Economia..Dívida, juros e FMI: Arquivo 2003-2004
.
Para Lula, país não necessita de novo acordo com o FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o Brasil não necessita de um novo acordo com o FMI agora, mas não descartou um pacto no futuro. "O Brasil está num momento tão tranqüilo que não precisa de acordo. Não usamos nenhum recurso do FMI até agora e não estamos precisando, mas não vamos usar de bravata e dizer que não vamos precisar (no futuro)", disse o presidente durante café da manhã oferecido aos jornalistas. O atual acordo com o Fundo termina neste ano e será rediscutido em março ou abril de 2005. Por Natuza Nery, da Reuters, 23/12/2004..[+]

Movimentos sociais de moradia e habitação rejeitam financiamentos do FMI 

Mesmo com a intenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) de excluir os investimentos em moradia e em saneamento básico do conceito de dívida externa, os movimentos sociais de moradia e habitação rejeitaram os financiamento provenientes do fundo. Os principais motivos alegados pelos representantes dos movimentos são que o fato de que dinheiro do FMI é caro, e que o Brasil tem recursos suficientes para suprir a demanda da moradia popular...Agência Brasil, 28/11/2004

Oficina Internacional da Auditoria das Dívidas divulga carta final

"Contribuições para incentivar a realização de auditorias frente a ilegitimidade da dívida externa" é o título do documento final divulgado pela Oficina Internacional da Auditoria das Dívidas, que aconteceu em Brasilia, entre 9 e 11 de novembro último. A Adital divulga o documento na íntegra...Adital, 24/11

OAB vai ao STF por comissão para apurar dívida externa

Constituição de 1988 prevê comissão mista com o objetivo de “exame analítico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro”. Entidade decidiu apresentar uma argüição junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo a instalação de comissão parlamentar para analisar contratos...Agência Carta Maior, Agência Brasil, 13/11

Países desenvolvidos deveriam perdoar dívidas externas

O 4º encontro do Grupo de Alto Nível do Educação para Todos, que terminou na quarta-feira, dia 10, resultou em um documento no qual os participantes sugerem que as nações desenvolvidas perdoem a dívida dos países em desenvolvimento. A principal conclusão a que chegaram foi a de que além de dinheiro e comprometimento, faltam transparência e melhor gerenciamento no manuseio dos recursos para que as metas do Educação para Todos sejam atingidas...Banco do Brasil, 12/11

OAB quer auditoria na dívida externa

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu ontem que vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF), nos próximos dias, ação de descumprimento de preceito fundamental. Em outras palavras, trata-se de uma ação que visa obrigar o Congresso Nacional a realizar uma auditoria sobre o endividamento externo do País. Esse tipo de exame analítico está previsto no Artigo 26 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Segundo o Conselho da OAB, a auditoria deveria ter sido realizada pelo Poder Legislativo no prazo de um ano, após a promulgação da Constituição Federal, em 1988, que completou 16 anos no dia 5 de outubro...O Dia, 9/11

TCU cobra mais rigor do BC

Até o fim do primeiro semestre de 2005, o Banco Central terá de adotar uma série de medidas para tornar mais segura a administração das reservas cambiais. O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou, entre outros pontos, que as operações de swap cambial, em que o BC aposta na alta dos juros, e o mercado, na valorização do dólar, trazem riscos elevados para os cofres públicos...Correio Braziliense, 6/11

Novas formas de resistência ao neoliberalismo

Mais dois anos de política econômica sob as bênçãos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Brasil continuará sendo uma “Suicíndia”: os ricos vivendo como se estivessem na Suíça, e os pobres, na Índia. É o que diz o sociólogo Michael Löwy, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato...Brasil de Fato, 4/11

América Latina financia países ricos

O Brasil e toda a América Latina não exportam apenas soja, frango e outros produtos agrícolas, de baixo valor agregado, para as nações ricas. Uma simples análise das relações econômicas internacionais mostra que os países latino-americanos também se caracterizam pela exportação de um recurso mais raro e valioso: os cobiçados dólares. Um estudo do Instituto de Estudos Socio-econômicos (Inesc) aponta que o Brasil e a América Latina enviam mais dinheiro para o exterior do que recebem. A conclusão é de que, pagando a sua dívida externa, esses países subdesenvolvidos acabam bancando o desenvolvimento dos países do Primeiro Mundo...Brasil de Fato, 4/11

Seminário discute auditoria da dívida no Brasil

Uma atividade organizada por dezenas de organizações sociais colocará o tema da dívida externa na pauta do Congresso Nacional. Entre os dias 10 e 11, será realizado o Seminário Ilegitimidade da Dívida Externa: Um Caso de Auditoria, em Brasília, no Senado. Estarão presentes pesquisadores, ativistas e especialistas na questão do endividamento dos países pobres. Já confirmaram presença o equatoriano Jorge Acosta, o peruano Ercilio Moura e a argentina Bervely Keene. O deputado federal Ivan Valente (PT-SP) e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) serão alguns dos representantes parlamentares...Brasil de Fato, 4/11

Neoliberalismo empobrece africanos

Especialista congolês analisa interferência destrutiva de modelos econômicos ocidentais..Brasil de Fato, 4/11

Felicidade virtual

De janeiro a setembro, o governo Lula "economizou" mais de R$ 50 bilhões para pagar juros aos credores estrangeiros; no mesmo período, a União "gastou" menos de R$ 2 bilhões em investimentos públicos. Imagine se fosse o contrário, o que poderia ser feito para melhorar a vida do brasileiro...Hamilton Octavio de Souza, Brasil de Fato, 4/11

Brasil deve pagar 4,2 bilhões de juros até dezembro

A decisão do Banco Central de aumentar a taxa de juros, como parte da política monetária de combate à inflação, custará aos cofres públicos mais de 4,2 bilhões de reais até dezembro. A partir do mês de agosto, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), aumentou a taxa básica de juros, passando de 16% ao ano para 16,75%. A estimativa inicial era de que o governo utilizaria 75 bilhões de reais arrecadados para pagamento de juros da dívida pública interna.

Já o orçamento dos Ministérios sociais foi de apenas 60 bilhões de reais. O Ministério do Desenvolvimento Agrário é um dos mais atingidos: o governo federal realizou uma reunião interministerial em meados de outubro para anunciar cortes na Reforma Agrária. Ao contrário dos 1,7 bilhões de reais destinados para 2004 e anunciados em abril, agora só estão disponíveis 600 milhões. Além disso, as cestas básicas destinadas às 200 mil familias acampadas hoje no país estão atrasadas por falta de dinheiro...da redação, 3/11

Bancos vão aumentar taxa de juros

O Banco Central deve elevar quarta-feira em 0,25 ponto a taxa básica de juros. E o impacto será imediato no bolso do consumidor: os bancos têm prontas tabelas reajustadas para o cheque especial...Correio Braziliense, 18/10

Juros voltam a subir para o consumidor, após alta da Selic

O consumidor já sentiu no bolso os efeitos da decisão do mês passado do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que elevou a Selic para 16,25% ao ano. A taxa média de juros cobrada do consumidor subiu 0,79%, passando de 7,59% em agosto para 7,65% em setembro. Com esse movimento, a taxa média interrompeu a trajetória de queda verificada nos meses de julho e agosto. Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), o avanço pode ser explicado pelo aumento da taxa média mensal de juro cobrada no cheque especial e no empréstimo pessoal concedido por financeiras...Folha Online, 15/10

Ajuste em alta e juros também

Ao elevar a meta de superávit primário das contas públicas em 2004, reservando mais R$ 4,3 bilhões para o pagamento dos juros da dívida, o governo criou uma expectativa na área política e na sociedade de que a contrapartida desse esforço fiscal adicional seria a interrupção do aumento da taxa básica de juros (Selic). O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse ontem, no entanto, que o aumento da meta não elimina novas altas da Selic a curto prazo. Segundo ele, as políticas fiscal e monetária são essenciais para garantir a estabilidade da economia, mas uma não substitui a outra...O Globo, 28/9

