Revista Consciência.Net  - Edição de 3/4/2005
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Memória Murada
Reportagem especial
.A Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria acabaram, mas muitas outras ainda estão no dia-a-dia dos habitantes de Berlim: a xenofobia, o neonazismo, as lutas sociais, a negação do passado e o próprio desentendimento entre a política e a história contradizem a paz proclamada em 1989. Pedaços do muro ainda se encontram pelos arredores da capital alemã. Sejam em cartões postais, sejam erguidos próximo ao Check Point Charlie, ainda lembram o que existiu há pouco mais de uma década. De Berlim, para a Revista Consciência.Net, abril de 2005
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THE SORY BEHIND FORCE,
AND, LIGHT & SHADOW

© The Mind of Marguerita.com
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“No Iraque ocupado, a
mulher recuou mil anos”
Entrevista
Em 1988, com quatorze anos, Sammi Alaa deixou sua cidade natal, quando seu pai e sua mãe, ambos enfermeiros de um hospital público e militantes comunistas, partiram para o exterior para escaparem da polícia política. Apenas em 1998, Sammi retornou ao Iraque, já como militante da Aliança Patriótica Iraquiana e integrando a equipe de três porta-vozes no exterior. No dia 29 de fevereiro, Sammi falou longamente, em Porto Alegre, sobre a atual situação no Iraque a Mário Maestri & Florence Carboni

Desigualdade e Ética no Brasil

Renato Kress
O Brasil não é um país pobre. Pobreza você encontra na África. O Brasil é um país injusto e desigual. A desigualdade brasileira é estrutural. Ela não será mudada caso o brasileiro não se incomode realmente com a desigualdade, qualquer situação realmente incômoda, se deixada à sua própria sorte, tende a chegar a um grau de insuportabilidade que gera a ação necessária para se resolver o incômodo. O problema está na passividade com que o brasileiro vem aceitando a desigualdade

Cuando veas las barbas de tu vecino quemar

Rolando Lazarte
(...) De hecho nos quieren hacer culpables de lo que hicieron en Argentina entre — por lo menos — 1976 y 1983. Nos castigaron sin habernos juzgado. Se niegan a presentarse a la justicia a responder por los crímenes de lesa humanidad que practicaron deliberadamente, miente quien dice que lo hicieron por engaño, sin darse cuenta, me equivoqué. No hay justicia en Argentina y hay que asumirlo

Diários Selvagens

Bruno Ribeiro, de Campinas
Desde sua morte, em 1986, o jornalista Carlinhos Oliveira - um dos mais ácidos e autodestrutivos colunistas da imprensa nacional - permaneceu praticamente esquecido. 'O Homem na Varanda do Antonio’s' (Record, 308 pág) e 'Diário Selvagem' (Record, 518 pág) acabam de chegar às livrarias e vêem preencher uma incômoda lacuna. Já não era sem tempo

Da Itália

Gilberto Rocha, do RIO
Médicos garantem que poderiam prorrogar a vida do papa. Na véspera de sua morte João Paulo II rejeitou ir para o hospital e preferiu a morte. Coincidência ou não isso ocorreu no mesmo período que o mundo discute o direito à morte e a Igreja rejeita a eutanásia

O PT que tu me deste era...

Petrônio S. Gonçalves, de Belo Oriente
O deputado federal eleito pelo PT mineiro, Gilmar Machado, membro do Diretório Nacional do Partidos dos Trabalhadores, publicou artigo na imprensa aberta fazendo uma avaliação do partido que ele ajudou a fundar e que, ao chegar ao poder, mudou de cara, de forma e conteúdo. A análise do deputado petista é minuciosa, precisa, verdadeira e criteriosa

A Voz Indígena

Evandro Vieira Ouriques
Vivemos um momento decisivo para a questão indígena em todo o mundo. Com o aprofundamento brutal da crise gerada pelo materialismo, e a consequente re-valorização dos sistemas de entendimento e de ação concreta fundados no amor, no diálogo e na cooperação, a situação sócio-histórica indígena e a contribuição de sua cultura para a Humanidade passam a ocupar um lugar determinante

Do livro ao software didático: rumos democráticos?

Raquel Moraes, de Brasília
(...) grandes desafios se colocam para os professores na atualidade: superar tanto o medo como o endeusamento da informática e lutar pela socialização do acesso às informações e a produção do conhecimento para todos. Caso contrário, poderemos viver a substituição, prevista por Saviani, do cogito cartesiano: “Penso, logo existo”, pelo “Digito, logo sou”, da era globalizada e digitalizada do capital

O sofá e a reforma

Marcelo Alcoforado
(...) no plano da realidade política, demonstração de autoridade insofismável seria fazer a reforma ministerial deixando de fora as indicações dos deputados Roberto Jefferson, Pedro Correia e, principalmente, Severino Cavalcanti

Outra revolução pós-soviética

Isaac Bigio, de LONDRES
A sublevação quirguistanesa se deu a poucos dias do discurso de Bush, no qual reivindicava a si, a onda de transformações democráticas no próximo oeste

Quanto vale uma vida?

Gustavo Barreto
Criança, estudante, comerciante, desempregado, funcionário público, marceneiro, pintor, garçom e o papa. Todos estão, neste momento, "tocando o Senhor". A diferença é de que forma foram tratados por nós antes de chegarem lá

A Cigarra Existencialista

Carol
A cigarra existencialista, de Miguel Torga, faz valer, a todo o momento, a idéia de que o homem não tem uma finalidade definitiva, não foi projetado: “Como se trabalhar fosse um destino”! O homem é feito em sua existência. Tem liberdade de decisão: “Ela continuaria ali, preguiçosa, imprevidente, num desafio sonoro à sensatez”

Desmandos na saúde carioca

Cartas
O Ministério da Saúde não deveria investigar apenas os hospitais municipalizados, mas também o Programa Saúde Família - PSF, onde vem ocorrendo desmandos por parte dos responsáveis pelos núcleos. Por Marcos Henrique Dutra

A maior prisão do mundo

Ensaios dos Leitores
As ruas encontram-se quase desertas. O vento frio varre todos os cantos. Uma música triste e melancólica faz coro com o silêncio dos inocentes. Se é que isto existe. Um lençol branco cobre o firmamento. Em alguns momentos vê-se o azul imaculado o lençol. As janelas estão fechadas. As portas fazem companhia às janelas. Os flocos de neve caem nos lugares certos. (...) Dedicado a Peter Kropotkin. Por Darlon Carlos

Um papa para mudar

Ensaios dos Leitores
Eu não esqueço. Era o dia 26 de agosto de 1978. Minha mãe, muito católica, aguardava ao pé do rádio o nome daquele que seria o novo papa. Esperava ela, já impregnada da Teologia da Libertação, que fosse alguém que recuperasse, de verdade, as idéias e a prática de Jesus. E nós, com ela, também esperávamos. Por Elaine Tavares

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