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Revista Veja: a
solução é não assinar
Por “Manipulação
da Informação”, 19/1/2006
Na semana
de 11 de janeiro deste ano a revista Veja publicou uma matéria intitulada
“A solução é derrubar”, assinada pela repórter
Camila Antunes, defendendo o processo de higienização em
curso no centro de São Paulo. “A ruína do centro paulistano
é tamanha que só há uma maneira de resolver o problema:
a demolição pura e simples de boa parte dele”, afirma a repórter.
Ela se refere à desapropriação e demolição
de 750 imóveis que ocupam uma área de 105 mil m2 (15 quarteirões)
do bairro da Luz, região central de São Paulo, ignorando
que ali moram pessoas.
Classificando
genericamente todos os moradores e as moradoras destes imóveis como
“traficantes, viciados, prostitutas e ladrões”, entendendo estes
como sub-humanos, a repórter afirma com toda a tranqüilidade:
“Como não tem dinheiro em caixa para tocar a idéia, a prefeitura
paulistana recorreu a uma peculiar engenharia financeira para reformar
o centro. As desapropriações só serão pagas
depois que o dinheiro arrecadado com a venda dos terrenos entrar no caixa
municipal. Ou seja, depois que os atuais ocupantes [leia-se moradores,
legalmente, entre proprietários e locatários] dos imóveis
já estiverem na rua”.
Pessoas
que consideraram a reportagem de Camila Antunes irresponsável e
reacionária estão se organizando para começar a campanha
“Veja: a solução é não assinar”, contra a compra
e a assinatura da revista. Em 2003 um grupo de gaúchos reunidos
no jornal Zero Fora fez uma forte campanha contra a assinatura do jornal
Zero Hora, do grupo RBS, gerando o cancelamento de mais de 25 mil assinaturas
deste jornal. []