduais
anunciam que a rede deverá sofrer um colapso nas próximas
horas. Desde ontem, o atendimento das oito principais emergências
da rede estadual de saúde funciona de forma precária por
falta de profissionais. Apenas os casos mais graves - acidentados, baleados
e esfaqueados - estão sendo atendidos. A ausência dos médicos
é um protesto contra a decisão da Secretaria Estadual de
Saúde, que quer transformar os prestadores de serviços, que
são 9.289 em toda a rede, em cooperativados. Do
Jornal do Brasil,
27/5..[+]
‘Operação
tartaruga’ na rede estadual de saúde
Parte
dos médicos que trabalham como prestadores de serviço em
hospitais estaduais fez ontem, segundo o deputado estadual Paulo Pinheiro
(PT), presidente da Comissão de Saúde da Assembléia
Legislativa, uma “operação tartaruga”, só atendendo
a casos de emergência. Segundo ele, o motivo do protesto é
que metade dos profissionais que prestam serviço na rede estadual
de saúde não recebeu o salário que deveria ter sido
pago anteontem. Do jornal O Globo, 27/5..[+]
Telhado de hospital
desaba e fere 17
O desabamento
do telhado do ambulatório do Hospital Universitário Antônio
Pedro (HUAP) em Niterói, por volta das 8h15, deixou 17 pessoas feridas,
entre pacientes, médicos e funcionários. O acidente foi causado
pelas chuvas da madrugada, que provocaram a queda de um reboco da parede
do quarto andar do hospital, onde funciona o setor de patologia. A aposentada
Alice Rosa Pinheiro, de 71 anos, teve um corte profundo no couro cabeludo
e ficou internada em observação. As outras pessoas atingidas
tiveram ferimentos leves e escoriações, sendo liberadas por
volta das 12h. Do
Jornal do Brasil, 26/5..[+]
descaso
Doente, aposentado
morre na porta de clínica
Após
um ano tentando um diagnóstico médico para fortes dores no
peito e falta de ar, o aposentado Luís Carlos Duarte Marques, de
58 anos, morreu de infarto ontem, por volta das 5h30m, quando chegou à
Policlínica Piquet Carneiro, no bairro de São Francisco Xavier,
uma unidade pública administrada pela Uerj. (...) Segundo pacientes
que estavam na fila desde a madrugada, o aposentado chegou passando mal
e não conseguiu percorrer 60 metros de ladeira entre a portaria
e a fila. O descaso marcou a vida de Luís Carlos até o final:
o corpo do aposentado ficou no pátio da clínica durante seis
horas, até ser recolhido pelo rabecão. Do
jornal O Globo, 10/5..[+].Do
Jornal
do Brasil, 10/5..[+].Do
jornal O Dia, 10/5..[+]
Alerj e Câmara
recebem mais denúncias de mau atendimento na rede de saúde
A crise
do sistema de saúde do Rio não escolhe a idade das vítimas.
Ontem, um dia depois de um homem de 58 anos ter morrido na fila de uma
policlínica, uma mulher relatou a morte por infarto do filho de
37 anos que se tratava num hospital público. Além disso,
um senhor de 72 anos esperava há mais de cinco horas na entrada
de outra unidade para fazer um exame de emergência. Do jornal EXTRA,
11/5..[+]
Ministério
da Saúde reassumirá quatro hospitais
O Ministério
da Saúde e a Prefeitura do Rio entraram em acordo para solucionar
a crise da saúde no município, após quase dois meses
de intervenção federal em seis hospitais do Rio. Durante
uma reunião que durou quase sete horas, no núcleo do Ministério
da Saúde no Rio, ficaram acertadas a devolução dos
quatro hospitais que ainda estavam sob intervenção federal
à gestão definitiva do Ministério da Saúde
e a substituição, em até três anos, dos servidores
municipais lotados nessas unidades. Da
Agência Brasil,
5/5..[+]
Comissão de
Saúde denuncia falta de leitos
O presidente
da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, deputado
Paulo Pinheiro (PT), enviará hoje ao Ministério Público
um dossiê relatando denúncias de falta de leitos nos setores
de emergência de cinco hospitais do Rio, de Caxias e de Niterói.
As denúncias foram feitas ontem por funcionários. Segundo
o deputado, essas informações foram confirmadas por ele e
sua equipe nos hospitais Getúlio Vargas (Penha), Geral de Bonsucesso,
Saracuruna (Caxias) e Antônio Pedro e Azevedo Lima (Niterói).