Economia para gastar com juros já se aproxima dos 6% 

O desvio de recursos da economia real para gasto financeiros promovido pelo governo já supera até os 4,5% do produto interno bruto (PIB), anunciados esta semana pela equipe econômica. Entre janeiro e agosto, o superávit primário (economia para pagar juros) do setor público (União, estados, municípios e estatais) atingiu R$ 63,7 bilhões...Monitor Mercantil, 27/9

Governo vai poupar mais R$ 4,3 bi para pagar juros

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, confirmou que o governo decidiu aumentar o superávit primário de 4,25% para 4,50% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso significa que o país deve poupar até o fim do ano R$ 75,8 bilhões — o acordo com o FMI previa R$ 71,5 bilhões. ‘Economizar um pouco mais faz bem ao país’, disse Palocci, ao anunciar a decisão. Ontem foi dia também de o Banco Central rever a projeção de saldo para as contas externas neste ano e elevá-la de US$ 2,6 bilhões para US$ 6,7 bilhões...Correio Braziliense, 23/9

Heloísa Helena critica superávit orçamentário

A senadora Heloísa Helena criticou o governo por estabelecer superávits orçamentários alimentados pela ausência dos investimentos em infra-estrutura e em setores como saúde, saneamento, moradia e educação. Ela disse que deixaria de ser uma senadora de esquerda se alguém lhe mostrar um país que tenha conseguido se tornar uma nação seguindo a receita imposta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), na qual consta a exigência de os países obterem superávits primários para garantir o pagamento de juros de suas dívidas.

Heloísa Helena informou que o governo anterior utilizou o equivalente a 45,16% do orçamento da União para compor o superávit e garantir o pagamento de serviços da dívida. O atual governo, no ano passado, foi além, utilizando o equivalente a 54,16% do orçamento para juros e amortizações. O segundo passo do receituário do FMI, afirmou, começa agora a ser posto em prática pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a proposta de instituir as parcerias público-privadas (PPPs). De acordo com a senadora, trata-se de privatizar o que sobrou dos setores estratégicos, como saneamento, educação, saúde e moradia popular...Agência Senado, 21/9

Palocci confirma que o governo vai discutir elevação do superávit primário

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, confirmou que o governo vai discutir nos próximos meses o aumento do superávit primário (receitas menos despesas, sem contar os gastos com juros), tendo em vista que o crescimento econômico maior gerou uma receita adicional...O Globo, 21/9

Reunião do FMI com entidades foi monólogo do fatalismo

Há duas semanas, o diretor geral do FMI, o espanhol Rodrigo Rato, esteve no Brasil. Em Brasília, teve um encontro com integrantes de organizações da sociedade civil, que ele próprio convidou. Estavam lá entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, num grupo que totalizava 17 pessoas.

O motivo alegado para o insólito encontro era uma suposta vontade do diretor do Fundo em conhecer a realidade brasileira mais de perto. Sandra Quintela, da Rede Brasil, entregou a Rato uma carta com críticas à política recomendada pelo FMI a países que lhe pedem socorro. Mas, em vez de ouvir sobre nossa realidade, Rato preferiu despejar seu fatalismo econômico num monólogo que decepcionou os participantes...FASE, 17/9

Argentina: Recuperação rápida

Reajustado no dia 1º de setembro, o novo salário-mínimo da Argentina é de 450 pesos, ou 149 dólares, 68% a mais do que o salário-mínimo do Brasil, que é de 260 reais, ou 88,7 dólares. Para um país que viveu uma crise profunda, com quebradeira geral, até que a Argentina está conseguindo dar a volta por cima rapidamente – e sem fazer agrados especiais ao FMI...Hamilton Octavio de Souza, Brasil de Fato, 16/9

País tem 2º maior juro real do mundo

Com a elevação da taxa básica de juros da economia, o Brasil manteve a segunda posição entre os países com juros reais mais altos do mundo. Levantamento realizado pela consultoria Global Invest revela que, após a alta da taxa básica (Selic) anunciada na noite de ontem, os juros reais passaram para 9,47%, os maiores desde maio...Folha de S. Paulo, 16/9

A decisão do Copom e “as perguntas de um trabalhador que lê”

De nada adiantou o coro uníssono de lideranças de trabalhadores, empresários, destacadas autoridades do governo da República e renomados economistas contra o aumento dos juros. (..) Esse quadro surreal de uma nação quase inteira se opor a uma medida que provoca recessão, desemprego, aumento do endividamento e, mesmo assim prevalecer, lembra um poema conhecido de Bertolt Brecht, "Perguntas de um trabalhador que lê"...Diário Vermelho, 16/9

Nova meta de superávit e juros maior

Animado com a arrecadação, Palocci estuda elevar o superávit primário para até 5% do PIB. Para completar, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou ontem o que o mercado financeiro já previa e definiu a Selic em 16,25% ao ano, um aumento de 0,25 ponto percentual e que indica aumento a 17% até o fim do ano...O Globo, Folha, Correio, 16/9

Selic acima da inflação faz país perder R$ 40 bilhões

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Dércio Garcia Munhoz estima que a manutenção de papéis da dívida pública atrelados à taxa básica de juros (Selic), custou R$ 40 bilhões aos cofres públicos, apenas entre abril de 2003 e março de 2004...Monitor Mercantil, 15/9

Alencar critica regime de juros atual, que estaria impedindo crescimento

Para o vice-presidente, o atual regime monetário inibe o crescimento da economia e acaba acarretando uma transferência de renda do setor produtivo para o setor financeiro...O Globo, 14/9

País pode renovar acordo com FMI, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não descartou ontem a possibilidade de o Brasil renovar seu atual acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O entendimento, no valor de US$ 14 bilhões, termina no início de 2005. Segundo o ministro, a economia caminha bem, mas ainda não é possível ter uma definição sobre um novo pacote porque tudo depende da conjuntura...O Globo, 4/9

Dieese: custo da cesta básica subiu em 15 de 16 capitais no mês passado

Em agosto, a cesta básica ficou mais cara em 15 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O levantamento divulgado ontem mostra que as maiores altas ocorreram em Aracaju, 8,52%; Natal, 8,27%; Florianópolis, 8,07%; e Vitória, 7,59%. Fortaleza foi a única capital a registrar recuo de preços, de 3,11%...O Globo, 2/9

Brasil perdoa 95% da dívida de Moçambique 

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e de Moçambique, Joaquim Alberto Chissano, assinaram na terça-feira (31) em Brasília um acordo em que o Brasil perdoa 95% da dívida do país africano — no valor de US$ 315 milhões...Diário Vermelho,.O Globo, 1/9

Bancos elevam juros ao consumidor por causa de possível alta da Selic

Os correntistas já estão pagando mais caro pelo crédito, como conseqüência da indicação de que o Banco Central (BC) poderá subir a taxa de juros básica da economia (Selic) para combater a inflação...O Globo, 31/8

Lula vê "barbeiragem" do Copom

A batalha sobre o patamar dos juros, que se acalmara nos últimos dois meses, voltou com toda força ao núcleo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A Folha apurou que o presidente trabalha para que o Copom (Comitê de Política Monetária) evite ao máximo aumentar a taxa básica de juros (Selic), hoje em 16% ao ano..Folha de S. Paulo, 29/8

Banco islâmico rejeita cobrar e pagar juros

O mercado financeiro britânico vem descobrindo um novo filão: a oferta de produtos e serviços voltados para a população muçulmana, que estejam de acordo com os princípios islâmicos. O passo mais significativo nesse sentido será dado nos próximos dias, com a abertura do Islamic Bank of Britain (IBB), a primeira instituição financeira européia que atuará 100% de acordo com a chamada sharia (lei baseada no Alcorão)...Folha de S. Paulo, 29/8

Arrocho recorde não reduz dívida

Mesmo após 17 meses de um aperto fiscal recorde, o governo pouco avançou no objetivo de reduzir seu endividamento: a dívida pública permanece, atualmente, nos mesmos níveis observados no momento da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre janeiro de 2003 e julho de 2004, o setor público (União, Estados, municípios e estatais) economizou R$ 118,969 bilhões para poder honrar parte de seus compromissos. No mesmo período, porém, o tamanho da dívida pouco se alterou. O endividamento, que representava 55,5% do PIB (Produto Interno Bruto), ficou em 55,3% no mês passado..Folha de S. Paulo, 28/8

