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Suspeita de fraude em Pouso Alegre ------------------------------------------
A lei prevê que um projeto de iniciativa popular deva conter a assinatura de 5% do eleitorado, completada com endereço residencial e o número do título de eleitor. O referido projeto teria onze mil assinaturas. Muitas delas são parecidas e algumas zonas eleitorais descritas no documento não se referem à da comarca de Pouso Alegre, que é a 227ª. Ao lado do nome do vice-prefeito, por exemplo, a zona que consta é a 265ª, referente à comarca de Silvianópolis (MG) o que, por si só, já demonstraria a irregularidade. Além disso, o número do título não corresponde com o verdadeiro. O vice-prefeito, em entrevista a uma rádio, disse desconhecer o documento. Mesmo
com muitos campos em branco e apresentando todos esses indícios
de irregularidade, a Câmara deu entrada no projeto, numa sessão
onde o representante da empresa de transporte afirmou que esta não
estaria envolvida com a coleta de assinaturas. Pelo menos quatro pessoas
encabeçam a coleta, entre elas presidentes de duas associações
de moradores, um aposentado e um dono de jornal.
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