| Para Lula, país
não necessita de novo acordo com o FMI
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o Brasil
não necessita de um novo acordo com o FMI agora, mas não
descartou um pacto no futuro. "O Brasil está num momento tão
tranqüilo que não precisa de acordo. Não usamos nenhum
recurso do FMI até agora e não estamos precisando, mas não
vamos usar de bravata e dizer que não vamos precisar (no futuro)",
disse o presidente durante café da manhã oferecido aos jornalistas.
O atual acordo com o Fundo termina neste ano e será rediscutido
em março ou abril de 2005. Por Natuza Nery, da Reuters, 23/12/2004..[+]
Movimentos sociais de moradia e habitação
rejeitam financiamentos do FMI
Mesmo com a intenção
do Fundo Monetário Internacional (FMI) de excluir os investimentos
em moradia e em saneamento básico do conceito de dívida externa,
os movimentos sociais de moradia e habitação rejeitaram os
financiamento provenientes do fundo. Os principais motivos alegados pelos
representantes dos movimentos são que o fato de que dinheiro do
FMI é caro, e que o Brasil tem recursos suficientes para suprir
a demanda da moradia popular..—.Agência
Brasil, 28/11/2004
Oficina
Internacional da Auditoria das Dívidas divulga carta final
"Contribuições
para incentivar a realização de auditorias frente a ilegitimidade
da dívida externa" é o título do documento final divulgado
pela Oficina Internacional da Auditoria das Dívidas, que aconteceu
em Brasilia, entre 9 e 11 de novembro último. A Adital divulga o
documento na íntegra..—.Adital,
24/11
OAB vai ao STF por comissão
para apurar dívida externa
Constituição de
1988 prevê comissão mista com o objetivo de “exame analítico
e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro”.
Entidade decidiu apresentar uma argüição junto ao Supremo
Tribunal Federal pedindo a instalação de comissão
parlamentar para analisar contratos..—.Agência
Carta Maior, Agência
Brasil, 13/11
Países desenvolvidos
deveriam perdoar dívidas externas
O 4º encontro do Grupo
de Alto Nível do Educação para Todos, que terminou
na quarta-feira, dia 10, resultou em um documento no qual os participantes
sugerem que as nações desenvolvidas perdoem a dívida
dos países em desenvolvimento. A principal conclusão a que
chegaram foi a de que além de dinheiro e comprometimento, faltam
transparência e melhor gerenciamento no manuseio dos recursos para
que as metas do Educação para Todos sejam atingidas..—.Banco
do Brasil, 12/11
OAB quer auditoria na dívida
externa
O Conselho Federal da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu ontem que vai encaminhar ao Supremo
Tribunal Federal (STF), nos próximos dias, ação de
descumprimento de preceito fundamental. Em outras palavras, trata-se de
uma ação que visa obrigar o Congresso Nacional a realizar
uma auditoria sobre o endividamento externo do País. Esse tipo de
exame analítico está previsto no Artigo 26 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias. Segundo o Conselho da OAB, a auditoria
deveria ter sido realizada pelo Poder Legislativo no prazo de um ano, após
a promulgação da Constituição Federal, em 1988,
que completou 16 anos no dia 5 de outubro..—.O
Dia, 9/11
TCU cobra mais rigor do BC
Até o fim do primeiro
semestre de 2005, o Banco Central terá de adotar uma série
de medidas para tornar mais segura a administração das reservas
cambiais. O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou, entre outros
pontos, que as operações de swap cambial, em que o BC aposta
na alta dos juros, e o mercado, na valorização do dólar,
trazem riscos elevados para os cofres públicos..—.Correio
Braziliense, 6/11
Novas formas de resistência
ao neoliberalismo
Mais dois anos de política
econômica sob as bênçãos do Fundo Monetário
Internacional (FMI) e o Brasil continuará sendo uma “Suicíndia”:
os ricos vivendo como se estivessem na Suíça, e os pobres,
na Índia. É o que diz o sociólogo Michael Löwy,
em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato..—.Brasil
de Fato, 4/11
América Latina financia
países ricos
O Brasil e toda a América
Latina não exportam apenas soja, frango e outros produtos agrícolas,
de baixo valor agregado, para as nações ricas. Uma simples
análise das relações econômicas internacionais
mostra que os países latino-americanos também se caracterizam
pela exportação de um recurso mais raro e valioso: os cobiçados
dólares. Um estudo do Instituto de Estudos Socio-econômicos
(Inesc) aponta que o Brasil e a América Latina enviam mais dinheiro
para o exterior do que recebem. A conclusão é de que, pagando
a sua dívida externa, esses países subdesenvolvidos acabam
bancando o desenvolvimento dos países do Primeiro Mundo..—.Brasil
de Fato, 4/11
Seminário discute
auditoria da dívida no Brasil
Uma atividade organizada por
dezenas de organizações sociais colocará o tema da
dívida externa na pauta do Congresso Nacional. Entre os dias 10
e 11, será realizado o Seminário Ilegitimidade da Dívida
Externa: Um Caso de Auditoria, em Brasília, no Senado. Estarão
presentes pesquisadores, ativistas e especialistas na questão do
endividamento dos países pobres. Já confirmaram presença
o equatoriano Jorge Acosta, o peruano Ercilio Moura e a argentina Bervely
Keene. O deputado federal Ivan Valente (PT-SP) e o senador Eduardo Suplicy
(PT-SP) serão alguns dos representantes parlamentares..—.Brasil
de Fato, 4/11
Neoliberalismo empobrece
africanos
Especialista congolês
analisa interferência destrutiva de modelos econômicos ocidentais.—.Brasil
de Fato, 4/11
Felicidade virtual
De janeiro a setembro, o governo
Lula "economizou" mais de R$ 50 bilhões para pagar juros aos credores
estrangeiros; no mesmo período, a União "gastou" menos de
R$ 2 bilhões em investimentos públicos. Imagine se fosse
o contrário, o que poderia ser feito para melhorar a vida do brasileiro..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 4/11
Brasil
deve pagar 4,2 bilhões de juros até dezembro
A decisão
do Banco Central de aumentar a taxa de juros, como parte da política
monetária de combate à inflação, custará
aos cofres públicos mais de 4,2 bilhões de reais até
dezembro. A partir do mês de agosto, o Comitê de Política
Monetária do Banco Central (Copom), aumentou a taxa básica
de juros, passando de 16% ao ano para 16,75%. A estimativa inicial era
de que o governo utilizaria 75 bilhões de reais arrecadados para
pagamento de juros da dívida pública interna.
Já
o orçamento dos Ministérios sociais foi de apenas 60 bilhões
de reais. O Ministério do Desenvolvimento Agrário é
um dos mais atingidos: o governo federal realizou uma reunião interministerial
em meados de outubro para anunciar cortes na Reforma Agrária. Ao
contrário dos 1,7 bilhões de reais destinados para 2004 e
anunciados em abril, agora só estão disponíveis 600
milhões. Além disso, as cestas básicas destinadas
às 200 mil familias acampadas hoje no país estão atrasadas
por falta de dinheiro..—.da
redação, 3/11
Bancos vão aumentar
taxa de juros
O Banco Central deve elevar
quarta-feira em 0,25 ponto a taxa básica de juros. E o impacto será
imediato no bolso do consumidor: os bancos têm prontas tabelas reajustadas
para o cheque especial..—.Correio
Braziliense, 18/10
Juros voltam a subir para
o consumidor, após alta da Selic
O consumidor já sentiu
no bolso os efeitos da decisão do mês passado do Copom (Comitê
de Política Monetária) do Banco Central, que elevou a Selic
para 16,25% ao ano. A taxa média de juros cobrada do consumidor
subiu 0,79%, passando de 7,59% em agosto para 7,65% em setembro. Com esse
movimento, a taxa média interrompeu a trajetória de queda
verificada nos meses de julho e agosto. Segundo a Anefac (Associação
Nacional dos Executivos de Finanças), o avanço pode ser explicado
pelo aumento da taxa média mensal de juro cobrada no cheque especial
e no empréstimo pessoal concedido por financeiras..—.Folha
Online, 15/10
Ajuste em alta e juros também
Ao elevar a meta de superávit
primário das contas públicas em 2004, reservando mais R$
4,3 bilhões para o pagamento dos juros da dívida, o governo
criou uma expectativa na área política e na sociedade de
que a contrapartida desse esforço fiscal adicional seria a interrupção
do aumento da taxa básica de juros (Selic). O presidente do Banco
Central (BC), Henrique Meirelles, disse ontem, no entanto, que o aumento
da meta não elimina novas altas da Selic a curto prazo. Segundo
ele, as políticas fiscal e monetária são essenciais
para garantir a estabilidade da economia, mas uma não substitui
a outra..—.O
Globo, 28/9
Economia para gastar com
juros já se aproxima dos 6%
O desvio de recursos da economia
real para gasto financeiros promovido pelo governo já supera até
os 4,5% do produto interno bruto (PIB), anunciados esta semana pela equipe
econômica. Entre janeiro e agosto, o superávit primário
(economia para pagar juros) do setor público (União, estados,
municípios e estatais) atingiu R$ 63,7 bilhões..—.Monitor
Mercantil, 27/9
Governo
vai poupar mais R$ 4,3 bi para pagar juros
O ministro
da Fazenda, Antonio Palocci, confirmou que o governo decidiu aumentar o
superávit primário de 4,25% para 4,50% do Produto Interno
Bruto (PIB). Isso significa que o país deve poupar até o
fim do ano R$ 75,8 bilhões — o acordo com o FMI previa R$ 71,5 bilhões.
