Superávit do governo para pagar juros sobe 88% em um mês

Da redação, setembro de 2005
 

A economia de receitas feita pelo governo federal para o pagamento de juros da dívida (superávit primário) aumentou 88,29% em um mês, indo de R$ 3,128 bilhões em maio para R$ 5,890 bilhões em junho. Em seis meses, o governo já economizou 85,33% do que estava planejado para o ano todo. O superávit primário no primeiro semestre chegou a R$ 39,663 bilhões. Para o ano todo, a meta do governo é economizar R$ 46,477 bilhões.

O resultado do semestre é 17% superior ao de igual período de 2004, quando o superávit somou R$ 33,887 bilhões (4,08% do PIB). 

Os números correspondem ao desempenho do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central e foram divulgados nesta quinta-feira pelo Tesouro. Segundo o Tesouro Nacional, o melhor resultado neste ano é conseqüência do crescimento da economia, que é impulsionado pela indústria e pelo setor de serviços. Com isso, subiu a arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Liquido).

Esse resultado tem um lado ruim. O governo consegue esse superávit aumentando impostos e deixando de gastar, por exemplo, em investimentos em obras e serviços.

Esses dados divulgados agora levam em conta a economia feita somente pelo governo federal, o que engloba o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central. Existem outros números, que ainda serão anunciados. O cálculo da economia para o pagamento de juros também leva em conta outras esferas de poder. É o chamado setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais.


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