Governo supera meta de superávit

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) superou em julho a meta de superávit primário (receitas menos despesas, sem contar juros) prevista para o acumulado do ano até agosto. O resultado de janeiro a julho foi de R$ 38 bilhões (4,02% do Produto Interno Bruto, o PIB), contra meta de R$ 33,1 bilhões até agosto. Mesmo com a folga no caixa, o governo ainda não planeja liberar mais recursos contingenciados no Orçamento para despesas dos ministérios...Folha de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, 27/8

Tarifa de luz sobe em 6 Estados

A tarifa de energia sobe hoje, em média, 19,46%, para o 1,84 milhão de consumidores da Elektro no interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Para os consumidores residenciais, o reajuste será de 16,55%, e, para os grandes consumidores (como indústrias), de 24,02%...Folha de S. Paulo, 27/8

Alencar rompe a trégua

O vice-presidente José Alencar abandonou a trégua que tinha dado ao Banco Central - ele chegou a elogiar o trabalho da equipe - e ontem atacou novamente os altos juros praticados no país, ao participar da abertura do 6º Congresso Nacional de Agribusiness, no Rio...Jornal do Brasil, 27/8

Presidente defende revisão de critérios do FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a revisão dos critérios de contabilidade do Fundo Monetário Internacional (FMI) e criticou o comprometimento do orçamento dos países para pagamento de dívidas, durante jantar oferecido na noite de terça-feira pelo presidente do Equador, Lucio Gutiérrez. Lula afirmou que Brasil e Equador tiveram de adotar medidas duras para reduzir a vulnerabilidade externa e recuperar a credibilidade internacional...O Globo, 26/8

BC mantém os juros pelo 4º mês seguido

Copom justifica a decisão de deixar a taxa básica em 16% ao ano com base na perspectiva de alta da inflação..Folha de S. Paulo, 19/8

Juros reais crescem desde o último Copom

Os juros reais, de grande importância para as decisões de investimentos privados no país, recuaram um pouco do pico atingido na primeira semana do mês. Mesmo assim, estão acima do nível registrado no período da reunião do Copom do mês passado. A taxa de juros reais é calculada com base na taxa prefixada para um período de 360 dias e nas expectativas do mercado para a inflação pelos próximos 12 meses. Ontem, a taxa estava em 10,87% ao ano. No último encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), estava em 10,11% anuais...Folha de S. Paulo, 18/8

Dívida do governo federal cresce quase R$ 10 bilhões em junho

A dívida líquida do governo federal em títulos somou R$ 758,2 bilhões em junho, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central e pelo Tesouro Nacional. Em comparação à maio, quando a dívida era de R$ 748,38 bilhões, houve aumento de 1,31%. A participação dos títulos prefixados, com juros que não variam de acordo com o mercado, subiu para 16,8%, ante os 16,4% do mês anterior. A alta se deve à emissão líquida de R$ 3,3 bilhões...Rádio CBN, 21/7

Lula sugere "boicote" a cartão de crédito para forçar queda no juro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou que os brasileiros evitem tomar empréstimos como forma de pressionar pela queda dos juros cobrados por bancos e administradoras de cartão de crédito. Lula já criticou em outros momentos os juros adotados pelas instituições financeiras...Folha Online, O Globo, 6/7

São Paulo tem inflação de 0,92% em junho, a maior em 16 meses

A inflação do município de São Paulo atingiu alta de 0,92% em junho, maior variação mensal desde fevereiro do ano passado. Os dados fazem parte do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O índice superou a previsão do coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, que projetava taxa de 0,80%. Em maio, a inflação de São Paulo havia ficado em 0,57%. O avanço da taxa foi puxado, basicamente, por alimentos e transportes, que registraram altas de 1,39% e 2,09%, respectivamente...Folha Online, 5/7

Tomate, carne e pão elevam cesta básica em 13 capitais

Segundo pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), resultado foi verificado em dezesseis capitais pesquisadas..Agência Brasil, 1/7

Meta colonial

O setor público registrou em maio um superávit primário (dinheiro economizado para pagar juros) de R$ 5,839 bilhões, o equivalente a 5,87% do PIB. Com isso, a meta fiscal acertada com o Fundo Monetário Internacional, de 4,25% do PIB no ano, está sendo cumprida com folga. Mais uma vez, a educação, a saúde, a habitação, a geração de empregos ficam para o futuro...Hamilton Octavio de Souza, Brasil de Fato, 1/7

Juros nos EUA sobem pela 1ª vez em 4 anos..Jornal do Brasil, O Globo, Folha, 01/07

Em dez anos, dívida pública e carga tributária sobem em relação ao PIB

Em 1994, quando foi lançado o Plano Real, a arrecadação anual de tributos do país seria suficiente para pagar praticamente toda a dívida pública. Dez anos depois, a despeito de um espetacular aumento da carga tributária e da venda de uma série de empresas estatais, a dívida equivale hoje a um ano e meio de receitas...Folha de S. Paulo, 30/06

Alencar e Ciro dizem sofrer censura por crítica aos juros

Vice não revela origem da censura; ministro culpa "articulistas alugados"...Folha de S. Paulo, 29/06

Plano Real vence inflação, mas não a desigualdade

Nova moeda trouxe estabilidade, porém ganhos sociais se dissiparam com os juros elevados e o baixo crescimento...Folha de S. Paulo, 27/06

Economia do país supera meta do FMI

O arrocho de União, estados e municípios nos cinco primeiros meses do ano resultou em economia de R$ 5,6 bi a mais do que o previsto no acordo com o FMI. Ao rebater críticas de Lula, FHC disse que o PT segue a política elaborada por tucanos...Correio Braziliense, 26/06

Governo cumpre superávit até agosto
Tesouro, Previdência e BC já economizaram R$ 29,3 bi até maio...Folha de S. Paulo, 25/06

Inflação em São Paulo é a mais alta desde setembro
A inflação do município de São Paulo atingiu 0,88% nos últimos 30 dias, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP. É a maior taxa registrada desde setembro. Desde a segunda semana de abril a inflação vem subindo em São Paulo. Nesse período, os maiores responsáveis pela inflação foram os reajustes nos preços dos remédios, alimentos e combustíveis...Rádio CBN, 25/06

Juros altos produzem lucros milionários..Brasil de Fato, 24/06

FMI aprova a sétima revisão de acordo com o Brasil
O FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou hoje a sétima revisão de seu acordo de US$ 40 bilhões com o Brasil. Com isso, o país pode sacar imediatamente US$ 1,3 bilhão. Segundo o Fundo, o Brasil já comunicou que não vai sacar essa parcela...Folha Online, O Globo, 18/06

Bolívia: FMI condiciona ajuda à venda de gás

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou o governo boliviano que seu acordo de ajuda só será ampliado se o país ceder na questão da venda do gás para o estrangeiro, enquanto se sucedem em todo o território da Bolívia manifestações de protesto contra a privatização do gás. A subdiretora-gerente do FMI, Anne Krueger, disse que “o governo boliviano está comprometido com o cumprimento dos objetivos fiscais, a fim de preservar a estabilidade financeira”...Brasil de Fato, 17/06

Juros já consumiram 41% da riqueza nacional
A política de juros escorchantes empurrou a economia para um círculo vicioso de endividamento e rombos nas contas do setor público, constata a Global Invest. “Os juros altos exigidos pelo modelo deprimem a atividade econômica e promovem a elevação da dívida pública. O tamanho da dívida perpetua a grande necessidade de financiamento do setor público (leia-se, promove o constante crescimento do déficit público)”, afirma a consultoria...Brasil de Fato, 17/06

Juros em bancos e lojas não seguem os cortes do Banco Central
A redução dos juros básicos da economia pelo Banco Central, iniciada há um ano, não foi acompanhada no mesmo ritmo pela queda das taxas para consumidores e empresas. Em junho de 2003, a taxa Selic, do BC, foi fixada em 26%. Hoje é de 16% e representa 60,4% do que era há um ano...Folha de S. Paulo, 16/06

Petrobras anuncia aumento da gasolina e do diesel
Segundo José Eduardo Dutra, presidente da estatal, "mantida a atual margem de lucro", aumento médio para o consumidor deve ser de 4,5% para a gasolina e de 6,4% para o diesel...O Globo, FSP, Correio, Agência Brasil, 15/06