Do
jornal O Globo, 2/5..[+]
Encontrada bomba
na sala do interventor
Uma bomba
foi encontrada ontem na sala de reunião do interventor do Ministério
da Saúde no Rio, Sérgio Côrtes, na sede do órgão
no Rio, no Centro da cidade. Segundo o Esquadrão Antibombas da Coordenadoria
de Recursos Especiais (Core), o artefato era uma granada de efeito moral
modelo GL-304, da marca Condor. Os policiais do esquadrão desativaram
a armadilha presa à bomba, que estava numa sacola de papel. Do jornal
O
Globo, 16/4..[+]
População
à espera do hospital
A jovem
Michelle Noemi, de 17 anos, grávida de nove meses do segundo filho,
será obrigada a dar à luz no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu,
a mais de 15 quilômetros do bairro onde mora. Todos os dias, ela
lamenta o fato de não poder fazer a cirurgia a poucos metros de
casa, onde o esqueleto de um hospital público virou a principal
referência negativa na área de saúde de Queimados,
na Baixada Fluminense, a 53 quilômetros da capital. Michelle e os
cerca de 200 mil moradores não dispõem de um leito público
na cidade, aumentando a procura por atendimento em outros municípios.
Do
Jornal do Brasil, 14/4..[+]
Protesto marca o
Dia da Saúde
No Dia
Mundial da Saúde, médicos e funcionários de hospitais
federais, estaduais e municipais fizeram uma manifestação
na Avenida Rio Branco, no Centro, protestando contra a crise dos hospitais
e postos de saúde. A passeata saiu da Candelária e foi até
a Cinelândia, onde cerca de 300 pessoas ficaram concentradas até
as 19h. Do
Jornal do Brasil, 8/4..[+]
Hospital estadual
fecha por 48 horas
Hoje,
no Dia Mundial da Saúde, funcionários do Hospital Estadual
Getúlio Vargas, na Penha, farão uma paralisação
de 48 horas, a partir das 10h de hoje. Eles protestam contra a terceirização
da mão-de-obra em unidades estaduais. Do
Jornal do Brasil,
7/4..[+]
Justiça faz
Cesar sentir no bolso se não pagar
Em liminar
concedida ontem à noite, o juiz Sílvio Wanderlei do Nascimento
Lima, da 11 Vara Federal do Rio, determinou que a prefeitura comprove em
24 horas o pagamento integral dos vencimentos dos quatro mil servidores
municipais dos hospitais sob intervenção federal. Caso contrário,
o próprio prefeito Cesar Maia receberá uma multa pessoal
de R$ 15 mil, acrescida de R$ 2.500 a cada dia de atraso. Do jornal O
Globo, 6/4..[+]
Servidores da saúde
ameaçam parar hoje
À
meia-noite de ontem venceu o prazo, dado em liminar expedida no dia 31
de março pelo juiz Silvio Lima, da 11 Vara Federal, para que o prefeito
Cesar Maia pagasse aos servidores dos seis hospitais sob intervenção.
Como os funcionários de quatro unidades receberam o vencimento sem
as gratificações por produtividade — que chegam a 60% do
salário — ameaçam entrar em greve hoje de manhã. Do
jornal O Globo, 5/4..[+]
Do
Jornal do Brasil, 5/4..[+]
Servidores de hospital
sob intervenção decidem entrar em greve
Os servidores
do hospital da Lagoa, uma das unidades do Rio sob intervenção
federal, decidiram, em assembléia, entrar em greve a partir da 0h
de terça-feira. Eles afirmam que não receberam a parte do
salário de março referente às gratificações
por produtividade ou por chefia. A suspensão do pagamento foi determinada
pelo prefeito Cesar Maia (PFL). Da
Folha Online, 4/4..[+]
Número de
leitos nos hospitais cai em dez anos
Caminhos
opostos: em dez anos, o número de leitos do Sistema Único
de Saúde (SUS) no Estado do Rio encolheu 26%, passando de 59.136,
em 1994, para 43.707, em 2003, enquanto a população fluminense
cresceu 12%, aumentando de 13,3 milhões para 14,9 milhões.
Os números são do Centro de Informações e Dados
do Rio de Janeiro (Fundação Cide), que lança, na próxima
quarta-feira, o Anuário Estatístico 2004. A publicação,
de 623 páginas, traça um retrato do estado em áreas
como saúde, educação, cultura, demografia, economia
e infra-estrutura. Do jornal O Globo, 3/4..[+]
Fim de semana só
com 8 PAMs abertos
O fim
de semana será ainda com a maioria dos postos de saúde fechados,
contrariando uma lei municipal de autoria do vereador Jorge Babu (sem partido),
promulgada esta semana. A Secretaria municipal de Saúde divulgou
ontem uma lista informando que estarão abertos apenas os oitos postos
que já funcionavam normalmente nos fins de semana. Hoje e amanhã
os dois hospitais de campanha da Marinha (Campo de Santana) e da Aeronáutica
(Barra) não estarão funcionando. Do jornal O Globo,
2/4..[+]
Comissões
fazem vistorias em hospitais
As comissões
de Saúde da Câmara dos Vereadores e da Assembléia Legislativa
do Rio (Alerj) realizaram anteontem vistorias em dois hospitais: Saracuruna
(estadual) e Rocha Maia (municipal). Apesar dos gestores diferentes, eles
encontraram problemas semelhantes nas duas unidades. Do jornal O Globo,
2/4..[+]
Prefeitura perde
outra na Justiça
Juiz federal
concede liminar que obriga município a pagar gratificações
atrasadas aos funcionários de hospitais sob intervenção.
