são
paulo
Entidade lança
nota de repúdio por injustiça no Massacre de Carandiru
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Da
redação, 19/2/2006
O
Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo lançou uma nota na
última quarta (15/2) lamentando a decisão do Tribunal de
Justiça de São Paulo de considerar nulo o júri que
condenou o coronel da PM que comandou a invasão e o massacre do
Carandiru, em 1992. “Foram 515 tiros que mataram 103 presos, a maioria
em suas próprias celas. Outros oito foram mortos com perfurações
pelo corpo. A perícia concluiu que os presos morreram ajoelhados
ou deitados – o que demonstra que foram humilhados e estavam indefesos.
O argumento do ‘cumprimento do dever’, portanto, não se sustenta,
já que o dever de todo policial é preservar a vida, e não
o contrário”, registra a nota.
Na próxima
segunda-feira, dia 20 de fevereiro, às 15 horas, nas escadarias
da Catedral da Sé, será realizado um ato público de
repúdio à impunidade no Massacre do Carandiru e de todos
os massacres que, no Brasil, são sinônimos de impunidade.
Estarão presentes no ato o Pe. Julio Lancelotti, representantes
da Pastoral Carcerária, Tortura Nunca Mais, ACAT, além de
sobreviventes e parentes das vítimas do massacre. Mais informações
no CONDEPE: (11) 3105-1693.
Leia na
íntegra a nota do ‘Tortura Nunca Mais/SP’, abaixo:
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São
Paulo, 15 de fevereiro de 2006.
O GRUPO
TORTURA NUNCA MAIS-SP sente-se ultrajado com a decisão do
Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São
Paulo, de considerar nulo o júri que condenou o coronel da PM que
comandou a invasão e o massacre do Carandiru, crime que chocou o
Brasil e o mundo todo, ocorrido em 1992.
O argumento
do “estrito dever legal” não livrou da condenação
nem os oficiais que comandavam os campos de concentração
nazistas.
Foram
515 tiros que mataram 103 presos, a maioria em suas próprias
celas. Outros oito foram mortos com perfurações pelo
corpo. A perícia concluiu que os presos morreram ajoelhados ou deitados
– o que demonstra que foram humilhados e estavam indefesos. O argumento
do “cumprimento do dever”, portanto, não se sustenta, já
que o dever de todo policial é preservar a vida, e não o
contrário. O bom senso indica que era possível agir de outra
forma, ao contrário do que foi considerado para anulação
da sentença anterior.
Lamentamos
também que, embora o Ministério Público de São
Paulo tenha denunciado 88 policiais militares pelo mesmo crime, nenhum
deles tenha ido a julgamento ainda.
GRUPO
TORTURA NUNCA MAIS DE SÃO PAULO
PELA VIDA,
PELA PAZ
TORTURA
NUNCA MAIS
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