22 de agosto
Por Rolando Lazarte
 

Recuerdo como si fuera ayer. Las paredes empapeladas con carteles com las fotos de los guerrilleros y querrilleras asesinadas por la espalda en Trelew. Dictadura militar. ¿Onganía? ¿Levingston? ¿Lanusse? Tanto da. El empleado de turno de los monopolios y de la clase dominante en Argentina. Yo era estudiante del Liceo Agrícola y Enológico Domingo Faustino Sarmiento, en Mendoza, Argentina.

Han pasado los años y todavía sus asesinos permanecen impunes. Impunes son las tropas yanquis que entran a Paraguay –¿entrarán?—para atropellar los derechos humanos, la soberanía nacional, la dignidad de las personas que viven en esta parte de América que –muchos yanquis no sospechan—su gobierno usa como campo de entrenamiento para invadir los Iraks, Afganistanes, etc.

La Tv Sur todavía no muestra sus aires por esta parte de América que — muchos ignoran — no quiere guerra, no quiere tortura, no quiere violaciones, no quiere el “american way of life”. La he buscado por México, Brasil y Argentina y no la encuentro, pero sé que en algún lugar ha de estar, pues la vi anunciada en Consciencia y criticada en algún diario reaccionario, satirizada como “TV Chavez”.

No me gustaría que Estados Unidos, su gobierno, sus fuerzas armadas, crearan otras torres gemelas, otro Reichstag, otra faixa de Gaza, otra eterna fuente de consumo de armas y vidas humanas nesta terra irmã –e aí o portunhol corre solto—da Tríplice Fronteira, onde a Paz e o Amor, a Família e o Trabalho, a Fé e a Amizade são a moeda corrente. Alguém irá se preguntar aonde apontam estas linhas.

Ao coração. Um lugar que nenhuma igreja, nenhum exército, nenhum governo, nenhuma nação, nenhuma religião, nenhum credo, nenhum ditador democrático ou autoritário, Bush ou Bin Laden, do laden que for, poderá reivindicar como prórprio. Não há mais Nações Unidas, não existe OEA, não há outra ordem internacional do que a moral. O moral dos cidadãos e cidadãs.

Fora Yankis do Paraguay!!!!! Nos não esquecemos. Não esquecemos Guantánamo. Não esquecemos Irak. Não esquecemos Argentina, onde deixaram mais de 30.000 desaparecidos com a cumplicidade da corja castrense local. Não esquecemos Chile com seu Pinocho ladrão e torturador. Não esquecemos Uruguay com seu Bordaberry canalha e vendepátria. Não esquecemos Luther King.

Não esquecemos John Lennon. Não esquecemos. Vão para sua pátria, se tem uma. Yankis go home!!!!!
 
 

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Rolando Lazarte é sociólogo (Doutor em Ciência) e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em “Saúde e Sociedade” da UFPB, autor de Max Weber: Ciência e Valores (São Paulo, Cortez Editora, 2001, 2ª edição). Texto de 22 de agosto de 2005. Contato: elzarat@yahoo.com.br


Lazarte | Español

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