Do
Jornal do Brasil, 1/4..[+]
Coordenador da intervenção
em hospitais do Rio sofre ameaça
O coordenador
da intervenção federal em hospitais do Rio, Sérgio
Côrtes, e o consultor jurídico do Ministério da Saúde,
Adilson Batista, receberam ameaças anônimas de morte na quarta-feira.
A motivação das ameaças seria o trabalho para descobrir
responsáveis por irregularidades nos processos de licitações
do Into (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia). O secretário
de Atenção à Saúde, Jorge Solla, disse em entrevista
à Rádio Nacional do Rio, que o ministro da Saúde,
Humberto Costa, não vai se intimidar com as ameaças feitas
aos servidores. De acordo com Solla, a ameaça dizia que Côrtes
e Batista poderiam ser mortos se não se afastassem do processo de
investigação no Into. Esta foi a primeira vez que Sérgio
Côrtes foi ameaçado de morte, depois que assumiu a coordenação
da intervenção federal. O médico, porém, já
sofreu ameaças anteriores. Da
Folha Online, 31/3..[+].Do
Jornal
do Brasil, 31/3..[+]
Prefeito informa
dados errados sobre saúde
Apaixonado
por números, o prefeito Cesar Maia parece que acabou sendo traído
por eles na noite de segunda-feira em uma entrevista ao Programa Roda Viva
da TV Cultura. Cesar deu dados incorretos sobre gastos com o setor de saúde
e nas respostas disse que não sua a responsabilidade pelo caos nos
seis hospitais sob intervenção do governo federal desde o
início do mês. O prefeito disse ainda que a população
— que vem enfrentando não só problemas nos hospitais mas
também pela falta de investimentos na conservação
de ruas e demora na conclusão de obras — apóia tudo o que
que faz, tanto que o reelegeu no primeiro turno. Do jornal O Globo,
30/3..[+]
Intervenção
também nos postos
Depois
de perder a gestão plena sobre mais de R$ 2 bilhões do Sistema
Único de Saúde (SUS), a prefeitura corre o risco de deixar
de receber os recursos fixos do Piso de Atenção Básica
(PAB), repassados pelo governo federal. No ano passado, o município
recebeu R$ 64 milhões por conta do PAB, destinados às ações
básicas nos postos de saúde. Do
Jornal do Brasil,
30/3..[+]
Cesar tem R$ 1,5
bi em caixa mas não paga R$ 200 milhões
Um quebra-cabeça
cujas peças parecem não se encaixar. De um lado, o prefeito
Cesar Maia alega ter R$ 1,5 bilhão em caixa e bater recordes de
arrecadação de impostos. Retrato de uma prefeitura rica.
De outro, as dívidas com empresas prestadoras de serviço
se acumulam, principalmente na área da saúde. O município
fechou 2004 devendo pelo menos R$ 200 milhões, segundo os últimos
dados disponíveis. Em conseqüência, empresas e cooperativas,
há meses sem receber, estão cortando funcionários,
paralisando obras e ameaçando interromper serviços essenciais
como o fornecimento de refeições para toda a rede de hospitais
municipais. Retrato de uma cidade na penúria. Do jornal O Globo,
27/3..[+]
Rio terá mais
3 mil vagas em hospitais públicos
Pacientes
poderão ser atendidos em ambulatórios para evitar superlotação
dos espaços para emergência, diz representante do Ministério
da Saúde. Esforço se soma a atendimento em hospitais de campanha.
Da
Agência Brasil, 26/3..[+]
Cesar e Ronaldo têm
prazo de 15 dias para defesa
A ação
proposta anteontem por um grupo de procuradores e promotores dos Ministérios
Públicos federal e estadual contra o prefeito Cesar Maia e o secretário
municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, por improbidade administrativa,
foi distribuída ontem para a 18 Vara Federal. O primeiro passo no
processo é notificar os acusados, que terão um prazo de 15
dias para apresentar defesa por escrito. Depois disso, o juiz terá
prazo de 30 dias para decidir se aceita ou rejeita a ação.
Na ação, os promotores e procuradores acusam o prefeito e
o secretário de improbidade administrativa. O argumento é
que os dois violaram os princípios de legalidade, eficiência
e moralidade na gestão da saúde no município. Caso
sejam condenados, os dois poderão perder as funções
públicas. Do jornal O Globo, 24/3..[+]
Parlamentares pedem
intervenção no Méier
Após
uma vistoria no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, no fim
da manhã de ontem, parlamentares do Fórum de Acompanhamento
da Gestão Plena do SUS decidiram enviar um ofício ao Ministério
da Saúde pedindo uma medida que force a abertura imediata da nova
emergência da unidade. Segundo o deputado Paulo Pinheiro (PT), presidente
da Comissão de Saúde da Alerj, a atual emergência,
adaptada no segundo andar, está sem condições de funcionamento.
