Tá
lá no Tao Te Ching, compilado em 300 a.c.:
(...)
Quando morreu a consciência do povo,
Falou-se
em autoridade do governo
E lealdade
dos cidadãos Lao Tse, fragmento final do poema 18.
Acerca
de Bush e a explosão de movimentos sociais:
Tenro
e flexível é o homem quando nasce
Duro
e rígido quando morre
Tenras
e flexíveis são as plantas
Quando
começam,
Duras
e rígidas quando terminam.
Rígido
e duro o que sucumbe à morte,
Tenro
e plasmável o que é repleto de vida.
Quem
julga ser forte só pelas armas
Não
vencerá.
Árvores
que parecem possantes
Sempre
se aproximam do fim.
Pelo
que vale isto,
O que
é grande e forte
Já
está a caminho da decadência.
Mas o
que é pequeno e plasmável
Isto
cresce. Lao Tse, poema 76 do Tao Te Ching
Afeganistões,
Iraques e demais massacrados:
Que um
país seja pequeno
E de
escassa população
Que importa!
E se
suas forças armadas
Fossem
de apenas 10 ou 100 homens,
Que nem
usassem suas armas
Deixemos
seus habitantes viver em paz
E cultivar
seu torrão de terra!
E se
não usassem seus navios,
Nem os
seus carros de batalha,
Nem suas
armaduras
Deixemo-los
voltar às tradições paternas!
Estão
contentes com seus alimentos,
E felizes
com seus trajes,
Acham
lindas as suas moradias
E bons
os seus usos e costumes
E se
tão próximos deles fossem os vizinhos,
Que se
ouvissem o canto dos galos e o latir dos cães,
De lá
pra cá e de cá pra lá
Deixemo-los
viver em paz!
Envelhecer
contentes
Morrer
tranqüilos...
Mas não
os privemos de sua liberdade. Lao Tse, poema 80 do Tao Te Ching
Bom
livrinho esse Tao, tem até dicas de como assistir ao Jornal Nacional:
Quem
conhece a sua ignorância
revela
a mais alta sapiência.
Quem
ignora sua própria ignorância
Vive
na mais profunda solidão.
Não
sucumbe à ilusão
Quem
conhece a ilusão como ilusão.
O sábio
conhece o seu não-saber,
E essa
consciência do não-saber
O preserva
de toda ilusão. Lao Tse, poema 71 do Tao Te Ching
Ou
dicas de turismo para o Rio de Janeiro:
Um grande
estado deve ser
Como
um vale profundo,
A que
afluem os rio menores.
Deve
ser como o lar dos povos,
Como
a mãe dos estados menores.
Assim
como, na vida humana,
A fêmea
sempre subjuga o macho
Por sua
suavidade e recipiência,
Assim,
na vida pública:
O estado
sempre vence os outros quando é receptivo.
Receptividade
revela superioridade.
Seja
o estado grande ou pequeno,
O que
importa é que o grande estado nada queira,
Senão
unir e favorecer.
E que
o estado pequeno não queira
Outra
coisa senão o bem comum.
Assim,
nessa mútua colaboração,
Lucra
cada um dos dois poderes.
A verdadeira
grandeza se revela sempre
Pela
receptividade e pelo auxílio mútuo. Lao Tse, poema 61
do Tao Te Ching