Brasil tem de renegociar dívida, afirma estudioso

O cientista político norte-americano Jeffrey W. Cason, especialista em Brasil e diretor de Estudos Internacionais do Middlebury College, no Estado de Vermont, disse à Folha que o país precisará "renegociar alguma coisa" da sua dívida pública se quiser recursos para investimentos estatais. Para ele, essa renegociação terá que ser feita aos poucos, sem perda de credibilidade. "Você pode fazer alguma mudança na dívida, mantendo a confiança do mercado financeiro internacional. Vai ter que ser aos poucos, não pode ser de um golpe", receitou...Folha de S. Paulo, 11/06

ONGs querem perdão à dívida dos pobres
Antes do comercial, o social. Essa é a bandeira empunhada pelo Fórum da Sociedade Civil, que começa hoje, em São Paulo, e vai até a próxima quinta-feira. O evento acontece simultaneamente à 11ª Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) e reúne cerca de 200 ONGs (organizações não-governamentais) e movimentos da sociedade civil de todos os continentes...Folha de S. Paulo, 11/06

País quer destinar gasto de dívida à educação
Os ministros da Educação do Brasil, Tarso Genro, e da Argentina, Daniel Filmus, negociam um acordo com países desenvolvidos e organismos internacionais que poderá permitir que os dois países apliquem em educação parte dos recursos usados para pagar a dívida externa...Folha de S. Paulo, 11/06

Argentina: Governo afirma que negociação com credores acabou
O ministro da Economia, Roberto Lavagna, disse, na segunda-feira à noite, que a etapa de negociação com os credores privados está concluída. Agora, os credores devem decidir se aceitam ou não a proposta, que desconta US$ 62 bilhões da dívida de US$ 105 bilhões (incluídos os juros) e oferece pagamento em até 42 anos...Folha de S. Paulo, 09/06

Brasil não pretende renovar com FMI
Segundo o secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, Joaquim Levy, o Fundo tem sido um “parceiro excelente” do Brasil...Agência Brasil, 09/06

Inflação é a menor em 5 anos

Mas analistas esperam impacto do dólar e de reajuste da gasolina...Jornal do Brasil, 09/06

Alimentos e saúde puxam alta da inflação em São Paulo
Inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas subiu de 0,49% para 0,57% em maio na capital paulista...Agência Brasil, 03/06

Obsessão por superávit pune brasileiros
Abril registra superávit primário recorde de R$ 11, 9 bilhões e governo diz não poder dar aumento real ao salário-mínimo...Brasil de Fato, 03/06

Argentina pagará parte dos juros aos credores da dívida
Reestruturação começa este mês, prevê redução de US$ 60,9 bi no débito e três novos bônus atrelados ao crescimento...O Globo, 02/06

Lula: meta de inflação pode seguir meta de crescimento
Em entrevista ao GLOBO, presidente critica ‘comoção nacional’ sobre juros...O Globo, 23/05

Gastos sobem, mas país eleva superávit
O governo central (Tesouro Nacional, INSS e Banco Central) conseguiu superar a meta de superávit primário — receitas menos despesas, exceto gastos com juros — prevista para o primeiro quadrimestre de 2004. Entre janeiro e abril, o resultado acumulado foi de R$ 25,2 bilhões, enquanto a meta para o período era de R$ 20,1 bilhões. Somente em abril, o superávit foi de R$ 7,5 bilhões...O Globo, 22/05

Grande mistério
Brasil e Argentina enfrentaram crises semelhantes nos últimos anos, provocadas pelo modelo econômico neoliberal. O Brasil segue fielmente a cartilha do FMI, tem juros na faixa de 16% ao ano e crescimento do PIB perto de zero. A Argentina não segue o FMI, tem juros de 3,13% ao ano e projeta crescimento de 5,5%. Quem vai se recuperar da crise antes?..Hamilton Octavio de Souza, Brasil de Fato, 20/05

Argentina diz não ao FMI e economia cresce
Em 2003, o governo Kirchner parou de pagar a dívida externa e recusou as políticas do Fundo Monetário Internacional. Este mês, o governo anunciou que usará parte da arrecadação recorde de impostos para aumentar salários de aposentados e de servidores públicos e investir em infra-estrutura. Resultado: a economia cresce, o desemprego cai...Brasil de Fato, 20/05

Palocci e FMI unidos por um... deixa pra lá
Meta maior reduz credibilidade do BC, diz FMI. Para o vice-diretor Charles Collyns, aceitar taxa de inflação um pouco mais alta só traria incertezas ao mercado. (...) No mês passado, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), propôs que a meta de inflação de 2005 fosse elevada para o mesmo nível da deste ano, subindo de 4,5% para 5,5%. O mesmo percentual seria mantido ainda para 2006.

Pela proposta, que não tem o apoio do Ministério da Fazenda, seria mantida a variação de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. O ministério prefere trabalhar com uma inflação maior do que aumentar a meta de 2005. Em junho, o Conselho Monetário Nacional se reúne para definir a meta de 2006 e pode ou não alterar a de 2005...Folha de S. Paulo, 10/05

Juro tira mais renda do trabalho, diz estudo
Quem recebe juros — bancos, empresas, investidores e algumas instâncias de governo — ganhou 25,8% a mais do que os assalariados no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "O trabalhador sempre perdeu para o rentista na história do Brasil. Mas no governo Lula ele está perdendo o dobro do que na média dos últimos 20 anos", diz o economista Reinaldo Gonçalves, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Gonçalves é autor de um estudo que analisa a relação entre juros e salários de 1983 a 2003. Segundo ele, a diferença entre os ganhos financeiros e a variação dos salários configura transferência de renda dos trabalhadores aos rentistas. "A transferência de renda no governo Lula só é menor do que a que ocorreu no governo Figueiredo [1979-1985]", afirma. Naquele período, o ganho anual dos rentistas foi 29,4% superior ao dos assalariados...Folha de S. Paulo, 09/05

Lula exige juro menor para manter meta
Para manter a meta de inflação do ano que vem em 4,5%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exige o compromisso da equipe econômica de que a taxa básica de juros, hoje em 16% ao ano, continue a cair e, na eventualidade de um choque externo, não volte a ser elevada. (...) o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), e o ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) defenderam a mudança da meta de inflação de 2005 de 4,5% para 5,5%. O argumento, que sensibilizou Lula, foi o de dar mais espaço para manter o ritmo de queda dos juros básicos...Folha de S. Paulo, 09/05

Novo acordo com FMI é descartado até pelo FMI

FMI não vê necessidade de o Brasil sacar o US$ 1,3 bilhão disponível; Aprovação da segunda revisão do acordo permite que governo use recursos...O Globo, 08/05

Superávit fiscal elevará salário argentino

Em vez de pagar dívidas, como quer o Fundo, Néstor Kirchner prioriza aposentados e funcionários de estatais..[Folha de S. Paulo, 5/5]

Técnicos do FMI chegam ao Brasil para a revisão de acordo

Técnicos do FMI começam a chegar ao Brasil para a 7ª revisão do acordo de cerca de US$ 15 bilhões. Será discutido também o projeto-piloto que exclui do cálculo do superávit primário alguns gastos com investimentos...Agência Carta Maior, 29/4

Protesto pede cancelamento da dívida
Milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Washington, nos Estados Unidos, dias 24 e 25 de abril, durante a reunião dos diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI)..[Brasil de Fato, 29.abr]

BC diz que juros bancários cresceram em março
O relatório mensal do Banco Central divulgado nesta segunda-feira mostra que a taxa média de juros cobrada nos empréstimos subiu de 45,1% para 45,3% ao ano de fevereiro para março. A taxa vinha caindo mensalmente desde março do ano passado, quando estava em 58%. O que motivou a alta foi o aumento das taxas de juros para pessoa jurídica de 30,2% para 30,4%. Apesar da alta, os juros médios para pessoa física caíram de 64,2% para 64% e os juros do cheque especial, de 142,9% para 142%.