Do jornal O Globo, 24/3..[+]
Auditoria aponta
má gestão em hospital federal
Uma auditoria
realizada entre 7 e 25 de junho de 2004 no Hospital dos Servidores do Estado
(HSE), que é federal, revelou uma série de problemas na unidade,
desde enormes filas para atendimento, que se formam ainda de madrugada,
até a falta de profissionais e leitos desativados — exemplos de
má gestão federal. O relatório assinado pela Divisão
de Auditoria do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, foi
enviado à direção do hospital em fevereiro, recomendando
a manutenção dos equipamentos e a criação de
uma triagem médica para diminuir as filas de atendimentos. Do jornal
O
Globo, 23/3..[+]
Promotores pedem
saída de prefeito
Os Ministérios
Públicos estadual e federal entraram ontem com ação
civil pública na Justiça por ato de improbidade administrativa
contra o prefeito Cesar Maia e o secretário municipal de Saúde
Ronaldo Cezar Coelho. Os procuradores e promotores pedem que o prefeito
e o secretário sejam condenados à perda das funções
públicas que estejam exercendo na data de sua condenação,
se esta ocorrer. Do
Jornal do Brasil, 23/3..[+]
Descaso também
com os mortos
Prefeitura
não detalhou causas de mortes em hospitais em 2004. Especialistas
dizem que sem dados não há planejamento. Do
Jornal do
Brasil, 23/3..[+]
Déficit é
de 4 mil profissionais
Um levantamento
feito pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) em oito hospitais
da rede municipal do Rio mostra que há um déficit de 4.232
profissionais, entre médicos, enfermeiros e auxiliares de diversas
áreas. O relatório de quase 500 páginas foi concluído
no mês passado. O documento serviu como justificativa para o pedido
da CPI da saúde na casa legislativa. O Ministério da Saúde
anunciou a contratação de 1.140 profissionais para os seis
hospitais sob intervenção no Rio, mas representantes da classe
médica consideram o número insuficiente para resolver a carência
da rede. Do
Jornal do Brasil, 22/3..[+]
Hospitais ainda sob
penúria
Onze dias
após a intervenção do Ministério da Saúde
em seis hospitais do Rio, uma comissão formada por representantes
do Legislativo municipal, estadual e federal fez ontem inspeção
em quatro hospitais do Rio, três deles sob administração
federal. E depararou-se com velhos problemas da rede: filas, equipamentos
quebrados e déficit de pessoal foram constatados nos hospitais da
Lagoa, Souza Aguiar, Miguel Couto e Lourenço Jorge - este administrado
pela prefeitura. Do
Jornal do Brasil, 22/3..[+]
Além da intervenção
Fora do
“esquema de guerra” montado pelo ministério nas unidades municipalizadas
e nos dois maiores hospitais do município, pontos essenciais de
atendimento à população como os hospitais municipais
Paulino Werneck, Salgado Filho, Rocha Maia e Lourenço Jorge continuam
à míngua. Do
Jornal do Brasil, 20/3..[+]
Ministério
da Saúde entrega ao Rio 57 ambulâncias
O Ministério
da Saúde entregou ontem, na Fundação Oswaldo Cruz,
em Manguinhos, 57 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu/192) que será implantado no Rio em 30 dias.
Do
Jornal do Brasil, 19/3..[+]
Cesar vai ao STF
contra a intervenção que elogiava
A prefeitura
do Rio entrou ontem com uma ação no Supremo Tribunal Federal
(STF) pedindo de volta os hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto — que sempre
pertenceram ao município — e que não sejam usados recursos
municipais nos hospitais do Andaraí, Cardoso Fontes, Lagoa e Ipanema,
que foram municipalizados em 1999. Todas essas unidades estão sob
intervenção federal desde a semana passada pelo decreto 5.392,
que declarou estado de calamidade pública na saúde do Rio.
Do jornal O Globo, 18/3..[+]
Emergência
nova em folha e jamais usada
Equipamentos
médicos encaixotados e pelo menos 11 cadeiras de rodas novas, ainda
embaladas, repousam há meses na nova emergência construída
no Hospital Salgado Filho (Méier), o principal pronto-socorro da
prefeitura na Zona Norte. As obras na unidade municipal, que não
está sob intervenção, terminaram no fim do ano, mas
o setor ainda não foi aberto porque o hospital não tem médicos,
enfermeiros e outros profissionais em número suficiente para atender
ao aumento de demanda esperada. Do jornal O Globo, 18/3..[+]
Cheiro de pizza
A Câmara
Municipal até criou uma CPI para ajudar a investigar a crise na
saúde municipal. Só que o presidente é o vereador
Luiz Antônio Guaraná e a relatora, Aspásia Camargo,
ambos aliados de Cesar Maia. Rubens Andrade, que pediu a comissão,
levou uma rasteira. Do
Informe do Dia, 17/3..[+]
Falta de postos de
saúde agrava crise nos hospitais
Enquanto
o Ministério da Saúde busca saídas para a crise nos
seis hospitais sob intervenção, os problemas nos 102 postos
de saúde da prefeitura se arrastam e ajudam a sobrecarregar as emergências
de todo o município. Com salários atrasados desde novembro,
cerca de 400 profissionais de saúde cooperativados resolveram cruzar
os braços. DoJornal do Brasil, 16/3..[+]
Auditores acham remédios
vencidos
Auditores
do Ministério da Saúde encontraram, na manhã de ontem,
grande quantidade de medicamentos e insumos com prazo de validade vencido,
numa sala no Hospital Municipal Cardoso Fontes. A unidade abrigava até
mesmo remédios usados no tratamento de pacientes portadores do vírus
da Aids. Do
Jornal do Brasil, 16/3..[+]
Justiça Federal
cancela exonerações
A Justiça
Federal acatou ontem à noite o pedido de liminar do Ministério
da Saúde e cancelou o decreto do prefeito Cesar Maia, publicado
ontem no Diário Oficial do município. Pelo decreto, o prefeito
exonerava 51 funcionários, entre eles quatro diretores de unidades.