‘Economizar um pouco mais faz bem ao país’, disse Palocci, ao anunciar
a decisão. Ontem foi dia também de o Banco Central rever
a projeção de saldo para as contas externas neste ano e elevá-la
de US$ 2,6 bilhões para US$ 6,7 bilhões..—.Correio
Braziliense, 23/9
Heloísa
Helena critica superávit orçamentário
A senadora
Heloísa Helena criticou o governo por estabelecer superávits
orçamentários alimentados pela ausência dos investimentos
em infra-estrutura e em setores como saúde, saneamento, moradia
e educação. Ela disse que deixaria de ser uma senadora de
esquerda se alguém lhe mostrar um país que tenha conseguido
se tornar uma nação seguindo a receita imposta pelo Fundo
Monetário Internacional (FMI), na qual consta a exigência
de os países obterem superávits primários para garantir
o pagamento de juros de suas dívidas.
Heloísa
Helena informou que o governo anterior utilizou o equivalente a 45,16%
do orçamento da União para compor o superávit e garantir
o pagamento de serviços da dívida. O atual governo, no ano
passado, foi além, utilizando o equivalente a 54,16% do orçamento
para juros e amortizações. O segundo passo do receituário
do FMI, afirmou, começa agora a ser posto em prática pelo
governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a proposta de instituir
as parcerias público-privadas (PPPs). De acordo com a senadora,
trata-se de privatizar o que sobrou dos setores estratégicos, como
saneamento, educação, saúde e moradia popular..—.Agência
Senado, 21/9
Palocci confirma que o governo
vai discutir elevação do superávit primário
O ministro da Fazenda, Antonio
Palocci, confirmou que o governo vai discutir nos próximos meses
o aumento do superávit primário (receitas menos despesas,
sem contar os gastos com juros), tendo em vista que o crescimento econômico
maior gerou uma receita adicional..—.O
Globo, 21/9
Reunião do FMI com
entidades foi monólogo do fatalismo
Há duas semanas, o diretor
geral do FMI, o espanhol Rodrigo Rato, esteve no Brasil. Em Brasília,
teve um encontro com integrantes de organizações da sociedade
civil, que ele próprio convidou. Estavam lá entidades como
a Ordem dos Advogados do Brasil e a Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil, num grupo que totalizava 17 pessoas.
O motivo alegado para o insólito
encontro era uma suposta vontade do diretor do Fundo em conhecer a realidade
brasileira mais de perto. Sandra Quintela, da Rede Brasil, entregou a Rato
uma carta com críticas à política recomendada pelo
FMI a países que lhe pedem socorro. Mas, em vez de ouvir sobre nossa
realidade, Rato preferiu despejar seu fatalismo econômico num monólogo
que decepcionou os participantes..—.FASE,
17/9
Argentina:
Recuperação rápida
Reajustado
no dia 1º de setembro, o novo salário-mínimo da Argentina
é de 450 pesos, ou 149 dólares, 68% a mais do que o salário-mínimo
do Brasil, que é de 260 reais, ou 88,7 dólares. Para um país
que viveu uma crise profunda, com quebradeira geral, até que a Argentina
está conseguindo dar a volta por cima rapidamente – e sem fazer
agrados especiais ao FMI..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 16/9
País tem 2º maior
juro real do mundo
Com a elevação
da taxa básica de juros da economia, o Brasil manteve a segunda
posição entre os países com juros reais mais altos
do mundo. Levantamento realizado pela consultoria Global Invest revela
que, após a alta da taxa básica (Selic) anunciada na noite
de ontem, os juros reais passaram para 9,47%, os maiores desde maio..—.Folha
de S. Paulo, 16/9
A decisão do Copom
e “as perguntas de um trabalhador que lê”
De nada adiantou o coro uníssono
de lideranças de trabalhadores, empresários, destacadas autoridades
do governo da República e renomados economistas contra o aumento
dos juros. (..) Esse quadro surreal de uma nação quase inteira
se opor a uma medida que provoca recessão, desemprego, aumento do
endividamento e, mesmo assim prevalecer, lembra um poema conhecido de Bertolt
Brecht, "Perguntas de um trabalhador que lê"..—.Diário
Vermelho, 16/9
Nova meta de superávit
e juros maior
Animado com a arrecadação,
Palocci estuda elevar o superávit primário para até
5% do PIB. Para completar, o Comitê de Política Monetária
(Copom) do Banco Central confirmou ontem o que o mercado financeiro já
previa e definiu a Selic em 16,25% ao ano, um aumento de 0,25 ponto percentual
e que indica aumento a 17% até o fim do ano..—.O
Globo, Folha,
Correio,
16/9
Selic acima da inflação
faz país perder R$ 40 bilhões
O professor da Universidade
de Brasília (UnB) Dércio Garcia Munhoz estima que a manutenção
de papéis da dívida pública atrelados à taxa
básica de juros (Selic), custou R$ 40 bilhões aos cofres
públicos, apenas entre abril de 2003 e março de 2004..—.Monitor
Mercantil, 15/9
Alencar critica regime de
juros atual, que estaria impedindo crescimento
Para o vice-presidente, o atual
regime monetário inibe o crescimento da economia e acaba acarretando
uma transferência de renda do setor produtivo para o setor financeiro..—.O
Globo, 14/9
País pode renovar
acordo com FMI, diz Palocci
O ministro da Fazenda, Antonio
Palocci, não descartou ontem a possibilidade de o Brasil renovar
seu atual acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O entendimento,
no valor de US$ 14 bilhões, termina no início de 2005. Segundo
o ministro, a economia caminha bem, mas ainda não é possível
ter uma definição sobre um novo pacote porque tudo depende
da conjuntura..—.O
Globo, 4/9
Dieese: custo da cesta básica
subiu em 15 de 16 capitais no mês passado
Em agosto, a cesta básica
ficou mais cara em 15 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento de
Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O
levantamento divulgado ontem mostra que as maiores altas ocorreram em Aracaju,
8,52%; Natal, 8,27%; Florianópolis, 8,07%; e Vitória, 7,59%.
Fortaleza foi a única capital a registrar recuo de preços,
de 3,11%..—.O
Globo, 2/9
Brasil perdoa 95% da dívida
de Moçambique
Os presidentes do Brasil, Luiz
Inácio Lula da Silva, e de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano,
assinaram na terça-feira (31) em Brasília um acordo em que
o Brasil perdoa 95% da dívida do país africano — no valor
de US$ 315 milhões..—.Diário
Vermelho,.O
Globo, 1/9
Bancos elevam juros ao consumidor
por causa de possível alta da Selic
Os correntistas já estão
pagando mais caro pelo crédito, como conseqüência da
indicação de que o Banco Central (BC) poderá subir
a taxa de juros básica da economia (Selic) para combater a inflação..—.O
Globo, 31/8
Lula vê "barbeiragem"
do Copom
A batalha sobre o patamar dos
juros, que se acalmara nos últimos dois meses, voltou com toda força
ao núcleo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A Folha apurou
que o presidente trabalha para que o Copom (Comitê de Política
Monetária) evite ao máximo aumentar a taxa básica
de juros (Selic), hoje em 16% ao ano.—.Folha
de S. Paulo, 29/8
Banco islâmico rejeita
cobrar e pagar juros
O mercado financeiro britânico
vem descobrindo um novo filão: a oferta de produtos e serviços
voltados para a população muçulmana, que estejam de
acordo com os princípios islâmicos. O passo mais significativo
nesse sentido será dado nos próximos dias, com a abertura
do Islamic Bank of Britain (IBB), a primeira instituição
financeira européia que atuará 100% de acordo com a chamada
sharia (lei baseada no Alcorão)..—.Folha
de S. Paulo, 29/8
Arrocho recorde não
reduz dívida
Mesmo após 17 meses de
um aperto fiscal recorde, o governo pouco avançou no objetivo de
reduzir seu endividamento: a dívida pública permanece, atualmente,
nos mesmos níveis observados no momento da posse do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Entre janeiro de 2003 e julho de 2004, o setor
público (União, Estados, municípios e estatais) economizou
R$ 118,969 bilhões para poder honrar parte de seus compromissos.