Os juros do crédito pessoal caíram de 76,6% para 76,5% ao ano. O spread médio (diferença entre a taxa de juros final e o da captação pelos bancos) ficou praticamente estável em março, variando de 29,4% para 29,5%.  O volume total de empréstimos com recursos livres (excluindo empréstimos obrigatórios de habitação e rurais) subiram de R$ 229,1 bilhões para R$ 233 bilhões. Para pessoa física, houve um aumento de 2,6% do total emprestado, passando de R$ 91,7 bilhões para R$ 94,1 bilhões, enquanto para pessoa jurídica subiu de R$ 137,4 milhões para R$ 138,9 milhões.

Em março, houve uma queda acentuada da inadimplência. Em fevereiro, o total de empréstimos para pessoa física com mais de 15 dias de inadimplência caiu de 8,4% para 7,9% em março. Já a inadimplência para pessoa jurídica caiu de 4,5% para 3,9%..[Agência Globo, 26.abr]

Reajuste de remédio livre chega a 50%
Os fabricantes de remédios que ficaram livres do controle de preços no ano passado aumentaram seus preços em até 50% nos últimos 12 meses. Os laboratórios dizem que estão recompondo margem de lucro. Os medicamentos controlados subiram desde setembro 7,8%..[O Globo, 27.abr]

FMI projeta cenário positivo para Brasil, mas esquece “detalhes”
Fundo prevê crescimento de 3,5% para o país em 2004, mas parece não levar em conta os novos rumos que a economia dos EUA pode tomar nos próximos meses: aumento de juros pelo FED, fim da bolha imobiliária e desvalorização do dólar..[Carta Maior, 24.abr]

Fundo descarta mudança no cálculo do superávit
Anne Krueger, diretora-gerente interina do FMI, descartou, no encontro do primavera do Fundo, realizado em Washington, a exclusão de gastos com infra-estrutura do cálculo de superávit fiscal, pois “nem todo investimento é positivo”..[Carta Maior, 24.abr]

Chávez propõe alternativa ao FMI
O presidente da Venezuela defende a criação de um fundo financeiro que assegure a soberania da América Latina..[Brasil de Fato, 22.abr]

Superávit do governo central cresce 51%
O governo central — Tesouro, Previdência e Banco Central — registrou em março superávit primário (receitas menos despesas, exceto gastos com juros) de R$ 6,249 bilhões. Houve aumento de 51,4% em relação aos R$ 4,127 bilhões do mesmo mês do ano passado. Nos primeiros três meses do ano, o resultado primário foi de R$ 17,597 bilhões, frente aos R$ 15,13 bilhões de janeiro a março de 2003.

Com isso, o governo federal superou sozinho a meta de R$ 14,5 bilhões fixada para todo o setor público no primeiro trimestre no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que inclui estados, municípios e empresas estatais..[O Globo, 21.abr]

Protesto contra FMI defende cancelamento da dívida

O bom humor marcou os protestos contra o FMI, cujo encontro de primavera foi encerrado no domingo (25). Ativistas pediram o cancelamento da dívida dos países pobres e desejaram um “infeliz aniversário” para o Fundo, que comemora 60 anos de vida em 2004...Agência Carta Maior, 19/4

PPA: o debate interditado
Um texto do deputado Sérgio Miranda narra o esvaziamento do Plano Plurianual de Lula, sufocado pelas exigências de superávit e pagamento de altos juros..[Outras Palavras, 16.abr]

BC reduz taxa de juros a 16% ao ano
Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve ontem a política de redução a conta-gotas da taxa Selic, que caiu de 16,25% para 16% ao ano. Em breve comunicado, o BC informou que a decisão foi tomada de acordo com "as perspectivas para a trajetória da inflação".

O tamanho do corte nos juros confirmou a expectativa do mercado financeiro, mas contrariou mais uma vez o setor produtivo, que esperava uma redução mais significativa. Com o corte promovido ontem, a taxa de juros reais (descontada a inflação) no Brasil passou a 9,97%. O país caiu de primeiro para segundo mo ranking das maiores taxas de juros reais do mundo, atrás da Turquia (10,1%)..[JB; O Globo; FSP; Correio; 15.abr]

Levy elogia decisão do FMI contra o Brasil (!)
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, elogiou ontem a conservadorismo do Fundo Monetário Internacional (FMI) no controle da política fiscal dos países sócios do Fundo. "A área técnica do Fundo normalmente é muito conservadora e é bom que seja assim", afirmou se referindo aos estudos do FMI condenando a exclusão dos investimentos públicos no cálculo do superávit primário, posição defendida pelo governo brasileiro.

O secretário disse que o tema figura na agenda de discussões do FMI e que é interesse do Brasil, na condição de sócio, participar desse debate. Ele afirmou que o Brasil defende um tratamento equitativo em relação aos outros países, no que se refere à contabilidade pública..[Tribuna da Imprensa, 14.abr]

Palocci, inacreditável: "FMI ajudou Argentina a crescer"
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, disse em entrevista ao jornal argentino "La Nación" que "o Fundo Monetário Internacional ajudou a Argentina e o Brasil a vencer as dificuldades e a começar a crescer". Segundo o diário, Palocci deixou claro "as diferenças entre o seu discurso e o do governo argentino". "Não sou inimigo da Argentina. Mas as dívidas dos países têm dinâmicas diferentes. Para o Brasil, cumprir contratos e pagar a dívida é o único caminho possível. As heterodoxias econômicas já nos conduziram a muitos maus caminhos", afirmou o ministro...FSP, 07/04

Enquanto isso, dívida continua crescendo
O corte de 83% nos investimentos e a obtenção de superávit primário recorde de R$ 66,2 bilhões nas contas de 2003 não foram suficientes para impedir o crescimento da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de todo o esforço do governo, ela cresceu 3,2 pontos percentuais em relação ao PIB.

Cálculos do economista do BNDES José Roberto Afonso, especialista em tributação e contas públicas, feitos com base no valor do PIB nominal, mostram que a dívida pública passou de 55,5% para 58,7% do PIB, devido ao aumento das despesas com juros. O PIB caiu 0,2% e a dívida passou de R$ 881,1 bilhões, em 2002, para R$ 913,1 bilhões em 2003. Este ano, a dívida atingiu R$ 926,7 bilhões em fevereiro...O Globo, 07/04

OAB pede auditoria da dívida externa
É da maior importância a posição do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que decidiu ontem ingressar no Supremo Tribunal Federal para obrigar o Congresso Nacional a promover uma auditoria da dívida externa do País.

Essa obrigatoriedade está prevista na Lei 9.882/99, que exige do que o Congresso aplique o art. 26 das Disposições Transitórias da Constituição. Na verdade. desde 1898 o Congresso Nacional já deveria ter realizado a auditoria sobre os fatos geradores da dívida externa brasileira. O prazo previsto para fazer a auditoria era de um ano, a contar da promulgação da Constituição, que ocorreu em outubro de 1988. Ou seja, o prazo está sendo descumprido pelo Congresso há 15 anos...Mauro Braga, Tribuna da Imprensa, 07/04

Sobe em março inflação que afeta os mais pobres, diz IBGE

O INPC, que é usado para medir a inflação para as famílias com rendimentos até oito salários mínimos, subiu 0,57% em março, e ficou 0,18 ponto percentual acima da taxa de 0,39% de fevereiro...Agência Brasil, 07/04

Inflação em baixa favorece queda dos juros
Divulgação de quatro índices referentes ao mês de março mostra que a inflação está sob controle. No Rio, houve deflação. Em São Paulo, o percentual é o menor desde julho. Números devem contribuir para a redução dos juros..[Correio, 06.abr]

Indicadores gerais de inflação melhoram
A inflação de março ficou em 0,12% em São Paulo, segundo a Fipe, baixando o acumulado em 12 meses para 4,47%, menor patamar desde janeiro de 2001. A previsão inicial da Fipe indicava 0,40% para março, mas quedas de preços no transporte e na alimentação e reajustes menores nos produtos industrializados surpreenderam a entidade. Já o IGP-DI foi de 0,93% em março, contra 1,08% em fevereiro, segundo a FGV. Os dados corroboram expectativa do mercado de que o Banco Central vá baixar os juros na próxima semana..[FSP, 06.abr]