Eles já podem voltar hoje ao trabalho e aos postos de origem. Foi
aberta assim a ação cautelar 20055101490082-4, por meio da
qual a juíza federal Cláudia Maria Pereira Basto Neiva vai,
ainda hoje, intimar o prefeito. Do
Jornal do Brasil, 15/3..[+]
Prefeito do Rio exonera
diretores de quatro hospitais sob intervenção federal
Em decreto
publicado hoje no Diário Oficial de Município, o prefeito
da cidade do Rio de Janeiro, Cesar Maia, exonerou todos os 51 diretores
nos cargos em comissão dos hospitais Cardoso Fontes, do Andaraí,
de Ipanema e da Lagoa. O prefeito alega que a exoneração
tem por objetivo permitir ao novo gestor dessas unidades liberdade de indicar
os novos diretores de departamentos, segundo a Agência Brasil. O
secretário Nacional de Atenção à Saúde,
Jorge Solla, garantiu que o Ministério da Saúde recorre ainda
hoje da decisão do prefeito Cesar Maia. Do
UOL News,
14/3..[+]
Mutirão ajuda
mais de 100 pacientes
O terceiro
dia da intervenção do governo federal na rede municipal de
saúde começou com um mutirão de cirurgias no Instituto
Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). Trinta e quatro pacientes, quase
todos vindos do Hospital Souza Aguiar, foram transferidos para o Into,
onde foram atendidos desde as 8h por uma equipe de 60 profissionais - incluindo
oito cirurgiões, seis médicos-residentes e cinco anestesistas.
Ambulâncias de serviço móvel de urgência, que
estavam paradas, são reativadas para transferências de hospital.
Do
Jornal do Brasil, 14/3..[+]
Auditoria da União:
prefeitura aplica verbas no mercado financeiro
O secretário
Nacional de Atenção à Saúde, Jorge Solla, disse
ontem que a auditoria do Ministério da Saúde na rede municipal
já detectou no Fundo Municipal de Saúde aplicações
financeiras superiores a R$ 30 milhões. Segundo ele, o valor daria
para recuperar dez emergências na mesma situação que
a do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. O secretário
reafirmou que a prefeitura tem recursos mas não aplicou nos hospitais.
Do jornal O Globo, 13/3..[+].Da
Agência
Brasil, 13/3..[+]
A longa fila por
uma cirurgia
Só
quem corre o risco de morrer em poucas horas ou dias consegue ser operado
nos hospitais públicos do Rio sem passar por uma longa e angustiante
espera. Pacientes que precisam de cirurgias eletivas — como são
chamadas aquelas necessárias mas não tão urgentes
— são condenados a uma fila interminável e podem levar mais
de um ano e meio para conseguir atendimento. Levantamento feito por repórteres
do GLOBO constatou que 14.811 pessoas estão aguardando para serem
operadas em dez hospitais, entre estaduais, municipais, federais e universitários.
Do jornal O Globo, 13/3..[+]
Tião Viana
lamenta comportamento do prefeito César Maia
O senador
Tião Viana (PT-AC) fez uma análise da situação
em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro, com a decretação
de calamidade pública na rede hospitalar do município. O
senador lamentou o comportamento do prefeito César Maia e observou
que a União gasta no Rio de Janeiro, por habitante/ano, R$231,93,
enquanto o estado gasta R$ 56,88 e o município R$105,12. Da
Agência
Senado, 11/3..[+]
Decretada calamidade
pública na saúde
A crise
no sistema de saúde pública do município do Rio levou
o Ministério da Saúde a decretar estado de calamidade pública
na rede hospitalar da cidade. O processo de retirada da gestão das
mãos do Executivo municipal ainda prevê a escolha de um coordenador
para administrar cinco unidades, entre elas, duas municipais. Do
Jornal
do Brasil, 11/3..[+]
Do jornal O Globo, 11/3..[+]
Entidades médicas
apóiam decisão federal
As entidades
médicas encararam como inevitável a decisão do governo
federal de intervir na Saúde do Rio. O presidente do Sindicado dos
Médicos, Jorge Darze, disse que a medida do governo federal foi
uma reação à intransigência da prefeitura. Ele
defendeu ainda a realização de uma auditoria nos hospitais
municipais. Segundo Darze, há indícios de improbidade administrativa
na gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Do jornal O Globo, 11/3..[+]
Rede estadual de
saúde também passa por crise
Prestes
a assumir a gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde
(SUS) - R$ 780 milhões destinados a 28 hospitais e postos de atendimento
que eram gerenciados pela prefeitura -, o estado também sofre com
a crise nos hospitais. Do
Jornal do Brasil, 11/3..[+]
Do jornal O Globo, 11/3..[+]
O jabuti de Cesar
Maia
Em Brasília,
há boatos, boatinhos e boatões. Os boatinhos nascem e deparecem
nos botequins e bares. Os boatos demoram um pouco mais, nos restaurantes.
