| rio de janeiro
Nova frota de caveirões
Uma das coordenadoras do Cesec, a pesquisadora Sílvia Ramos diz que a política tem como prioridade o combate ao crime e não às causas da violência. Ela afirma que "a utilização desses carros aprofunda a idéia de que estamos numa guerra e de que as favelas são as áreas inimigas". O problema não é só carioca. As polícias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais mataram quase cinco vezes mais do que todas as polícias dos Estados Unidos juntas. As estatísticas estão no relatório Direitos Humanos Brasil 2005, no qual a pesquisadora Sívia Ramos conclui que o Rio representa um caso grave dentro desse quadro de "inaceitável" violência policial brasileira. "Comparando com padrões de polícias reconhecidamente violentas, como África do Sul e Estados Unidos, revela-se um padrão de uso de força letal fora de qualquer proporção aceitável", alerta. Um dos
diretores do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas),
Itamar Silva argumenta que os blindados não contribuem para diminuir
a violência: "Esses veículos só alimentam o simbolismo
de que a favela é um lugar do mal". Procurada pelo Q!, a
Secretaria de Segurança não se pronunciou. Em declarações
anteriores, a Secretaria informou que os blindados teriam ajudado a reduzir
as mortes de PMs de 44, em 2004, para 17, este ano.
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