No mesmo período, porém, o tamanho da dívida pouco
se alterou. O endividamento, que representava 55,5% do PIB (Produto Interno
Bruto), ficou em 55,3% no mês passado.—.Folha
de S. Paulo, 28/8
Governo supera meta de superávit
O governo central (Tesouro Nacional,
Previdência Social e Banco Central) superou em julho a meta de superávit
primário (receitas menos despesas, sem contar juros) prevista para
o acumulado do ano até agosto. O resultado de janeiro a julho foi
de R$ 38 bilhões (4,02% do Produto Interno Bruto, o PIB), contra
meta de R$ 33,1 bilhões até agosto. Mesmo com a folga no
caixa, o governo ainda não planeja liberar mais recursos contingenciados
no Orçamento para despesas dos ministérios..—.Folha
de S. Paulo, O
Globo, Jornal
do Brasil, 27/8
Tarifa de luz sobe em 6 Estados
A tarifa de energia sobe hoje,
em média, 19,46%, para o 1,84 milhão de consumidores da Elektro
no interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Para os consumidores
residenciais, o reajuste será de 16,55%, e, para os grandes consumidores
(como indústrias), de 24,02%..—.Folha
de S. Paulo, 27/8
Alencar rompe a trégua
O vice-presidente José
Alencar abandonou a trégua que tinha dado ao Banco Central - ele
chegou a elogiar o trabalho da equipe - e ontem atacou novamente os altos
juros praticados no país, ao participar da abertura do 6º Congresso
Nacional de Agribusiness, no Rio..—.Jornal
do Brasil, 27/8
Presidente defende revisão
de critérios do FMI
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva defendeu a revisão dos critérios de contabilidade
do Fundo Monetário Internacional (FMI) e criticou o comprometimento
do orçamento dos países para pagamento de dívidas,
durante jantar oferecido na noite de terça-feira pelo presidente
do Equador, Lucio Gutiérrez. Lula afirmou que Brasil e Equador tiveram
de adotar medidas duras para reduzir a vulnerabilidade externa e recuperar
a credibilidade internacional..—.O
Globo, 26/8
BC mantém os juros
pelo 4º mês seguido
Copom justifica a decisão
de deixar a taxa básica em 16% ao ano com base na perspectiva de
alta da inflação.—.Folha
de S. Paulo, 19/8
Juros
reais crescem desde o último Copom
Os juros
reais, de grande importância para as decisões de investimentos
privados no país, recuaram um pouco do pico atingido na primeira
semana do mês. Mesmo assim, estão acima do nível registrado
no período da reunião do Copom do mês passado. A taxa
de juros reais é calculada com base na taxa prefixada para um período
de 360 dias e nas expectativas do mercado para a inflação
pelos próximos 12 meses. Ontem, a taxa estava em 10,87% ao ano.
No último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária),
estava em 10,11% anuais..—.Folha
de S. Paulo, 18/8
Dívida
do governo federal cresce quase R$ 10 bilhões em junho
A dívida
líquida do governo federal em títulos somou R$ 758,2 bilhões
em junho, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central e pelo Tesouro
Nacional. Em comparação à maio, quando a dívida
era de R$ 748,38 bilhões, houve aumento de 1,31%. A participação
dos títulos prefixados, com juros que não variam de acordo
com o mercado, subiu para 16,8%, ante os 16,4% do mês anterior. A
alta se deve à emissão líquida de R$ 3,3 bilhões..—.Rádio
CBN, 21/7
Lula
sugere "boicote" a cartão de crédito para forçar queda
no juro
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva recomendou que os brasileiros evitem tomar
empréstimos como forma de pressionar pela queda dos juros cobrados
por bancos e administradoras de cartão de crédito. Lula já
criticou em outros momentos os juros adotados pelas instituições
financeiras..—.Folha
Online, O
Globo, 6/7
São
Paulo tem inflação de 0,92% em junho, a maior em 16 meses
A inflação
do município de São Paulo atingiu alta de 0,92% em junho,
maior variação mensal desde fevereiro do ano passado. Os
dados fazem parte do IPC (Índice de Preços ao Consumidor)
da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
O índice
superou a previsão do coordenador da pesquisa de preços da
Fipe, Paulo Picchetti, que projetava taxa de 0,80%. Em maio, a inflação
de São Paulo havia ficado em 0,57%. O avanço da taxa foi
puxado, basicamente, por alimentos e transportes, que registraram altas
de 1,39% e 2,09%, respectivamente..—.Folha
Online, 5/7
Tomate, carne e pão
elevam cesta básica em 13 capitais
Segundo pesquisa mensal do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos
(Dieese), resultado foi verificado em dezesseis capitais pesquisadas.—.Agência
Brasil, 1/7
Meta colonial
O setor público registrou
em maio um superávit primário (dinheiro economizado para
pagar juros) de R$ 5,839 bilhões, o equivalente a 5,87% do PIB.
Com isso, a meta fiscal acertada com o Fundo Monetário Internacional,
de 4,25% do PIB no ano, está sendo cumprida com folga. Mais uma
vez, a educação, a saúde, a habitação,
a geração de empregos ficam para o futuro..—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 1/7
Juros nos EUA sobem pela
1ª vez em 4 anos.—.Jornal
do Brasil,
O
Globo, Folha,
01/07
Em dez anos, dívida
pública e carga tributária sobem em relação
ao PIB
Em 1994, quando foi lançado
o Plano Real, a arrecadação anual de tributos do país
seria suficiente para pagar praticamente toda a dívida pública.
Dez anos depois, a despeito de um espetacular aumento da carga tributária
e da venda de uma série de empresas estatais, a dívida equivale
hoje a um ano e meio de receitas..—.Folha
de S. Paulo, 30/06
Alencar e Ciro dizem sofrer
censura por crítica aos juros
Vice não revela origem
da censura; ministro culpa "articulistas alugados"..—.Folha
de S. Paulo, 29/06
Plano Real vence inflação,
mas não a desigualdade
Nova moeda trouxe estabilidade,
porém ganhos sociais se dissiparam com os juros elevados e o baixo
crescimento..—.Folha
de S. Paulo, 27/06
Economia do país supera
meta do FMI
O arrocho de União, estados
e municípios nos cinco primeiros meses do ano resultou em economia
de R$ 5,6 bi a mais do que o previsto no acordo com o FMI. Ao rebater críticas
de Lula, FHC disse que o PT segue a política elaborada por tucanos..—.Correio
Braziliense, 26/06
Governo cumpre superávit
até agosto
Tesouro, Previdência
e BC já economizaram R$ 29,3 bi até maio..—.Folha
de S. Paulo, 25/06
Inflação em
São Paulo é a mais alta desde setembro
A inflação do
município de São Paulo atingiu 0,88% nos últimos 30
dias, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe),
da USP. É a maior taxa registrada desde setembro. Desde a segunda
semana de abril a inflação vem subindo em São Paulo.
Nesse período, os maiores responsáveis pela inflação
foram os reajustes nos preços dos remédios, alimentos e combustíveis..—.Rádio
CBN, 25/06
Juros altos produzem lucros
milionários.—.Brasil
de Fato, 24/06
FMI aprova a sétima
revisão de acordo com o Brasil
O FMI (Fundo Monetário
Internacional) aprovou hoje a sétima revisão de seu acordo
de US$ 40 bilhões com o Brasil. Com isso, o país pode sacar
imediatamente US$ 1,3 bilhão. Segundo o Fundo, o Brasil já
comunicou que não vai sacar essa parcela..—.Folha
Online, O
Globo, 18/06
Bolívia: FMI condiciona
ajuda à venda de gás
O Fundo Monetário Internacional
(FMI) avisou o governo boliviano que seu acordo de ajuda só será
ampliado se o país ceder na questão da venda do gás
para o estrangeiro, enquanto se sucedem em todo o território da
Bolívia manifestações de protesto contra a privatização
do gás. A subdiretora-gerente do FMI, Anne Krueger, disse que “o
governo boliviano está comprometido com o cumprimento dos objetivos
fiscais, a fim de preservar a estabilidade financeira”..—.Brasil
de Fato, 17/06
Juros já consumiram
41% da riqueza nacional
A política de juros
escorchantes empurrou a economia para um círculo vicioso de endividamento
e rombos nas contas do setor público, constata a Global Invest.