Já os boatões passam longo tempo nos gabinetes do poder.
E às vezes são verdade. Há algumas semanas um boatão
insiste em circular pela Esplanada dos Ministérios e Palácio
do Planalto: o descalabro da saúde publica na prefeitura do Rio
seria uma criminosa jogada muito bem bolada e plantada, para mostrar que
os hospitais da prefeitura são inviáveis. Por.Sebastião
Nery, 9/3/2005, na Tribuna da Imprensa..[+]
Souza
Aguiar fica 5 horas sem hemodiálise
Seis pacientes
voltam para casa sem atendimento. Deputado da Comissão de Saúde
da Alerj diz que setor deveria ter 32 médicos, mas só tem
15. .Do jornal
O
Globo, 5/3..[+]
Prefeitura
deixa de mandar no SUS
Em mais
um lance político, o Conselho Municipal de Saúde decidiu
retirar da Prefeitura do Rio a gestão plena do Sistema Único
de
Saúde, em poder do município desde 1999. Prefeito diz que
"acha ótimo". Do
Jornal do Brasil, 4/3..[+]
Uns
brigam, muitos sofrem
BRASÍLIA
e RIO. Fracassou, mais uma vez, a tentativa de um acordo em Brasília
entre autoridades municipais e federais que solucionasse a grave crise
da saúde pública no Rio. Em resposta às críticas
do prefeito Cesar Maia, que anteontem chamou o ministro Humberto Costa
de mentiroso enquanto o secretário Ronaldo Cézar Coelho negociava
em Brasília, o ministério cancelou a reunião marcada
para ontem. E avisou ao secretário que a retomada das conversas
agora está condicionada à apresentação, por
escrito, de contrapropostas assinadas pelo prefeito. Do jornal O Globo,
3/3..[+]
O drama
dos Maxwels
Até
no último instante, quando estava deixando o CTI do Hospital Cardoso
Fontes, em Jacarepaguá, o paciente Maxwel dos Santos Duarte, de
27 anos, sofreu as conseqüências do abandono da unidade: o elevador
enguiçou entre o primeiro e o segundo andares. Do jornal O Globo,
1/3..[+]
Pacientes
protestam no Souza Aguiar
Muitas
horas de espera por causa da obra e da falta de médicos no Hospital
Souza Aguiar, no Centro, revoltaram os pacientes que aguardavam na fila
do serviço de pronto-atendimento, na manhã de ontem. Do
Jornal
do Brasil, 28/2..[+]
Justiça
dá prazo para prefeitura
O juiz
Fabrício Fernandes de Castro, da 26ª Vara da Justiça
Federal, deferiu liminar ontem dando um prazo de cinco dias para que o
prefeito Cesar Maia conserte equipamentos no Hospital da Lagoa, sob pena
de multa diária de R$ 500. Do
Jornal do Brasil, 25/2..[+]
Hospital
do Andaraí faz paralisação
Os médicos
do Hospital do Andaraí, uma das seis unidades municipalizadas em
1999, resolveram interromper o atendimento em parte do setor de emergência.
Desde ontem, o pronto-atendimento está paralisado por falta de condições
materiais e pessoal na unidade. Do
Jornal do Brasil, 24/2..[+]
Penúria
A Associação
dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados do Estado do Rio alerta:
faltam, a cerca de 30 dias, os medicamentos Tacrolimo (que evita a rejeição
de órgãos em pacientes transplantados) e Eritropoetina. Os
remédios são fundamentais para o tratamento do paciente renal
crônico. A Secretaria Estadual de Saúde garantiu que até
o final desta semana os medicamentos serão entregues aos pacientes.
Por.Mauro
Braga, 24/2, na Tribuna
da Imprensa
Teto desaba sobre
paciente
Depois
de passar uma noite inteira sofrendo com dores, a dona-de-casa Estela Regina
Ferreira, 44 anos, sentiu na pele o peso do caos na saúde pública
do Rio de Janeiro. Parte do reboco da Emergência do Hospital Estadual
Albert Schweitzer, em Realengo, desabou sobre ela, ferindo sua cabeça
e rosto. Do jornal O Dia, 23/2..[+]
Unidades
estão cheias de problemas
MIGUEL COUTO.
