.Agência
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Editoria:
MEIO AMBIENTE
Terras
Indígenas impedem destruição de florestas
Estudo
da Coordenação das Organizações Indígenas
da Amazônia Brasileira comprova que Terras Indígenas conservam
a biodiversidade em quase 3,5 milhões de hectares de florestas
As Terras
Indígenas funcionam como barreiras ao desmatamento na Amazônia,
impedindo a destruição de quase 3,5 milhões de hectares
de florestas. Em efeito, 74% das Terras Indígenas possuem taxas
de desflorestamento menores do que as áreas do entorno. As informações
constam no “Diagnóstico sobre Terras Indígenas Ameaçadas
na Amazônia”, realizado pela Coordenação das Organizações
Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), através de
seu Departamento Etnoambiental, e que a organização divulga
nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, às 10 horas, no escritorio
da Coiab em Brasília (SRTV/S – Edifício Centro Empresarial
Assis Chateaubriand, Quadra 701 – Conj. 01 – Bl. 01, nº 38 -
SLJ 21 / 22 - Brasília).
O diagnóstico,
realizado em parceria com a organização não governamental
Instituto de Conservação Ambiental (TNC), aponta ainda que
enquanto a taxa de desmatamento nas Unidades de conservação
federais é de 1,52%, nas Terras Indígenas esse total baixa
para 1,10%. Dessa forma, apesar de receberem uma quantia muito menor de
recursos para a sua preservação, o papel das Terras Indígenas
em proteger a floresta é notório: abrigam 90 milhões
de hectares, contra 65 milhões das Unidades de Conservação
Federais.
O estudo
desenvolveu um modelo que permite visualizar qual seria o desmatamento
esperado dentro dos territórios indígenas caso eles mantivessem
o mesmo padrão de desenvolvimento da região. A diferença
entre o cenário com e sem Terras Indígenas gera um saldo
positivo de 3,5 milhões de hectares de florestas protegidas. Os
padrões do estudo consideram os elementos que mais contribuem para
o desmatamento tais como: presença de estrada asfaltada e de terra,
acesso fluvial, densidade populacional e desmatamento consolidado.
Estratégia
para proteger amazônia
Segundo
o coordenador geral da Coiab, Jecinaldo Barbosa Cabral, o levantamento
feito pela Coiab, com o apoio da TNC, demonstra para o Governo e a Sociedade
Brasileira o quanto as Terras Indígenas são estratégicas
para a Proteção da Amazônia. “O diagnóstico
apresenta dados concretos sobre as ameaças que cercam as Terras
Indígenas, tanto com relação à degradação
ambiental, a exploração descontrolada e ilegal dos recursos
naturais e da biodiversidade, como a respeito dos riscos de descaracterização
sócio-cultural dos povos indígenas que milenarmente preservaram
o seu entorno”, afirma Jecinaldo.
Para Ana
Cristina Barros, Representante Nacional da TNC no Brasil, “existem indicativos
de que essa situação favorável, proporcionada pela
presença dos índios na floresta, pode se inverter caso não
haja apoio para que esse modelo de utilização se mantenha”.
Para a TNC está claro que as terras indígenas não
vão se sustentar por muito tempo como ferramentas de proteção
eficiente da biodiversidade se não houver maior apoio para seu manejo.
“As Terras Indígenas pequenas em regiões de forte pressão
ambiental
— próximas
a cidades ou estradas
— já
têm uma situação muito menos favorável que TIs
maiores”, exemplifica Ana Cristina.
O diagnóstico,
realizado durante 18 meses por técnicos e cientistas da COIAB e
da TNC, combinou imagens de satélite com inúmeras entrevistas
realizadas pela COIAB junto às lideranças indígenas,
o que confere um caráter inovador e distinto à iniciativa.
O “Diagnóstico sobre Terras Indígenas Ameaçadas na
Amazônia” contribui para a discussão sobre o direcionamento
de recursos financeiros com a finalidade de conservação ambiental
nas Terras Indígenas, bem como do atual modelo de políticas
públicas frente ao assunto.
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Fonte:
Coordenação das Organizações Indígenas
da Amazônia Brasileira — Coiab
e Instituto de Conservação Ambiental
— TNC
Fechamento:
14/02/2006 - 22h30
Contatos:
Pela Coiab - Jecinaldo Barbosa Cabral: (92) 8141-0643; João Neves
- (92) 8134-1688 / Pela TNC - Ana Cristina Barros: (61) 9968-6160; Janine
Saponara: (11) 2165-2262 /8151-3400.
Ref.
http://www.consciencia.net/2006/0214-florestas.html
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