“Os juros altos exigidos pelo modelo deprimem a atividade econômica
e promovem a elevação da dívida pública. O
tamanho da dívida perpetua a grande necessidade de financiamento
do setor público (leia-se, promove o constante crescimento do déficit
público)”, afirma a consultoria..—.Brasil
de Fato, 17/06
Juros em bancos e lojas não
seguem os cortes do Banco Central
A redução dos
juros básicos da economia pelo Banco Central, iniciada há
um ano, não foi acompanhada no mesmo ritmo pela queda das taxas
para consumidores e empresas. Em junho de 2003, a taxa Selic, do BC, foi
fixada em 26%. Hoje é de 16% e representa 60,4% do que era há
um ano..—.Folha
de S. Paulo, 16/06
Petrobras anuncia aumento
da gasolina e do diesel
Segundo José Eduardo
Dutra, presidente da estatal, "mantida a atual margem de lucro", aumento
médio para o consumidor deve ser de 4,5% para a gasolina e de 6,4%
para o diesel..—.O
Globo, FSP,
Correio,
Agência
Brasil, 15/06
Brasil tem de renegociar
dívida, afirma estudioso
O cientista político
norte-americano Jeffrey W. Cason, especialista em Brasil e diretor de Estudos
Internacionais do Middlebury College, no Estado de Vermont, disse à
Folha que o país precisará "renegociar alguma coisa" da sua
dívida pública se quiser recursos para investimentos estatais.
Para ele, essa renegociação terá que ser feita aos
poucos, sem perda de credibilidade. "Você pode fazer alguma mudança
na dívida, mantendo a confiança do mercado financeiro internacional.
Vai ter que ser aos poucos, não pode ser de um golpe", receitou..—.Folha
de S. Paulo, 11/06
ONGs querem perdão
à dívida dos pobres
Antes do comercial, o social.
Essa é a bandeira empunhada pelo Fórum da Sociedade Civil,
que começa hoje, em São Paulo, e vai até a próxima
quinta-feira. O evento acontece simultaneamente à 11ª Unctad
(Conferência das Nações Unidas sobre Comércio
e Desenvolvimento) e reúne cerca de 200 ONGs (organizações
não-governamentais) e movimentos da sociedade civil de todos os
continentes..—.Folha
de S. Paulo, 11/06
País quer destinar
gasto de dívida à educação
Os ministros da Educação
do Brasil, Tarso Genro, e da Argentina, Daniel Filmus, negociam um acordo
com países desenvolvidos e organismos internacionais que poderá
permitir que os dois países apliquem em educação parte
dos recursos usados para pagar a dívida externa..—.Folha
de S. Paulo, 11/06
Argentina: Governo afirma
que negociação com credores acabou
O ministro da Economia, Roberto
Lavagna, disse, na segunda-feira à noite, que a etapa de negociação
com os credores privados está concluída. Agora, os credores
devem decidir se aceitam ou não a proposta, que desconta US$ 62
bilhões da dívida de US$ 105 bilhões (incluídos
os juros) e oferece pagamento em até 42 anos..—.Folha
de S. Paulo, 09/06
Brasil não pretende
renovar com FMI
Segundo o secretário
do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Joaquim Levy, o Fundo
tem sido um “parceiro excelente” do Brasil..—.Agência
Brasil, 09/06
Inflação é
a menor em 5 anos
Mas analistas esperam impacto
do dólar e de reajuste da gasolina..—.Jornal
do Brasil, 09/06
Alimentos e saúde
puxam alta da inflação em São Paulo
Inflação medida
pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas subiu de 0,49% para 0,57% em maio
na capital paulista..—.Agência
Brasil, 03/06
Obsessão por superávit
pune brasileiros
Abril registra superávit
primário recorde de R$ 11, 9 bilhões e governo diz não
poder dar aumento real ao salário-mínimo..—.Brasil
de Fato, 03/06
Argentina pagará parte
dos juros aos credores da dívida
Reestruturação
começa este mês, prevê redução de US$
60,9 bi no débito e três novos bônus atrelados ao crescimento..—.O
Globo, 02/06
Lula: meta de inflação
pode seguir meta de crescimento
Em entrevista
ao GLOBO, presidente critica ‘comoção nacional’ sobre juros..—.O
Globo, 23/05
Gastos sobem, mas país
eleva superávit
O governo central (Tesouro
Nacional, INSS e Banco Central) conseguiu superar a meta de superávit
primário — receitas menos despesas, exceto gastos com juros — prevista
para o primeiro quadrimestre de 2004. Entre janeiro e abril, o resultado
acumulado foi de R$ 25,2 bilhões, enquanto a meta para o período
era de R$ 20,1 bilhões. Somente em abril, o superávit foi
de R$ 7,5 bilhões..—.O
Globo, 22/05
Grande mistério
Brasil e Argentina enfrentaram
crises semelhantes nos últimos anos, provocadas pelo modelo econômico
neoliberal. O Brasil segue fielmente a cartilha do FMI, tem juros na faixa
de 16% ao ano e crescimento do PIB perto de zero. A Argentina não
segue o FMI, tem juros de 3,13% ao ano e projeta crescimento de 5,5%. Quem
vai se recuperar da crise antes?.—.Hamilton
Octavio de Souza, Brasil
de Fato, 20/05
Argentina diz não
ao FMI e economia cresce
Em 2003, o governo Kirchner
parou de pagar a dívida externa e recusou as políticas do
Fundo Monetário Internacional. Este mês, o governo anunciou
que usará parte da arrecadação recorde de impostos
para aumentar salários de aposentados e de servidores públicos
e investir em infra-estrutura. Resultado: a economia cresce, o desemprego
cai..—.Brasil
de Fato, 20/05
Palocci e FMI unidos por
um... deixa pra lá
Meta maior reduz credibilidade
do BC, diz FMI. Para o vice-diretor Charles Collyns, aceitar taxa de inflação
um pouco mais alta só traria incertezas ao mercado. (...) No mês
passado, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP),
propôs que a meta de inflação de 2005 fosse elevada
para o mesmo nível da deste ano, subindo de 4,5% para 5,5%. O mesmo
percentual seria mantido ainda para 2006.
Pela proposta, que não
tem o apoio do Ministério da Fazenda, seria mantida a variação
de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. O ministério
prefere trabalhar com uma inflação maior do que aumentar
a meta de 2005. Em junho, o Conselho Monetário Nacional se reúne
para definir a meta de 2006 e pode ou não alterar a de 2005..—.Folha
de S. Paulo, 10/05
Juro tira mais renda do trabalho,
diz estudo
Quem recebe juros — bancos,
empresas, investidores e algumas instâncias de governo — ganhou 25,8%
a mais do que os assalariados no primeiro ano do governo Luiz Inácio
Lula da Silva. "O trabalhador sempre perdeu para o rentista na história
do Brasil. Mas no governo Lula ele está perdendo o dobro do que
na média dos últimos 20 anos", diz o economista Reinaldo
Gonçalves, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Gonçalves é autor
de um estudo que analisa a relação entre juros e salários
de 1983 a 2003. Segundo ele, a diferença entre os ganhos financeiros
e a variação dos salários configura transferência
de renda dos trabalhadores aos rentistas. "A transferência de renda
no governo Lula só é menor do que a que ocorreu no governo
Figueiredo [1979-1985]", afirma. Naquele período, o ganho anual
dos rentistas foi 29,4% superior ao dos assalariados..—.Folha
de S. Paulo, 09/05
Lula exige juro menor para
manter meta
Para manter a meta de inflação
do ano que vem em 4,5%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exige
o compromisso da equipe econômica de que a taxa básica de
juros, hoje em 16% ao ano, continue a cair e, na eventualidade de um choque
externo, não volte a ser elevada. (...) o líder do governo
no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e o ministro Ciro Gomes (Integração
Nacional) defenderam a mudança da meta de inflação
de 2005 de 4,5% para 5,5%. O argumento, que sensibilizou Lula, foi o de
dar mais espaço para manter o ritmo de queda dos juros básicos..—.Folha
de S. Paulo, 09/05
Novo acordo com FMI é
descartado até pelo FMI
FMI não vê necessidade
de o Brasil sacar o US$ 1,3 bilhão disponível; Aprovação
da segunda revisão do acordo permite que governo use recursos..—.O
Globo, 08/05
Superávit fiscal elevará
salário argentino
Em vez de pagar dívidas,
como quer o Fundo, Néstor Kirchner prioriza aposentados e funcionários
de estatais..[Folha
de S. Paulo, 5/5]
Técnicos do FMI chegam
ao Brasil para a revisão de acordo
Técnicos do FMI começam
a chegar ao Brasil para a 7ª revisão do acordo de cerca de
US$ 15 bilhões. Será discutido também o projeto-piloto
que exclui do cálculo do superávit primário alguns
gastos com investimentos..—.Agência
Carta Maior, 29/4
Protesto pede cancelamento
da dívida
Milhares de pessoas marcharam
pelas ruas de Washington, nos Estados Unidos, dias 24 e 25 de abril, durante
a reunião dos diretores do Fundo Monetário Internacional
(FMI)..[Brasil
de Fato, 29.abr]
BC diz que juros bancários
cresceram em março
O relatório mensal do
Banco Central divulgado nesta segunda-feira mostra que a taxa média
de juros cobrada nos empréstimos subiu de 45,1% para 45,3% ao ano
de fevereiro para março. A taxa vinha caindo mensalmente desde março
do ano passado, quando estava em 58%. O que motivou a alta foi o aumento
das taxas de juros para pessoa jurídica de 30,2% para 30,4%. Apesar
da alta, os juros médios para pessoa física caíram
de 64,2% para 64% e os juros do cheque especial, de 142,9% para 142%.