Enfrenta superlotação, quadro reduzido de profissionais e
períodos de falta de medicamentos, como antibióticos, analgésicos
e antiinflamatórios. A manutenção de equipamentos
também fica a desejar. Pacientes já sofreram com o ar-condicionado
do pronto-socorro quebrado.
HOSPITAL
DO ANDARAÍ. Faltam medicamentos, como 13 fórmulas para
o tratamento de câncer. Das nove salas cirúrgicas, apenas
quatro são utilizadas devido à falta de materiais e equipamentos
de monitorização. Há menos 23 anestesistas.
SOUZA AGUIAR.
Assim como nos outros hospitais, os pacientes reclamam da falta de medicamentos,
de leitos, de roupas de cama e da sujeira.
HOSPITAL
DA LAGOA. Há falta de materiais básicos e equipamentos
quebrados, o que interrompeu a agenda de cirurgias.
CARDOSO
FONTES. A Emergência foi fechada devido ao sucateamento do setor.
fonte: O
DIA
A
conta do caos na Saúde
Auditoria
do Tribunal de Contas do Município descobriu um rombo de R$ 240
milhões nas contas da Secretaria municipal de Saúde do Rio.
O valor corresponde a dívidas acumuladas até 2004 com fornecedores,
que ajudaram a aprofundar a crise na rede com a suspensão da prestação
de serviços por falta de pagamento. O problema ocorreu porque o
orçamento não foi suficiente para o pagamento de pessoal,
obras e material de consumo. O rombo equivale a 15% do orçamento
da pasta para o ano passado. Do jornal O Globo, 21/2..[+]
Exonerado
diretor da Lagoa
A Secretaria
Municipal de Saúde afastou ontem o diretor do Hospital da Lagoa,
Cláudio Manoel Soares Nunes. A exoneração, publicada
ontem no Diário Oficial, foi considerada uma retaliação
pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Rio (SinMed), Jorge
Darze. Do
Jornal do Brasil, 19/2..[+]
Promessa
arquivada
Prefeitura
não consegue médicos para Hospital de Acari e só vai
inaugurar unidade no ano que vem. Do jornal O Dia, 17/2..[+]
Hospital
da Lagoa à beira da falência
O Hospital
da Lagoa está desde ontem sob a ameaça de colapso financeiro,
com a decisão tomada ontem pela direção da unidade,
que decidiu não assinar o contrato de metas com a Secretaria Municipal
de Saúde. Do
Jornal do Brasil, 17/2..[+]
Cardoso
Fontes: médicos em greve
Os médicos
e profissionais de saúde do Hospital Municipal Cardoso Fontes decidiram
ontem que vão interromper o atendimento de pacientes, inclusive
na emergência. A paralisação, que deve ter início
hoje ou amanhã, foi motivada pela crise que atinge as unidades de
saúde no município. Do
Jornal do Brasil, 15/2..[+]
Médicos
e funcionários decidem fechar o Hospital Cardoso Fontes
O Hospital
Cardoso Fontes, da rede municipal, em Jacarepaguá, pode fechar as
portas hoje. A decisão de fechar foi tomada ontem pelos médicos
e funcionários com base no que determina o código de ética
da categoria: “Recusar-se a exercer a profissão em instituição
pública ou privada onde as condições de trabalho não
sejam dignas ou possam prejudicar o paciente”. Do jornal O Globo,
15/2..[+]
Vergonha
na Saúde
Hospital
Cardoso Fontes só atenderá pacientes que já têm
consultas marcadas. Do jornal O Dia, 15/2..[+]
Hospital
da Lagoa volta a cancelar cirurgias
Comissão
da Alerj constata, em vistoria, que situação na unidade piorou
com redução de verba de fundo. Do jornal O Globo,
11/2..[+]
Souza
Aguiar tem emergência precária
Diversas
irregularidades no setor de Emergência do Hospital Souza Aguiar foram
encontradas ontem em nova inspeção, feita pelo presidente
da comissão de Saúde da Alerj, deputado Paulo Pinheiro (PT),
e pelo presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze. Do
Jornal
do Brasil, 8/2..[+]
Alerta
Nos postos
de saúde da Rocinha está faltando até esparadrapo.