Reajuste de energia vai superar a inflação do ano

Mesmo com a estabilização do dólar e a queda da inflação, o reajuste das contas de energia elétrica neste ano deve ficar bem acima do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acumulado dos últimos 12 meses (abril de 2003 a março de 2004), que ficou em 5,08%. No período o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para fixar as metas de inflação do governo, foi de 5,84%. Segundo o superintendente de Regulação Econômica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), César Antônio Gonçalves, o aumento superior à inflação será resultado do repasse da variação do dólar...O Globo, JB, 6/4

Governo cumpre metas, mas dívida preocupa

Apesar dos sucessivos superávits primários, endividamento público não parou de subir e já beira R$ 1 trilhão...O Globo, 02/04

Lula diz que Brasil não vai renovar com FMI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao jornalista Franklin Martins (que acumula empregos como repórter da Globo e do Planlato), mostrou tanto otimismo na retomada do crescimento econômico do país este ano que afirmou que o Brasil não vai renovar o acordo com o FMI. Em sua primeira conversa com um jornalista após o surgimento do caso Waldomiro, o presidente voltou a defender a política econômica do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e fez elogios ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, declarando categoricamente que ele fica no ministério...Da redação, com rádio CBN, 26/03

Erramos: taxa de juros de longo prazo
A "Folha de S. Paulo", que mantém a coluna "Erramos", deveria retificar a informação publicada no editorial de ontem. Não foi o Fundo Monetário Internacional que levantou a tese de que a TJLP (taxa de juros de longo prazo) é um subsídio. Por incrível que pareça, a tese é do secretário do Tesouro, Joaquim Levy, que deveria ser demitido sumariamente, se a equipe econômica estivesse realmente comprometida com os interesses nacionais..[Mauro Braga, Tribuna da Imprensa, 24.mar]

O resto é perfumaria
Setores empresariais dos EUA e fontes de Wall Street espalham para ser publicado sem identificação da fonte: "No México existem mais bancos multinacionais do que mexicanos. Isso garante a estabilidade do sistema financeiro". Que indignidade. O México, riquíssimo em petróleo, teve que entregar tudo, desde os tempos dos irmãos Gortary. Um gozando a vida, o outro na prisão perpétua.

Quanto aos bancos multinacionais, isso faz parte da estratégia de escravização dos povos. Controlam os bancos, a comunicação, as "dívidas" e os juros (através do superávit primário) o resto é perfumaria..[Helio Fernandes, 22.mar, na Tribuna da Imprensa]

Especialistas alertam que juros altos demais também pressionam inflação.[O Globo, 21.mar]

Política anticíclica mantém superávit de 4,25%
Já é questão fechada. O governo implantará o sistema anticíclico e o novo modelo deve ser enviado no final do próximo mês ao Congresso Nacional no bojo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), conforme o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Ao contrário do que muitos defendem, o arrocho fiscal continuará. Isso porque o centro do percentual anticíclico será de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Pode ser um pouco menos ou um pouco mais de acordo com o PIB potencial, mas, na média, será de 4,25%", afirma Appy, explicando que esse percentual é necessário para que a relação entre dívida pública e PIB seja reduzida nos médios e longos prazos. A idéia é fazer com que essa relação caia para menos de 50%, ante os aproximadamente 58% atuais..[JB, 19.mar]

Dívida cambial é a menor da História, mas cresceu R$ 6 bilhões
A dívida pública corrigida pelo câmbio atingiu 19,02% em fevereiro, o nível mais baixo desde dezembro de 1999, segundo dados divulgados ontem. O perfil do endividamento brasileiro está melhorando, apesar do crescimento do débito em R$ 6 bilhões (mais 0,78%), que passou de R$ 737,34 bilhões para R$ 743,15 bilhões..[OESP, O Globo, 18.mar]

BC faz corte mínimo nos juros básicos
Após ter mantido os juros inalterados em janeiro e fevereiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central baixou a taxa básica da economia em 0,25 ponto percentual, de 16,5% ao ano para 16,25%. A queda surpreendeu o mercado, que previa a manutenção dos juros em 16,5%. Segundo o BC, a decisão foi tomada "tendo em vista indicações de redução do risco de desvio da inflação em relação às metas".

A meta da inflação para 2004 é de 5,5%, com margem de 2,5 pontos percentuais. Na reunião de fevereiro, o BC indicou que manteria sua política devido à "possibilidade concreta" de não-cumprimento da meta. O IPCA, índice oficial de inflação, foi de 0,61% em fevereiro, abaixo dos 0,76% de janeiro. Mas o IGP-DI de fevereiro apontou alta no atacado. A nova taxa de juros é a menor desde de abril de 2001.

A taxa do BC serve como referência. A praticada por bancos e financeiras é maior. A média cobrada nos empréstimos a pessoas físicas deve passar a ser de 140,85% ao ano. Nos crediários, de 103,05%. A redução nos juros foi bem recebida por empresários, economistas e sindicalistas, mas considerada insuficiente para recolocar o país no caminho do crescimento. Para a Fiesp, o corte foi "simbólico"..[FSP, 18.mar]

Mais um ministro ataca juros altos
Dois dias depois de o presidente Lula recomendar aos ministros que evitem críticas à política econômica, o titular do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, somou-se ao novo colega dos Transportes, Alfredo Nascimento, e condenou os juros altos. Furlan alega que as atuais taxas não solucionam problemas inflacionários. "Se o país quer uma política desenvolvimentista é preciso analisar o poder aquisitivo do consumidor, a capacidade de produzir para competir e financiar o crescimento e o consumo", defendeu o ministro..[JB, 17.mar]

Enquanto isso... Nos EUA, juros de 1% ao ano

Brasil e Argentina unidos contra o FMI

A diretora-gerente em exercício do Fundo Monetário Internacional, Anne Krueger, acusou o governo argentino de "tentativa de chantagem" ao ameaçar o calote na véspera de pagar dívida de US$ 3,1 bilhões. No Rio, os presidentes do Brasil e Argentina, Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner, divulgaram documento em que cobram prioridade para o crescimento nas negociações com organismos multinacionais, como o FMI...JB; O Globo; FSP; 17/03

O presidente Lula jantou ontem com seu colega argentino, Néstor Kirchner, num hotel da Zona Sul do Rio. Sobre a mesa, o aprofundamento das relações entre os dois países e propostas de mudanças na estrutura dos acordos com o Fundo Monetário Internacional. Os debates prosseguem até a assinatura de uma declaração conjunta...O Globo 16/03

Déficit em conta corrente dos EUA é recorde
O déficit dos EUA em suas transações comerciais e financeiras com o exterior bateu um recorde histórico no ano passado. O saldo em conta corrente do país ficou negativo em US$ 541,8 bilhões, o pior resultado já registrado. Em 2002, o país já havia registrado um expressivo déficit de US$ 480,9 bilhões. A deterioração nas contas externas reflete uma compra cada vez maior de produtos importados pelos americanos, ao passo que as exportações avançam de maneira mais lenta..[FSP, 13.mar]

Deputados questionam versão de Levy sobre superávit primário
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, passou momentos de aperto ontem, ao avaliar o cumprimento da meta de superávit primário no fechamento contábil do ano passado, para os membros da Comissão Mista de Orçamento. Ao desposar a tese de que o superávit primário de 4,25% do PIB, estabelecido pelo governo em acordo com o FMI, não é impedimento para o crescimento econômico, Levy ouviu não só as previsíveis críticas da oposição, mas também outras vindas de parlamentares governistas...Diário Vermelho, 11/03

Juro atual não barra expansão, diz BC
Declarações do presidente do Banco Central sobre a taxa de juros, o pequeno crescimento da produção industrial e a aceleração dos preços no atacado, medida pelo IGP-M, fizeram a Bolsa de São Paulo cair 4,43%, o dólar ultrapassar os R$ 2,90, e o risco-país subir 3,2%. Henrique Meirelles disse em Nova York que a taxa de 16,5% ao ano é "consistente com o crescimento" e que a estabilidade nos preços é precondição para isso. O mercado entendeu que a taxa de juros será mantida agora e viu reduzidas as chances de que caia em abril.