Os juros do crédito pessoal
caíram de 76,6% para 76,5% ao ano. O spread médio (diferença
entre a taxa de juros final e o da captação pelos bancos)
ficou praticamente estável em março, variando de 29,4% para
29,5%. O volume total de empréstimos com recursos livres (excluindo
empréstimos obrigatórios de habitação e rurais)
subiram de R$ 229,1 bilhões para R$ 233 bilhões. Para pessoa
física, houve um aumento de 2,6% do total emprestado, passando de
R$ 91,7 bilhões para R$ 94,1 bilhões, enquanto para pessoa
jurídica subiu de R$ 137,4 milhões para R$ 138,9 milhões.
Em março, houve uma queda
acentuada da inadimplência. Em fevereiro, o total de empréstimos
para pessoa física com mais de 15 dias de inadimplência caiu
de 8,4% para 7,9% em março. Já a inadimplência para
pessoa jurídica caiu de 4,5% para 3,9%..[Agência
Globo, 26.abr]
Reajuste de remédio
livre chega a 50%
Os fabricantes
de remédios que ficaram livres do controle de preços no ano
passado aumentaram seus preços em até 50% nos últimos
12 meses. Os laboratórios dizem que estão recompondo margem
de lucro. Os medicamentos controlados subiram desde setembro 7,8%..[O
Globo, 27.abr]
FMI projeta cenário
positivo para Brasil, mas esquece “detalhes”
Fundo prevê crescimento
de 3,5% para o país em 2004, mas parece não levar em conta
os novos rumos que a economia dos EUA pode tomar nos próximos meses:
aumento de juros pelo FED, fim da bolha imobiliária e desvalorização
do dólar..[Carta
Maior, 24.abr]
Fundo descarta mudança
no cálculo do superávit
Anne Krueger, diretora-gerente
interina do FMI, descartou, no encontro do primavera do Fundo, realizado
em Washington, a exclusão de gastos com infra-estrutura do cálculo
de superávit fiscal, pois “nem todo investimento é positivo”..[Carta
Maior, 24.abr]
Chávez propõe
alternativa ao FMI
O presidente da Venezuela defende
a criação de um fundo financeiro que assegure a soberania
da América Latina..[Brasil
de Fato, 22.abr]
Superávit do governo
central cresce 51%
O governo central — Tesouro,
Previdência e Banco Central — registrou em março superávit
primário (receitas menos despesas, exceto gastos com juros) de R$
6,249 bilhões. Houve aumento de 51,4% em relação aos
R$ 4,127 bilhões do mesmo mês do ano passado. Nos primeiros
três meses do ano, o resultado primário foi de R$ 17,597 bilhões,
frente aos R$ 15,13 bilhões de janeiro a março de 2003.
Com isso, o governo federal
superou sozinho a meta de R$ 14,5 bilhões fixada para todo o setor
público no primeiro trimestre no acordo com o Fundo Monetário
Internacional (FMI), que inclui estados, municípios e empresas estatais..[O
Globo, 21.abr]
Protesto contra FMI defende
cancelamento da dívida
O bom humor marcou os protestos
contra o FMI, cujo encontro de primavera foi encerrado no domingo (25).
Ativistas pediram o cancelamento da dívida dos países pobres
e desejaram um “infeliz aniversário” para o Fundo, que comemora
60 anos de vida em 2004..—.Agência
Carta Maior, 19/4
PPA: o debate interditado
Um texto do deputado Sérgio
Miranda narra o esvaziamento do Plano Plurianual de Lula, sufocado pelas
exigências de superávit e pagamento de altos juros..[Outras
Palavras, 16.abr]
BC reduz taxa de juros a
16% ao ano
Por unanimidade, o Comitê
de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve ontem
a política de redução a conta-gotas da taxa Selic,
que caiu de 16,25% para 16% ao ano. Em breve comunicado, o BC informou
que a decisão foi tomada de acordo com "as perspectivas para a trajetória
da inflação".
O tamanho do corte nos juros
confirmou a expectativa do mercado financeiro, mas contrariou mais uma
vez o setor produtivo, que esperava uma redução mais significativa.
Com o corte promovido ontem, a taxa de juros reais (descontada a inflação)
no Brasil passou a 9,97%. O país caiu de primeiro para segundo mo
ranking das maiores taxas de juros reais do mundo, atrás da Turquia
(10,1%)..[JB;
O
Globo; FSP;
Correio;
15.abr]
Levy elogia decisão
do FMI contra o Brasil (!)
O secretário do Tesouro
Nacional, Joaquim Levy, elogiou ontem a conservadorismo do Fundo Monetário
Internacional (FMI) no controle da política fiscal dos países
sócios do Fundo. "A área técnica do Fundo normalmente
é muito conservadora e é bom que seja assim", afirmou se
referindo aos estudos do FMI condenando a exclusão dos investimentos
públicos no cálculo do superávit primário,
posição defendida pelo governo brasileiro.
O secretário disse que
o tema figura na agenda de discussões do FMI e que é interesse
do Brasil, na condição de sócio, participar desse
debate. Ele afirmou que o Brasil defende um tratamento equitativo em relação
aos outros países, no que se refere à contabilidade pública..[Tribuna
da Imprensa, 14.abr]
Palocci, inacreditável:
"FMI ajudou Argentina a crescer"
O ministro da Fazenda, Antonio
Palocci Filho, disse em entrevista ao jornal argentino "La Nación"
que "o Fundo Monetário Internacional ajudou a Argentina e o Brasil
a vencer as dificuldades e a começar a crescer". Segundo o diário,
Palocci deixou claro "as diferenças entre o seu discurso e o do
governo argentino". "Não sou inimigo da Argentina. Mas as dívidas
dos países têm dinâmicas diferentes. Para o Brasil,
cumprir contratos e pagar a dívida é o único caminho
possível. As heterodoxias econômicas já nos conduziram
a muitos maus caminhos", afirmou o ministro..—.FSP,
07/04
Enquanto isso, dívida
continua crescendo
O corte de 83% nos investimentos
e a obtenção de superávit primário recorde
de R$ 66,2 bilhões nas contas de 2003 não foram suficientes
para impedir o crescimento da dívida pública em relação
ao Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de todo o esforço do governo,
ela cresceu 3,2 pontos percentuais em relação ao PIB.
Cálculos do economista
do BNDES José Roberto Afonso, especialista em tributação
e contas públicas, feitos com base no valor do PIB nominal, mostram
que a dívida pública passou de 55,5% para 58,7% do PIB, devido
ao aumento das despesas com juros. O PIB caiu 0,2% e a dívida passou
de R$ 881,1 bilhões, em 2002, para R$ 913,1 bilhões em 2003.
Este ano, a dívida atingiu R$ 926,7 bilhões em fevereiro..—.O
Globo, 07/04
OAB pede auditoria da dívida
externa
É da maior importância
a posição do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), que decidiu ontem ingressar no Supremo Tribunal Federal para obrigar
o Congresso Nacional a promover uma auditoria da dívida externa
do País.
Essa obrigatoriedade está
prevista na Lei 9.882/99, que exige do que o Congresso aplique o art. 26
das Disposições Transitórias da Constituição.
Na verdade. desde 1898 o Congresso Nacional já deveria ter realizado
a auditoria sobre os fatos geradores da dívida externa brasileira.
O prazo previsto para fazer a auditoria era de um ano, a contar da promulgação
da Constituição, que ocorreu em outubro de 1988. Ou seja,
o prazo está sendo descumprido pelo Congresso há 15 anos..—.Mauro
Braga, Tribuna
da Imprensa, 07/04
Sobe em março inflação
que afeta os mais pobres, diz IBGE
O INPC, que é usado para
medir a inflação para as famílias com rendimentos
até oito salários mínimos, subiu 0,57% em março,
e ficou 0,18 ponto percentual acima da taxa de 0,39% de fevereiro..—.Agência
Brasil, 07/04
Inflação em
baixa favorece queda dos juros
Divulgação de
quatro índices referentes ao mês de março mostra que
a inflação está sob controle. No Rio, houve deflação.
Em São Paulo, o percentual é o menor desde julho. Números
devem contribuir para a redução dos juros..[Correio,
06.abr]
Indicadores gerais de inflação
melhoram
A inflação de
março ficou em 0,12% em São Paulo, segundo a Fipe, baixando
o acumulado em 12 meses para 4,47%, menor patamar desde janeiro de 2001.
A previsão inicial da Fipe indicava 0,40% para março, mas
quedas de preços no transporte e na alimentação e
reajustes menores nos produtos industrializados surpreenderam a entidade.