As associações de moradores de lá e do Vidigal estão
programando protesto para o dia 26 contra a Prefeitura do Rio. Vem aí
mais um dia de túnel fechado. Do Informe do Dia, 8/2..[+]
Hospital
da Lagoa ameaçado
Médicos
que participaram da reunião com a direção do Hospital
da Lagoa garantem que há um só motivo para o quase fechamento
da unidade. A verba que a prefeitura enviava caiu de R$ 160 mil para R$
30 mil. Do Informe do Dia, 6/2..[+]
Saúde
sob ameaça de colapso
A falta
de materiais básicos e até de equipamentos como o de raios
X nas emergências dos hospitais municipais ameaçam o atendimento
à população durante o carnaval. A partir de sexta-feira,
a procura pelas emergências deve aumentar em 40%. Do
Jornal do
Brasil, 4/2..[+]
Prefeitura
alugou e não usou imóveis
Enquanto
o prefeito Cesar Maia pede aumento de recursos do repasse do Sistema Único
de Saúde (SUS), a prefeitura alugou, durante dois anos, 19 imóveis
que não foram utilizados. Do
Jornal do Brasil, 4/2..[+]
Falta
de tudo nos hospitais
Há
dois meses, o operador de telemarketing Acyr Magalhães, 39 anos,
perdeu os rins. Atendido num posto de São João de Meriti,
ele foi levado para a Santa Casa, no Rio. Começava a peregrinação.
Morador de Belford Roxo, desde então ele vem à capital três
vezes por semana para fazer hemodiálise no Hospital Municipal Souza
Aguiar, enquanto aguarda transferência para uma clínica na
Baixada Fluminense. Do
Jornal do Brasil, 4/2/2005..[+]
Médicos
denunciam crise nos hospitais
Cremerj
entrega ao Ministério Público relatório sobre irregularidades
em três unidades municipais. Do
Jornal do Brasil, 1/2..[+]
Penúria
no Souza Aguiar
A falta
de roupas cirúrgicas no Hospital Municipal Souza Aguiar está
fazendo com que cirurgias eletivas (que não são de emergência)
sejam desmarcadas. Desde o início de dezembro o problema se arrasta.
Segundo o governo municipal, até sexta-feira a questão será
solucionada. Pelo menos, desta vez ninguém disse que o problema
não existia. Mesmo porque a Moody's reclassificou a administração
do Rio de B1 para B1 Positivo. Ou seja: dinheiro não falta. Por.Mauro
Braga, 18/1, na Tribuna
da Imprensa
Hospital
da Lagoa sofre com goteiras, forte calor e aparelhos quebrados
Goteiras,
calor insuportável e risco de curto-circuito no Hospital da Lagoa
são os novos sintomas da crise na saúde pública do
município. A falta de refrigeração atingiu até
a Unidade de Tratamento Intensivo, onde dois leitos foram fechados. Outros
dois estão interditados por causa de infiltrações.
Há baldes nos corredores, e a água escorre pela rede elétrica.
Equipamentos quebrados também comprometem o atendimento. Presidente
do Sindicato dos Médicos também denuncia a falta de material.
“Não há luvas, seringas, roupas nem tubos de sangue. Também
existem problemas no estoque de remédios da unidade coronariana”,
detalhou. A Associação dos Servidores do hospital distribuirá
carta sobre problemas. Do jornal O Dia, 13/1/2005..[+]
Droga
consentida
Levantamento
dos últimos dois anos do Conselho Estadual Anti-Drogas confirmou
uma realidade trágica: o álcool continua sendo a maior causa
de dependência química, principalmente na população
entre 18 e 30 anos. As bebidas alcóolicas aparecem no topo da lista
tanto das drogas com maior incidência de uso quanto das preferidas
entre os dependentes. Do jornal O Dia, 13/1..[+]
Hospital:
MP entra com ação contra prefeitura
A promotora
Gláucia Santana, do Ministério Público estadual, vai
entrar ainda esta semana com uma ação civil pública
contra a prefeitura, exigindo que sejam garantidos os consertos e a manutenção
dos equipamentos de refrigeração do centro cirúrgico
do Hospital Miguel Couto. Como noticiou ontem O GLOBO, repórteres
estiveram no hospital na semana passada e constataram que médicos
enfrentavam um calor de mais de 30 graus enquanto operavam pacientes no
centro cirúrgico. Hoje, fiscais da Vigilância Sanitária
do estado farão uma vistoria. Do jornal O Globo, 12/1/2005..[+]
Ministério
diz que Cesar prejudica a população
Dois dias
após o prefeito Cesar Maia ter assinado decreto determinando a devolução
das 28 unidades de saúde municipalizadas entre 1996 e 1999 ao governo
federal, o Ministério da Saúde divulgou nota dizendo que
a medida “prejudica única e exclusivamente a população,
colocando em risco a continuidade do atendimento”. Além disso, o
ministério afirmou ontem que, na última revisão de
valores das transferências federais para o Rio, solicitou à
Prefeitura que demonstrasse as mudanças ocorridas no quadro de funcionários
das unidades e a necessidade de reposição de servidores.
Do jornal O Globo, 6/1/2005..[+]
Cesar
Maia decide comprar briga com governo Lula na área de saúde
Cumprindo
promessa feita em sua posse, prefeito do Rio cancelou transferências
de servidores municipais para unidades de saúde federais já
municipalizadas e determinou um corte de 20% nos gastos com aluguel e manutenção
nessas entidades. Com isso, criou um fato político para sua viagem
à Brasília, semana que vem. Da
Agência
Carta Maior, 5/1/2005. Matérias
também em
O
Globo, Jornal
do Brasil.
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