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CPI vai incriminar PSDB no próximo relatório
Da redação, 25/1/2006


A CPI dos Correios concluiu um "esqueleto" de seu relatório final que prevê a elaboração de um documento "mais consistente" sobre o "mensalão" e cita o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) como o "antecedente" do esquema de arrecadação ilegal atribuído ao publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Segundo o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), o termo "mensalão" aparece em um dos tópicos do "esqueleto", que será utilizado para acelerar e focar as investigações, já que a CPI dos Correios pretende apresentar seu texto final entre 15 e 20 de março e está sob críticas por falta de objetividade, segundo informou o jornal Correio do Estado, de Campo Grande (MS), em 21/01/2006.

O relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) confirmou que Eduardo Azeredo será citado no relatório final da CPI dos Correios, mas apareceu com um discurso estranho em notícia veiculada no Portal Terra, no começo do mês. Serraglio contestou as insinuações de que o PSDB também estaria participando de um "acordão" para livrar Azeredo. Negou ainda que esteja usando duas medidas, já que Azeredo não está sendo julgado pelo Conselho de Ética.

"Não compete a nós julgar Azeredo, já que ele não é um senador da casa", disse o relator. Para Serraglio, Eduardo Azeredo "não pode ser usado como objeto de disciplina para os trabalhos da Comissão", já que "sua irregularidade está sendo investigada na campanha de 1998". (...) "Temos que fazer tudo com sustentação. Não podemos cometer abuso de poder e nem atirar para tudo que é lado", concluiu ele. Esse discurso parece comprometer a investigação mais aprofundada do caso, independente de partidos, sobre os financiamentos de campanha.
 
 


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