Já o IGP-DI foi de 0,93% em março, contra 1,08% em fevereiro,
segundo a FGV. Os dados corroboram expectativa do mercado de que o Banco
Central vá baixar os juros na próxima semana..[FSP,
06.abr]
Reajuste de energia vai superar
a inflação do ano
Mesmo com a estabilização
do dólar e a queda da inflação, o reajuste das contas
de energia elétrica neste ano deve ficar bem acima do Índice
Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acumulado dos últimos
12 meses (abril de 2003 a março de 2004), que ficou em 5,08%. No
período o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
usado para fixar as metas de inflação do governo, foi de
5,84%. Segundo o superintendente de Regulação Econômica
da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), César
Antônio Gonçalves, o aumento superior à inflação
será resultado do repasse da variação do dólar..—.O
Globo, JB,
6/4
Governo cumpre metas, mas
dívida preocupa
Apesar dos sucessivos superávits
primários, endividamento público não parou de subir
e já beira R$ 1 trilhão..—.O
Globo, 02/04
Lula diz que Brasil não
vai renovar com FMI
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, em entrevista ao jornalista Franklin Martins (que acumula
empregos como repórter da Globo e do Planlato), mostrou tanto otimismo
na retomada do crescimento econômico do país este ano que
afirmou que o Brasil não vai renovar o acordo com o FMI. Em sua
primeira conversa com um jornalista após o surgimento do caso Waldomiro,
o presidente voltou a defender a política econômica do ministro
da Fazenda, Antonio Palocci, e fez elogios ao ministro-chefe da Casa Civil,
José Dirceu, declarando categoricamente que ele fica no ministério..—.Da
redação, com rádio CBN, 26/03
Erramos: taxa de juros de
longo prazo
A "Folha de S. Paulo", que
mantém a coluna "Erramos", deveria retificar a informação
publicada no editorial de ontem. Não foi o Fundo Monetário
Internacional que levantou a tese de que a TJLP (taxa de juros de longo
prazo) é um subsídio. Por incrível que pareça,
a tese é do secretário do Tesouro, Joaquim Levy, que deveria
ser demitido sumariamente, se a equipe econômica estivesse realmente
comprometida com os interesses nacionais..[Mauro
Braga, Tribuna
da Imprensa, 24.mar]
O resto é perfumaria
Setores empresariais dos EUA
e fontes de Wall Street espalham para ser publicado sem identificação
da fonte: "No México existem mais bancos multinacionais do que mexicanos.
Isso garante a estabilidade do sistema financeiro". Que indignidade. O
México, riquíssimo em petróleo, teve que entregar
tudo, desde os tempos dos irmãos Gortary. Um gozando a vida, o outro
na prisão perpétua.
Quanto aos bancos multinacionais,
isso faz parte da estratégia de escravização dos povos.
Controlam os bancos, a comunicação, as "dívidas" e
os juros (através do superávit primário) o resto é
perfumaria..[Helio Fernandes, 22.mar, na Tribuna
da Imprensa]
Especialistas alertam que
juros altos demais também pressionam inflação.[O
Globo, 21.mar]
Política anticíclica
mantém superávit de 4,25%
Já é questão
fechada. O governo implantará o sistema anticíclico e o novo
modelo deve ser enviado no final do próximo mês ao Congresso
Nacional no bojo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
conforme o secretário-executivo do Ministério da Fazenda,
Bernard Appy. Ao contrário do que muitos defendem, o arrocho fiscal
continuará. Isso porque o centro do percentual anticíclico
será de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB).
"Pode ser um pouco menos ou
um pouco mais de acordo com o PIB potencial, mas, na média, será
de 4,25%", afirma Appy, explicando que esse percentual é necessário
para que a relação entre dívida pública e PIB
seja reduzida nos médios e longos prazos. A idéia é
fazer com que essa relação caia para menos de 50%, ante os
aproximadamente 58% atuais..[JB,
19.mar]
Dívida cambial é
a menor da História, mas cresceu R$ 6 bilhões
A dívida pública
corrigida pelo câmbio atingiu 19,02% em fevereiro, o nível
mais baixo desde dezembro de 1999, segundo dados divulgados ontem. O perfil
do endividamento brasileiro está melhorando, apesar do crescimento
do débito em R$ 6 bilhões (mais 0,78%), que passou de R$
737,34 bilhões para R$ 743,15 bilhões..[OESP,
O
Globo, 18.mar]
BC faz corte mínimo
nos juros básicos
Após ter mantido os
juros inalterados em janeiro e fevereiro, o Comitê de Política
Monetária do Banco Central baixou a taxa básica da economia
em 0,25 ponto percentual, de 16,5% ao ano para 16,25%. A queda surpreendeu
o mercado, que previa a manutenção dos juros em 16,5%. Segundo
o BC, a decisão foi tomada "tendo em vista indicações
de redução do risco de desvio da inflação em
relação às metas".
A meta da inflação
para 2004 é de 5,5%, com margem de 2,5 pontos percentuais. Na reunião
de fevereiro, o BC indicou que manteria sua política devido à
"possibilidade concreta" de não-cumprimento da meta. O IPCA, índice
oficial de inflação, foi de 0,61% em fevereiro, abaixo dos
0,76% de janeiro. Mas o IGP-DI de fevereiro apontou alta no atacado. A
nova taxa de juros é a menor desde de abril de 2001.
A taxa do BC serve como referência.
A praticada por bancos e financeiras é maior. A média cobrada
nos empréstimos a pessoas físicas deve passar a ser de 140,85%
ao ano. Nos crediários, de 103,05%. A redução nos
juros foi bem recebida por empresários, economistas e sindicalistas,
mas considerada insuficiente para recolocar o país no caminho do
crescimento. Para a Fiesp, o corte foi "simbólico"..[FSP,
18.mar]
Mais um ministro ataca juros
altos
Dois dias depois de o presidente
Lula recomendar aos ministros que evitem críticas à política
econômica, o titular do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, somou-se
ao novo colega dos Transportes, Alfredo Nascimento, e condenou os juros
altos. Furlan alega que as atuais taxas não solucionam problemas
inflacionários. "Se o país quer uma política desenvolvimentista
é preciso analisar o poder aquisitivo do consumidor, a capacidade
de produzir para competir e financiar o crescimento e o consumo", defendeu
o ministro..[JB,
17.mar]
Enquanto
isso... Nos EUA, juros de 1% ao ano
Brasil e Argentina unidos
contra o FMI
A diretora-gerente em exercício
do Fundo Monetário Internacional, Anne Krueger, acusou o governo
argentino de "tentativa de chantagem" ao ameaçar o calote na véspera
de pagar dívida de US$ 3,1 bilhões. No Rio, os presidentes
do Brasil e Argentina, Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor
Kirchner, divulgaram documento em que cobram prioridade para o crescimento
nas negociações com organismos multinacionais, como o FMI..—.JB;
O
Globo; FSP;
17/03
O presidente Lula jantou ontem
com seu colega argentino, Néstor Kirchner, num hotel da Zona Sul
do Rio. Sobre a mesa, o aprofundamento das relações entre
os dois países e propostas de mudanças na estrutura dos acordos
com o Fundo Monetário Internacional. Os debates prosseguem até
a assinatura de uma declaração conjunta..—.O
Globo 16/03
Déficit em conta corrente
dos EUA é recorde
O déficit dos EUA em
suas transações comerciais e financeiras com o exterior bateu
um recorde histórico no ano passado. O saldo em conta corrente do
país ficou negativo em US$ 541,8 bilhões, o pior resultado
já registrado. Em 2002, o país já havia registrado
um expressivo déficit de US$ 480,9 bilhões. A deterioração
nas contas externas reflete uma compra cada vez maior de produtos importados
pelos americanos, ao passo que as exportações avançam
de maneira mais lenta..[FSP,
13.mar]
Deputados questionam versão
de Levy sobre superávit primário
O secretário do Tesouro
Nacional, Joaquim Levy, passou momentos de aperto ontem, ao avaliar o cumprimento
da meta de superávit primário no fechamento contábil
do ano passado, para os membros da Comissão Mista de Orçamento.
Ao desposar a tese de que o superávit primário de 4,25% do
PIB, estabelecido pelo governo em acordo com o FMI, não é
impedimento para o crescimento econômico, Levy ouviu não só
as previsíveis críticas da oposição, mas também
outras vindas de parlamentares governistas..—.Diário
Vermelho, 11/03
Juro atual não barra
expansão, diz BC
Declarações do
presidente do Banco Central sobre a taxa de juros, o pequeno crescimento
da produção industrial e a aceleração dos preços
no atacado, medida pelo IGP-M, fizeram a Bolsa de São Paulo cair
4,43%, o dólar ultrapassar os R$ 2,90, e o risco-país subir
3,2%. Henrique Meirelles disse em Nova York que a taxa de 16,5% ao ano
é "consistente com o crescimento" e que a estabilidade nos preços
é precondição para isso. O mercado entendeu que a
taxa de juros será mantida agora e viu reduzidas as chances de que
caia em abril.
