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Editoria:
QUESTÃO AGRÁRIA / SC
Agricultores
são libertados em SC, mas mobilização continua
Foram
libertados na última sexta-feira (17/2) quatro das cinco lideranças
presas desde o último dia 15. São militantes do Movimento
dos Atingidos por Barragens (MAB), atingidos pela UHE Barra Grande, em
Anita Garibaldi (SC)
Foram
libertados na última sexta-feira (17/2) quatro das cinco lideranças
presas desde o último dia 15. São militantes do Movimento
dos Atingidos por Barragens (MAB), atingidos pela UHE Barra Grande, de
propriedade das empresas Alcoa, Votorantin, Camargo Côrrea, Companhia
Paulista de Força e Luz e DME, que formam o Consórcio BAESA.
O incidente ocorreu em Anita Garibaldi (SC).
As prisões
foram marcadas pela arbitrariedade numa cilada armada pelo advogado da
Baesa, Luciano de Maria, aceita pelo Juiz da Comarca de Anita Garibaldi,
Alexandre Karazawa Takashima. Além disso, durante a ação
policial, 20 pessoas ficaram feridas com balas de borracha e bombas de
gás lacrimogêneo. André Sartori continua no presídio
em Lages, o MAB denuncia que não há motivo claro para que
Sartori continue detido, e por isso tem se caracterizado como uma prisão
política, semelhante às ocorridas durante no período
da ditadura militar. Cinco lideranças do MAB continuam com a ordem
de prisão decretada.
Acordo
não foi cumprido
Os atingidos
buscam o cumprimento do acordo social firmado entre MAB e Consórcio
Baesa. No acordo consta reassentamento para as famílias atingidas,
casas populares, crédito para custeio, entre outros. Além
disso, existem várias condicionantes para a Licença de Operação
da barragem, as quais não estão sendo cumpridas. Caso as
empresas não cumpram imediatamente os acordos que assinaram, os
atingidos exigem do IBAMA a suspensão da Licença de Operação
da barragem. Os agricultores continuam mobilizados no município
de Anita Garibaldi, pressionando para a continuidade nas negociações
e liberação do agricultor que está preso.
“A prisão
de nossos companheiros é mais uma arbitrariedade do processo de
implantação desta barragem, um dos maiores desastres ambientais
e sociais da atualidade no Brasil”, dizem a lideranças do MAB na
região. Segundo a coordenação do MAB, os direitos
humanos de pequenos agricultores têm sido afrontados sistematicamente
por algumas das maiores e mais poderosas corporações nacionais
e transnacionais, as quais, amparadas por uma equivocada e retrograda noção
de “desenvolvimento”, vem se apropriando dos rios, florestas e campos pertencentes
ao povo brasileiro.
A região
de Anita Garibaldi, que além da barragem de Barra Grande compreende
a barragem de Campos Novos tem sido palco de inúmeras arbitrariedades
policiais e do judiciário nos últimos anos, além de
registrar fraudes graves e omissão do poder público no licenciamento
das hidrelétricas. Recentemente, uma denúncia de prisões
arbitrárias feitas em março de 2005 em Campos Novos, levou
a relatora das Nações Unidas para defensores de direitos
humanos Hina Jilani, a visitar a região. Suas conclusões
devem ser apresentadas em junho.
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Fonte:
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Fechamento:
24/02/2006 - 11h20
Contatos:
(61) 3242-8535 / www.mabnacional.org.br
Ref.
http://www.consciencia.net/2006/0224-sc-mab.html
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