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estatal
Anistia condena política de segurança do Rio de Janeiro ------------------------------------------
Aprofundando a idéia de tomar o Caveirão como símbolo de abusos, a REDE vai elaborar um dossiê sobre vítimas de violência policial, com relatos de familiares e reportagens publicadas. Os integrantes pretendem realizar um documentário sobre os casos e iniciar um abaixo-assinado propondo suspender o uso do Caveirão nas favelas do Rio de Janeiro. “O documento já existe, mas restrito às comunidades. Vamos extrapolar esse limite. A Anistia Internacional se propôs a coletar assinaturas fora do Brasil e a Justiça Global vai centralizar a coleta”, disse Marcelo Freixo, da ONG Justiça Global. A reunião
terminou com o relato da aposentada Cleonice da Silva Barbosa, 66 anos,
de Belford Roxo, mãe do auxiliar de topografia Alberto da Silva
Barbosa, 25, morto a tiros no dia 13 de novembro. A família diz
que PMs o executaram pensando ser um assaltante. Na verdade, Alberto teria
sido levado junto com seu carro por ladrões, que depois fugiram.
“Meu filho foi vítima de execução covarde. O pai dele
era um bom policial. Meu filho ia pedir ajuda, mas os policiais o mataram
com quatro tiros”, contou, chorando.
“Meu filho se chamava Carlos Henrique Reis da Silva e tinha 11 anos. Adorava esportes, amava futebol. No dia 3 de julho, por volta das 23h30, voltávamos de uma festa. Éramos cinco num carro: três crianças no banco de trás, com meu filho sentado no meio. Eu estava no banco do carona, meu amigo George dirigia o carro. Estacionamos perto do parque de diversões montado no Salsa e Merengue (favela na Vila do Pinheiro), onde estava acontecendo uma festa junina.
Continua na Delegacia de Proteção à Criança o assassino de Gabriel Mariguetti dos Santos, de 19 anos, morto na noite passada em Laranjeiras. Gabriel conversava com alguns amigos na esquina das ruas Laranjeiras e Pereira da Silva, às 21h30, quando foi abordado pelo rapaz de 16 anos conhecido como Tartaruga Ninja. Logo após o disparo, os amigos da vítima perseguiram o assassino, que acabou preso por policiais que perceberam o tumulto. O rapaz tinha um revólver calibre 38. O enterro
de Gabriel estava marcado para as 16h de hoje, no cemitério São
João Batista, em Botafogo. Segundo amigos da vítima, a confusão
começou dias atrás, quando o irmão de Gabriel, Felipe
Mariguetti dos Santos, de 15 anos, teve um tênis e um discman roubados
por “Tartaruga Ninja”. No sábado, Gabriel reconheceu o assaltante
do irmão e tentou tomar satisfações, mas o garoto
fugiu. No dia seguinte, o ladrão teria atirado em Gabriel.O acusado
mora no Morro Santo Amaro, no Catete, e, de acordo com amigos da vítima,
costumava assaltar as pessoas que transitavam pelo Largo do Machado. A
polícia confirmou que ele foi autuado duas vezes por motivo de roubo.
No seu perfil no site de relacionamentos Orkut, ele se mostrava preocupado
com a violência e a desigualdade. “Por que matar quando podemos dar
a vida? Por que nos separar quando podemos nos unir?, pergunta.
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