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Indígenas desocupam sede da Funasa por 10 dias Do Conselho Indígena de Roraima, 5/12/2005
Caso a Funasa não atenda as exigências das comunidades indígenas, o prédio voltará a ser ocupado novamente. Uma comissão permanente formada por líderes das etnias yanomami, macuxi, ingarikó, wai wai e wapichana vai acompanhar todas as ações do órgão durante os dias estabelecidos no acordo judicial. A Advocacia Geral da União reconheceu a legitimidade das manifestações das comunidades para melhorar a saúde nas aldeias, mas argumentou no pedido de reintegração de posse que o fechamento da instituição ocasionaria mais demora na solução dos problemas apresentados. Em nome de todos os ocupantes, a comissão formada por Peri Yanomami, Valdeci Wai Wai, Gerson Ingarikó, Severino Macuxi e Luciana Lima decidiu aceitar a proposta de acordo. A advogada do Conselho Indígena de Roraima – CIR, Dra. Joênia Wapichana, foi quem representou os indígenas na audiência. Peri Yanomami foi bastante contundente ao afirmar ao juiz que indígenas de todas as comunidades dos Distritos Sanitários Leste e Yanomami, não estão apenas preocupados com o repasse de verbas para as instituições conveniadas da Funasa, mas com normalização da assistência nas aldeias. Mesmo com a desocupação, a comissão de líderes indígenas pretende reforçar, no período de 10 dias, as manifestações contrárias a efetivação do médico Ramiro Texeira, no cargo de coordenador regional da Funasa. A sede
da Funasa estava ocupada há uma semana pelos indígenas
da etnia yanomami. Na sexta-feira passada, representantes dos povos macuxi,
ingarikó, wapichana, taurepang, patamona e wai wai reforçaram
a manifestação.
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