Pesquisa do Iedi (Instituto
de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostra que os setores de
química, petroquímica, bens de capital, madeira e móveis,
autopeças e cimento faturaram no primeiro bimestre menos do que
em igual período de 2003. Líderes de 35 grupos industriais
manifestaram frustração com o desempenho da economia. "Os
juros não caíram, as vendas não subiram e os custos
aumentaram. Os empresários estão de novo desmotivados", diz
Julio Gomes de Almeida, do Iedi..[FSP,
11.mar]
FMI cede à pressão
da Argentina
O governo argentino pagou ontem
a parcela de US$ 3,1 bilhões devida ao Fundo Monetário Internacional,
depois de ameaças de calote. Em troca, o FMI devolverá o
dinheiro ao Banco Central argentino e aprovará uma segunda revisão
do acordo em vigor desde setembro. O novo texto exclui a exigência
dos credores privados, com quem o país tem, desde 2001, dívida
não paga de US$ 88 bilhões. O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que reivindica a mudança das exigências do
Fundo e a liberação de recursos para investimento em infra-estrutura,
felicitou, por telefone, o colega argentino..—.JB;
O
Globo; OESP;
Correio
Braziliense; FSP;
10/03
Versão
Chamou atenção
ontem a manchete do "Estado de S. Paulo", principal porta-voz dos interesses
norte-americanos no Brasil. "Argentina recua e paga dívida com FMI",
alardeou o jornal, dizendo que "o presidente Néstor Kirchner mandou
pagar parcela de US$ 3,1 bilhões após conversa telefônica
com a diretora Anne Krueger". Muito criativa essa versão do "Estado".
Na verdade, ocorreu exatamente o contrário. Foi o FMI que cedeu.
E quem telefonou para Kirchner foi Anne Krueger, e não o contrário..—.Mauro
Braga, Tribuna
da Imprensa, 11/03
Inflação em baixa reforça
pressão por queda de juros
O custo de vida registrou deflação
(queda generalizada de preços) de 0,18% em São Paulo no mês
de fevereiro, enquanto a inflação do carioca caiu de 1,22%
para 0,15%. Os resultados, divulgados ontem pelo Dieese e pela FGV, levam
analistas a cobrar do BC a queda dos juros, sob risco de o crescimento
de 2004 ficar comprometido. Relatório do Unibanco mostra que, desde
1995, a economia brasileira cresceu apenas 2,2% ao ano. Apesar de pressões
políticas feitas até pelo PT, o governo manteve na proposta
do PPA a meta de superávit primário de 4,25%. O secretário
Márcio Pochmann, da prefeitura petista de São Paulo, disse
que o desemprego no país é uma catástrofe..[O
Globo, 09.mar]
Lista de candidatos a chefe
do FMI inclui Malan
A “The Economist”, a revista
inglesa que é considerada a “bíblia” da economia mundial,
lançou ontem a candidatura de Pedro Malan para o FMI. Já
tem gaiato dizendo que, não tarda, Lula terá de fazer churrasco
para o ex-ministro de FH. Faz sentido..—.Ancelmo
Gois e O
Globo, 06/03
Kirchner: dívida só
será paga se Argentina crescer.—.O
Globo, 03/03
Argentina elogia Lula e apóia
negociação conjunta com FMI
Telefonema de Lula para Bush
foi considerado pela imprensa e pelo governo da Argentina como um primeiro
gesto concreto para a construção de uma estratégia
de ação conjunta com o Brasil nas negociações
com o FMI..—.Carta
Maior, 03/03
Kirchner: dívida só
será paga se Argentina crescer.[O
Globo, 03.mar]
Kirchner defende moratória
Presidente da Argentina diz
que não pagará dívida com a fome e a exclusão
do povo..—.Jornal
do Brasil, 02/03
Endividamento real é
de 62% do PIB, mostra estudo
A dívida pública
pode ser bem maior do que o governo apresenta. Dissertação
de mestrado do economista Otavio Ladeira de Medeiros, da Universidade de
Brasília (UNB), apresentada em agosto, mostra que são considerados
nos cálculos da dívida alguns ativos que não podem
ser utilizados para seu abatimento. Segundo Medeiros, a relação
entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas geradas
no país) subiria pelo menos sete pontos percentuais se fosse alterada
a forma de sua contabilização..—.Jornal
do Brasil, 01/03
Banco estrangeiro ganha mais
no Brasil
Rentabilidade de filiais no
país é até três vezes superior à da matriz,
graças aos juros altos, mostra estudo da ABM Consulting..—.Jornal
do Brasil, 01/03
Governo
poupa R$ 6,9 bi, mas dívida cresce de novo.[28.fev]
BC
diz que é preciso ter mais cautela com os juros.[27.fev]
Manutenção
dos juros pode comprometer crescimento
Teme-se que o conservadorismo
do BC postergue e até reduza o crescimento deste ano e comprometa
o de 2005..[Folha
de S. Paulo, 24.fev.2004]
Dia 23/2/2004:
Taxa de juros inviabiliza mais crédito, diz Febraban
O aumento da carteira de crédito
dos bancos depende, segundo Roberto Luis Troster - economista-chefe da
Febraban há três anos -, da redução dos compulsórios,
de mudanças na legislação tributária e até
das conseqüências "prejudiciais" da política de empréstimos
direcionados..[Agência
Carta Maior]
Dia 20/2/2004:
Mensalidade
escolar puxa a inflação
Fortemente influenciado pelos
reajustes das mensalidades escolares, o Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA-15), uma prévia do índice fechado
medido pelo IBGE e usado no sistema de metas de inflação
do governo, subiu para 0,90% em fevereiro, contra 0,68% de janeiro. A taxa
é a maior desde abril de 2003, quando o IPCA-15 foi de 1,14%. No
ano, a taxa acumula alta de 1,59%, já consumindo 28% da meta de
inflação de 2004, de 5,5%..[O
Globo]
Dia 19/2/2004:
BC
mantém juros e nem explica
Dia 18/2/2004:
Juros brasileiros entre os mais altos do mundo
A taxa de juro real média
projetada dos 18 países emergentes que compõem o estudo é
de 3,5% enquanto a do Brasil é de 10,2%..[Jornal
do Brasil]
Dia 17/2/2004:
Lula critica as políticas do FMI
"O FMI não pode ter uma
única receita para o desenvolvimento dos países pobres, que
é o ajuste fiscal duro, muitas vezes não permitindo que os
países cresçam", disse Lula, em videoconferência..[via
JB].[via
O Globo]
Dia 16/2/2004:
Argentinos
apóiam o calote de 75% da dívida
Dia 13/2/2004:
Acordo
com o FMI permite que saneamento seja poupado em bloqueio
Dia 13/2/2004:
FMI:
Brasil tem política de juros ''sensata''
Dia 12/2/2004:
Bancos
sobem juros apesar de o BC manter estável
Dia 11/2/2004:
Brasil
é 4º colocado em gastos com juros
Dia 6/2/2004:
Governo prevê dívida acima de R$ 1 trilhão
O governo trabalha com a expectativa
de que sua dívida no mercado aumente em termos reais durante este
ano, quando deverá superar R$ 1 trilhão. Além disso,
está programando uma redução da dívida externa
renegociada até 1994.
De acordo com o Plano Anual
de Financiamento, divulgado ontem pelo Tesouro Nacional, o total da dívida
(interna e externa) deve subir de R$ 965,8 bilhões em 2003 para
algo entre R$ 1,080 trilhão e R$ 1,150 trilhão em 2004, dependendo
do cenário mais ou menos otimista que for utilizado.
As metas de superávit
primário (receitas menos despesas, exceto pagamento de juros) fixadas
pelo governo tem justamente o objetivo de reduzir a dívida pública.
Mas a dívida em mercado, que é a maior parte da dívida
total, depende de outras condições para ser reduzida em relação
ao PIB. Uma delas é o excesso ou não de dinheiro no mercado..[Folha
de S. Paulo]
Dia 6/2/2004:
Zona
do euro mantém juros em 2%
Dia 6/2/2004:
Tarifas
de celular sobem
Dia 6/2/2004:
Gás
aumenta 4,5% por causa da Cofins
Dia 6/2/2004:
Alimentos
e mensalidades sobem e puxam inflação no Rio em janeiro
Dia 5/2/2004:
Inflação
de 0,65% faz Fipe criticar BC
Dia
4/2/2004: Criatividade
Criatividade
I. Para justificar os juros altos e seguir permitindo que os aplicadores
(leia-se, instituições financeiras) continuem dilapidando
a economia do País, Meirelles e sua equipe econômica demonstram
uma criatividade invulgar. Recentemente inventaram um tal "refluxo inflacionário",
expressão desconhecida na economia internacional.