Pesquisa do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostra que os setores de química, petroquímica, bens de capital, madeira e móveis, autopeças e cimento faturaram no primeiro bimestre menos do que em igual período de 2003. Líderes de 35 grupos industriais manifestaram frustração com o desempenho da economia. "Os juros não caíram, as vendas não subiram e os custos aumentaram. Os empresários estão de novo desmotivados", diz Julio Gomes de Almeida, do Iedi..[FSP, 11.mar]

FMI cede à pressão da Argentina

O governo argentino pagou ontem a parcela de US$ 3,1 bilhões devida ao Fundo Monetário Internacional, depois de ameaças de calote. Em troca, o FMI devolverá o dinheiro ao Banco Central argentino e aprovará uma segunda revisão do acordo em vigor desde setembro. O novo texto exclui a exigência dos credores privados, com quem o país tem, desde 2001, dívida não paga de US$ 88 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reivindica a mudança das exigências do Fundo e a liberação de recursos para investimento em infra-estrutura, felicitou, por telefone, o colega argentino...JB; O Globo; OESP; Correio Braziliense; FSP; 10/03

Versão

Chamou atenção ontem a manchete do "Estado de S. Paulo", principal porta-voz dos interesses norte-americanos no Brasil. "Argentina recua e paga dívida com FMI", alardeou o jornal, dizendo que "o presidente Néstor Kirchner mandou pagar parcela de US$ 3,1 bilhões após conversa telefônica com a diretora Anne Krueger". Muito criativa essa versão do "Estado". Na verdade, ocorreu exatamente o contrário. Foi o FMI que cedeu. E quem telefonou para Kirchner foi Anne Krueger, e não o contrário...Mauro Braga, Tribuna da Imprensa, 11/03

Inflação em baixa reforça pressão por queda de juros

O custo de vida registrou deflação (queda generalizada de preços) de 0,18% em São Paulo no mês de fevereiro, enquanto a inflação do carioca caiu de 1,22% para 0,15%. Os resultados, divulgados ontem pelo Dieese e pela FGV, levam analistas a cobrar do BC a queda dos juros, sob risco de o crescimento de 2004 ficar comprometido. Relatório do Unibanco mostra que, desde 1995, a economia brasileira cresceu apenas 2,2% ao ano. Apesar de pressões políticas feitas até pelo PT, o governo manteve na proposta do PPA a meta de superávit primário de 4,25%. O secretário Márcio Pochmann, da prefeitura petista de São Paulo, disse que o desemprego no país é uma catástrofe..[O Globo, 09.mar]

Lista de candidatos a chefe do FMI inclui Malan
A “The Economist”, a revista inglesa que é considerada a “bíblia” da economia mundial, lançou ontem a candidatura de Pedro Malan para o FMI. Já tem gaiato dizendo que, não tarda, Lula terá de fazer churrasco para o ex-ministro de FH. Faz sentido...Ancelmo Gois e O Globo, 06/03

Kirchner: dívida só será paga se Argentina crescer..O Globo, 03/03

Argentina elogia Lula e apóia negociação conjunta com FMI
Telefonema de Lula para Bush foi considerado pela imprensa e pelo governo da Argentina como um primeiro gesto concreto para a construção de uma estratégia de ação conjunta com o Brasil nas negociações com o FMI...Carta Maior, 03/03

Kirchner: dívida só será paga se Argentina crescer.[O Globo, 03.mar]

Kirchner defende moratória
Presidente da Argentina diz que não pagará dívida com a fome e a exclusão do povo...Jornal do Brasil, 02/03

Endividamento real é de 62% do PIB, mostra estudo

A dívida pública pode ser bem maior do que o governo apresenta. Dissertação de mestrado do economista Otavio Ladeira de Medeiros, da Universidade de Brasília (UNB), apresentada em agosto, mostra que são considerados nos cálculos da dívida alguns ativos que não podem ser utilizados para seu abatimento. Segundo Medeiros, a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas geradas no país) subiria pelo menos sete pontos percentuais se fosse alterada a forma de sua contabilização...Jornal do Brasil, 01/03

Banco estrangeiro ganha mais no Brasil
Rentabilidade de filiais no país é até três vezes superior à da matriz, graças aos juros altos, mostra estudo da ABM Consulting...Jornal do Brasil, 01/03

Governo poupa R$ 6,9 bi, mas dívida cresce de novo.[28.fev]

BC diz que é preciso ter mais cautela com os juros.[27.fev]

Manutenção dos juros pode comprometer crescimento

Teme-se que o conservadorismo do BC postergue e até reduza o crescimento deste ano e comprometa o de 2005..[Folha de S. Paulo, 24.fev.2004]

Dia 23/2/2004: Taxa de juros inviabiliza mais crédito, diz Febraban

O aumento da carteira de crédito dos bancos depende, segundo Roberto Luis Troster - economista-chefe da Febraban há três anos -, da redução dos compulsórios, de mudanças na legislação tributária e até das conseqüências "prejudiciais" da política de empréstimos direcionados..[Agência Carta Maior]

Dia 20/2/2004: Mensalidade escolar puxa a inflação

Fortemente influenciado pelos reajustes das mensalidades escolares, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), uma prévia do índice fechado medido pelo IBGE e usado no sistema de metas de inflação do governo, subiu para 0,90% em fevereiro, contra 0,68% de janeiro. A taxa é a maior desde abril de 2003, quando o IPCA-15 foi de 1,14%. No ano, a taxa acumula alta de 1,59%, já consumindo 28% da meta de inflação de 2004, de 5,5%..[O Globo]

Dia 19/2/2004: BC mantém juros e nem explica

Dia 18/2/2004: Juros brasileiros entre os mais altos do mundo

A taxa de juro real média projetada dos 18 países emergentes que compõem o estudo é de 3,5% enquanto a do Brasil é de 10,2%..[Jornal do Brasil]

Dia 17/2/2004: Lula critica as políticas do FMI

"O FMI não pode ter uma única receita para o desenvolvimento dos países pobres, que é o ajuste fiscal duro, muitas vezes não permitindo que os países cresçam", disse Lula, em videoconferência..[via JB].[via O Globo]

Dia 16/2/2004: Argentinos apóiam o calote de 75% da dívida

Dia 13/2/2004: Acordo com o FMI permite que saneamento seja poupado em bloqueio

Dia 13/2/2004: FMI: Brasil tem política de juros ''sensata''

Dia 12/2/2004: Bancos sobem juros apesar de o BC manter estável

Dia 11/2/2004: Brasil é 4º colocado em gastos com juros

Dia 6/2/2004: Governo prevê dívida acima de R$ 1 trilhão

O governo trabalha com a expectativa de que sua dívida no mercado aumente em termos reais durante este ano, quando deverá superar R$ 1 trilhão. Além disso, está programando uma redução da dívida externa renegociada até 1994.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado ontem pelo Tesouro Nacional, o total da dívida (interna e externa) deve subir de R$ 965,8 bilhões em 2003 para algo entre R$ 1,080 trilhão e R$ 1,150 trilhão em 2004, dependendo do cenário mais ou menos otimista que for utilizado.

As metas de superávit primário (receitas menos despesas, exceto pagamento de juros) fixadas pelo governo tem justamente o objetivo de reduzir a dívida pública. Mas a dívida em mercado, que é a maior parte da dívida total, depende de outras condições para ser reduzida em relação ao PIB. Uma delas é o excesso ou não de dinheiro no mercado..[Folha de S. Paulo]

Dia 6/2/2004: Zona do euro mantém juros em 2%

Dia 6/2/2004: Tarifas de celular sobem

Dia 6/2/2004: Gás aumenta 4,5% por causa da Cofins

Dia 6/2/2004: Alimentos e mensalidades sobem e puxam inflação no Rio em janeiro

Dia 5/2/2004: Inflação de 0,65% faz Fipe criticar BC

Dia 4/2/2004: Criatividade

Criatividade I. Para justificar os juros altos e seguir permitindo que os aplicadores (leia-se, instituições financeiras) continuem dilapidando a economia do País, Meirelles e sua equipe econômica demonstram uma criatividade invulgar. Recentemente inventaram um tal "refluxo inflacionário", expressão desconhecida na economia internacional.

