manifesto
‘Eu defendo a paz e a justiça’
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Ezequiel Adamovsky, Vittorio Agnoletto, Michael Albert, Tariq Ali, Patrick Bond, Leslie Cagan, Noam Chomsky, Bill Fletcher, Eduardo Galeano, Susan George, Marta Harnecker, Boris Kagarlitsky, Subcomandante Marcos, George Monbiot, Suren Moodlar, Hector Mondragon, Tanya Reinhart, Carola Reintjes, Arundhati Roy, Lydia Sargent, Howard Zinn e muitos outros assinam o manifesto ‘Eu defendo a paz e a justiça’ e encorajam outras a conseguir adesões. Leia o texto, a seguir.
“Eu defendo a paz e a justiça

Eu defendo a democracia e a autonomia. Eu não creio que os EUA ou qualquer outro país devam ignorar a vontade popular e violar e enfraquecer a lei internacional buscando abusar e comprar votos no Conselho de Segurança.

Eu defendo o internacionalismo. Eu me oponho a qualquer nação espalhar uma rede crescente de bases militares pelo mundo e produzir um arsenal sem paralelo no mundo.

Eu defendo a igualdade. Eu não creio que os EUA ou qualquer outro país devam construir um império. Eu não creio que os EUA devam controlar o petróleo do Oriente Médio em nome das empresas americanas e com o objetivo de controlar politicamente outros países.

Eu defendo a liberdade. Eu me oponho a regimes brutais no Iraque e em outros lugares, mas também me oponho à nova doutrina de "guerra preventiva" que garante um conflito permanente e muito perigoso e que é o motivo pelo qual os EUA são agora considerados a maior ameaça à paz em boa parte do mundo. Eu defendo uma política externa democrática que apoie a oposição popular ao imperialismo, à ditadura e ao fundamentalismo político em todas as suas formas.

Eu defendo a solidariedade. Eu defendo e junto-me aos pobres e aos excluídos. Apesar da desinformação em massa, milhões de pessoas se opõem a uma guerra injusta, ilegal e imoral e quero somar minha voz a delas. Eu defendo isto junto a líderes morais em todo o mundo, aos trabalhadores de todo o mundo e à enorme maioria dos povos de países em todo o mundo.

Eu defendo a diversidade. Eu defendo um fim ao racismo direcionado aos imigrantes e às pessoas de cor. Eu defendo um fim à repressão interna e no exterior.

Eu defendo a paz. Eu me oponho a esta guerra e às condições, mentalidades e instituições que disseminam e alimentam a guerra e a injustiça.

Eu defendo a sustentabilidade. Eu me oponho à destruição de florestas, do solo, da água, dos recursos ambientais e da biodiversidade da qual toda vida depende.

Eu defendo a justiça. Eu me oponho às instituições culturais, políticas e econômicas que promovem uma mentalidade de competição mesquinha, enormes desigualdades econômicas e de poder, dominação das empresas ao ponto do trabalho escravo e o racismo e hierarquias sexuais e de gênero.

Eu defendo uma política que redireciona o dinheiro utilizado na guerra e nos gastos militares para proporcionar serviços de saúde, educação, moradia e empregos.

Eu defendo um mundo cujas instituições políticas, econômicas e sociais fomentem a solidariedade, promovam a igualdade, maximizem a participação, celebrem a diversidade e encorajem a democracia plena.

Eu defendo a paz e a justiça e, mais, eu me comprometo a trabalhar pela paz e pela justiça.”

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Fonte: http://www.zmag.org/wspj/index.cfm?language=por

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