Criatividade
II. Segundo a equipe de Meirelles, o tal "refluxo inflacionário"
ocorreria quando "a capacidade produtiva da indústria estivesse
sendo utilizada ao máximo, em algum momento antes do desejado, fazendo
com que ocorresse escassez de determinados produtos, provocando inflação".
Realmente, é muita criatividade. Antigamente, essa situação
era denominada simplesmente como "inflação de demanda". É
por isso que Meirelles sempre precisa de tradução simultânea.
[Tradução Simultânea, Mauro
Braga, 4 de fevereiro, 2004]
Armadilha
de estagnação
Dia 29/1/2004.
Por obra e graça dessa montagem, instituída por mero decreto
presidencial (Decreto 3.088, de junho de 1999) e regulamentada por simples
circulares e resoluções do Banco Central, o BC/Copom não
arca com qualquer custo se, por exemplo, acertando a meta de inflação,
demolir a economia. A coisa funciona mais ou menos como uma empresa em
que o presidente determina que a diretoria aumente a participação
dela no mercado, sem impor restrições ou metas complementares.
Não seria difícil ganhar o prêmio de executivo do ano
se ninguém se importasse com os custos e, em conseqüência,
com os potenciais prejuízos das estratégias para ganhar mercado.
(...) Esse
é
o ponto que se pretende destacar: o BC/Copom brasileiro persegue a meta
de inflação, como a empresa que busca aumentar sua participação
no mercado, sem se preocupar com o crescimento da economia. E, exatamente
como a empresa que, para o êxito da estratégia de ganhar mercado,
contrai dívidas e amarga prejuízos que podem levá-la
à falência, joga a economia numa armadilha de estagnação.
[José Paulo Kupfer,
NoMínimo]
Virada
do crédito atrasa e bancos mantêm spread
Dia 28/1/2004.
Todo o esforço do governo Lula para aumentar e baratear o crédito
acabou praticamente sem resultado em 2003. O valor nominal das operações
de crédito cresceu apenas 8,7% no ano passado, de R$ 378,3 bilhões
no fim de 2002 para R$ 411,4 bilhões em dezembro de 2003. Em termos
reais, descontando inflação e juros, o crédito encolheu.
O spread (diferença entre a taxa de captação e a de
repasse) caiu apenas 1,1 ponto no ano, de 31,1% para 30%. [Valor
Econômico]
Bancos mantém taxas,
apesar de redução dos juros
Dia 28/1/2004.
A taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos
recuou, em 2003, menos do que a taxa básica do país. Relatório
do Banco Central divulgado ontem mostra que, em dezembro, as instituições
financeiras cobravam 45,8% ao ano de seus clientes. O índice é
apenas 5,1% inferior aos praticados em dezembro de 2002. No mesmo período,
a taxa de juros oficial baixou 8,5 pontos percentuais. Para o correntista
comum, as taxas médias foram mais altas, na casa dos 66,6%, chegando
a 144,6% no cheque especial..[JB]
BC mantém maior juro
real do mundo
Dia 22/1/2004.
O Banco Central surpreendeu e na primeira reunião de 2004 de seu
Comitê de Política Monetária manteve a taxa básica
de juros em 16,5% ao ano. Foi a primeira vez desde junho que o BC não
reduz a taxa. Com a decisão, o Brasil segue no topo do ranking de
países com os maiores juros reais, descontada a inflação.
A taxa brasileira é de 9,95%. Atrás vem Hungria, com 8,6%.
Em nota, o BC afirma que manteve
os juros porque "os efeitos do corte de dez pontos percentuais nos últimos
meses ainda não se refletiram integralmente na economia". A decisão
contraria o discurso político do governo Lula, que elegeu a reativação
da economia e a geração de empregos como prioridades do ano.
Em tese, juros mais baixos estimulam o consumo e os investimentos das empresas,
gerando crescimento econômico. A taxa do BC serve de referência.
Bancos e financeiras cobram mais. No cheque especial, a taxa média
é de 170%..[FSP]
Copom surpreende e mantém
a taxa básica de juros em 16,5% ao ano
Dia
21/1/2004. O Comitê de Política
Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 16,50%
ao ano na primeira reunião do colegiado em 2004. A medida vai contra
as apostas do mercado financeiro, que esperavam um corte de pelo menos
0,5 ponto percentual.
FMI
cede à pressão dos movimentos sociais, diz Stiglitz
Falando
a mais de 3.000 pessoas no Fórum Social Mundial, em Mumbai, o prêmio
Nobel de Economia fez novo alerta contra a liberalização
defendida pelo Fundo e disse que a resistência dos movimentos sociais
está obrigando o FMI a ceder..—.Agência
Carta Maior, 19/1/2004
Dívida
interna cresce, mas fica mais fácil de ser paga
Dia
15/1/2004.
O governo conseguiu obter em 2003 uma melhora significativa no perfil da
dívida mobiliária federal interna, apesar do aumento de 17,4%
no saldo, que fechou o ano em R$ 731 bilhões. A participação
de títulos com rendimento prefixado, considerados mais adequados
para a administração da dívida, subiu de 2,2%, em
2002, para 12,5% em 2003.
O governo
também conseguiu reduzir a parcela de títulos corrigidos
pela variação do dólar, que caiu de 22,4% para 10,8%.
Outra melhora ocorreu no prazo dos papéis: embora de 2002 para 2003
o prazo médio tenha caído de 33,2 para 31,3 meses, a parcela
da dívida de curto prazo - aquela com vencimento em até 12
meses - ficou menor, caindo de 41,1% para 35,3% do total. (OESP,
pág. 1 e B1)
Kirchner
critica pressões do Fundo Monetário
Dia
14/1/2004. O presidente da Argentina, Néstor
Kirchner, criticou as pressões do Fundo Monetário Internacional
para que o seu país cumpra as metas que tolheriam o crescimento
econômico. Ele igualmente criticou os modelos de negociação
comercial que somente tenderiam, em seu ponto de vista, a aumentar as assimetrias
econômicas e sociais dos países envolvidos. (OESP)
FMI
admite novo cálculo para superávit fiscal
Dia
14/1/2004.
O Fundo Monetário Internacional anunciou ontem, pela voz de seu
diretor-gerente, Horst Köhler, que vai retirar dos cálculos
de déficit público os investimentos em infra-estrutura de
empresas públicas, desde que tenham "finalidades comerciais" (ou
seja, visem obter retorno, em vez de fazer investimentos a fundo perdido).
A decisão
atende antiga reivindicação do governo brasileiro, originalmente
lançada durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002):
investimento em infra-estrutura não é necessariamente gasto
público, porque se o poder público constrói, por exemplo,
uma hidrelétrica, gasta dinheiro, gera déficit, mas, com
o tempo, o dinheiro retorna, na forma da cobrança de tarifas. via
Folha; via
OESP
Governo
muda cálculo da inflação
Dia
11/1/2004. O IPCA, principal índice de
inflação em vigor no país, por interferir diretamente
nas taxas de juros, vai acabar em 2006. Será substituído
por outro menos restrito, ainda em estudo pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística há um ano. Diferentemente do IPCA,
que acompanha a evolução dos custos em apenas 11 regiões
metropolitanas, o novo indicador levantará dados em todo país,
incluindo zonas rurais. Antes de promovida a mudança, a composição
da cesta de consumo, base de ponderação do índice,
terá de sofrer alterações. O IBGE também examina,
em parceria com entidades do Chile e de países do Mercosul, a possibilidade
de um índice de inflação comum, a ser adotado ainda
neste ano. (Jornal
do Brasil, pág. 1 e A25)
Argentina
reafirma que não cederá às novas pressões do
FMI
Dia
3/1/2004. O governo argentino voltou a afirmar ontem que "nada o fará
revisar" o acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI)
em setembro do ano passado. A afirmação foi feita pelo chefe-de-gabinete
do presidente Néstor Kirchner, Alberto Fernández, em resposta
aos comentários de que o Fundo estaria pressionando o país
para reprogramar o pagamento de sua dívida com organismos multilaterais
de crédito, como o próprio Fundo, o Banco Mundial e o BID
(Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Fernández
afirmou que "não é factível" neste momento promover
mudanças na carta assinada com o FMI. "Primeiro, a Argentina precisa
impulsionar o desenvolvimento interno", afirmou. "No externo, a Argentina
deverá cumprir com o que se comprometeu. Os organismos internacionais
devem fazer o mesmo", afirmou. O chefe de gabinete insistiu que qualquer
eventual acordo que se assine com algum organismo internacional de crédito
seguirá a mesmo lógica do já assinado com o FMI: garantir
um acordo que favoreça o desenvolvimento da Argentina. [tribuna
da imprensa]
Entre ostras e vinho,
Palocci explica ao PT acordo com FMI
Agência
Carta Maior, 7 de novembro |