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Decisão apressada pode deixar de fora interesse social, avalia conselheiro ------------------------------------------
Para Gindre, os debatedores devem se concentrar, neste momento, “não na definição de um sistema tecnológico, mas sim no debate com a sociedade civil sobre o futuro papel econômico, social, cultural e político que terá a TV digital e quais as suas conseqüências para a construção da democracia brasileira”. Interesses privados O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino, foi outro que se mostrou contrário à definição imediata do padrão de TV digital no País. O jornalista pediu que a decisão aguarde as conclusões das pesquisas sobre TV digital que estão sendo realizadas em universidades brasileiras. Além disso, para ele, é temerário atender “os interesses imediatistas do mercado em detrimento dos interesses nacionais no desenvolvimento tecnológico”. Por sua vez, o coordenador geral do Fórum Nacional pela Democratização da Informação (FNDC), Celso Schröeder, pediu que a decisão sobre a escolha da nova tecnologia seja adiada e criticou a postura da Abert de concentrar os debates em aspectos técnicos. Para ele, as discussões aconteceram em fórum privilegiado, monopolizado pelas emissoras, sem nenhuma participação da opinião pública. “É decisiva a entrada do Parlamento nos debates, pois assim se pode garantir que a sociedade civil em geral - por meio de seus representantes - possa participar.” Para Schröeder,
a escolha da nova tecnologia implica a inclusão social e a democratização
da informação, razão pela qual não pode se
dar apressadamente. O representante do FNDC ressaltou que uma decisão
neste momento refletiria o monopólio das emissoras e de setores
do governo na condução dos debates, privilegiando interesses
particulares em detrimento do interesse público.
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