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furnas
Pau que bate em Chico não bate em Francisco (no Brasil) ------------------------------------------
Como você tocou no assunto, publicamente, te passo relatório de caixa dois organizado por Dimas Fabiano Toledo, na estatal Furnas, para as eleições de 2002. O documento foi entregue ao Delegado Federal em Brasília Dr. Zampronha. Eu mesmo fiz a denúncia eletrônica ao Ministério Público Federal e a Controladoria Geral Da União, após receber a minha cópia. A seguir apresento-lhe detalhes e origem do documento: 1 - O que faz e representa Dimas Fabiano Toledo? Dimas Toledo é relacionado com o governador Aécio Neves. Aécio cobrou de Lula a manutenção de Dimas Fabiano Toledo, na diretoria de Furnas, como o nome de Minas. Ao mesmo tempo, Itamar Franco também exigia o controle político sobre Furnas, com outros nomes. Prevaleceu o desejo do Governador e Itamar ficou possesso. A disputa pelo cargo, freqüentou a imprensa mineira. Dimas é conhecido pelas suas relações com as empreiteiras. Ele ocupou, por anos, a diretoria de obras de Furnas e há muito é tido como arrecadador de recursos financeiros nas eleições. Para ser sincero, não há como duvidar, o nexo é forte. A surpresa seria se Dimas não fosse instrumento de caixa dois. Ele comandava a diretoria de obras de Furnas, que tem entre suas incumbências realizar: as medições de serviços, a verificação da qualidade do material empregado e o acompanhamento da execução correta do projeto de todas as obras novas e da manutenção de Furnas. Enfim, as suas decisões condicionam os milionários pagamentos das empreiteiras. É por isto que a ocupação do cargo é muito disputada. Neste tipo de trabalho é fácil ocorrer propina e a formação de caixa dois. O difícil é provar e temos uma porta entreaberta nesta cópia de relatório. O que está nele apontado é factível e apresenta uma linha clara de investigação. 2 - É relevante saber que: O relatório apareceu das mãos de Nilton Monteiro, conhecido lobista mineiro. Por duas vezes ele já mostrou que os documentos que consegue são sólidos. Foi o autor, em 2001, de acusações documentadas de irregularidades no governo do Estado do Espírito Santo, então sob controle do PSDB. Ficou comprovada a corrupção no governo capixaba. E agora, com os documentos que comprovam o caixa dois e corrupção de Eduardo Azeredo e seu vice (PSDB/PFL), que foram levados por ele à polícia Federal em Brasília e tiveram a sua autenticidade atestada em perícia. 3 - No caso Furnas, ele mostrou o original do relatório, com firma reconhecida, a duas pessoas e forneceu uma cópia do relatório e da perícia de Molina (me deram uma cópia da cópia). Molina recebeu pelo serviço e sabe quem encomendou e pagou. Nilton confirmou ao delegado federal de Brasília, Dr Zampronha, que esteve com o original, mas alegou te-lo devolvido para a esposa do advogado de Dimas Toledo, que faleceu. Antes de ir a Brasília, ele queria muito dinheiro pelo original, atualmente desconversa. Pode ter conseguido vender. Eu creio que se a PF se empenhar, demonstra este caso, a partir da cópia. Com a quebra de sigilo bancário e principalmente telefônico, chega-se ao forte relacionamento de Dimas com os coordenadores de campanha citados nos boxes do relatório. A própria cópia do documento é passível de confirmação relativa e pode servir como indício a ser confirmado pelas investigações. 4 - Finalmente a pergunta que já ouvi algumas vezes. Por qual motivo, Dimas faria um relatório assinado e incriminando ele mesmo? De certo ele fez relatório e prestou contas a um superior, por escrito. A pergunta deve ser outra. Com qual propósito ele usou papel timbrado e assinou? Acredito que ele tinha um relatório e recentemente imprimiu em timbrado e assinou, a pedido de seu advogado. Disseram a ele que seria apanhado pelas acusações de Roberto Jefferson, que provocou a sua demissão. Argumentaram com ele que, para se proteger, deveria incriminar com provas a oposição, para cessar as denúncias. Só que Nilton incentivou o advogado dele a obter o documento assinado, para outra finalidade. Seria usado para juntos ganharem dinheiro de interessados pelo documento. O reconhecimento da assinatura de Dimas foi feito no Rio em 22/09/2005. É recente.`É o que Nilton disse para as duas pessoas e faz sentido. Ele usou o mesmo artifício no caso Azeredo e no capixaba. 5 - Fiz um roteiro para orientar melhor a leitura do relatório. As 7 páginas abaixo, fazem parte de material escrito sobre o caixa dois e corrupção na estatal Furnas, ocorrido em 2002. Os arquivos de 1 a 5 formam relatório de Dimas Fabiano Toledo, ex-diretor de Furnas. Os arquivos 6 e 7 são da perícia feita pelo Prof. Ricardo Molina. Os documentos apontam fatos gravíssimos. Na primeira página, vultuosos recursos foram transferidos para a campanha presidencial de Serra, contemplado com R$7.000.000,00 e de Geraldo Alckmin com R$9.300.000.00 e outros candidatos paulistas. Na página 2 são candidatos do Rio de Janeiro e o governador mineiro Aécio Neves, com R$ 5.500.000,00 e outros candidatos de Minas. Na página 3 segue a lista de Minas. Na página 4 completa-se a lista de Minas, com a irmã do Governador Aécio Neves, figura ativa no governo. e ainda aparece a lista de políticos de outros estados e inicia-se a lista de doadores, que será completada na página 6. A leitura mostra recursos financeiros para 2 ministros, dois governadores, dezenas de deputados, vários lideres partidários e ex-ministros. A página 3 é encabeçada pelo próprio filho do autor do relatório, que é Deputado Estadual em Minas. Finalmente é bom registrar a presença de expoentes das CPIs como: Alberto Goldman, Zulainê Cobra (P1), Eduardo Paes, Rodrigo Maia (P2) e ACM.neto (p4) como beneficiários. E o mais grave, a lista de doadores mostra que fundos de pensão e empresas públicas financiaram as campanhas eleitorais, caracterizando, crime de corrupção e formação de quadrilha. Logo após as páginas do documento, estão tabulados os dados por estado da federação e por partidos políticos. Belo Horizonte.
01 de Janeiro de 2006
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