Criatividade II. Segundo a equipe de Meirelles, o tal "refluxo inflacionário" ocorreria quando "a capacidade produtiva da indústria estivesse sendo utilizada ao máximo, em algum momento antes do desejado, fazendo com que ocorresse escassez de determinados produtos, provocando inflação". Realmente, é muita criatividade. Antigamente, essa situação era denominada simplesmente como "inflação de demanda". É por isso que Meirelles sempre precisa de tradução simultânea. [Tradução Simultânea, Mauro Braga, 4 de fevereiro, 2004]

Armadilha de estagnação

Dia 29/1/2004. Por obra e graça dessa montagem, instituída por mero decreto presidencial (Decreto 3.088, de junho de 1999) e regulamentada por simples circulares e resoluções do Banco Central, o BC/Copom não arca com qualquer custo se, por exemplo, acertando a meta de inflação, demolir a economia. A coisa funciona mais ou menos como uma empresa em que o presidente determina que a diretoria aumente a participação dela no mercado, sem impor restrições ou metas complementares. Não seria difícil ganhar o prêmio de executivo do ano se ninguém se importasse com os custos e, em conseqüência, com os potenciais prejuízos das estratégias para ganhar mercado.

(...) Esse é o ponto que se pretende destacar: o BC/Copom brasileiro persegue a meta de inflação, como a empresa que busca aumentar sua participação no mercado, sem se preocupar com o crescimento da economia. E, exatamente como a empresa que, para o êxito da estratégia de ganhar mercado, contrai dívidas e amarga prejuízos que podem levá-la à falência, joga a economia numa armadilha de estagnação. [José Paulo Kupfer, NoMínimo]

Virada do crédito atrasa e bancos mantêm spread

Dia 28/1/2004. Todo o esforço do governo Lula para aumentar e baratear o crédito acabou praticamente sem resultado em 2003. O valor nominal das operações de crédito cresceu apenas 8,7% no ano passado, de R$ 378,3 bilhões no fim de 2002 para R$ 411,4 bilhões em dezembro de 2003. Em termos reais, descontando inflação e juros, o crédito encolheu. O spread (diferença entre a taxa de captação e a de repasse) caiu apenas 1,1 ponto no ano, de 31,1% para 30%. [Valor Econômico]

Bancos mantém taxas, apesar de redução dos juros

Dia 28/1/2004. A taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos recuou, em 2003, menos do que a taxa básica do país. Relatório do Banco Central divulgado ontem mostra que, em dezembro, as instituições financeiras cobravam 45,8% ao ano de seus clientes. O índice é apenas 5,1% inferior aos praticados em dezembro de 2002. No mesmo período, a taxa de juros oficial baixou 8,5 pontos percentuais. Para o correntista comum, as taxas médias foram mais altas, na casa dos 66,6%, chegando a 144,6% no cheque especial..[JB]

BC mantém maior juro real do mundo

Dia 22/1/2004. O Banco Central surpreendeu e na primeira reunião de 2004 de seu Comitê de Política Monetária manteve a taxa básica de juros em 16,5% ao ano. Foi a primeira vez desde junho que o BC não reduz a taxa. Com a decisão, o Brasil segue no topo do ranking de países com os maiores juros reais, descontada a inflação. A taxa brasileira é de 9,95%. Atrás vem Hungria, com 8,6%.

Em nota, o BC afirma que manteve os juros porque "os efeitos do corte de dez pontos percentuais nos últimos meses ainda não se refletiram integralmente na economia". A decisão contraria o discurso político do governo Lula, que elegeu a reativação da economia e a geração de empregos como prioridades do ano. Em tese, juros mais baixos estimulam o consumo e os investimentos das empresas, gerando crescimento econômico. A taxa do BC serve de referência. Bancos e financeiras cobram mais. No cheque especial, a taxa média é de 170%..[FSP]

Copom surpreende e mantém a taxa básica de juros em 16,5% ao ano

Dia 21/1/2004. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros em 16,50% ao ano na primeira reunião do colegiado em 2004. A medida vai contra as apostas do mercado financeiro, que esperavam um corte de pelo menos 0,5 ponto percentual.

FMI cede à pressão dos movimentos sociais, diz Stiglitz

Falando a mais de 3.000 pessoas no Fórum Social Mundial, em Mumbai, o prêmio Nobel de Economia fez novo alerta contra a liberalização defendida pelo Fundo e disse que a resistência dos movimentos sociais está obrigando o FMI a ceder...Agência Carta Maior, 19/1/2004

Dívida interna cresce, mas fica mais fácil de ser paga

Dia 15/1/2004. O governo conseguiu obter em 2003 uma melhora significativa no perfil da dívida mobiliária federal interna, apesar do aumento de 17,4% no saldo, que fechou o ano em R$ 731 bilhões. A participação de títulos com rendimento prefixado, considerados mais adequados para a administração da dívida, subiu de 2,2%, em 2002, para 12,5% em 2003.

O governo também conseguiu reduzir a parcela de títulos corrigidos pela variação do dólar, que caiu de 22,4% para 10,8%. Outra melhora ocorreu no prazo dos papéis: embora de 2002 para 2003 o prazo médio tenha caído de 33,2 para 31,3 meses, a parcela da dívida de curto prazo - aquela com vencimento em até 12 meses - ficou menor, caindo de 41,1% para 35,3% do total. (OESP, pág. 1 e B1)

Kirchner critica pressões do Fundo Monetário

Dia 14/1/2004. O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, criticou as pressões do Fundo Monetário Internacional para que o seu país cumpra as metas que tolheriam o crescimento econômico. Ele igualmente criticou os modelos de negociação comercial que somente tenderiam, em seu ponto de vista, a aumentar as assimetrias econômicas e sociais dos países envolvidos. (OESP)

FMI admite novo cálculo para superávit fiscal

Dia 14/1/2004. O Fundo Monetário Internacional anunciou ontem, pela voz de seu diretor-gerente, Horst Köhler, que vai retirar dos cálculos de déficit público os investimentos em infra-estrutura de empresas públicas, desde que tenham "finalidades comerciais" (ou seja, visem obter retorno, em vez de fazer investimentos a fundo perdido).

A decisão atende antiga reivindicação do governo brasileiro, originalmente lançada durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002): investimento em infra-estrutura não é necessariamente gasto público, porque se o poder público constrói, por exemplo, uma hidrelétrica, gasta dinheiro, gera déficit, mas, com o tempo, o dinheiro retorna, na forma da cobrança de tarifas. via Folha; via OESP

Governo muda cálculo da inflação

Dia 11/1/2004. O IPCA, principal índice de inflação em vigor no país, por interferir diretamente nas taxas de juros, vai acabar em 2006. Será substituído por outro menos restrito, ainda em estudo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística há um ano. Diferentemente do IPCA, que acompanha a evolução dos custos em apenas 11 regiões metropolitanas, o novo indicador levantará dados em todo país, incluindo zonas rurais. Antes de promovida a mudança, a composição da cesta de consumo, base de ponderação do índice, terá de sofrer alterações. O IBGE também examina, em parceria com entidades do Chile e de países do Mercosul, a possibilidade de um índice de inflação comum, a ser adotado ainda neste ano. (Jornal do Brasil, pág. 1 e A25)

Argentina reafirma que não cederá às novas pressões do FMI

Dia 3/1/2004. O governo argentino voltou a afirmar ontem que "nada o fará revisar" o acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em setembro do ano passado. A afirmação foi feita pelo chefe-de-gabinete do presidente Néstor Kirchner, Alberto Fernández, em resposta aos comentários de que o Fundo estaria pressionando o país para reprogramar o pagamento de sua dívida com organismos multilaterais de crédito, como o próprio Fundo, o Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Fernández afirmou que "não é factível" neste momento promover mudanças na carta assinada com o FMI. "Primeiro, a Argentina precisa impulsionar o desenvolvimento interno", afirmou. "No externo, a Argentina deverá cumprir com o que se comprometeu. Os organismos internacionais devem fazer o mesmo", afirmou. O chefe de gabinete insistiu que qualquer eventual acordo que se assine com algum organismo internacional de crédito seguirá a mesmo lógica do já assinado com o FMI: garantir um acordo que favoreça o desenvolvimento da Argentina. [tribuna da imprensa]

Entre ostras e vinho, Palocci explica ao PT acordo com FMI

Agência Carta Maior, 7 de novembro