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Vice Al Gore tem ações de empresa de petróleo acusada de ocupar terras habitadas por indígenas ------------------------------------------
Na quarta-feira 16, o presidente Bill Clinton aprovou a liberação de US$ 1,3 bilhão para o Plano Colômbia, teoricamente para combater o narcotráfico. A maior parte do dinheiro servirá para impulsionar a escalada militar que começará em Putumayo, Sul do país, região dominada pela guerrilha, tão rica em plantação de coca como promissora na produção de petróleo. Na semana passada, o imbróglio colombiano ingressou na seara da campanha presidencial americana. Na convenção do Partido Democrata, em Los Angeles, na sexta-feira 18, quando sua candidatura a presidente foi oficializada, Al Gore foi alvo de um protesto organizado por colombianos. Motivo: o vice-presidente dos EUA, que se diz um defensor do meio ambiente, é um dos acionistas da Occidental Petroleum Corporation, multinacional acusada de ter ocupado terras habitadas há quase três mil anos pelos índios colombianos u’wa, que hoje somam cerca de cinco mil pessoas. Para os u’wa, o petróleo tem um significado místico: é o sangue materno. Para defender os interesses da Occidental Petroleum, o governo de Andrés Pastrana deslocou, em janeiro, o Exército e a polícia para o Bloco Samoré, região Nordeste do país, onde a empresa começou as obras para iniciar os trabalhos de prospecção de petróleo. Em várias ações de força, que resultaram no desaparecimento de nove pessoas, os índios foram desalojados de parte de seu território. O site
da companhia na internet [www.oxy.com], que não faz menção
ao conflito, informa que a produção de sua área de
exploração de Caño Limón vem caindo e por isso
está se preparando agora para explorar a área do Bloco Samoré.
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